Zyklon B

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Zyklon B era a marca registrada de um pesticida a base de ácido cianídrico, cloro e nitrogênio. Seu nome deriva dos substantivos alemães dos ingredientes principais[1] e a letra B uma de suas diferentes concentrações.[2] Este composto foi escolhido por proporcionar, com eficiência, uma morte rápida.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Latas vazias encontradas pelos aliados ao fim da Segunda Guerra Mundial

O Zyklon B foi desenvolvido em 1924 como um inseticida na Deutsche Gesellschaft für Schädlingsbekämpfung mbH (Degesch).[4] . Por ser inodoro, o produto era comercializado, por motivos de segurança, com um odorizador (um éster do ácido bromoacético).[4] (semelhante o que acontece ao "gás de cozinha")

Nos campos de concentração, Zyklon B foi inicialmente usado para desinfestar piolhos e evitar o tifo.[5] . O Zyklon B era fornecido pelas companhias alemãs Degesch (Deutsche Gesellschaft für Schädlingsbekämpfung mbH) e Tesch (Tesch und Stabenow, Internationale Gesellschaft für Schädlingsbekämpfung m.b.H.), sob licença do detentor da patente, a firma IG Farben. .

Na França, o grupo Ugine também produziu massivamente o Zyklon B na sua fábrica de Villers-Saint-Sépulcre (Oise).

O uso da palavra Zyklon (alemão para ciclone) continua a suscitar vivas reações de grupos judeus. Em 2002 a Bosch Siemens Hausgeräte e Umbro foram forçadas a recuar nas tentativas de usar ou registrar a marca para seus produtos.

Toxicologia[editar | editar código-fonte]

Aspecto físico do Zyklon B

Os principais compostos do produto eram ácido cianídrico, cloro e nitrogênio. Ácido cianídrico é um forte veneno para os animais superiores incluindo, assim, o homem. A DL50 corresponde a 1 mg/kg e é um líquido muito volátil, que ferve aos 25,6 °C.[6] Sua meia-vida é de 20 a 60 min. Possui forte odor de amêndoas amargas.[7] O HCN é empregado absorvido em substâncias inertes, no caso do Zyklon B em sólidos e no Zyklon A em líquidos.[8]

É absorvido principalmente pela via inalatória. As reações do gás no organismo, na intoxicação aguda correspondem a midríase, convulsão, rigidez muscular e paralisia respiratória.[8]

Notas e referências

  1. FRIEDRICH, Otto. O fim do mundo. [tradução de Vera Ribeiro]. Rio de Janeiro: Record, 2000. ISBN 85-01-05486-0
  2. RODHES, Richard. Mestres da morte: a invenção do holocausto pela SS nazista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. ISBN 85-7110-731-9
  3. SPIELVOGEL, Jackson J. Civilizaciones de Occidente. vol.B. 5. ed. México: Tompson, 2004
  4. a b Zyklon B: An Insecticide Becomes a Means for Mass Murder, site Wollheim Memorial
  5. PITA, Rene. Armas químicas: La ciencia en manos del mal. Madrid: Plaza e Valdes Editores, 2008. ISBN 978-84-96780-42-2
  6. VIDAL-NAQUET, Pierre. Los asesinos de la memoria. Madrid: Siglo Veintiuno Editores, 1994. ISBN 968-23-1912-9
  7. Toxicologia e Segurança de Laboratório
  8. a b MERCADAL, J.A.Martí. DESOILLE, H. Medicina del trabajo. 2. ed. Barcelona: Masson, 1993

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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