Zona Arqueológica de Agrigento

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Pix.gif Zona Arqueológica de Agrigento *
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Património Mundial da UNESCO

Agrigent BW 2012-10-07 13-12-10.JPG
Templo de Concórdia
País  Itália
Tipo Cultural
Critérios i, ii, iii, iv
Referência 831
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 37° 17′ N 13° 35′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 1997  (21ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
Parque Arqueológico e Paisagístico do Vale dos Templos

A Zona Arqueológica de Agrigento ou Vale dos Templos é um sítio arqueológic em Agrigento, Sicília, Itália. É um dos mais imoressionantes exemplos de arte e arquitetura grega e uma das principais atrações da Sicília, bem como monumento nacional italiano. A área foi incluída como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1997. Muito da escavação e restauração dos templos foi feita graças a esforços do arqueólogo Domenico Lo Faso Pietrasanta, que foi Duque de Serradifalco de 1809 a 1812

Geral[editar | editar código-fonte]

Templo de Juno.

O Vale inclui vestígios de sete templos, todos em estilo dórico. Os templos são:

  • Templo de Juno, construído no Século V a.C. e queimado em 406 a.C. pelos cartagineses. Geralmente usado para celebrações de casamentos.
  • Templo de Concórdia, cujo nome vem da inscrição em latim encontrada na região, e que também foi construído no Século V a.C.. Transformado em uma igreja no Século VI é hoje, uma das mais preservadas do vale.
  • Templo de Héracles, que foi um dos mais venerados na Grécia Antiga. É o mais antigo do vale; destruído por um terremoto, hoje existem somente oito colunas.
  • Templo de Zeus Olímpico, construído em 480 a.C. a fim de celebrar a vitória sobre a cidade-estado de Cartago. É caracterizado pelo uso de atlas de grandes escalas.
  • Templo de Castor e Pólux. Apesar de restarem somente quatro colunas, hoje é o símbolo da moderna Agrigento.
  • Templo de Vulcano, também datado do Século V a.C.. Acredita-se que foi a construção mais imponente do vale; hoje é uma das mais destruídas.
  • Templo de Asclépio, localziado longe das antigas muralhas da cidade; era o local que os peregrinso procuravam para cura das doenças.

O Vale também é onde encontra-se a Tumba de Terone, um grande monumento em formato piramidal; estudiosos acreditam que foi construído a fim de homenagear os romanos mortos na Segunda Guerra Púnica.

Templo de Juno Lacinia[editar | editar código-fonte]

Datado de cerca de 450 a.C., medindo 38.15 X 16.90 m: feito em estilo dórico, com um períptero de 6 colunas precedidas por um pórtico e um opistódomo. O pavimento tem quatro níveis.

Restos da construção consistem de uma coluna frontal com partes de uma arquitrave e do friso. Somente fragmentos dos três outros lados ainda existem, com poucos elementos da cella. A construção foi danificada por um incêndio em 406 a.C. e restaurada na época dos Romanos, com a substituição do teto de mármore e a adição de uma escada íngrime onde hoje podem ser avistados restos do altar.

Nas proximidades temos um arcossólio e outras sepulturas da época Bizantina, que são provenientes da renovação do Templo de Concórdia realizada no Século VI, transformando-o em uma igreja católica.

Templo de Concórdia[editar | editar código-fonte]

Templo de Concórdia
Planta do Templo de Concórdia.

Graças a seu bom estado de preservação, o Templo de Concórdia está ranqueado entre as mais notáveis construções da civilização da Grécia Antiga ainda existente. Ele possui uma peristase de 6 X 13 colunas construídas sobre um pavimento de 39.44 x 16.91 m; cada coluna Dórica tem 20 sulcos e uma leve entasis, sobremontada por uma arquitrave com tríglifos e métopas; também perfeitamente preservados são os tímpanos. A cella, precedida por um pronaos, é acessada por um simples passo; também possui pylons com as escadas o que os permite alcançar o teto e, sobre as paredes da cella e dos blocos da tablatura da peristase, os orifícios da viga de madeira. O exterior e interiro do templo são cobertos por estuque policromático. A moldura superior tem calhas com prótomos em formato de leão, enquanto o teto é coberto por ladrilhos de mármore.

Quando o templo tornou-se uma igreja a entrada foi movida para a parte traseira, e a parede traseira da cella foi destruída. Os espaços entre as colunas foram fechados, enquanto 12 aberturas em arco foram criadas na cella, a fim de se obter uma estrutura com uma nave e duas ilhas. O altar pagão foi destruído e as sacristias foram esculpidas nos cantos leste. As sepulturas visíveis dentro e fora do templo datam da Alta Idade Média.

Templo de Asclépio[editar | editar código-fonte]

O Templo de Asclépio está localizado na meio da Planta de São Gregório. A sua identificação é baseada na menção de Políbio, que atesta que o templo era "em frente à cidade", uma milha fora dela. Entretanto, como a atual distância não corresponde e o tamanho da construção é relativamente pequeno, pesquisadores não acreditam nesta descrição.

O pequeno templo, datado provavelmente do Século V a.C. e medindo 21.7 x 10.7 m, ergue-se sobre uma base com três pavimentos. A sua peculiaridade é o opistódomo falso com duas semi-colunas do lado externo da cella traseira. Possui prótomos com formato de leões, um friso e um frontão de geison.

O santuário abriga uma estátua de bronze de Apolo, de Míron, um presente de Cipião Africano à cidade, que foi roubada por Gaius Verres.[1]

Templo de Héracles[editar | editar código-fonte]

Vestígios do Templo de Héracles.

O nome tradicional deste templo vem de outra menção de Cícero[2] sobre um templo dedicado ao herói clássico "não longe do fórum"; entretanto nunca foi provado que sua localização era onde se acredita.

Estilisticamente, o templo pertence aos últimos anos do Século VI a.C.. Também acredita-se que este templo foi o primeiro construído no reinado de Terone. O entablamento, que teve algumas partes encontradas seria dos anos 470-460 ou do meio do Século V a.C.. Uma hipótese é de que o templo começou a ser construído antes da Batalha de Hímera, sendo completada somente nas décadas seguintes. Polieno menciona o templo de Atenas sendo construído no reinado de Terone, fora da cidade, e que poderia ser identificado como sendo o de "Hércules".

Olympeion[editar | editar código-fonte]

Do outro lado da estrada, através do Portão Dourado da cidade antiga, há um plano comandado pelo enorme Olympeion. Inclui-se a platea com um templo grande em homenagem a Zeus, mais outras áreas ainda sob estudo. Isso inclui um santuário, com vestígios da uma praça pavimentada, um sacellum e um tholus. Após outro portão, temos um santuário de deidades ctónicas, chamado de colimbetra (onde havia outro portão, hoje desaparecido) e indícios de onde outro santuário era localizado, com o Templo de Vulcano.

A atração principal do complexo de Olympeion é o enorme templo de Zeus Olímpico, que foi descrito com palavras entusiasmadas por Diodoro Sículo e mencionado por Políbio.[3] Hoje está reduzido a ruínas devido a sua destruição, que começou na antiguidade e continuou atrav~es do Século XVIII, quando o templo foi usado como pedreira para a construção do porto de Porto Empedocle.

Templo do Dioscuro[editar | editar código-fonte]

Vestígios rearranjados do Templo de Castor e Pólux.

Ao norte do Templo L há as ruínas do Templo de Castor e Pólux, que é de fato uma reconstrução moderna do século XIX, criada através de fragmentos de vários outros templos. Ele inclui quatro colunas e um entablamento montado sobre os achados de um templo originário de 31 X 13.39 m, e que teria perípteros Dóricos com 6 X 13 colunas e datado de cerca de meados do Século V a.C.

Templo de Vulcano[editar | editar código-fonte]

Do outro lado do vale está o ápice da colina, comandado pelos vestígios do Templo de Vulcano. É uma construção em estilo Dórico, do Século V a.C., com um sacellum arcaico, encrustado em uma cella do estilo clássica. O sacellum mede 13.25 X 6.50 metros; sua decoração, datada de cerca de 560-550 a.C., foi recentemente reconstruída. O templo clássico, com perípteros Dóricos, medindo 43 x 20.85 metros, ergue-se de um krepidoma de quatro pavimentos e tem 6 x 13 colunas; datado por volta de 430 a.C.

Referências

  1. Cicero, Verrinae, II 4, 93.
  2. Cicero, Verrinae, II 4,94
  3. IX 27,9.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]