Zorro

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Zorro
Zorro pencil sketch CVN.jpg
Outro(s) nome(s) Diego de la Vega
Origem Los Angeles, Califórnia
Sexo masculino
Características Cavaleiro, espadachim, atirador e salteador
Actividade(s) Hidalgo
Amigo(s) Bernardo (criado), Alejandro de la Vega (pai), Tornado (cavalo)
Criado por Johnston McCulley
Série Zorro
Primeira aparição All-Story Weekly (1919)
Editor(es) Zorro Productions, Inc.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Zorro é um personagem de ficção, criado em 1919 pelo escritor norte-americano Johnston McCulley. Ele é apresentado como o alter-ego de Don Diego De La Vega, um jovem membro da aristocracia californiana, em meados do século XIX, período em que a região era colônia da Espanha.

Após longo período de educação na Europa, Diego retorna à Califórnia e passa a defender os "fracos e oprimidos", sob uma máscara e uma capa negra, empunhando uma espada e cavalgando um cavalo igualmente negro de nome "Tornado". Sem o disfarce, ele simula ser um homem que se acovarda diante de situações de perigo.

A figura passaria a ser chamada de "Zorro" pela população, porque seus movimentos e sagacidade lembrariam uma raposa (a tradução em português da palavra espanhola "zorro"). O próprio personagem adota a letra "Z" como sua assinatura (três linhas cruzadas), marcando-a com sua espada em paredes e nas roupas de seus inimigos, como sinal de sua passagem.

Johnston McCulley teria se inspirado em personagens históricos da América Latina, tradicionalmente ligados a movimentos conhecidos como "banditismo social", e destacadamente nas figura de Joaquin Murietta (que teria inspirado o sobrenome da mais recente representação cinematográfica de Zorro, Alejandro Murietta) e Salomon Maria Pico e em heróis da ficção que se disfarçavam com capuzes, dentre eles, o Pimpinela Escarlate.

Zorro tem sido apresentado em mídias diversas e em diferentes caracterizações, em versões nem sempre correspondentes à original. Por este motivo, o personagem é considerado um ícone menor da cultura pop, aparecendo no cinema, em programas de televisão e em histórias em quadrinhos. Zorro também pode ser considerado como um herói "capa-e-espada", ou seja, um representante de um gênero menor da ficção norte-americana conhecida como Swashbuckler.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Zorro estreou em 1919 na história de "A Maldição de Capistrano" de McCulley, serializado em cinco partes na revista pulp All-Story Weekly. No desfecho, a verdadeira identidade de Zorro é revelada a todos.


Douglas Fairbanks e Mary Pickford, em sua lua de mel, selecionaram a história como a imagem inaugural para o seu novo estúdio, o United Artists, começando assim, tradição cinematográfica do personagem. A história foi adaptada como o filme A Marca do Zorro (1920), que foi um sucesso comercial. A história de McCulley foi relançado pela editora Grosset & Dunlap sob o mesmo título, para combinar com o filme.

Em resposta à demanda pública alimentada pelo filme, McCulley escreveu mais de sessenta mais histórias Zorro, a partir de 1922 O último, "A Máscara do Zorro" (não confundir com o filme de 1998), foi publicado postumamente em 1959 Estes histórias ignoram a revelação pública do Zorro da sua identidade. McCulley morreu em 1958, assim como a Disney produzido programa de televisão Zorro foi se tornando popular.


História do personagem[editar | editar código-fonte]

Em "A Maldição de Capistrano", Don Diego Vega se torna Señor Zorro no pueblo de Los Angeles, na Califórnia "para vingar os indefesos, para punir os políticos cruéis" e "para ajudar os oprimidos." Ele é o personagem-título, como ele é chamado de "A Maldição de Capistrano".

A história envolve o romance com Lolita Pulido, uma nobre empobrecida. Enquanto Lolita não se impressiona com Diego, que finge ser um almofadinha sem paixão, ela é atraída para o arrojado Zorro. Seu rival é o capitão Ramon. Outros personagens incluem o sargento. Pedro Gonzales, inimigo de Zorro, mas amigo de Diego; Bernardo, o surdo e mudo servo de Zorro; seu aliado Frei Felipe; seu pai Don Alejandro Vega; e um grupo de nobres (caballeros), que a princípio caçá-lo, mas são conquistados para sua causa.

Em histórias posteriores, McCulley introduz personagens como piratas e nativos americanos, alguns dos quais conhecem a identidade de Zorro.

Em histórias posteriores de McCulley, o apelido de Diego tornou-se de la Vega. Na verdade, o escritor era descontroladamente inconsistente. A primeira série da revista terminou com o vilão morto e Diego exposto publicamente como Zorro, mas na seqüência o vilão estava vivo, e a próxima história, a dupla identidade ainda era um segredo.

Várias produções Zorro expandiram em façanhas do personagem. Muitas das continuações apresentam um caráter mais jovem assumir o manto de Zorro.

Embora as histórias de McCulley foram fixados em Los Angeles durante a era do domínio mexicano (entre 1821 e 1846), algumas adaptações para o cinema da história de Zorro tê-lo colocado durante a era anterior espanhola.


Características[editar | editar código-fonte]

Em "A Maldição de Capistrano", Diego é descrito como "ao contrário dos outros jovens cheios de sangue dos tempos"; embora orgulhosos como condizente com a sua classe (e aparentemente indiferente sobre as classes mais baixas), ele evita ação, raramente usando sua espada, exceto para a moda, e é indiferente ao romance com mulheres. Isto é, evidentemente, um engodo. Este retrato, com pequenas variações, é seguido na maioria dos media Zorro.

Uma notável exceção a este retrato é o Zorro da Disney (1957-1959), onde Diego, apesar de usar a fachada original no início da série, em vez se torna um cruzado apaixonada e compassiva para a justiça e simplesmente se disfarça como "o espadachim mais inepto em toda a Califórnia . "Nesa série, todo mundo sabe que Diego gostaria de fazer o Zorro faz, mas acha que ele não tem a habilidade.


O Zorro do Family Channel (1990-1993) leva ainda mais este conceito. Enquanto Diego finge ser inepta com uma espada, o resto de sua fachada é realmente exagerando seus interesses reais. Diego é realmente bem versado e interessados ​​em arte, poesia, literatura e ciência. Ele finge estar apenas interessado nessas coisas e não têm interesse em esgrima ou ação. Zorro também tem um laboratório bem equipado em sua caverna escondida nessa versão da história.



Versão em quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Versão para teatro musical[editar | editar código-fonte]

No ano de 2008, estreia no West End londrino a montagem musical contando a vida do heroi mascarado. foi adaptado a partir do romance da escritora chilena Isabel Allende, o espetáculo ficou em cartaz por quase 10 meses para, em seguida, estrear no Folies Bergère de Paris. No ano de 2009 inicia-se a produção brasileira do espetáculo. A fase de inscrições e seleção de atores durou alguns meses e, em fevereiro de 2010 iniciam-se os ensaios do espetáculo. [1] Com estreia prevista para 16 de julho de 2010, o espetáculo ficará em cartaz no Teatro das Artes (Shopping Eldorado), em São Paulo. Serão 7 récitas semanais, um elenco de aproximadamente 30 pessoas em cena (o que inclui uma banda ao vivo, bailarinos cantores e atores), 140 figurinos, mais de 15 técnicos e produtores.

Sinopse do musical[editar | editar código-fonte]

Don Diego de La Vega é um jovem rapaz rico que sai da Califórnia e vai estudar em Barcelona deixando para trás Luiza, o seu amor de infância.

Mais tarde em Barcelona, Diego se afasta da escola para se juntar ao grupo de músicos ciganos onde se torna a estrela principal. Luiza encontra Diego e pede para ele voltar para Califórnia, pois Ramon, seu irmão, assumiu o poder após a morte de Don Alejandro, pai de Diego, e se tornou um tirano capitão. Inês, uma cigana apaixonada por Diego, convence todos os ciganos do grupo a irem para Califórnia ajudá-lo.

Após testemunhar a crueldade de Ramon, Diego decide criar um herói para combatê-lo adotando o nome de Zorro. Ramon quer acabar com Zorro. O herói luta por paz para o seu povoado. Inez sonha em ser correspondida por seu amor e Luiza quer saber quem é o homem por trás daquela mascara. (sinopse obtida a partir do press-release oferecido no site do espetáculo)

Ficha técnica do musical[editar | editar código-fonte]

Baseado no romance de Isabel Allende, escrito por Stephen Clark e Helen Edmundson.

Música: Gipsy Kings, co-escritas e orquestradas por John Cameron

Protagonistas:

Elenco:

Alessandra Papadimitriou, Carolina Rocha, Ciça Simões, Conrado Carmven, Daniel Cabral, Diego Biaginni, Eduardo Alves, Elcio Bonazzi, Fabiana Figueiredo, Fernando Cursino, Flávia Menezes, Guilherme Lazari, Jeferson Oliveira, João Victor Bastos, Jonatas Camolese, Juliana Garavatti, Lorenzo Martin, Milene Munoz, Roberta Zanellato, Ubiracy Brasil E Willian Anderson.

  • Produtores Idealizadores: Camila Caruso E Leandro Wyatt - Agência Boom, Popcorn E Zorro(London) Limited
  • Produtor Associado: Murilo Rosa
  • Direção de Produção: Cesar Castanho
  • Produtor Executivo E Artístico: Vitor Cardoso
  • Direção Artística: Roberto Lage
  • Ass. de Direção: Jarbas Homem De Mello
  • Coreografias Flamencas: Jarbas Homem De Mello E Juçara Correa
  • Coreografias: Kátia Barros
  • Ass. de Coreografia: Keila Fuke
  • Direção Musical e Regência: Thiago Gimenes em substituição a Willy Verdaguer

Banda:

Cinthia Sell (Teclado), Fernando De Marilia (Guitarra), Guilherme Terra (Teclado/ 2º Regente), Jeferson Oliveira (Violão), Kiko Andrioli (Bateria), Lucas Rueda (Percussão), Marcel Bonfim (Contrabaixo), Vinicius Gomes (Guitarra), Waldir Junior (Guitarra)

  • Preparação Vocal: Thiago Gimenes
  • Versões Texto e Música: Vitor Beire
  • Consultoria Artística: Marcos Tumura
  • Figurinos: Paula Valéria
  • Coreografias de Lutas: Marcelo Rodrigues
  • Concepção Cenográfica: Alberto Camareiro
  • Fotos Divulgação: Yuri Wyatt

Em 2007 a Telemundo em parceira com a Sony,criou a primeira telenovela do Zorro:"Zorro, la espada y la rosa" baseada no livro "Comieza a lenda" de Isabel Allende, exibida no Brasil pela Rede Record de Televisão.

Zorro no cinema[editar | editar código-fonte]

Filmes[editar | editar código-fonte]

Seriados[editar | editar código-fonte]

Zorro na Televisão[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • No conto original de McCulley não existe originalmente a marca do "Z". Além disso, o nome do personagem Sargento Garcia (consagrado na versão de Zorro produzida pelos estúdios Disney para a televisão) é Gonzáles e no último capítulo intitulado "Que bobagem", o herói revela sua identidade.[2]
  • Douglas Fairbanks foi o primeiro a interpretar Zorro no cinema, responsável por inaugurar as características que a partir de então identificariam o personagem: (a espada, o chicote, a máscara e a sua famosa marca "Z"). Os filmes, do cinema mudo, foram: A Marca do Zorro (1920) e O Filho do Zorro (1925).
  • Antonio Banderas disse que faria o herói porque era fã da serie com Guy Williams[carece de fontes?].
  • A produção original foi refilmada com Tyrone Power em 1940 e para a televisão, com Frank Langella, em 1974. Entre 1951 e 1974, vários filmes foram realizados na Europa - o melhor foi "Zorro" de 1975, com Alain Delon. Em 1981, George Hamilton protagonizou a sátira "As Duas Faces de Zorro". Em 1998, Steven Spielberg produziu a superprodução "A Máscara do Zorro", longa-metragem com a brilhante direção do diretor Martin Campbell ("007 Contra Goldeneye"), protagonizada pelos astros Antonio Banderas, Catherine Zeta Jones e Anthony Hopkins. E em 2005 foi feita a continuação com o título A lenda do Zorro[carece de fontes?].
  • Em 1937, os estúdios Republic Pictures lançaram o herói em um seriado com episódios de 20 minutos, exibidos semanalmente nos cinemas. Nos cinco anos seguintes, foram realizados outros quatro seriados, com destaque para "A Legião do Zorro", de 1939.
  • Entre 1981 e 1983, os estúdios Filmation produziram a primeira série animada do personagem, As Novas Aventuras de Zorro. Já a Warner Bros., atualizou a fórmula com novas técnicas de animação e cores vibrantes e produziu, em 1997, outra versão animada.
  • Em 1958, a Walt Disney lançaria a versão mais famosa de Zorro: a série com Guy Williams Por vários fatores, quase que o projeto não acontece. Mas por ironia do destino, ainda em 1957, quando Walt Disney montava a sua Disneylândia, as negociações com a Rede ABC foram fechadas e no ano seguinte, Zorro entrava no ar.
  • No Brasil, erroneamente, o personagem Lone Ranger (Cavaleiro Solitário) foi rebatizado de Zorro quando exibido na TV e no cinema, criando uma grande confusão no país sobre quem era o verdadeiro Zorro. Mas, tirando a máscara, o Cavaleiro Solitário possui poucas semelhanças com o real Zorro - o cenário é os Estados Unidos, nos tempos dos vaqueiros ("cowboys") que lutavam contra os donos originais da terra, os índios. Aliás, o fiel companheiro e amigo do Cavaleiro Solitário, que monta no cavalo que atende pelo nome de Silver ("prata", em inglês) é o índio Tonto.
  • Um outro clone do Zorro - desta vez criado por um espanhol - chamado El Coyote fez muito sucesso no Brasil em uma série de livros de bolso. O sucesso foi tão grande que abriu o mercado para os livros de bolso de Western no país, mercado que durou com força até meados da década de 1990. "El Coyote" é muito semelhante ao Zorro, mas age na California do século XIX, quando a região deixou de ser mexicana para se tornar estadunidense.
  • Zorro já foi interpretado por uma atriz chamada Linda Sterlin no filme Zorro's Black Whip de 1944
  • Zorro também teve uma versão anime
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  • Zorro em espanhol significa raposa

Notas e referências

  1. a b c d e f g h i j k Mattos, A. C. Gomes de. Cinemin 13. [S.l.]: Rio de Janeiro: EBAL. 34-35 pp.
  2. http://veja.abril.com.br/210600/p_161a.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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