Zubair ibn al-Awwam

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Zubair ibn al-Awwam
Outros nomes al-Zubayr ibn al-‘Awwām ibn Khuwaylid
Nascimento 594
Morte 656 (62 anos)
Etnia Árabe
Ocupação General
Principais trabalhos
Religião Islão

Zubair ibn al-Awwam (em árabe: الزبير بن العوام بن خويلد بن; transl.: al-Zubayr ibn al-‘Awwām ibn Khuwaylid; 594656) foi um companheiro de Maomé (Sahaba) e um dos comandantes militares árabes mais proeminentes durante os reinados dos califas Rashidun Abu Bakr e Omar, que se notabilizou principalmente na invasão muçulmana do Egito e na primeira guerra civil muçulmana ("Primeira Fitna").

Zubair era filho de Awwam ibn Khuwaylid e membro da tribo Banu Assad, de árabes adnanitas, com origens no Iraque. Cadija bint Khuwaylid, a primeira esposa de Maomé era sua tia paterna.[nt 1] [carece de fontes?] Por sua vez, a mãe de Zubair, Safia, era tia paterna de Maomé.[1]

Zubair foi casado com Asmaa bint Abu Bakr, filha de Abu Bakr e meia-irmã de Aicha bint Abu Bakr, uma das esposas de Maomé. Ambos tiveram dois filhos: Abd Allah ibn al-Zobair, que se proclamou califa entre 980 e 692, e Urwa ibn al-Zubayr, um dos primeiros alfaquis (juristas islâmicos) e historiador.

Zubair foi um comerciante abastado, muito popular em Kufa[1] e foi dos primeiros convertidos ao Islão e participou em várias das primeiras campanhas militares de Maomé. Após a morte de Maomé, comandou um regimento na batalha de Jarmuque,[carece de fontes?] um dos primeiros recontros militares de grande envergadura das guerras bizantino-árabes, travada em 636 na Síria bizantina, que se saldou numa vitória decisiva para a conquista da Síria e Levante aos bizantinos. Em 640, foi o comandante dos reforços enviados para o Egito para apoiar Amr ibn al-As. Segundo alguns, Zubair foi o comandante de campo com mais êxito durante a conquista muçulmana do Egito. Zubair fazia parte da lista de seis pessoas selecionadas por Omar como candidatos à sua sucessão à frente do Califado.[carece de fontes?]

Após a morte de Omar, Zubair manteve-se afastado da política e dos assuntos militares, mas após o assassinato do califa Otman em 656, começou por ser aliado do seu sucessor, Ali, juntamente com Talha ibn Ubaydullah. No entanto, as relações destes dois homens com Ali iriam deteriorar-se rapidamente. Quando Ali apelou à guerra contra Muawiya, o governador da Síria que se recusou a reconhecer Ali como califa, Zubair e Talha, à semelhança de muitos habitantes de Medina, não responderam ao apelo e sugeriram a Ali que fossem nomeados governadores de Kufa e Bassorá. Alegando que precisava deles ao seu lado como conselheiros, o califa preferiu nomear outros homens da sua confiança para aqueles cargos. Isto não foi bem aceite pelos preteridos. A justificação de que eles eram necessários em Medina foi usada novamente por Ali para lhes recusar autorização para irem a Meca fazer a Umra (peregrinação). Zubair e Talha abandonaram então Medina secretamente para se juntarem a Aicha bint Abu Bakr, viúva de Maomé, que se tinha rebelado clamando vingança pelo assassinato de Otman, juntamente com outras personalidades influentes. Aicha era da família de ambos, pois tanto Zubair como Talha eram casados com irmãs suas.[1]

Ali ficou muito perturbado com a deserção de Zubair e Talha, mas em vez de os unir, decidiu tentar conciliar-se com eles, escrevendo-lhes uma carta:[1]

Ambos sabeis muito bem que, na verdade, eu não me aproximei das pessoas para me elegerem como o califa. Por outro lado, foram as pessoas que me forçaram a aceitar o cargo de califa no interesse do Islão. Também não pedi às pessoas que me jurassem fidelidade, elas fizeram-no de livre vontade. Vós dois aproximaram-se de mim e juraram-me fidelidade. As pessoas juraram-me lealdade sem qualquer temor nem ganhos mundanos ou lucros. Então, se juraram fidelidade voluntariamente, como podem hesitar e abjurar? Se juraram sob coação, então provaram o caso contra vocês próprios, pois mostraram obediência a mim ao mesmo tempo que escondiam a vossa traição. Por Deus, essa hipocrisia não é digna de Muhajirun[nt 2] do vosso calibre [...] Dizeis que eu sou o assassino de Otman. Avancem e deixem que o povo de Medina que não tomou partido por nenhuma das partes, julgue entre vós e eu. O seu julgamento revelaria o que eu e vós fizemos naquela ocasião. Vós sois homens velhos e experientes e compete-vos arrependerem-se do que haveis feito. Já é suficientemente mau que tenham incorrido no ódio das pessoas do mundo, mas acautelai-vos porque, na vida que se segue, tereis que enfrentar o inferno pelo vosso desvio.[1]

A carta de Ali não teve qualquer efeito, e Talha e Zubair juntaram-se a Aicha em Meca e elevaram de tom o grito de vingança pelo sangue de Otman.[1] Os revoltosos marcharam sobre Baçorá, onde cercaram e mataram 4 000 suspeitos de estarem implicados no cerco à casa de Otman que culminou na morte deste. O califa Ali marchou então sobre Bassorá com o seu exército e chegou a acordo com Aicha em que se comprometia a castigar os rebeldes que tinham assassinado Otman. No entanto, à noite estalou uma batalha, iniciada pelos rebeldes que se encontravam no exército de Ali e que receavam ser mortos se o acordo fosse cumprido. A batalha ficou conhecida como batalha do Camelo e nela morreu Talha devido a uma flecha disparada por Marwan ibn al-Hakam. Ali aconselhou Zubair a perseguir Marwan e trazê-lo para ser julgado. Zubair deixou o campo de batalha e acabaria por ser morto durantes as orações por Marwan e os seus homens, apesar de ter resistido a uma saraivada de flechas disparadas contra ele. Marwan aproximou-se dele e apunhalou-o várias vezes com um khanjar até Zubair sucumbir.[carece de fontes?]

Os Zuberis (ou Zubairi), um clã muçulmano com grande influência no subcontinente indiano, reclamam-se descendentes de Zubair ibn al-Awwam.[2]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Segundo o artigo «Awwam ibn Khuwaylid» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão), Awwam ibn Khuwaylid, pai de Zubair, era da tribo dos Banu Assad,[carece de fontes?] mas segundo o site Witness-Pioneer.org, Ali dizia-se primo de Zubair e que este era, como ele próprio, da tribo dos coraixitas (Banu Quraysh).[1]
  2. Muhajirun ("emigrantes" em árabe) é o nome dado aos acompanhantes de Maomé na Hégira (fuga de Meca para Medina).

Referências

  1. a b c d e f g Defection of Talha and Zubair (em inglês) www.Witness-Pioneer.org. Visitado em 16 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 8 de junho de 2011. (e páginas seguintes)
  2. Zuberi Clan History (em inglês) www.zuberiassociation.org Zuberi Association. (2005). Visitado em 16 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 11 de maio de 2010.