Diferenças entre edições de "Fabaceae"

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Complementação da introdução com informação de fontes confiáveis, assim como complemento sobre o hábito de crescimento e as folhas das Fabaceae.)
Etiquetas: Editor Visual Inserção do elemento "nowiki", possivelmente errônea Internetês ou miguxês
Linha 1: Linha 1:
{{mais notas|data=julho de 2013}}
''Esse artigo trata sobre Fabaceae s.I. (ou Leguminosae), como definido pelo Sistema APG.'' {{mais notas|data=julho de 2013}}
{{Info/Taxonomia
{{Info/Taxonomia
|nome =Fabaceae / Leguminosae
|nome =Fabaceae / Leguminosae
Linha 17: Linha 17:
:[[Mimosoideae]]
:[[Mimosoideae]]
}}
}}
As '''Fabaceae, Leguminosae,''' ou '''Papilionaceae''' normalmente conhecidas como '''vagens, ervilhas, ou família dos feijões''' representam uma grande e economicamente importante família das [[Angiosperma]]<nowiki/>s. Dentro das ''Fabaceae'' encontram-se tanto [[árvore]]<nowiki/>s e [[arbusto]]<nowiki/>s como [[plantas herbáceas]] [[perenes]] e/ou anuais. Essa família é normalmente reconhecida devido à presença de seus [[fruto]]<nowiki/>s com formato característico de vagem<ref>{{citar web|url=http://agencia.fapesp.br/17545|titulo=Inpa lança guia de plantas leguminosas do Alto Rio Negro|data=|acessodata=12 de junho de 2013|publicado=Agência FAPESP|formato=|página=}}
{{Wikispecies|Delonix}}
</ref> e suas [[Estípula|folhas estipuladas]].As Leguminosas são uma das maiores [[família (biologia)|famílias botânicas]], de ampla distribuição geográfica, sendo a terceira maior família de plantas terrestres em número de espécies, atrás apenas de [[Orchidaceae|O''rchidaceae'']] e [[Asteraceae|''Asteraceae'']]. As ''Fabaceae'' apresentam cerca de 751 gêneros e 19.000 espécies conhecidas <ref>{{Citar periódico|ultimo=Christenhusz|primeiro=Maarten J. M.|ultimo2=Byng|primeiro2=James W.|data=2016-05-20|titulo=The number of known plants species in the world and its annual increase|jornal=Phytotaxa|volume=261|numero=3|paginas=201–217|issn=1179-3163|doi=10.11646/phytotaxa.261.3.1|url=http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/view/phytotaxa.261.3.1|idioma=en}}</ref><ref name=":0">{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/50090078|titulo=Plant systematics : a phylogenetic approach|ultimo=S.,|primeiro=Campbell, Christopher|ultimo2=A.,|primeiro2=Kellogg, Elizabeth|ultimo3=F.,|primeiro3=Stevens, Peter|ultimo4=J.,|primeiro4=Donoghue, Michael|data=2002-01-01|editora=Sinauer Associates|isbn=0878934030|oclc=50090078}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.mobot.org/MOBOT/Research/APweb/orders/fabalesweb.htm#Fabaceae|titulo=Fabales|acessodata=2017-01-03|obra=www.mobot.org}}</ref> (7% das angiospermas<ref>{{Citar periódico|ultimo=Magallon|primeiro=Susana|ultimo2=Sanderson|primeiro2=Michael J.|data=2001-09-01|titulo=Absolute Diversification Rates in Angiosperm Clades|jornal=Evolution|volume=55|numero=9|paginas=1762–1780|issn=1558-5646|doi=10.1111/j.0014-3820.2001.tb00826.x|url=http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.0014-3820.2001.tb00826.x/abstract|idioma=en}}</ref>) sendo esses os 5 maiores gêneros: [[Astragalus|''Astragalus'']] (mais de 3.000 espécies), [[Acácia|''Acácia'']] (mais de 1000 espécies), [[Indigofera|''Indigofera'']] (cerca de 700 espécies), [[Crotalaria|''Crotalaria'']] (cerca de 700 espécies) e [[Mimosa (género)|''Mimosa'']] (cerca de 500 espécies); esses gêneros denotam cerca de um quarto de todas as espécies leguminosas.


É subdividida em 3 subfamílias com características morfológicas muito distintas: ''[[Faboideae]]'' (ou ''Papilionoideae''), ''[[Caesalpinioideae]]'' e ''[[Mimosoideae]]''. A existência de dois nomes igualmente válidos para a família - ''Leguminosae'' e ''Fabaceae -'' se deve à possibilidade de uso de nomes alternativos consagrados em algumas famílias botânicas, regra prevista no Código Internacional de Botânica.<ref>{{Citar web|obra=Encyclopedia Britannica|título=Fabaceae {{!}} plant family|URL=http://global.britannica.com/plant/Fabaceae|acessadoem=2016-01-22}}</ref> Houve durante certo tempo uma confusão a respeito de se tratar o grupo como uma única família (Leguminosae/Fabaceae) composta por três subfamílias (Faboideae/Papilionoideae, Mimosoideae, Caesalpinioideae) ou ainda como três famílias separadamente (Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae). Atualmente os sistemas que trazem as três subfamílias como famílias separadas estão em desuso e os nomes Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae devem ser evitados. Estudos morfológicos, moleculares e filogenéticos<ref>{{citar periódico|primeiro=Doyle, J. J., J. A. Chappill, C.D. Bailey, & T. Kajita. 2000|titulo=Towards a comprehensive phylogeny of legumes: evidence from rbcL sequences and non-molecular data.|jornal=pp. 1 -20 in Advances in legume systematics, part 9, (P. S. Herendeen and A. Bruneau, eds.). Royal Botanic Gardens, Kew, UK.|doi=|url=|acessadoem=}}</ref><ref>{{citar periódico|primeiro=Kajita, T.; Ohashi, H.; Tateishi, Y.; Bailey, C. D.; Doyle, J. J. (2001)|titulo=rbcL and legume phylogeny, with particular reference to Phaseoleae, Millettieae, and allies|jornal=Systematic Botany. 26: 515–536|doi=|url=|acessadoem=}}</ref><ref>{{citar periódico|primeiro=Wojciechowski, M. F., M. Lavin and M. J. Sanderson; Lavin; Sanderson (2004)|titulo=A phylogeny of legumes (Leguminosae) based on analysis of the plastid matK gene resolves many well-supported sub clades within the family|jornal=American Journal of Botany. 91 (11): 1846–1862.|doi=|url=|acessadoem=}}</ref> recentes suportam a hipótese de que ''Fabaceae'' é uma família monofilética simples<ref>{{citar periódico|primeiro=Lewis G., Schrire B., Mackinder B. and Lock M. 2005 (eds.)|titulo=Legumes of the world|jornal=The Royal Botanic Gardens, Kew, Reino Unido. 577 pages. 2005.|doi=ISBN 1-900347-80-6|url=|acessadoem=}}</ref>, indicando que seria mais apropriadamente tratada como uma única família.
A Leguminosa é uma das maiores [[família (biologia)|famílias botânicas]], de ampla distribuição geográfica. Conhecidas como [[leguminosas]], uma característica típica dessa família é a ocorrência do [[fruto]] do tipo legume, também conhecido como [[vagem]], exclusivo desse grupo.<ref>{{citar web
|url=http://agencia.fapesp.br/17545
|titulo=Inpa lança guia de plantas leguminosas do Alto Rio Negro
|acessodata=12 de junho de 2013
|publicado=Agência FAPESP
|página=
|data=
|formato=}}
</ref> É subdividida em 3 subfamílias com características morfológicas muito distintas: ''[[Faboideae]]'' (ou ''Papilionoideae''), ''[[Caesalpinioideae]]'' e ''[[Mimosoideae]]''. A existência de dois nomes igualmente válidos para a família - ''Leguminosae'' e ''Fabaceae -'' se deve à possibilidade de uso de nomes alternativos consagrados em algumas famílias botânicas, regra prevista no Código Internacional de Botânica.<ref>{{Citar web|título = Fabaceae {{!}} plant family|URL = http://global.britannica.com/plant/Fabaceae|obra = Encyclopedia Britannica|acessadoem = 2016-01-22}}</ref>


Essas ocorrem em quase todas as regiões do mundo, excetuando-se as [[Ártico|árticas]] e [[Antártida|antárticas]] e em algumas ilhas. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies arbóreas nas florestas [[neotropical|neotropicais]], além de haver grande número de táxons endêmicos nesta região. Alguns [[ecossistema]]s brasileiros, como a floresta amazônica e o cerrado, são centros de diversidade para o grupo e muitas das espécies são exclusivas destes ambientes. No [[Brasil]] ocorrem cerca de 222 gêneros e 2822 espécies<ref>{{Citar web|url=http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB115|titulo=Detalha Taxon Publico|acessodata=2017-01-03|obra=floradobrasil.jbrj.gov.br}}</ref><ref>{{Citar periódico|ultimo=Zappi|primeiro=Daniela C.|ultimo2=Filardi|primeiro2=Fabiana L. Ranzato|ultimo3=Leitman|primeiro3=Paula|ultimo4=Souza|primeiro4=Vinícius C.|ultimo5=Walter|primeiro5=Bruno M. T.|ultimo6=Pirani|primeiro6=José R.|ultimo7=Morim|primeiro7=Marli P.|ultimo8=Queiroz|primeiro8=Luciano P.|ultimo9=Cavalcanti|primeiro9=Taciana B.|titulo=Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil|jornal=Rodriguésia|volume=66|numero=4|paginas=1085–1113|issn=2175-7860|doi=10.1590/2175-7860201566411|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2175-78602015000401085&lng=en&nrm=iso&tlng=en}}</ref>, sendo mais da metade delas endêmicas desse país. Juntamente com [[Cereal|cereais]], alguns frutos e raízes tropicais, um número elevado de ''Fabaceae'' tem sido utilizado como alimento humano há mais de um milênio e a utilização dessas plantas está intimamente relacionada com a [[evolução humana]]. Diversos plantas alimentícias podem ser citadas como: [[Glycine max|''Glycine max'']] (soja), ''[[Phaseolus]] Vulgaris'' (feijão comum), [[Pisum sativum|''Pisum sativum'']] (ervilha), [[Cicer arietinum|''Cicer arietinum'']] (grão de bico), [[Medicago sativa|''Medicago sativa'']] (alfafa), [[Arachis hypogaea|''Arachis hypogaea'']] (amendoim) entre outras.
Houve durante certo tempo uma confusão a respeito de se tratar o grupo como uma única família (Leguminosae/Fabaceae) composta por três subfamílias (Faboideae/Papilionoideae, Mimosoideae, Caesalpinioideae) ou ainda como três famílias separadamente (Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae). Estudos filogenéticos demonstraram a origem evolutiva comum do grupo, indicando que seria mais apropriadamente tratado como uma única família. Atualmente os sistemas que trazem as três subfamílias como famílias separadas estão em desuso e os nomes Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae devem ser evitados.


Uma das hipóteses de surgimento do nome do Brasil denota que o nome do país é originário da árvore [[pau-brasil]] (''[[Caesalpinia echinata]]''), que é uma árvore nativa da [[Mata Atlântica]] da região pertencente à família ''Fabaceae'' e à subfamília ''Caesalpinioideae'' (ou ''Caesalpiniaceae'').
É a terceira maior família de ''Angiospermae'', após ''[[Asteraceae]]'' e ''[[Orchidaceae]]'', compreendendo 727 gêneros e 19 325 espécies. As ''Leguminosae'' ocorrem em quase todas as regiões do mundo, excetuando-se as [[Ártico|árticas]] e [[Antártida|antárticas]] e em algumas ilhas. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies arbóreas nas florestas [[neotropical|neotropicais]], além de haver grande número de táxons endêmicos nesta região. Alguns [[ecossistema]]s brasileiros são centros de diversidade para o grupo e muitas das espécies são exclusivas destes ambientes. No [[Brasil]] ocorrem cerca de 220 genêros e 2736 espécies.


== Etimologia ==
Uma das hipóteses de surgimento do nome do Brasil diz que ele é originário da árvore [[pau-brasil]] (''[[Caesalpinia echinata]]'') pertencente subfamília ''Caesalpinioideae'' (ou ''Caesalpiniaceae''), nativo da [[Mata Atlântica]].
O nome "''Fabaceae"'' é originário gênero extinto Faba - agora incluído em Vicia. O termo "faba" vem do Latim e significa basicamente "feijão". Já "''Leguminosae"'' é um nome mais antigo que ainda é considerado válido e remete aos [[Fruto|frutos]] dessas plantas conhecidos como leguminosas.


== Informações Botânicas ==
== Utilização ==
[[Ficheiro:Gymnocladus-dioicus.jpg|miniaturadaimagem|O fruto leguminoso da [[Gymnocladus|''Gymnocladus dioicus'']]]]
Uma característica [[ecologia|ecológica]] importante da família é a [[simbiose]] de suas [[raiz|raízes]] com [[bactéria]]s do gênero ''[[Rhizobium]]'' e semelhantes, que fixam o [[nitrogênio]] da [[atmosfera]]. Os nódulos nitrificantes são encontrados principalmente na subfamília Papilionoideae e em menor quantidade em Mimosoideae. Por isso, algumas espécies são utilizadas para a melhoria de solos agrícolas. Tem grande importância [[economia|econômica]] pela produção de alimentos como: [[soja]] (''[[Glycine]] max''), [[ervilha]] (''[[Pisum]] sativum''), [[feijão]] (''[[Phaseolus]] vulgaris''), [[alfafa]] (''[[Medicago]] sativa''), Arachis (amendoim) e [[Grão-de-bico]] (''[[Cicer]] arietinum''),sendo também usadas na [[forragem]] como a alfafa e outros gêneros como (''[[Desmodium]]'') e (''[[Stylosanthes]]'').Também têm grande potencial ornamental, sendo a principal família utilizada na arborização urbana no Brasil com o [[flamboyant]] (''[[Delonix regia]]''), a [[pata-de-vaca]] (''[[Bauhinia variegata]]''), o [[sombreiro]] (''[[Clitoria]] fairchildiana'') e a (''[[Tipuana]]''). Em regiões temperadas o (''[[Lupinus]]'') é um gênero muito utilizado em ornamentação de jardins. Também produzem madeiras de ótima qualidade como o Jacarandá (''[[Dalbergia nigra]]''), utilizado na manufatura do corpo de instrumentos de corda, como o violino. Diversos outros gêneros tem aplicação na indústria madeireira como a [[cerejeira]] (''[[Amburana cearensis]]''), o [[jatobá]] (''[[Hymenaea]] spp''), o [[angelim]] (''[[Hymenolobium]] spp''), a [[sucupira]] (''[[Pterodon]] emarginatus'') etc. A presença de muitos compostos secundários e metabólitos também tem grande importância econômica, permitindo que compostos produzidos pelas leguminosas sejam utilizados na fabricação de gomas, corantes, espessantes, medicamentos, resinas e pesticidas. Vale a pena ressaltar gêneros como '''Abrus e Astragalus''' que são muito venenosos.
''Fabaceae'' engloba desde espécies gigantes de [[árvore]]<nowiki/>s (como [[Koompassia excelsa|''Koompassia excelsa'']]) até pequenas [[Herbácea|herbáceas]], sendo a maioria delas perenes. As plantas apresentam inflorescências indeterminadas, que em certas ocasiões são reduzidas em uma única flor. As flores apresentam geralmente um [[hipanto]] pequeno, e um único [[carpelo]] com um pequeno [[ginóforo]]. Após a fertilização, as plantas dessa família produzem frutos que apresentam estrutura de leguminosas.


=== Hábito de Crescimento ===
== Informações botânicas ==
As ''Fabaceae'' apresentam uma enorme variedade de formas de crescimento podendo ser [[Liana|trepadeira]]s, [[arbusto|arbustivas]], [[árvore|arbóreas]], lianas e[[erva|herbáceas]]<ref>{{citar livro|ano=2009|isbn=9788536317557|nome=Walter S. Judd; Christopher S. Campbell; Elizabeth A. Kellogg; Peter F. Stevens; Michael J. Donoghu|sobrenome=|título=Sistemática Vegetal}}</ref>. As últimas podem ser anuais, bienais ou perenes sem terminações basais ou terminais nas agregações das folhas. Essas plantas podem ser [[epífitas]], plantas verticais ou trepadeiras. As últimas suportam-se por meio de rebentos que se contorcem em torno de um suporte ou através de molas caulinas ou foliares. Essas estruturas podem ser chamadas de [[gavinha]]<nowiki/>s. As plantas podem ser [[Heliófita|heliófitas]], mesófitas, ou [[Xerófito|xerófitas]]<ref name=":0" />.
=== Folha e hábito ===
Em geral as [[folha (botânica)|folhas]] são alternas e compostas, bi-plurifolioladas ou pinatissextas, podem ser pinadas, bipinadas, trifoliolares e digitadas. Há presença de [[estípula]]s que podem ser de tamanho e persistência variados, em alguns gêneros essa estípula é transformada em [[Espinho (botânica)|espinho]]. São ocasionalmente serradas, com venação peninérvea, ocasionalmente com folíolos modificados em gavinhas.Na base da folha e dos [[folíolo]]s existem articulações chamadas, respectivamente, de pulvinos e pulvínulos. Apresentam canais de cavidade secretoras. Algumas espécies do gênero ''[[Mimosa]]'' usam essas articulações para movimentar-se rapidamente em resposta a agentes externos, alguns autores denominam essas plantas como sensitivas.


=== Folhas ===
São de hábito variado podendo ser [[erva|herbáceas]], [[Liana|trepadeira]]s, [[arbusto|arbustivas]], [[árvore|arbóreas]] e lianas<ref>{{citar livro|nome = Walter S. Judd; Christopher S. Campbell; Elizabeth A. Kellogg; Peter F. Stevens; Michael J. Donoghu|sobrenome = |título = Sistemática Vegetal|ano = 2009|isbn = 9788536317557}}</ref>.
Em geral as [[folha (botânica)|folhas]] são alternas e compostas, bi-plurifolioladas ou pinatissextas, podem ser pinadas, bipinadas, trifoliolares e digitadas. Há invariavelmente presença de [[estípula]]s que podem ser de tamanho e persistência variados, em alguns gêneros essa estípula é transformada em [[Espinho (botânica)|espinho]] (ex. [[Robinia|''Robinia'']]), podem apresentar formato similar as folhas tradicionais ([[Pisum|ex. ''Pisum'']]) ou também ser discretas. As margens das folhas são totalmente ou ocasionalmente serradas, com venação peninérvea, ocasionalmente com folíolos modificados em gavinhas. Na base da folha e dos [[folíolo]]s existem articulações chamadas, respectivamente, de pulvinos e pulvínulos que fomentam os movimentos násticos e/ou tropismos. Apresentam canais de cavidade secretoras. Diversas espécies apresentam folhas com estruturas que atraem [[Formiga|formigas]] que por sua vez protegem a planta de insetos herbívoros (uma forma de [[Mutualismo (biologia)|mutualismo).]] Nectários extraflorais são comuns em ''Mimosoideae'' e ''Caesalpinioideae''; essas estruturas são encontradas em algumas ''Fabboideae''. Algumas espécies do gênero ''[[Mimosa]]'' usam essas articulações para movimentar-se rapidamente em resposta a agentes externos, alguns autores denominam essas plantas como sensitivas.

=== Raízes ===


=== Flor ===
=== Flor ===
Linha 49: Linha 46:
=== Fruto ===
=== Fruto ===
O [[fruto]] é mais comumente do tipo [[legume]], monocarpelar, seco e deiscente. O legume ainda pode ser carnoso e indeiscente.O embrião é geramente curvo e o endosperma é geralmente ausente. Outros tipos de frutos também são encontrados na família, como drupas (''[[Andira]]''), sâmaras (''[[Machaerium]]''), legumes samaróides (''[[Dalbergia]]''), lomentos (''[[Aeschynomene]]''), craspédios (''[[Mimosa]]'') e outros.
O [[fruto]] é mais comumente do tipo [[legume]], monocarpelar, seco e deiscente. O legume ainda pode ser carnoso e indeiscente.O embrião é geramente curvo e o endosperma é geralmente ausente. Outros tipos de frutos também são encontrados na família, como drupas (''[[Andira]]''), sâmaras (''[[Machaerium]]''), legumes samaróides (''[[Dalbergia]]''), lomentos (''[[Aeschynomene]]''), craspédios (''[[Mimosa]]'') e outros.

== Utilização ==
Uma característica [[ecologia|ecológica]] importante da família é a [[simbiose]] de suas [[raiz|raízes]] com [[bactéria]]s do gênero ''[[Rhizobium]]'' e semelhantes, que fixam o [[nitrogênio]] da [[atmosfera]]. Os nódulos nitrificantes são encontrados principalmente na subfamília Papilionoideae e em menor quantidade em Mimosoideae. Por isso, algumas espécies são utilizadas para a melhoria de solos agrícolas. Tem grande importância [[economia|econômica]] pela produção de alimentos como: [[soja]] (''[[Glycine]] max''), [[ervilha]] (''[[Pisum]] sativum''), [[feijão]] (''[[Phaseolus]] vulgaris''), [[alfafa]] (''[[Medicago]] sativa''), Arachis (amendoim) e [[Grão-de-bico]] (''[[Cicer]] arietinum''),sendo também usadas na [[forragem]] como a alfafa e outros gêneros como (''[[Desmodium]]'') e (''[[Stylosanthes]]'').Também têm grande potencial ornamental, sendo a principal família utilizada na arborização urbana no Brasil com o [[flamboyant]] (''[[Delonix regia]]''), a [[pata-de-vaca]] (''[[Bauhinia variegata]]''), o [[sombreiro]] (''[[Clitoria]] fairchildiana'') e a (''[[Tipuana]]''). Em regiões temperadas o (''[[Lupinus]]'') é um gênero muito utilizado em ornamentação de jardins. Também produzem madeiras de ótima qualidade como o Jacarandá (''[[Dalbergia nigra]]''), utilizado na manufatura do corpo de instrumentos de corda, como o violino. Diversos outros gêneros tem aplicação na indústria madeireira como a [[cerejeira]] (''[[Amburana cearensis]]''), o [[jatobá]] (''[[Hymenaea]] spp''), o [[angelim]] (''[[Hymenolobium]] spp''), a [[sucupira]] (''[[Pterodon]] emarginatus'') etc. A presença de muitos compostos secundários e metabólitos também tem grande importância econômica, permitindo que compostos produzidos pelas leguminosas sejam utilizados na fabricação de gomas, corantes, espessantes, medicamentos, resinas e pesticidas. Vale a pena ressaltar gêneros como '''Abrus e Astragalus''' que são muito venenosos.


==Fórmula floral==
==Fórmula floral==

Revisão das 14h16min de 3 de janeiro de 2017

Esse artigo trata sobre Fabaceae s.I. (ou Leguminosae), como definido pelo Sistema APG.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaFabaceae / Leguminosae
Alfafa (Medicago sativa)
Alfafa (Medicago sativa)
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Lindl.
Subfamílias
Caesalpinioideae
Faboideae
Mimosoideae

As Fabaceae, Leguminosae, ou Papilionaceae normalmente conhecidas como vagens, ervilhas, ou família dos feijões representam uma grande e economicamente importante família das Angiospermas. Dentro das Fabaceae encontram-se tanto árvores e arbustos como plantas herbáceas perenes e/ou anuais. Essa família é normalmente reconhecida devido à presença de seus frutos com formato característico de vagem[1] e suas folhas estipuladas.As Leguminosas são uma das maiores famílias botânicas, de ampla distribuição geográfica, sendo a terceira maior família de plantas terrestres em número de espécies, atrás apenas de Orchidaceae e Asteraceae. As Fabaceae apresentam cerca de 751 gêneros e 19.000 espécies conhecidas [2][3][4] (7% das angiospermas[5]) sendo esses os 5 maiores gêneros: Astragalus (mais de 3.000 espécies), Acácia (mais de 1000 espécies), Indigofera (cerca de 700 espécies), Crotalaria (cerca de 700 espécies) e Mimosa (cerca de 500 espécies); esses gêneros denotam cerca de um quarto de todas as espécies leguminosas.

É subdividida em 3 subfamílias com características morfológicas muito distintas: Faboideae (ou Papilionoideae), Caesalpinioideae e Mimosoideae. A existência de dois nomes igualmente válidos para a família - Leguminosae e Fabaceae - se deve à possibilidade de uso de nomes alternativos consagrados em algumas famílias botânicas, regra prevista no Código Internacional de Botânica.[6] Houve durante certo tempo uma confusão a respeito de se tratar o grupo como uma única família (Leguminosae/Fabaceae) composta por três subfamílias (Faboideae/Papilionoideae, Mimosoideae, Caesalpinioideae) ou ainda como três famílias separadamente (Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae). Atualmente os sistemas que trazem as três subfamílias como famílias separadas estão em desuso e os nomes Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae devem ser evitados. Estudos morfológicos, moleculares e filogenéticos[7][8][9] recentes suportam a hipótese de que Fabaceae é uma família monofilética simples[10], indicando que seria mais apropriadamente tratada como uma única família.

Essas ocorrem em quase todas as regiões do mundo, excetuando-se as árticas e antárticas e em algumas ilhas. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies arbóreas nas florestas neotropicais, além de haver grande número de táxons endêmicos nesta região. Alguns ecossistemas brasileiros, como a floresta amazônica e o cerrado, são centros de diversidade para o grupo e muitas das espécies são exclusivas destes ambientes. No Brasil ocorrem cerca de 222 gêneros e 2822 espécies[11][12], sendo mais da metade delas endêmicas desse país. Juntamente com cereais, alguns frutos e raízes tropicais, um número elevado de Fabaceae tem sido utilizado como alimento humano há mais de um milênio e a utilização dessas plantas está intimamente relacionada com a evolução humana. Diversos plantas alimentícias podem ser citadas como: Glycine max (soja), Phaseolus Vulgaris (feijão comum), Pisum sativum (ervilha), Cicer arietinum (grão de bico), Medicago sativa (alfafa), Arachis hypogaea (amendoim) entre outras.

Uma das hipóteses de surgimento do nome do Brasil denota que o nome do país é originário da árvore pau-brasil (Caesalpinia echinata), que é uma árvore nativa da Mata Atlântica da região pertencente à família Fabaceae e à subfamília Caesalpinioideae (ou Caesalpiniaceae).

Etimologia

O nome "Fabaceae" é originário gênero extinto Faba - agora incluído em Vicia. O termo "faba" vem do Latim e significa basicamente "feijão". Já "Leguminosae" é um nome mais antigo que ainda é considerado válido e remete aos frutos dessas plantas conhecidos como leguminosas.

Informações Botânicas

O fruto leguminoso da Gymnocladus dioicus

Fabaceae engloba desde espécies gigantes de árvores (como Koompassia excelsa) até pequenas herbáceas, sendo a maioria delas perenes. As plantas apresentam inflorescências indeterminadas, que em certas ocasiões são reduzidas em uma única flor. As flores apresentam geralmente um hipanto pequeno, e um único carpelo com um pequeno ginóforo. Após a fertilização, as plantas dessa família produzem frutos que apresentam estrutura de leguminosas.

Hábito de Crescimento

As Fabaceae apresentam uma enorme variedade de formas de crescimento podendo ser trepadeiras, arbustivas, arbóreas, lianas eherbáceas[13]. As últimas podem ser anuais, bienais ou perenes sem terminações basais ou terminais nas agregações das folhas. Essas plantas podem ser epífitas, plantas verticais ou trepadeiras. As últimas suportam-se por meio de rebentos que se contorcem em torno de um suporte ou através de molas caulinas ou foliares. Essas estruturas podem ser chamadas de gavinhas. As plantas podem ser heliófitas, mesófitas, ou xerófitas[3].

Folhas

Em geral as folhas são alternas e compostas, bi-plurifolioladas ou pinatissextas, podem ser pinadas, bipinadas, trifoliolares e digitadas. Há invariavelmente presença de estípulas que podem ser de tamanho e persistência variados, em alguns gêneros essa estípula é transformada em espinho (ex. Robinia), podem apresentar formato similar as folhas tradicionais (ex. Pisum) ou também ser discretas. As margens das folhas são totalmente ou ocasionalmente serradas, com venação peninérvea, ocasionalmente com folíolos modificados em gavinhas. Na base da folha e dos folíolos existem articulações chamadas, respectivamente, de pulvinos e pulvínulos que fomentam os movimentos násticos e/ou tropismos. Apresentam canais de cavidade secretoras. Diversas espécies apresentam folhas com estruturas que atraem formigas que por sua vez protegem a planta de insetos herbívoros (uma forma de mutualismo). Nectários extraflorais são comuns em Mimosoideae e Caesalpinioideae; essas estruturas são encontradas em algumas Fabboideae. Algumas espécies do gênero Mimosa usam essas articulações para movimentar-se rapidamente em resposta a agentes externos, alguns autores denominam essas plantas como sensitivas.

Raízes

Flor

Suas flores são andróginas, zigomórfa ou actinomorfas. São diclamídeas (raramente monoclamídeas), bissexuadas, apresentam um único pistilo e um hipanto curto. O cálice gamossépalo ou raramente dialissépalo, com prefloração aberta, valvar ou imbricada. Corola apresenta pétalas livres ou cognatas, valvadas ou imbricadas. Androceu tipicamente com 10 estames, alguns gêneros podem ter em maior ou menor número. Gineceu de ovário súpero, unicarpelar, unilocular, às vezes divididos por falsos séptos, em geral multiovulado (em geral 10 óvulos) com placentação parietal.

Fruto

O fruto é mais comumente do tipo legume, monocarpelar, seco e deiscente. O legume ainda pode ser carnoso e indeiscente.O embrião é geramente curvo e o endosperma é geralmente ausente. Outros tipos de frutos também são encontrados na família, como drupas (Andira), sâmaras (Machaerium), legumes samaróides (Dalbergia), lomentos (Aeschynomene), craspédios (Mimosa) e outros.

Utilização

Uma característica ecológica importante da família é a simbiose de suas raízes com bactérias do gênero Rhizobium e semelhantes, que fixam o nitrogênio da atmosfera. Os nódulos nitrificantes são encontrados principalmente na subfamília Papilionoideae e em menor quantidade em Mimosoideae. Por isso, algumas espécies são utilizadas para a melhoria de solos agrícolas. Tem grande importância econômica pela produção de alimentos como: soja (Glycine max), ervilha (Pisum sativum), feijão (Phaseolus vulgaris), alfafa (Medicago sativa), Arachis (amendoim) e Grão-de-bico (Cicer arietinum),sendo também usadas na forragem como a alfafa e outros gêneros como (Desmodium) e (Stylosanthes).Também têm grande potencial ornamental, sendo a principal família utilizada na arborização urbana no Brasil com o flamboyant (Delonix regia), a pata-de-vaca (Bauhinia variegata), o sombreiro (Clitoria fairchildiana) e a (Tipuana). Em regiões temperadas o (Lupinus) é um gênero muito utilizado em ornamentação de jardins. Também produzem madeiras de ótima qualidade como o Jacarandá (Dalbergia nigra), utilizado na manufatura do corpo de instrumentos de corda, como o violino. Diversos outros gêneros tem aplicação na indústria madeireira como a cerejeira (Amburana cearensis), o jatobá (Hymenaea spp), o angelim (Hymenolobium spp), a sucupira (Pterodon emarginatus) etc. A presença de muitos compostos secundários e metabólitos também tem grande importância econômica, permitindo que compostos produzidos pelas leguminosas sejam utilizados na fabricação de gomas, corantes, espessantes, medicamentos, resinas e pesticidas. Vale a pena ressaltar gêneros como Abrus e Astragalus que são muito venenosos.

Fórmula floral

  • K5 ou [5] C5 ou [5] A 1-numerosos G1 súpero

Gêneros

Os principais gêneros da família Fabaceae são: Astragalus (2.000 spp.), Acacia (1000), Indigofera (700), Crotalaria (600), Mimosa (500), Desmodium (400), Tephrosia (400), Trifolium (300),Chamaecristan(260), Senna (250), Inga (250), Bauhinia (250), Adesmia (230), Dalbergia (200), Lupinus (200),Rhynchosia (200), Pithecellobium (170), Dalea (150), Lathyrus (150), Calhandra (150), Aeschynomene (150), Vicia (140), Albizia (130), Swartzia (130), Lonchocarpus (130), Caesalpinia (120), Lotus (100), Millettia (100) e Erythirina (100).[14]

Referências

  1. «Inpa lança guia de plantas leguminosas do Alto Rio Negro». Agência FAPESP. Consultado em 12 de junho de 2013 
  2. Christenhusz, Maarten J. M.; Byng, James W. (20 de maio de 2016). «The number of known plants species in the world and its annual increase». Phytotaxa (em inglês). 261 (3): 201–217. ISSN 1179-3163. doi:10.11646/phytotaxa.261.3.1 
  3. a b S.,, Campbell, Christopher; A.,, Kellogg, Elizabeth; F.,, Stevens, Peter; J.,, Donoghue, Michael (1 de janeiro de 2002). Plant systematics : a phylogenetic approach. [S.l.]: Sinauer Associates. ISBN 0878934030. OCLC 50090078 
  4. «Fabales». www.mobot.org. Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  5. Magallon, Susana; Sanderson, Michael J. (1 de setembro de 2001). «Absolute Diversification Rates in Angiosperm Clades». Evolution (em inglês). 55 (9): 1762–1780. ISSN 1558-5646. doi:10.1111/j.0014-3820.2001.tb00826.x 
  6. «Fabaceae | plant family». Encyclopedia Britannica. Consultado em 22 de janeiro de 2016 
  7. «Towards a comprehensive phylogeny of legumes: evidence from rbcL sequences and non-molecular data.». pp. 1 -20 in Advances in legume systematics, part 9, (P. S. Herendeen and A. Bruneau, eds.). Royal Botanic Gardens, Kew, UK.  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  8. «rbcL and legume phylogeny, with particular reference to Phaseoleae, Millettieae, and allies». Systematic Botany. 26: 515–536  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  9. «A phylogeny of legumes (Leguminosae) based on analysis of the plastid matK gene resolves many well-supported sub clades within the family». American Journal of Botany. 91 (11): 1846–1862.  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  10. «Legumes of the world». The Royal Botanic Gardens, Kew, Reino Unido. 577 pages. 2005. doi:ISBN 1-900347-80-6 Verifique |doi= (ajuda)  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  11. «Detalha Taxon Publico». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  12. Zappi, Daniela C.; Filardi, Fabiana L. Ranzato; Leitman, Paula; Souza, Vinícius C.; Walter, Bruno M. T.; Pirani, José R.; Morim, Marli P.; Queiroz, Luciano P.; Cavalcanti, Taciana B. «Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil». Rodriguésia. 66 (4): 1085–1113. ISSN 2175-7860. doi:10.1590/2175-7860201566411 
  13. Sistemática Vegetal. [S.l.: s.n.] 2009. ISBN 9788536317557  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  14. Sistemática Vegetal. [S.l.: s.n.] 2009. ISBN 9788536317557  line feed character character in |nome= at position 100 (ajuda); |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)

Bibliografia

  • Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Royal Botanic Gardens, Kew.
  • Polhill, R. M. & Raven, P. H. (eds). 1981. Advances in Legume Systematics - Part 1. Royal Botanic Gardens. Kew.
  • Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Royal Botanic Gardens, Kew e Associação de Plantas do Nordeste. Feira de Santana.
  • Souza, Vinicius Castro. Botânica Sistemática: Guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG II/ Vinicius Castro Souza, Harri Lorenzi. 2º ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Fabaceae
Ícone de esboço Este artigo sobre leguminosas (família Fabaceae), integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.