Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul
| Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (em português) Zona de Paz y Cooperación del Atlántico Sur (em espanhol) Zone de Paix et de Coopération de l'Atlantique Sud (em francês) South Atlantic Peace and Cooperation Zone (em inglês) |
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| Bandeira da ZPCAS | |
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| Fundação | 27 de outubro de 1986 |
| Sede | Brasília, |
| Membros | 24 países-membros |
| Línguas oficiais | Português, espanhol, francês e inglês |
| Presidente pro tempore | (2011) |
A Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (em espanhol: Zona de Paz y Cooperación del Atlántico Sur, em francês: Zone de Paix et de Coopération de l'Atlantique Sud, e em inglês: South Atlantic Peace and Cooperation Zone) também conhecido pelo acrônimos ZPCAS e ZOPACAS, foi criada em 1986 após iniciativa brasileira que resultou na resolução 41/11 da Assembleia Geral das Nações Unidas1 2 , que promove a cooperação regional e a manutenção da paz e segurança na região.
Particularmente, a atenção foi dedicada às questões de prevenção geográficas da proliferação de armas nucleares e redução até eventualmente eliminar a presença militar dos países-membros em outras regiões do mundo. E juntos, os membros, buscam formas de integração e colaboração regional, tais como a cooperação econômica e comercial, científica e técnica, política e diplomática3 .
Através dessa zona de cooperação, portas são abertas para aproximação de blocos localizados parcialmente nessa área. Assim, permitindo o estreitamento de relações entre o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) na América do Sul e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral na África Austral4 .
Índice |
História [editar]
Esse foro de coperação sul-sul com o objetivo de promover a paz foi proposto a época do governo brasileiro Sarney e apoiado pelo governo argentino Afonsín. Então foi apresentado na ONU durante a assembléia geral e obteve a aprovação apesar do voto contra dos Estados Unidos e das abstenções da Bélgica, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Alemanha Ocidental1 . Assim foi formada em 1986 num contexto de finalização da Guerra Fria como uma zona livre da corrida armamentista que ocorria.
A primeira Reunião Ministerial da ZPCAS ocorreu na Cidade do Rio de Janeiro, onde ficou acertada a realização de reuniões periódicas com o objetivo de definir a agenda de cooperação. Contando com essa, foram feitas apenas seis conferências. E ainda na III Reunião Ministerial da ZPCAS em Brasília, a capital do Brasil, a Declaração de Desnuclearização do Atlântico Sul foi adotada em setembro de 19941 .
No entanto, os temores da disputa entre EUA e URSS acabaram com o fim da superpotência socialista e a queda do muro de Berlim, deste modo os motivos que levaram à criação da organização foram esmorecendo fazendo com que quase parasse e ocorresse oito anos consecutivos de presidência argentina.
Entretanto, em conseqüência da desistência do Benim em ocupar a presidência, a Angola, seguindo a estratégia diplomática do governo, assumiu a presidência pro tempore da ZPCAS e sediou a VI Reunião Ministerial da ZPCAS em 20075 6 .
A partir da presidência angolana, é esperada a revitalização da zona através da continuação das práticas de desnuclearização, isto é, livre de armas nucleares e de destruição em massa, e de solução de conflitos7 .
Membros [editar]
Os membros da ZPCAS são os países banhados pela parte sul do oceano Atlântico, que é o segundo maior oceano e cobre 20% da superfície terrestre5 , localizados na costa ocidental da África e alguns na costa oriental da América do Sul3 8 . Esses Estados que compõem a organização internacional são:
Idioma [editar]
A ZPCAS possui quatro idiomas oficiais: português, espanhol, francês e inglês.
Em analogia a outro grupo internacional, a maior parte dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa também fazem parte da ZPCAS, mais precisamente, os cinco lusófonos dos oito membros plenos. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe são eles. Sem falar de Guiné-Equatorial9 e Senegal10 que são dois dos três membros associados (o outro é a Maurícia11 ) e do Uruguai, onde o ensino da língua portuguesa é obrigatória a partir do 6º ano de escolaridade12 .
Não se pode deixar de falar também dos francófonos, quase todos os membros africanos da ZPCAS é membro da Organização Internacional da Francofonia. São eles: Benin, Cabo Verde, Camarões, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, RD Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal e Togo13 .
Há também os anglófonos que também são membros da Comunidade das Nações e hispanófonos, no entanto estão em menor número.
Referências
- ↑ a b c SOUZA, Isabela Gláucia de. O Estigma da energia nuclear na defesa nacional (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ Resolução 41/11 da Assembléia Geral das Nações Unidas - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (em inglês). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ a b Ministério das Relações Exteriores - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ A África nas Relações Internacionais (parte III). Página visitada em 6 de dezembro de 2008.
- ↑ a b SILVA, Reginaldo (18 de junho de 2007 às 02:23 GMT). Angola reaviva Zona de Paz do Atlântico Sul (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ Agência Lusa (19 de junho de 2007, às 17:38:02). Brasil celebra 'nova fase de cooperação' no Atlântico Sul (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ EMM News Explorer (19 de Junho de 2007). Estados da CPLP no Atlântico Sul defendem revitalização da Zona de Paz e Cooperação (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ Página Oficial do Governo de Cabo Verde (19 de junho de 2007). Cooperação do Atlântico Sul: Cristina Fontes Lima participa na Conferência dos Estados Membros (em português). Página visitada em 2 de dezembro de 2008.
- ↑ Guiné-Equatorial (em português). Página visitada em 6 de dezembro de 2008.
- ↑ Senegal (em português). Página visitada em 6 de dezembro de 2008.
- ↑ Ilha Maurício (em português). Página visitada em 6 de dezembro de 2008.
- ↑ Governo uruguaio torna obrigatório ensino do português (Publicado dia 5 de novembro de 2007).
- ↑ Etats et gouvernements membres de l'Organisation internationale de la Francophonie (em francês). Página visitada em 6 de dezembro de 2008.
Ver também [editar]
- Organização do Tratado do Atlântico Norte
- Política externa do Brasil
- Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares
Ligações externas [editar]
- Sobre a organização no sítio eletrônico do Ministério das Relações Exteriores do Brasil
- Resolução 41/11 da Assembléia Geral das Nações Unidas - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (em inglês)