Zara (loja)

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Zara S\A
Tipo Privada
Fundação 1975
Fundador(es) Amancio Ortega, Rosalía Mera
Sede Província da Corunha, Espanha
Produtos Têxtil
Página oficial www.zara.com

A Zara é uma rede de lojas de roupas e acessórios para o público feminino, masculino e infantil fundada por Amancio Ortega e Rosalía Mera.[1] Pertence ao Grupo Inditex, que também detém outras marcas como Massimo Dutti, Pull and Bear, Oysho, Bershka, Stradivarius, Uterque, Kiddy's Class além da Zara Home (presente em alguns países).

Na Espanha, a Zara está sediada em Arteixo, província da Corunha, na Galiza, onde a primeira loja foi aberta no ano de 1975. As transações financeiras da empresa estão por conta de uma subsidiária holandesa Zara Mercken.

A primeira loja fora de Espanha foi inaugurada no ano de 1988, na rua de Santa Catarina, na cidade do Porto, em Portugal. Atualmente, a Zara é provavelmente a rede de lojas de roupas em mais rápido crescimento, possuindo 1.770 lojas em 86 países, tendo inaugurado uma nova loja a cada três dias, em 2000.[2] [3]

O património de Rosalía Mera, em 2010, foi avaliado pela Forbes em 2,85 mil milhões de euros.[1]

Zara em Shibuya, Tóquio.

Zara no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Zara é presidida por Enrique Huerta González - que pertencia à rede Stradivarius em Hong Kong - e possui 41 lojas espalhadas pelos estados do Amazonas, Bahia, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo além do Distrito Federal. Sua sede administrativa e centro de distribuição estão localizados em Alphaville, Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, onde também exporta mercadoria para as lojas do Chile e Uruguai.

A maior parte dos produtos ofertados em suas lojas são importadas porém por causa das dificuldades no processo de Comércio Exterior, passou a valer-se de fornecedores locais.

No dia 16/08/2011 o programa de televisão A Liga, em uma reportagem sobre trabalho escravo, denunciou que empresas texteis terceirizadas pela Zara, em São Paulo-SP, utilizavam trabalho equivalente à escravidão, o que passou despercebido pela auditoria interna da empresa por 3 anos, segundo a assessoria de imprensa.

Zara e o trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Ainda que a auditoria da empresa, por anos, não tenha detectado o emprego de trabalho escravo ao longo da cadeia produtiva, a situação não passou despercebida pelo Ministério Público do Trabalho que propôs — ao invés da aplicação imediata de sanções — a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta, TAC. O gesto amistoso do MPT é uma forma negociada de a empresa sinalizar que estará se adequando a legislação trabalhista brasileira, porém a empresa se negou a assinar o termo. O TAC tinha 47 cláusulas e obrigava a Zara a pagar R$ 20 milhões por danos morais. O valor seria destinado a programas que visam melhorar a vida do trabalhador. Além disso, o termo pede o fim das subcontratações e das "quarteirizações" — a terceirização da terceirização — nas oficinas que prestam serviços à empresa e a responsabilidade da Zara sobre sua cadeia de produção.

Galeria de presidentes[editar | editar código-fonte]

  • Pedro Janot (atual presidente da Azul Linhas Aéreas)
  • Enrique Huerta Gonzalez (oriundo da rede Stradivarius)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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