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Instituto Fernandes Figueira

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Instituto Fernandes Figueira

Organização
Natureza jurídica Fundação pública
Missão Promover saúde para mulher, criança e adolescente e fortalecer o SUS.
Dependência Governo do Brasil
Ministério da Saúde
Fundação Osvaldo Cruz
Localização
Jurisdição territorial  Brasil
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Histórico
Antecessor Abrigo Arthur Bernardes
Criação 1924
Sítio na internet
www.iff.fiocruz.br

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), é uma unidade de assistência, ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) localizada na cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, no Brasil. Fundado em 1924 pelo médico Antônio Fernandes Figueira com o nome de Abrigo Arthur Bernardes,[1] foi incorporado a Fiocruz nos anos 1970, e desde 2010 é considerado um centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação.[2][3][4]

O Instituto Fernandes Figueira também é o responsável pela implementação e organização da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano desde 1998.[5][6]

Em frente ao prédio do Instituto Fernandes Figueira está a estátua "Amor Materno", de 1907, de autoria do escultor João Zaco Paraná.[7] Uma cópia da estátua foi instalada no Jardim Botânico de Curitiba em 1993.

História[editar | editar código-fonte]

Fernandes Figueira foi um destacado pediatra brasileiro. em seu trabalho enfatizava a higiene preventiva na infância, a educação científica das mães e a atenção ao aleitamento. A partir da Inspetoria de Higiene Infantil, criada durante a reforma da saúde pública entre 1920 e 1923, ele estabeleceu postos de higiene infantil em vários bairros do então Distrito Federal e fundou o Hospital Abrigo Arthur Bernardes entre 1924 e 1926.

O hospital foi inaugurado oficialmente em abril de 1926 e foi elogiado pela imprensa como um avanço na assistência, pois aproximava mães e crianças no cuidado. No entanto, após a morte de Fernandes Figueira em 1928, enfrentou dificuldades e foi desativado em 1935. Somente no final da década de 1930, durante a ditadura varguista, devido ao fortalecimento das concepções eugênicas sobre a infância, ele foi reaberto e integrado ao recém-criado Departamento Nacional da Criança (DNC), vinculado ao Ministério da Educação e Saúde. O hospital foi renomeado como Instituto Fernandes Figueira (IFF) em 1946.

Na década de 1950, o IFF se tornou um centro de pediatria renomado, abrigando a Sociedade Brasileira de Pediatria e pioneiro em iniciativas, como o primeiro banco de sangue brasileiro, o primeiro banco de leite humano e o segundo curso de residência médica em pediatria.

Em 1970, o governo federal criou a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), incorporando vários institutos biomédicos, incluindo o IFF. Como parte da Fiocruz, o IFF concentrou-se em pesquisa, assistência e ensino, respondendo às novas demandas, como os cuidados neonatais.

O IFF também reformulou o Banco de Leite Humano, transformando-o em uma unidade focada na amamentação, com ênfase nos cuidados com as mães e na educação em saúde. O Banco de Leite Humano se tornou uma instituição-modelo e um centro de disseminação de conhecimentos sobre aleitamento.

Em 1988, o IFF inaugurou seu primeiro curso de mestrado, seguido pelo doutorado em 1995. Os programas de pós-graduação e os cursos de residência contribuíram para capacitar a equipe do instituto, transformando o seu perfil de Hospital pediátrico e maternidade em centro de pesquisa, ensino e assistência

Hospital[editar | editar código-fonte]

O Instituto Fernandes Figueira é especializado no tratamento de doenças crônicas e raras em bebês, crianças e adolescentes.[8] Sua área de atenção à saúde é composta por 131 leitos com uma qualificada estrutura de suporte logístico-operacional que permite a realização, anualmente, de cerca de 4.500 internações, 60 mil atendimentos ambulatoriais, 2.500 cirurgias, 150 mil procedimentos de suporte diagnóstico e terapêutico e 1.200 atendimentos domiciliares para pacientes oriundos do Rio de Janeiro e de outras regiões brasileiras.[9]

Ensino[editar | editar código-fonte]

O Departamento de Ensino do Instituto Fernandes Figueira gerencia todos os processos relacionados a cursos de pós-graduação e demais atividades pedagógicas.[10]

Sua estrutura conta principalmente com os seguintes programas:

  • Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher (PGSCM)
  • Programa de Pós-graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher (PGPASCM)
  • Mestrado Profissional em Saúde da Criança e da Mulher (MPSCM)
  • Programa de Residência Médica
  • Programa de Residência em Enfermagem
  • Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente Cronicamente Adoecido
  • Especialização Médica
  • Especialização em Enfermagem
  • Especialização Multiprofissional
  • Escola de Saúde

Pesquisa[editar | editar código-fonte]

No Instituto Fernandes Figueira, a pesquisa é articulada à assistência e ao ensino, desenvolvendo atividades de geração, difusão e aplicação de novos conhecimentos em ciência e tecnologia, sempre fomentando a criação de subsídios para a formulação de políticas públicas e o constante aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS).[11]

A estrutura da pesquisa no IFF/Fiocruz inclui:

  • Gerência de Projetos e Bolsas
  • Câmara Técnica em Pesquisa
  • Unidade de Pesquisa Clínica (UPC)
  • Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT)
  • Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Nats).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Antônio Fernandes Figueira». Academia Nacional de Medicina. Consultado em 30 de Setembro de 2020 
  2. «IFF/Fiocruz: Institucional». Consultado em 29 de Setembro de 2020 
  3. «História e estrutura do IFF/Fiocruz». Consultado em 30 de Setembro de 2020 
  4. «Fernandes Figueira completa 90 anos em defesa da saúde materno-infantil». Consultado em 29 de Setembro de 2020 
  5. «História. Rede Brasileira de Banco de Leite Humanoa». Consultado em 1 de Outubro de 2020 
  6. Mazzi, Carolina (5 de Agosto de 2020). «Amamentação infantil melhora no país na última década, mas pandemia impõe desafios». O Globo. Consultado em 1 de Outubro de 2020 
  7. «Zaco Paraná». Enciclopédia Itaú Cultural. 4 de Dezembro de 2017. Consultado em 1 de Outubro de 2020 
  8. «Hospital do Flamengo que trata de crianças com doenças crônicas procura voluntários». O Globo. Consultado em 30 de Setembro de 2020 
  9. «Atenção à Saúde». Consultado em 30 de Setembro de 2020 
  10. «IFF/Fiocruz. Departamento de Ensino». Consultado em 30 de Setembro de 2020 
  11. «IFF/Fiocruz. Pesquisa». Consultado em 30 de Setembro de 2020 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]