Yitzhak Kadouri

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Yitzhak Kadouri, às vezes Kaduri ou Kadourie (1897? — 28 de janeiro de 2006) foi um proeminente rabino sefardita haredi que dedicou sua vida ao estudo da Torá e a orações a favor do povo judaico. Acredita-se que tenha vivido entre 106 a 110 anos. Conhecido como um dos principais estudiosos da Cabala, Kadouri faleceu em 2006 após lutar contra uma pneumonia.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Kadouri não publicou livros ou artigos em vida. No entanto surpreendeu o mundo com um polêmico bilhete publicado postumamente, no qual ele afirma que o nome do Mashiach (o esperado Messias) é "Yehoshua" ("Jesus", que é a forma como se escreve o nome "Yeshua"). O mesmo fato foi desmentindo por judeus ortdoxos de Israel, com argumentos de que a seita religiosa "Judaismo Messiânico" teria criado toda a história.

Kadouri ficou conhecido por amaldiçoar o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, por pregar que a cabala deveria ser ensinada somente a judeus e por se envolver num incidente com Madonna, ao afirmar que cabala não era moda (a cantora havia afirmado que praticava a cabala).

Formação[editar | editar código-fonte]

Segundo fontes tradicionais, teria nascido em 1897 no Iraque; aos 13 anos começou seus estudos em Bagdá, sendo seu mestre o Rabino Yossef Haym; aliás, foi o Rabino Ben Ish Chai que proferiu a bênção de longevidade sobre o Rabino Kadouri, o que de fato veio a confirmar-se (pois passou para olam-habá com mais de 105 anos de idade).

Aos 16 anos, Kadouri já era considerado uma autoridade em Torah entre os Rabinos de Bagdá. Foi discípulo de mestres destacados, tais como o Rabino Salmon Eliahu (pai do Rishon Letzion), o Rabino Iehudá Pataya e o diretor da Ieshivá, Rabino Efraim Cohen. Estudou após a guerra da independência de Israel na Ieshivá Bet El.

Política[editar | editar código-fonte]

Kadouri se preocupava com as pessoas, inclusive até bem perto da sua morte. O Rabino, além de ser importante mestre religioso e considerado um dos maiores mekubalim da história do misticismo judaico, esteve por várias vezes envolvido profundamente com a causa política, o futuro de Eretz Israel e o bem estar do povo israelita em sua própria terra. Como exemplo citamos sua oposição relativa à paz com a Síria (um dos acordos previa a devolução das colinas do Golam), o que fez em vida e ostensivamente. Acerca disso, em um dos seus últimos pronunciamentos (feito em 2005), conclama os judeus a viver em Israel, alertando sobre os grandes desastres que ocorreriam em diferentes partes do mundo. É também digno de nota seu pronunciamento que descreve a vida em Israel após a chegada de Mashiach e a era de luz, paz e justiça que consequentemente envolverá todo planeta em que vivemos.

Quanto à expectativa de que cada judeu, ou mesmo ser humano tenha de ver o Mashiach ainda em sua vida, trata-se de um dos pilares da tradição judaica; veja, por exemplo, o sentido profundo do princípio da fé judaica proferido por Rambam acerca da vinda do Mashiach. Quanto ao que afirmou em 1990 o Rebe Lubavitcher ao Rabino Kadouri, consta que a sua influência seria mundial, porque o seu nome “Kaduri” significa globo, referindo-se ao globo terrestre. Em toda sua vida de tzadic era procurado por pessoas com vários problemas e enfermidades que recebiam de Kadouri as bênçãos que, de acordo com os relatos, teriam sido acompanhadas de vários milagres.