Zita Seabra

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Zita Maria de Seabra Roseiro (Coimbra, Santa Cruz, 25 de Maio de 1949) é uma política e editora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

É filha do engenheiro Mário Ramos Carvalho Roseiro (Tondela, Molelos, 11 de Abril de 1921) e de sua mulher Zita Moreira Marques de Seabra.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1966 e passou à clandestinidade em 1967, antes mesmo de fazer dezoito anos, tendo sido controleira da União de Estudantes Comunistas antes e depois do 25 de Abril. Deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1987, pelos círculos de Lisboa e de Aveiro, foi eleita para a Comissão Política do Comité Central do PCP em 1983, no X Congresso do Partido. Em 1982, tinha sido a responsável pela apresentação no parlamento de legislação sobre o aborto, e alega ter sido destacada pelo PCP para a criação do Partido Ecologista "Os Verdes", algo desmentido pelos dois partidos.

Afastou-se do PCP por altura da Perestroika e é uma das mais conhecidas dissidentes do partido, em virtude do processo interno que lhe foi movido e que culminou com a expulsão em 1988 da Comissão Política, primeiro, e do Comité Central, depois.[1] Ainda em 1988, publicou o livro O Nome das Coisas: reflexão em tempo de mudança, que teve sete edições até ao ano seguinte. Em Março de 1989, fez a cobertura para o jornal Expresso das primeiras eleições livres na URSS.[2]

Coordenou o Secretariado Nacional para o Audiovisual em 1993, ano em que assumiu a presidência do Instituto Português de Cinema. De 1994 a 1995, foi presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. Entretanto aderiu ao Partido Social Democrata e nessa condição foi vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira entre 1997 e 2001. Editora na Quetzal, foi administradora e directora editorial da Bertrand Editora e é actualmente presidente do Conselho de Administração e directora editorial da Alêtheia Editores, da qual é fundadora. Eleita pelo círculo de Coimbra em 2005, é deputada e foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República até Outubro de 2007. Nesta legislatura destacou-se pelas posições que tomou contra a legalização do aborto, de que havia sido uma das mais acérrimas defensoras nos tempos de militância comunista. No XIII Congresso do PSD, passou a ser um dos seis vice-presidentes da Comissão Política Nacional deste partido, cargo que desempenhou até Maio de 2008.

É signatária da Petição em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico que decorre em Portugal.[3]

Casou com o também histórico comunista Carlos Alfredo de Brito, de quem tem duas filhas, Ana e Rita de Seabra Roseiro de Brito. Tem um filho do médico João Guimarães, Francisco de Seabra Roseiro Guimarães.

Atualmente recebe do estado uma subvenção vitalícia mensal 3000 euros[4] .

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O Nome das coisas, Mem Martins: Publicações Europa América, 1988
  • Foi Assim, Lisboa: Alêtheia, 2007

Traduções[editar | editar código-fonte]

  • Interrogatório à distância: Václav Havel; entrevista com Karel Hvízd'Ala, Lisboa: Inquérito, 1990

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Portugal Diario (6 de Julho de 2007). Zita Seabra: a história de uma expulsão [ligação inativa]. Cópia arquivada em 8 de Julho de 2007.
  2. Em Julho de 2007, em entrevista a Judite de Sousa, revela que foi nessa longa viagem à URSS que se apercebeu da falência do sistema comunista, tendo abandonado os ideais defendidos pelo PCP.
  3. www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa
  4. Estes gestores recebem pensões vitalícias.