Zimbabwe

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Republic of Zimbabwe
República do Zimbabwe
Bandeira do Zimbabwe
Brasão de armas do Zimbabwe
Bandeira Brasão de Armas
Lema: Unity, Freedom, Work
(em português: Unidade, Liberdade, Trabalho)
Hino nacional: Kalibusiswe Ilizwe leZimbabwe
("Abençoada seja a terra do Zimbábue")
Gentílico: zimbabuano(a), zimbabuense,
zimbabwense, zimbabwiano

Localização  Zimbábue, Zimbabué, Zimbabwe

Capital Harare
17° 50' S 31° 03' E
Cidade mais populosa Harare
Língua oficial Inglês, shona, ndebele
Governo República presidencialista
 - Presidente Robert Mugabe
 - Vice-presidente Joice Mujuru
Independência do Reino Unido 
 - Declarada (como Rodésia) 11 de novembro de 1965 
 - Reconhecida (como Zimbábue) 18 de abril de 1980 
Área  
 - Total 390 757 km² (59.º)
 - Água (%) 1
 Fronteira Moçambique, África do Sul, Botsuana e Zâmbia
População  
 - Estimativa de 2012[1] 12 619 600 hab. (66.º)
 - Densidade 32 hab./km² 
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ : 6.909.000 bilhões (160.º)
 - Per capita US$ : 268 (176.º)
IDH (2013) 0,492 (156.º) – baixo[2]
Moeda Várias
Fuso horário (UTC+2)
Cód. Internet .zw
Cód. telef. +263

Mapa  Zimbábue, Zimbabué, Zimbabwe

O Zimbabwe, Zimbábue, Zimbabué[3] ou Zimbaué (do xona Zimbabwe, "Casa de Pedra"), oficialmente República do Zimbábue, é um país da África Austral, anteriormente designado Rodésia do Sul e depois simplesmente Rodésia. É limitado a norte pela Zâmbia, a norte e a leste por Moçambique, a sul pela África do Sul e a sul e oeste pelo Botswana. A capital é Harare.

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, os ingleses, dirigidos por Cecil Rhodes, começaram a colonizar a região com o objetivo de mineração. A riqueza da terra atraiu muitos europeus, ficando a população branca a dominar o país.

Em 1910, a colónia autônoma se proclamou como Rodésia do Sul. Em 1953, o Reino Unido, temeroso da maioria negra, criou a Federação da Rodésia e Niassalândia, composta pela Rodésia do Norte (atual Zâmbia), Rodésia do Sul (hoje Zimbabwe) e a Niassalândia (atual Malawi). Em 1964, o Reino Unido concedeu a independência à Rodésia do Norte, com o nome de Zâmbia. Mas a Rodésia do Sul se recusou, a menos que fossem dadas garantias de que o governo seria eleito pelo sufrágio universal. Um ano depois, o primeiro-ministro da Rodésia do Sul, Ian Smith, declarou unilateralmente a independência em 11 de novembro de 1965 e promulgou uma nova constituição através da qual o país adotava o nome de República da Rodésia. Mas a independência só foi reconhecida quinze anos depois, em 18 de abril de 1980, com o nome de Zimbabwe.

Em 1969, uma minoria branca votou em um referendo a favor da república como forma de governo, a qual só foi declarada no ano seguinte, embora não tenha sido reconhecida nem pelo Reino Unido nem pela ONU. Em seguida, começou um conflito sangrento que durou mais de uma década. Em 1979, acordou-se uma trégua (Acordo de Lancaster House) e, após um ano, a maioria negra pôde votar e ser votada pela primeira vez em eleições, sendo eleito primeiro-ministro o moderado bispo Abel Muzorewa, que batizou o país sob o nome de Zimbabwe-Rodésia. Muzorewa concordou em uma transição, através de um governador britânico, até a realização de eleições no ano seguinte. A partir daí, o Reino Unido e a ONU reconheceram a independência do Zimbabwe, que já havia sido declarada quinze anos antes. A União Nacional Africana do Zimbabwe (ZANU) ganhou as eleições.

Em 12 de agosto de 1984, o ZANU procurou estabelecer um estado socialista. Dois anos depois, Mugabe anunciou medidas para reprimir os lugares ocupados por brancos na assembleia. Em 2 de dezembro de 1987, Robert Mugabe foi nomeado como o primeiro chefe executivo. Mugabe foi reeleito em março de 1990. Em 1991, o ZANU oficialmente abandonou seus ideais socialistas, mas promoveu um reforma agrária que serviu para estatizar grandes propriedades dos brancos. A forma como foi feita a expropriação tem sido frequentemente considerada controversa, devido à violência empregada para ocupar tais propriedades. Diferentes organizações internacionais, grupos independentes de direitos humanos e o partido político maior de oposição, o Movimento para a Mudança Democrática, reclamaram sobre a falta de transparência no sistema de redistribuição das terras. Robert Mugabe continua no poder, desde 1981. Nas eleições sucessivas desde 1996, a contagem dos votos têm gerado dúvidas na oposição, tanto a nível interno quanto externo. O governo de Mugabe enfrenta uma crescente oposição, dada a crise econômica no país. O governo acredita que a pressão ocidental sobre Mugabe tem sido o resultado do crescimento das relações económicas com a República Popular da China e a disputa entre a República Popular da China e os Estados Unidos quanto aos recursos minerais do subsolo do país.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O território é constituído por uma região planáltica coberta de savanas, sendo a altitude máxima de 2558 m. O solo é muito fértil, propício à agropecuária. A criação de gado bovino e a cultura do tabaco constituem a principal riqueza económica. O subsolo guarda ouro, amianto, carvão e cromo. Ficam em seu território a grande barragem de Kariba e as famosas Quedas Vitória.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Centro de Harare, a capital do país.

O Zimbabwe tinha, em 2003 uma população de 12 576 742 habitantes, correspondente a uma densidade populacional de 32 hab/km².

A maioria da população é de origem banto. Os grupos principais são os shonas, fundadores do primeiro Estado da região, e os ndebeles, de origem zulu, chegados no século XIX.

A maioria da população pratica cultos tradicionais africanos, mas a Igreja Anglicana é a denominação cristã mais difundida.

As línguas oficiais do Zimbabwe são o inglês e as Línguas bantu shona, e ndebele.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

O Zimbabwe é uma república com um presidente executivo e um parlamento que possui duas câmaras.

O atual presidente é Robert Mugabe, que convive com um caos na economia do país. Mugabe luta contra a hiperinflação com atitudes políticas muito criticadas, como a tomada de fazendas pertencentes a brancos para assentar negros, o que, segundo os críticos, fez a situação social e económica do país piorar significativamente.

Em março de 2008 houve eleições gerais, que Mugabe perdeu, sem que o outro candidato tivesse obtido os 50% necessários.

Na segunda volta das eleições, que teve lugar no dia 27 de junho, Mugabe venceu as eleições, tendo sido empossado para o 6ª mandato presidencialista dois dias depois. O candidato alternativo havia desistido da corrida eleitoral alguns dias antes.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa das províncias do Zimbábue, numeradas.

O Zimbabwe está dividido em oito províncias e duas cidades com estatuto de província:

  1. Bulawayo (cidade)
  2. Harare (cidade)
  3. Manicaland
  4. Mashonaland Central
  5. Mashonaland Este
  6. Mashonaland Oeste
  7. Masvingo
  8. Matabeleland Norte
  9. Matabeleland Sul
  10. Midlands

Economia[editar | editar código-fonte]

Dólar zimbabuano de 1983, atualmente uma nota de Z$ 2 tem apenas valor numismático.

O país apresentava em fevereiro de 2007 uma inflação anualizada de aproximadamente 1730%. Dados governamentais de junho de 2007 apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 100000%. Em julho de 2008 a inflação oficial chegou a 2 200 000% ao ano, mas estatísticas extraoficiais indicam uma inflação real de 9 000 000% ao ano.[4] Em 2009, a inflação chegou aos exorbitantes níves de 98% ao dia.

A hiperinflação destruiu a economia do país, arrasando o setor produtivo. Nos últimos anos, o Zimbabwe tem diminuído sua produção agrícola. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[5]

No início de abril de 2009, um vídeo filmado dentro de uma penitenciária do Zimbabwe denunciou a situação precária dos presos, que vivem em condições subumanas e mostram sinais de desnutrição.[6]

O novo governo de coalizão formado em fevereiro de 2009 conseguiu algumas melhorias na economia, incluindo o fim da hiperinflação eliminando o uso do dólar zimbabuano e o controle de preços. A economia está registrando seu primeiro crescimento em uma década, mas ainda são necessárias reformas políticas que permitam um maior crescimento. O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado no dia 04/11/2010, mostra o Zimbabwe na posição 169, o último país do ranking. [7]

O dólar zimbabuano não se encontra em circulação pois foi suspenso oficialmente pelo governo do Zimbabwe devido à hiperinflação. São usadas várias moedas: o dólar dos Estados Unidos (US$), o rand Sul-Africano (R), o pula do Botswana (P), a libra esterlina (£) e o euro (€).[8] Em termos de transações oficiais do estado, o dólar dos Estados Unidos é a moeda de referência.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ruínas de pedras do Grande Zimbabwe, monumento que deu o nome do país.

Os artistas são valorizados no Zimbabwe e muitos conseguem viver da atividade no próprio país. Ao contrário do que acontece em outros países africanos, cujos artistas muitas vezes são forçados a ir para a Europa. Nas artes tradicionais são destaques as obras de cerâmica, cestaria, tecidos pintados, jóias e esculturas em madeira. A música sempre foi uma parte importante da vida cultural. Algumas lendas da África são cantadas em coro com a participação do público, e eventos sociais são realizados com o acompanhamento de músicas[9] e instrumentos tradicionais como a marimba, o xilofone de madeira, e o mbira, também conhecido como o "piano de polegar" e mujejeje, outro instrumento de percussão.

No país encontra-se um dos poucos grandes edifícios antigos, feitos pelos nativos da África negra, a cidadela do Grande Zimbabwe, monumento que dá nome ao país.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A sua culinária é formada basicamente pela herança da cozinha britânica combinada com pratos africanos. A refeição padrão consiste de sadza (uma espécie de mingau de milho) e nyama (pronuncia-se "nhama", e significa "carne").

A bebida alcoólica mais popular é o chibuku.

Festas
Data Nome em português Nome local Notas
1 de janeiro Dia de Ano Novo New Year’s Day
Varia cada ano Sexta-Feira Santa Good Friday
Varia cada ano Segunda-feira da Páscoa Easter Monday
18 de abril Dia da Independência Independence day Concedida pelo Reino Unido em 18 de abril de 1980.
1 de maio Dia do Trabalhador Labour Day
25 de maio Dia da África Africa’s Day Em 25 de maio de 1963 se funda a OUA.
7 de agosto Dia dos Heróis Heroes' Day
8 de agosto Dia do Exército Defence Forces Day
22 de dezembro Dia da Unidade Unity Day
25 de dezembro Dia de Natal Christmas Day
26 de dezembro Dia da Família Boxing Day

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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