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Revisão das 17h51min de 28 de maio de 2017

Endoscopia capsular
CapsuleEndoscope.jpg CapsuleEndoscopeEnd.jpg
Imagens de uma cápsula utilizada na endoscopia capsular.
Informações
Nome completo: endoscopia capsular ou endoscopia sem fio
Campo da medicina: endoscopia; imagiologia médica
Tipo de intervenção: procedimento minimamente invasivo
Primeira aplicação: 1957[nota 1]
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A endoscopia capsular ou endoscopia sem fio é uma tecnologia aplicada à imagiologia médica, que grava imagens do aparelho digestivo. Uma cápsula com o tamanho e a forma de uma pílula, contendo pequena câmera é ingerida pelo paciente. Uma das principais aplicações da endoscopia capsular é examinar regiões do intestino delgado que não poderiam ser observadas em outros tipos de endoscopia, como a colonoscopia ou a esofagogastroduodenoscopia.

Aplicação

Na endoscopia superior tradicional, utiliza-se uma câmera acoplada a um tubo flexível, introduzido pela boca do paciente, para examinar o esôfago, o estômago e o início da primeira parte do intestino delgado chamada de duodeno. Na colonoscopia tradicional, o tubo flexível com a câmera é inserido através do reto, para examinar o cólon e a porção distai do intestino delgado, chamado íleo terminal. Estes dois tipos de endoscopia não podem visualizar a maior parte da porção média do sistema gastrointestinal, que é o intestino delgado. A endoscopia capsular é útil quando há suspeita de doença nesta região, e às vezes pode diagnosticar fontes de sangramento oculto, visíveis somente microscopicamente, ou causas de dor abdominal, como a doença de Crohn, ou úlceras pépticas.

A cápsula transfere para um receptor externo as imagens capturadas. As imagens coletadas são transferidas para um computador para decodificação, exibição e diagnóstico.[1] Um sinal de radiofrequência transmitido pela cápsula, é usado para estimar precisamente a sua localização e para rastreá-la em tempo real dentro do corpo e do trato gastrointestinal.

A endoscopia capsular pode também incluir tecnologias adicionais de localização e controle de movimentos, que permitem outras aplicações, como ações terapêuticas, com aplicação de fármacos.[2]

Restrições e efeitos colaterais

Estudos realizados em 2014 restringem o uso da endoscopia capsular em adultos com suspeita de cirrose, em substituição ao exame tradicional (esofagogastroduodenoscopia). Não se concluiu que o exame tradicional pode ser substituído pela endoscopia capsular na detecção de varizes esofágicas em adultos com cirrose.[3]

A cápsula geralmente passa através de fezes dentro de 24 a 48 horas. No entanto há relatos médicos de retenção da cápsula por dois anos e meio e de quatro anos e meio.[4]

História

A concepção de transmissores de rádio ingeríveis para uso no diagnóstico do sistema digestivo foi descrita pela primeira vez na literatura médica em 1957. Essas primeiras tentativas foram rudimentares, utilizando emissores de baixa frequência e com estruturas simples. Um transmissor básico, usando um oscilador Colpitts ou Hartley, conectado a um sensor foi usado para enviar sinais do interior do corpo a dispositivos externos para rastrear os parâmetros fisiológicos dos órgãos internos. Apesar de sua simplicidade, estes sistemas eram volumosos por causa dos componentes eletrônicos e baterias na época, além da emissão de várias informações diagnósticas, como temperatura, pH e pressão.[1]

Notas e referências

Notas

  1. Emissores rudimentares de baixa frequência, que enviavam sinais de temperatura, pH e pressão

Referências

  1. a b «Easy-to-Swallow Wireless Telemetry» (em inglês). IEEE Microwave Magazine. Setembro de 2012. Consultado em 28 de maio de 2017 
  2. Mehmet Rasit Yuce; et al. (15 de dezembro de 2014). «Wireless Endoscopy» (em inglês). Consultado em 28 de maio de 2017 
  3. Agostino Colli; et al. (1 de outubro de 2014). «Capsule endoscopy for the diagnosis of oesophageal varices in people with chronic liver disease or portal vein thrombosis» (em inglês). Consultado em 28 de maio de 2017 
  4. Mukul Bhattarai; et al. (16 de julho de 2013). «Longest duration of retention of video capsule: A case report and literature review» (em inglês). World Journal of Gastrointestinal Endoscopy. Consultado em 28 de maio de 2017