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Evento de impacto: diferenças entre revisões

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[[Ficheiro:Impact event.jpg|thumb|300px|Concepção artística de um evento de impacto. A colisão entre a Terra e um asteroide de poucos quilômetros de diâmetro pode liberar tanta energia quanto vários milhões de armas atômicas explodindo em sequência.]]
[[Imagem:Impact event.jpg|thumb|upright=1.1|Impressão do artista um evento de grande impacto liberando a energia de vários milhões de [[armas nucleares]] detonando simultaneamente quando um [[asteroide]] de apenas alguns quilômetros de diâmetro colide com um corpo maior como a [[Terra]]]]
Um '''evento de impacto''' é uma [[colisão]] entre [[objetos astronômicos]] causando efeitos mensuráveis.<ref name="Rumpf 3433–3440">{{citar periódico|último1=Rumpf|primeiro1=Clemens M.|último2=Lewis |primeiro2=Hugh G.|último3=Atkinson|primeiro3=Peter M.|data=2017-04-19|título=Asteroid impact effects and their immediate hazards for human populations|periódico=Geophysical Research Letters|língua=en| volume=44|número=8|páginas=3433–3440|doi=10.1002/2017gl073191|issn=0094-8276| arxiv=1703.07592 |bibcode=2017GeoRL..44.3433R |s2cid=34867206}}</ref> Eventos de impacto têm consequências físicas e ocorrem regularmente em [[sistemas planetários]], embora os mais frequentes envolvam [[asteroide]]s, [[cometa]]s ou [[meteoroide]]s e tenham efeito mínimo. Quando grandes objetos impactam [[planetas terrestres]] como a [[Terra]], pode haver consequências físicas e biosféricas significativas, embora as [[atmosfera]]s mitiguem muitos impactos de superfície por meio da [[entrada atmosférica]]. As [[Cratera de impacto|crateras]] e [[Estrutura de impacto|estruturas]] de impacto são formas de relevo dominantes em muitos dos objetos sólidos do [[Sistema Solar]] e apresentam a evidência empírica mais forte para sua frequência e escala.


Os eventos de impacto parecem ter desempenhado um papel significativo na [[formação e evolução do Sistema Solar]]. Grandes eventos de impacto moldaram significativamente a [[história da Terra]] e foram implicados na [[Hipótese do grande impacto|formação do sistema Terra-Lua]].
Um '''evento de impacto''' é a [[colisão]] de um enorme [[meteorito]], [[asteroide]], [[cometa]] ou outro [[objeto celeste]] com a [[Terra]] ou outro [[planeta]]. Eventos de impacto têm sido usados como enredo e elemento de fundo da [[ficção científica]] desde que o conhecimento de impactos reais se tornou provado pela ciência.


Os eventos de impacto também parecem ter desempenhado um papel significativo na [[história evolutiva da vida]]. Os impactos podem ter ajudado a fornecer os blocos de construção para a [[vida]] (a teoria da [[panspermia]] se baseia nessa premissa). Impactos têm sido sugeridos como a [[origem da água na Terra]]. Eles também foram implicados em várias [[extinções em massa]]. Acredita-se que o [[Cratera de Chicxulub#Detalhes do impacto|impacto pré-histórico de Chicxulub]], há 66 milhões de anos, não seja apenas a causa do [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de extinção Cretáceo-Paleogeno]],<ref name="autogenerated76">{{citar periódico|último1=Becker|primeiro1=Luann |título=Repeated Blows |periódico=Scientific American |volume=286 |número=3 |data=2002 |páginas=76–83 |doi=10.1038/scientificamerican0302-76 |pmid=11857903| bibcode = 2002SciAm.286c..76B}}</ref> mas a aceleração da [[História evolutiva dos mamíferos|evolução dos mamíferos]] levando ao seu domínio e, por sua vez, estabelecendo condições para o eventual ascensão dos [[humano]]s.<ref name="Hughes Berv Chester Sargis pp. 14540–14554">{{citar periódico |último1=Hughes |primeiro1=Jonathan J. |último2=Berv |primeiro2=Jacob S. |último3=Chester |primeiro3=Stephen G. B. |último4=Sargis |primeiro4=Eric J. |último5=Field |primeiro5=Daniel J. | título=Ecological selectivity and the evolution of mammalian substrate preference across the K–Pg boundary |periódico=Ecology and Evolution |publicado=Wiley | volume=11 |número=21 |data=2021-10-11 | issn=2045-7758 | doi=10.1002/ece3.8114 |páginas=14540–14554| pmid=34765124 | pmc=8571592 }}</ref>
==Tamanhos e frequências==
Pequenos objetos colidem frequentemente com a Terra. Existe uma [[relação inversa]] entre o tamanho do objeto e a frequência dos impactos.


Ao longo da história registrada, centenas de impactos na Terra (e explosões de [[bólido]]s) foram relatados, com algumas ocorrências causando mortes, ferimentos, danos materiais ou outras consequências localizadas significativas.<ref>{{Citation|último=Lewis|primeiro=John S.|título=Rain of Iron and Ice|publicado=Helix Books (Addison-Wesley)|data=1996|página=[https://archive.org/details/rainofironicever00lewi/page/236 236]|isbn=978-0201489507|url=https://archive.org/details/rainofironicever00lewi/page/236}}</ref> Um dos eventos registrados mais conhecidos nos tempos modernos foi o [[evento de Tunguska]], que ocorreu na [[Sibéria]], [[Império Russo]], em 1908. O evento do [[meteoro de Tcheliabinsk]] em 2013 é o único incidente conhecido nos tempos modernos a resultar em numerosos feridos. Seu meteoro é o maior objeto registrado que encontrou a Terra desde o evento de Tunguska.
Asteroides com diâmetro de 1&nbsp;km atingem a Terra a cada 500 000 anos em média.<ref name="types">{{citar periódico|autorlink =Nick Bostrom |primeiro =Nick |último =Bostrom |ano=2002|url=http://www.nickbostrom.com/existential/risks.html |título=Existential Risks: Analyzing Human Extinction Scenarios and Related Hazards |periódico=Journal of Evolution and Technology |volume=9 |month=March}}</ref> Colisões grandes - com objetos de cinco quilômetros - acontecem aproximadamente uma vez a cada dez milhões de anos. O último impacto conhecido de um objeto de 10&nbsp;km ou mais de diâmetro foi o [[Evento K-T|evento de extinção do cretáceo-terciário]], há cerca de 65 milhões de anos.


O impacto do [[cometa Shoemaker-Levy 9]] forneceu a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre de objetos do Sistema Solar, quando o cometa se separou e colidiu com [[Júpiter (planeta)|Júpiter]] em julho de 1994. Um impacto extra-solar foi observado em 2013, quando um enorme impacto de planeta terrestre foi detectado em torno da estrela ID8 no [[aglomerado estelar]] [[NGC 2547]] pelo [[Telescópio Espacial Spitzer]] da [[NASA]] e confirmado por observações terrestres.<ref name="space.com">{{citar web|url=https://www.space.com/26975-giant-impact-debris-disk-sunlike-star.html|título=Smash! Aftermath of Colossal Impact Spotted Around Sunlike Star|primeiro=Mike|último=Wall|data=28 de agosto de 2014|website=Space.com}}</ref> Eventos de impacto têm sido um elemento de enredo e pano de fundo na [[ficção científica]].
Asteroides com diâmetros de 5-10 [[metro|m]] atingem a atmosfera terrestre aproximadamente uma vez por ano, com tanta energia quanto a [[Little Boy]], a bomba atômica de Hiroshima, com aproximadamente 15 quilotons. Normalmente elas explodem na [[Mesosfera|atmosfera superior]], e a maioria ou todos os componentes sólidos são [[Evaporação|vaporizados]].<ref>{{citar periódico|autor = Clark R. Chapman & David Morrison|título= Impacts on the Earth by asteroids and comets: assessing the hazard|periódico= Nature|volume = 367|páginas= 33–40|data=6 de janeiro de 1994|url = http://adsabs.harvard.edu/abs/1994Natur.367...33C|acessodata= 2007-10-23|doi = 10.1038/367033a0}}</ref> Objetos com diâmetros superiores a 50 metros atingem a Terra aproximadamente uma vez a cada mil anos, produzindo explosões comparáveis à observada no [[evento Tunguska]] em 1908.<ref name = "BROWN02">{{citar web|url = http://www.sciencenews.org/pages/sn_arc97/75th/rm_essay.htm|título= The Call of Catastrophes|autor = Richard Monastersky|publicado= Science News Online|data=1 de março de 1997|acessodata= 2007-10-23}}</ref> Pelo menos um asteroide conhecido com diâmetro de mais de 1&nbsp;km, [[(29075) 1950 DA]], tem uma probabilidade calculada de atingir a Terra em março de 2880, com um o valor de dois na [[escala de Turim]].


Em abril de 2018, a [[Fundação B612]] relatou "É 100% certo que seremos atingidos [por um asteroide devastador], mas não temos 100% certeza de quando".<ref name="INQ-20180428">{{citar jornal |último=Homer |primeiro=Aaron |título=Earth Will Be Hit by an Asteroid with 100 Percent Certainty, Says Space-Watching Group B612 – The group of scientists and former astronauts is devoted to defending the planet from a space apocalypse. |url=https://www.inquisitr.com/4881237/earth-will-be-hit-by-an-asteroid-with-100-percent-certainty-says-space-watching-group-b612/ |data=28 de abril de 2018 |publicado=[[Inquisitr]] |acessodata=28 de abril de 2018 }}</ref> Também em 2018, o físico [[Stephen Hawking]], em seu livro final ''[[Brief Answers to the Big Questions]]'', considerou a colisão de um asteroide a maior ameaça ao [[planeta]].<ref name="WP-20181015">{{citar jornal |último=Stanley-Becker |primeiro=Isaac |título=Stephen Hawking feared race of 'superhumans' able to manipulate their own DNA |url=https://www.washingtonpost.com/news/morning-mix/wp/2018/10/15/stephen-hawking-feared-race-of-superhumans-able-to-manipulate-their-own-dna/ |data=15 de outubro de 2018 |jornal=[[The Washington Post]] |acessodata=26 de novembro de 2018}}</ref><ref name="QZ-20181014">{{citar web |último=Haldevang |primeiro=Max de |título=Stephen Hawking left us bold predictions on AI, superhumans, and aliens |url=https://qz.com/1423685/stephen-hawking-says-superhumans-will-take-over-ai-is-a-threat-and-humans-will-conquer-space/ |data=14 de outubro de 2018 |publicado=[[Quartz (publication)|Quartz]] |acessodata=26 de novembro de 2018}}</ref><ref name="NYT-20180618">{{citar jornal |último=Bogdan |primeiro=Dennis |título=Comment – Better Way To Avoid Devastating Asteroids Needed? |url=https://www.nytimes.com/2018/06/14/science/asteroids-nasa-nathan-myhrvold.html#permid=27500228:27506217 |data=18 de junho de 2018 |publicado=[[The New York Times]] |acessodata=26 de novembro de 2018}}</ref> Em junho de 2018, o [[Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos]] alertou que os [[Estados Unidos]] não estão preparados para um evento de impacto de asteroide e desenvolveu e lançou o "[https://trumpwhitehouse.archives.gov/wp-content/uploads/2018/06/National-Near-Earth-Object-Preparedness-Strategy-and-Action-Plan-23-pages-1MB.pdf Plano de Ação da Estratégia Nacional de Preparação de Objetos Próximos à Terra]" para se preparar melhor.<ref name="WH-20180621">{{citar web |autor=Staff |título=National Near-Earth Object Preparedness Strategy Action Plan |url=https://trumpwhitehouse.archives.gov/wp-content/uploads/2018/06/National-Near-Earth-Object-Preparedness-Strategy-and-Action-Plan-23-pages-1MB.pdf |data=21 de junho de 2018 |via=[[NARA|National Archives]] |publicado=[[whitehouse.gov]] |acessodata=22 de junho de 2018 }}</ref><ref name="GIZ-20180621">{{citar jornal |último=Mandelbaum |primeiro=Ryan F. |título=America Isn't Ready to Handle a Catastrophic Asteroid Impact, New Report Warns |url=https://gizmodo.com/america-isnt-ready-to-handle-a-catastrophic-asteroid-im-1827014709 |data=21 de junho de 2018 |publicado=[[Gizmodo]] |acessodata=22 de junho de 2018}}</ref><ref name="ICARUS-220180522">{{citar periódico |último=Myhrvold |primeiro=Nathan |autorlink=Nathan Myhrvold |título=An empirical examination of WISE/NEOWISE asteroid analysis and results |data=22 de maio de 2018 |periódico=[[Icarus (journal)|Icarus]] |volume=314 |páginas=64–97 |doi=10.1016/j.icarus.2018.05.004 |bibcode=2018Icar..314...64M|doi-access=free }}</ref><ref name="NYT-20180614">{{citar jornal |último=Chang |primeiro=Kenneth |título=Asteroids and Adversaries: Challenging What NASA Knows About Space Rocks – Two years ago, NASA dismissed and mocked an amateur's criticisms of its asteroids database. Now Nathan Myhrvold is back, and his papers have passed peer review. |url=https://www.nytimes.com/2018/06/14/science/asteroids-nasa-nathan-myhrvold.html |data=14 de junho de 2018 |publicado=[[The New York Times]] |acessodata=22 de junho de 2018}}</ref><ref name="NYT-20180614c">{{citar jornal |último=Chang |primeiro=Kenneth |título=Asteroids and Adversaries: Challenging What NASA Knows About Space Rocks – Relevant Comments |url=https://www.nytimes.com/2018/06/14/science/asteroids-nasa-nathan-myhrvold.html#permid=27500228:27506217 |data=14 de junho de 2018 |publicado=[[The New York Times]] |acessodata=22 de junho de 2018 }}</ref> De acordo com depoimentos de especialistas no [[Congresso dos Estados Unidos]] em 2013, a NASA precisaria de pelo menos cinco anos de preparação antes que [[Prevenção de impacto de asteroides|uma missão para interceptar um asteroide]] pudesse ser lançada.<ref name="US-Congress-20130410">{{citar web |autor=U.S.Congress |título=Threats From Space: a Review of U.S. Government Efforts to Track and mitigate Asteroids and Meteors (Part I and Part II) – Hearing Before the Committee on Science, Space, and Technology House of Representatives One Hundred Thirteenth Congress First Session |url=http://www.gpo.gov/fdsys/pkg/CHRG-113hhrg80552/pdf/CHRG-113hhrg80552.pdf |data=primavera de 2013 |tipo=Hearings held 19 March 2013 and 10 April 2013 |página=147 |publicado=[[United States Congress]] |acessodata=3 de maio de 2014 }}</ref>
Através da história, centenas de eventos de impacto menores (e explosões de [[bólido]]s) têm sido registrados, com algumas ocorrências causando mortes, ferimentos, danos a propriedades e outras consequências localizadas significantes.<ref>{{citar livro|último =Lewis|primeiro =John S.|título=Rain of Iron and Ice|publicado=Helix Books (Addison-Wesley)|data=1996|páginas=236|isbn=0-201-48950-3}}</ref>
{{panorama|SmallAsteroidImpacts-Frequency-Bolide-20141114.jpg|600px|Frequência de pequenos asteroides, de cerca de 1 a 20 metros de [[diâmetro]], que impactam a [[atmosfera da Terra]].}}


Em 26 de setembro de 2022, o [[Double Asteroid Redirection Test]] demonstrou a deflexão de um asteroide. Foi o primeiro experimento desse tipo a ser realizado pela humanidade e foi considerado um grande sucesso. O [[período orbital]] do corpo alvo foi alterado em 32 minutos. O critério de sucesso foi uma mudança de mais de 73 segundos.
==A geologia de eventos de impacto terrestres==
A Terra passou por períodos de mudanças abruptas e catastróficas, alguns devido ao impacto de grandes asteroides e cometas no planeta. Poucos destes impactos causaram mudanças climáticas massivas e a [[extinção]] de grande número de [[espécie]]s de plantas e animais. A origem da [[Lua]] é atribuída a um [[Big Splash|enorme impacto no princípio da história da Terra]]. Eventos de impacto mais cedo na [[história da Terra]] tem sido atribuídos a eventos tanto destrutivos quanto criativos;<ref>{{Citar periódico|ultimo=Reimold|primeiro=Wolf Uwe|ultimo2=Koeberl|primeiro2=Christian|data=2014-5|titulo=Impact structures in Africa: A review|jornal=Journal of African Earth Sciences|volume=93|paginas=57–175|issn=1464-343X|pmid=27065753|doi=10.1016/j.jafrearsci.2014.01.008|url=http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4802546/}}</ref> tem sido proposto que a água dos [[oceano]]s terrestres foi resultado da queda de cometas, e alguns tem sugerido que a [[origem da vida]] pode ter sido influenciada pelo impacto de objetos trazendo químicos orgânicos ou formas de vida na superfície da Terra, uma teoria conhecida como [[exogênese]].


== Impactos e a Terra ==
[[Ficheiro:Eugene Shoemaker.jpg|thumb|right|230px|[[Eugene Merle Shoemaker]] foi o primeiro a provar que impactos de [[meteoro]]s afetaram a [[Terra]].]]
[[Imagem:Earth_Impact_Database_world_map.svg|thumb|Mapa-múndi em [[Projeção cilíndrica equidistante|projeção equiretangular]] das [[Cratera de impacto|crateras]] no [[Earth Impact Database]] em novembro de 2017 ([http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cc/Earth_Impact_Database_world_map.svgno arquivo SVG], passe o mouse sobre uma cratera para mostrar seus detalhes)]]
{{artigo principal|Lista de crateras de impacto na Terra}}
Grandes eventos de impacto moldaram significativamente a [[história da Terra]], tendo sido implicados na [[Hipótese do grande impacto|formação do sistema Terra-Lua]], na [[história evolutiva da vida]], na [[origem da água na Terra]] e em várias [[Extinção em massa|extinções em massa]]. As [[estruturas de impacto]] são o resultado de eventos de impacto em objetos sólidos e, como as formas de relevo dominantes em muitos dos objetos sólidos do [[Sistema Solar]], apresentam a evidência mais sólida de eventos pré-históricos. Eventos de impacto notáveis incluem o hipotético [[intenso bombardeio tardio]], que teria ocorrido no início da história do sistema [[Terra]]-[[Lua]], e o [[Cratera de Chicxulub|impacto confirmado de Chicxulub]] há 66 milhões de anos, que se acredita ser a causa do [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de extinção Cretáceo-Paleogeno]].


=== Frequência e risco ===
Estas visões modificadas da história da Terra não emergira senão recentemente, principalmente devido a uma ausência de observações diretas e a dificuldade em reconhecer os sinais de impacto na Terra. Impactos terrestres em larga escala do tipo que produziu a [[Cratera de Barringer]] no [[Arizona]] são raros. Em vez disso, pensava-se que as crateras fossem resultados de [[vulcanismo]]: a cratera de Barringer, por exemplo, era tida como uma explosão vulcânica pré-histórica (uma hipótese bastante razoável, dado que o monte vulcânico [[San Francisco Peaks]] fica apenas a 30&nbsp;km a oeste). De forma similar, pensava-se que as crateras na superfície da Lua fossem resultado de vulcanismo.
{{artigo principal|Prevenção de impacto de asteroides}}
{{wide image|SmallAsteroidImpacts-Frequency-Bolide-20141114.jpg|500px|align-cap=center|Frequency of small asteroids roughly 1 to 20 meters in diameter impacting Earth's atmosphere.}}
[[Imagem:Bolide.jpg|thumb|Um [[bólido]] passando por [[entrada atmosférica]]]]
Pequenos objetos frequentemente colidem com a [[Terra]]. Existe uma [[Relação negativa|relação inversa]] entre o tamanho do objeto e a frequência de tais eventos. O registro das crateras lunares mostra que a frequência dos impactos diminui aproximadamente com o [[Cubo (aritmética)|cubo]] do diâmetro da cratera resultante, que é em média proporcional ao diâmetro do impactador.<ref name=ArvidsonEtAl79>{{Citation|último1=Crater Analysis Techniques Working Group|título=Standard Techniques for Presentation and Analysis of Crater Size-Frequency Data|periódico=Icarus|volume=37|número=2|páginas=467–474|data=1979| postscript=. |bibcode=1979Icar...37..467C | doi = 10.1016/0019-1035(79)90009-5|último2=Arvidson|primeiro2=R. E. |último3=Boyce|primeiro3=J. |último4=Chapman|primeiro4=C. |último5=Cintala|primeiro5=M. |último6=Fulchignoni |primeiro6=M.|último7=Moore|primeiro7=H. |último8=Neukum|primeiro8=G. |último9=Schultz |primeiro9=P. |último10=Soderblom |primeiro10=L.|último11=Strom|primeiro11=R. |último12=Woronow |primeiro12=A. |último13=Young |primeiro13=R.|hdl=2060/19780014063|s2cid=118171810 |hdl-access=free}}</ref> [[Asteroide]]s com um diâmetro de 1 km atingem a Terra a cada 500.000 anos, em média.<ref name="Paine 2002">{{citar periódico|último1=Paine|primeiro1=Michael|último2=Peiser|primeiro2=Benny|data=2002 |título=The Frequency and Consequences of Cosmic Impacts Since the Demise of the Dinosaurs |url=https://www.researchgate.net/publication/265496068|periódico=Bioastronomy 2002: Life Among the Stars}}</ref><ref name="types">{{Citation |autorlink=Nick Bostrom |primeiro=Nick |último=Bostrom |data=março de 2002 |url=http://www.nickbostrom.com/existential/risks.html |título=Existential Risks: Analyzing Human Extinction Scenarios and Related Hazards |periódico=Journal of Evolution and Technology |volume=9}}</ref> Grandes colisões, com objetos de 5 km, acontecem aproximadamente uma vez a cada 20 milhões de anos.<ref name="Earth-impact">{{citar web|data=2010|título=Earth Impact Effects Program |publicado=Imperial College London / Purdue University|autor1=Robert Marcus |autor2=H. Jay Melosh |autor3=Gareth Collins |url=http://impact.ese.ic.ac.uk/ImpactEffects/|acessodata=2013-02-04}} (solution using 2600kg/m^3, 17km/s, 45 degrees)</ref> O último impacto conhecido de um objeto de 10 km ou mais de diâmetro foi no [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de extinção Cretáceo-Paleogeno]], 66 milhões de anos atrás.<ref name="UCB2013">{{citar web|data=7 de fevereiro de 2013|título=New evidence comet or asteroid impact was last straw for dinosaurs|publicado=UC Berkeley News Center|autor=Robert Sanders |url=http://newscenter.berkeley.edu/2013/02/07/new-evidence-comet-or-asteroid-impact-was-last-straw-for-dinosaurs/|acessodata=2013-02-11}}</ref>


A energia liberada por um impactor depende do diâmetro, densidade, velocidade e ângulo.<ref name="Earth-impact" /> O diâmetro da maioria dos [[asteroides próximos da Terra]] que não foram estudados por [[radar]] ou [[infravermelho]] geralmente só pode ser estimado dentro de um fator de dois, baseando-se no brilho do asteroide. A densidade é geralmente assumida, porque o diâmetro e a massa, a partir dos quais a densidade pode ser calculada, também são geralmente estimados. Devido à [[velocidade de escape]] da Terra, a velocidade mínima de impacto é de 11 km/s, com impactos de asteroides com média de cerca de 17 km/s na Terra.<ref name="Earth-impact" /> O ângulo de impacto mais provável é de 45 graus.<ref name="Earth-impact" />
Apenas entre 1903–1905 que a Cratera de Barringer foi corretamente identificada como sendo uma cratera de impacto, e só em 1963 que a pesquisa feita por [[Eugene Merle Shoemaker]] conclusivamente provou esta hipótese. As descobertas da [[exploração espacial]] do final do século XX e o trabalho de cientistas como Shoemaker demonstrou que as crateras de impacto eram o processo geológico mais disseminado a acontecer nos corpos sólidos do [[Sistema Solar]]. Como literalmente todos os corpos sólidos examinados no Sistema Solar tem crateras, não há razão para acreditar que a Terra de alguma forma tenha escapado do bombardeio do espaço. A primeira observação de um grande evento de colisão aconteceu em 1994: a colisão do cometa [[Cometa Shoemaker-Levy 9|Shoemaker-Levy 9]] com [[Júpiter (planeta)|Júpiter]]; até o momento nenhum evento semelhante foi observado na Terra.


Condições de impacto, como tamanho e velocidade do asteroide, mas também densidade e ângulo de impacto, determinam a [[energia cinética]] liberada em um evento de impacto. Quanto mais energia for liberada, mais danos provavelmente ocorrerão no solo devido aos efeitos ambientais desencadeados pelo impacto. Tais efeitos podem ser [[ondas de choque]], [[radiação de calor]], formação de [[Cratera de impacto|crateras]] com [[terremoto]]s associados e [[tsunamis]] se corpos d'água forem atingidos. As populações [[humana]]s são vulneráveis a esses efeitos se viverem dentro da zona afetada.<ref name="Rumpf 3433–3440"/> Grandes [[Seicha|ondas de seiche]] decorrentes de terremotos e depósitos de detritos em grande escala também podem ocorrer minutos após o impacto, a milhares de quilômetros do impacto.<ref name=pnas1>[https://www.pnas.org/content/early/2019/03/27/1817407116 A seismically induced onshore surge deposit at the KPg boundary, North Dakota] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20190404144219/https://www.pnas.org/content/early/2019/03/27/1817407116 |data=2019-04-04 }} – Proceedings of the National Academy of Sciences – [[Robert DePalma]] ''et al.'', published 1 April 2019.<p>([https://www.pnas.org/content/pnas/early/2019/03/27/1817407116.full.pdf PDF direct link], [https://www.pnas.org/content/pnas/suppl/2019/03/27/1817407116.DCSupplemental/pnas.1817407116.sapp.pdf Supplementary published information])</p></ref>
Baseado na taxa de formação de [[cratera de impacto|cratera]]s determinada pela companheira mais próxima da Terra, a [[Lua]], [[astrogeologia|astrogeólogos]] determinaram que durante os últimos 600 milhões de anos, a [[Terra]] foi atingida por 60 objetos com diâmetro de cinco quilômetros ou maiores. O menor destes objetos liberaria a energia equivalente a dez milhões de [[megaton]]s de [[Trinitrotolueno|TNT]] e deixaria uma cratera de 95&nbsp;km de diâmetro. Em comparação, a maior [[arma nuclear]] já detonada, a [[Tsar Bomba]], liberou 50 megatons.


==== Explosão aérea ====
==Eventos pré-históricos recentes==
{{artigo principal|Explosão aérea de meteoro}}
Além dos impactos enormes que acontecem a cada poucas dezenas de milhões de anos, existem muitos impactos menores que acontecem com frequência muito maior mas que deixam traços correspondentemente menores. Devido às forças de [[erosão]] trabalhando na Terra, somente exemplos relativamente recentes destes impactos menores são conhecidos. Alguns dos mais famosos ou interessantes são:
[[Asteroide]]s rochosos com um diâmetro de 4 metros entram na [[atmosfera da Terra]] cerca de uma vez por ano.<ref name="Earth-impact" /> Asteroides com um diâmetro de 7 metros entram na atmosfera a cada 5 anos com tanta [[energia cinética]] quanto a [[bomba atômica]] [[Bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki|lançada sobre Hiroshima]] (aproximadamente 16 [[quilotons]] de TNT), mas a [[explosão aérea]] é reduzida para apenas 5 quilotons.<ref name="Earth-impact" /> Estes normalmente explodem na [[Mesosfera|atmosfera superior]] e a maioria ou todos os sólidos são [[Evaporação|vaporizados]].<ref>{{Citation|autor= Clark R. Chapman & David Morrison|título= Impacts on the Earth by asteroids and comets: assessing the hazard|periódico= Nature|volume =367|número= 6458|páginas=33–40|data=6 de janeiro de 1994|bibcode = 1994Natur.367...33C|doi = 10.1038/367033a0|último2= Morrison|s2cid = 4305299|url = https://zenodo.org/record/1233151}}</ref> No entanto, asteroides com diâmetro de 20 m e que atingem a [[Terra]] aproximadamente duas vezes a cada século, produzem rajadas de ar mais poderosas. O [[meteoro de Tcheliabinsk]] de 2013 foi estimado em cerca de 20 m de diâmetro com uma explosão de cerca de 500 quilotons, uma explosão 30 vezes maior que o impacto da bomba de Hiroshima. Objetos muito maiores podem impactar a terra sólida e criar uma [[Cratera de impacto|cratera]].


{| class="wikitable floatleft" style="text-align: center;"
[[Ficheiro:Barringer Meteor Crater, Arizona.jpg|thumb|right|Vista aérea da Cratera de Barringer no [[Arizona]].]]
|+Impactos de asteroides pedregosos que geram uma explosão aérea<ref name="Earth-impact" />
|-
! rowspan=2 | Diâmetro do<br />impactador !! colspan=2 | [[Energia cinética]] em !! rowspan=2 | Altitude da<br />explosão aérea !! rowspan=2 | Frequência<br />média<br />(anos) !! rowspan=2 | Bolas de fogo<br />gravadas<br />(CNEOS)<br />(1988-2018)
|-
! [[Entrada atmosférica|entrada<br />atmosférica]]
! [[Explosão aérea]]
|-
| 4 m || 3 [[Equivalente em TNT|kt]] || 0.75 kt || 42.5 km || 1.3 || 54
|-
| 7 m || [[Little Boy|16 kt]] || 5 kt || 36.3 km || 4.6 || 15
|-
| 10 m || 47 kt || [[Fat Man|19 kt]] || 31.9 km || 10 || 2
|-
| 15 m || 159 kt || [[W76|82 kt]] || 26.4 km || 27 || [[Meteoro de Camecháteca|'''1''']]
|-
| 20 m || 376 kt || [[TN 81|230 kt]] || 22.4 km || 60 || [[Meteoro de Tcheliabinsk|'''1''']]
|-
| 30 m || [[B83|1.3]] Mt || 930 kt || 16.5 km || 185 || 0
|-
| 50 m || 5.9 Mt || 5.2 Mt || 8.7 km || 764 || 0
|-
| 70 m || 16 Mt || [[Castle Bravo|15.2 Mt]] || 3.6 km || 1.900 || 0
|-
| 85 m || 29 Mt || 28 Mt || 0.58 km || 3.300 || 0
|-
! colspan=6 style="font-size: 0.9em; font-weight: normal; text-align: left; padding: 6px;"| Com base na densidade de 2600 kg/m<sup>3</sup>, velocidade de 17 km/s e um ângulo de impacto de 45°
|}


{| class="wikitable" style="text-align:center; float:left; margin-top:0;"
* [[Cratera de Barringer]] nos [[Estados Unidos da América]], a primeira cratera que foi provada ser resultado de um impacto;
|+Asteroides rochosos que impactam rochas sedimentares e criam uma cratera<ref name="Earth-impact" />
* as [[crateras de Rio Cuarto]] na Argentina, produzidas por um impacto de asteroide em ângulo baixo há cerca de 10 000 anos;
|-
* a [[Cratera Henbury]] na Austrália e a [[Cratera Kaali]], na Estônia, aparentemente produzidas por objetos que se partiram antes do impacto. Ambas têm idade estimada entre 4 000 e 5 000 anos;
! rowspan=2 | Diâmetro do<br />impactador !! colspan=2 | [[Energia cinética]] em !! rowspan=2 | Diâmetro da<br />[[Cratera de impacto|cratera]] !! rowspan=2 | Frequência<br />(anos)
* as [[crateras Wabar]] na Arábia, que podem ter sido criadas em algum momento nas últimas poucas centenas de anos.
|-
! [[Entrada atmosférica|entrada<br />atmosférica]]
! impacto
|-
| 100 m || 47 [[Equivalente em TNT|Mt]] || 3.4 Mt || 1.2 km || 5.200
|-
| 130 m || 103 Mt || 31.4 Mt || 2 km || 11.000
|-
| 150 m || 159 Mt || 71.5 Mt || 2.4 km || 16.000
|-
| 200 m || 376 Mt || 261 Mt || 3 km || 36.000
|-
| 250 m || 734 Mt || 598 Mt || 3.8 km || 59.000
|-
| 300 m || 1270 Mt || 1110 Mt || 4.6 km || 73.000
|-
| 400 m || 3010 Mt || 2800 Mt || 6 km || 100.000
|-
| 700 m || 16100 Mt || 15700 Mt || 10 km || 190.000
|-
| 1.000 m || 47000 Mt || 46300 Mt || 13.6 km || 440.000
|-
! colspan=5 style="font-size: 0.9em; font-weight: normal; text-align: left; padding: 6px;" | Com base na densidade de 2600 kg/m<sup>3</sup>, velocidade de 17 km/s e um ângulo de impacto de 45°
|}
{{clear|left}}


Objetos com diâmetro inferior a 1 m são chamados de [[meteoroide]]s e raramente chegam ao solo para se tornarem [[meteorito]]s. Estima-se que 500 meteoritos atingem a superfície a cada ano, mas apenas 5 ou 6 deles normalmente criam uma assinatura de [[radar meteorológico]] com um [[campo espalhado]] grande o suficiente para ser recuperado e divulgado aos cientistas.
A hipótese do [[cometa Clóvis]] é uma teoria de que o movimento de ar criado por um grande cometa sobre ou mesmo dentro da camada de gelo Laurentidea a norte dos Grandes Lagos deixou todo o continente norte americano em chamas há cerca de 12 900 anos. A teoria tenta explicar a extinção da maioria dos grandes animais na [[América do Norte]] e o desaparecimento da [[cultura Clóvis]] da idade da pedra na época do [[Pleistoceno]]. Proponentes da hipótese alegam a existência de uma camada de solo queimado rico em carbono encontrada em cerca de 50 sítios arqueológicos da era ''clovis'' por todo o continente.<ref>{{Citar web|url=http://allendale-expedition.net/publications/comet.pdf|título=THE CLOVIS COMET Part I:Evidence for a Cosmic Collision 12,900 Years Ago In the Mammoth Trumpet, Volume 23 Number 1, by Allen West GeoScience Consulting and Albert Goodyear South Carolina Institute of Archaeology and Anthropology. Accessed August 2008|língua=|autor=|obra=|data=|acessodata=|arquivourl=https://web.archive.org/web/20081028205814/http://allendale-expedition.net/publications/comet.pdf|arquivodata=2008-10-28|urlmorta=yes}}</ref> Ela tem sido criticada por não ser consistente com a estimativa da população paleoíndia.<ref>{{Citation |último =Buchanan |primeiro =B. |último2 =Collard |primeiro2 =M. |último3 =Edinborough |primeiro3 =K. |ano=2008 |título=Paleoindian demography and the extraterrestrial impact hypothesis |periódico=[[Proceedings of the National Academy of Sciences|PNAS]] |volume=105 |número=33 |páginas=11651–11654 |url= |doi=10.1073/pnas.0803762105 }}</ref>


O falecido [[Eugene Shoemaker]], do [[Serviço Geológico dos Estados Unidos]], estimou a taxa de impactos na [[Terra]], concluindo que um evento do tamanho da [[arma nuclear]] que destruiu [[Hiroshima]] ocorre cerca de uma vez por ano. Tais eventos parecem espetacularmente óbvios, mas geralmente passam despercebidos por uma série de razões: a maior parte da superfície da Terra é coberta por água; boa parte da superfície terrestre é desabitada; e as explosões geralmente ocorrem em altitude relativamente alta, resultando em um grande clarão e trovão, mas sem danos reais.
Existem teorias de que impactos pré-históricos mais recentes criadas pelo Holocene Impact Working Group, incluindo Dallas Abbot do Lamont-Doherty Earth Observatory em Palisades, NY.<ref>{{Citation |último =Blakeslee |primeiro =Sandra |autorlink = |data=14 de novembro de 2006 |título=Ancient Crash, Epic Wave |jornal=New York Times |url=http://www.nytimes.com/2006/11/14/science/14WAVE.html }}</ref> Este grupo aponta para quatro enormes depósitos cuneiformes no sul de Madagáscar, contendo microfósseis de oceano profundo fundidos com metais formados tipicamente por impactos cósmicos. Todos os depósitos cuneiformes apontam em direção a um ponto no meio do Oceano Índico onde foi descoberta recentemente a [[cratera Burckle]],<ref>{{citar web|url=http://www.signonsandiego.com/uniontrib/20061114/news_1n14meteors.html |título=Meteor 'misfits' find proof in sea |acessodata=2006-11-14}}</ref> com 29 km de diâmetro, 3 800 metros abaixo da superfície. Este grupo defende que um enorme impacto de asteroide ou cometa há entre 4 500 a 5 000 anos, produzido um mega-tsunami com pelo menos 180&nbsp;m de altura. Se este e outros impactos recentes forem corretos, a taxa de impactos de asteroide é muito maior que se pensa atualmente.


Embora nenhum ser [[humano]] tenha sido morto diretamente por um impacto, mais de 1000 pessoas ficaram feridas pelo evento de explosão do [[meteoro de Tcheliabinsk]] sobre a [[Rússia]] em 2013.<ref>["Число пострадавших при падении метеорита приблизилось к 1500" (in Russian). РосБизнесКонсалтинг. Retrieved 25 February 2013.]</ref> Em 2005, estimou-se que a chance de uma única pessoa nascida hoje morrer devido a um impacto é de cerca de 1 em 200.000.<ref>{{citar web |url=https://www.newscientist.com/article/mg18825221.900-the-word-torino-scale.html |título=The word: Torino scale |publicado=[[New Scientist]] |página=56 |data=25 de outubro de 2005}}</ref> Os asteroides de 2 a 4 metros de tamanho {{mpl|2008 TC|3}}, {{mpl|2014 AA}}, {{mpl|2018 LA}}, {{mpl|2019 MO}}, {{mpl|2022 EB5}} e o suposto satélite artificial [[WT1190F]] são os únicos objetos conhecidos a serem detectados antes de impactar a Terra.<ref>[Roylance, Frank (2008-10-07). "Predicted meteor may have been sighted". MarylandWeather. Archived from the original on 10 October 2008. Retrieved 2008-10-08.]</ref><ref>{{citar web |título=The First Discovered Asteroid of 2014 Collides With The Earth – An Update |publicado=NASA/JPL |data=3 de janeiro de 2014 |url=http://neo.jpl.nasa.gov/news/news182a.html |acessodata=11 de janeiro de 2014 |arquivodata=11 de fevereiro de 2017 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20170211170917/http://neo.jpl.nasa.gov/news/news182a.html |urlmorta=sim }}</ref><ref>{{citar web|url=https://ssd.jpl.nasa.gov/tools/sbdb_lookup.html#/?sstr=2022%20EB5&view=VOP |título=Small-Body Database Lookup |publicado=Ssd.jpl.nasa.gov |data= |acessodata=2022-03-16}}</ref>
Os eventos do [[Eventos de clima extremo de 535-536|impacto dos anos 533-534 CE ± 2]] foram, segundo hipótese proposta pelo [[dendrocronologia|dendrocronologista]] Mike Baillie como possíveis causas de sérias mudanças climáticas breves (tipicamente 5-10 anos) registradas em padrões de anéis de árvores antigas. No seu livro 'Exodus to [[Rei Artur|Arthur]]: Catastrophic encounters with comets' ('Êxodo a Artur: encontros catastróficos com cometas') ele destaca quatro eventos deste tipo e sugere que podem ter sido causados pela nuvem de poeira arremessada pelo impacto de debris cometários.


=== Importância geológica ===
==Eventos de impacto modernos==
Os impactos tiveram, ao longo da [[história da Terra]], uma significativa influência geológica e climática.<ref>French, B. M. (1998). Traces of catastrophe: A handbook of shock-metamorphic effects in terrestrial meteorite impact structures. </ref><ref>WuWu, Y., Sharma, M., LeCompte, M. A., Demitroff, M. N., & Landis, J. D. (2013). Origin and provenance of spherules and magnetic grains at the Younger Dryas boundary. ''Proceedings of the National Academy of Sciences'', ''110''(38), E3557-E3566. https://doi.org/10.1073/pnas.1304059110 <nowiki>https://doi.org/10.1029/99EO00200</nowiki></ref>
Na província chinesa de [[Shanxi]], acredita-se que 10 000 pessoas foram mortas em 1490 pelo granizo de "pedras cadentes" que alguns astrônomos imaginam ser o resultado da quebra de um grande asteroide.<ref>{{Citar web |url=http://www.oberlin.edu/faculty/bsimonso/group9.htm |título=Meteorite Impact Structures Student Research |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>


A existência da [[Lua]] é amplamente atribuída a um [[Hipótese do grande impacto|enorme impacto no início da história da Terra]].<ref name=nature412>{{citar periódico|último1=Canup |primeiro1=R. |autorlink1=Robin Canup |último2=Asphaug |primeiro2=E. |título=Origin of the Moon in a giant impact near the end of the Earth's formation |periódico=Nature |volume=412 |páginas=708–712 |data=2001 |doi=10.1038/35089010 |pmid=11507633 |número=6848 |bibcode=2001Natur.412..708C |s2cid=4413525 |url=http://www.es.ucsc.edu/~rcoe/eart206/canup_Moon_Nature_01.pdf |acessodata=2011-12-10 |urlmorta=sim |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100730135923/http://es.ucsc.edu/~rcoe/eart206/canup_Moon_Nature_01.pdf |arquivodata=30 de julho de 2010 }}</ref> Eventos de impacto no início da história da [[Terra]] foram creditados com eventos criativos e destrutivos; foi proposto que [[cometa]]s impactantes entregaram a água da Terra, e alguns sugeriram que as [[origens da vida]] podem ter sido influenciadas por objetos impactantes trazendo produtos químicos orgânicos ou formas de vida para a superfície da Terra, uma teoria conhecida como [[Panspermia|exogênese]].
[[Ficheiro:Tunguska Ereignis.jpg|thumb|right|Árvores derrubadas pela explosão de [[Tunguska]], [[Império Russo]].]]
[[Imagem:Взрыв метеорита над Челябинском 15 02 2013 avi-iCawTYPtehk.ogv|thumb|Vídeo mostrando o momento do impacto do [[Meteoro de Cheliabinsk]] visto a partir de [[Kamensk-Uralsky]], no [[Oblast de Sverdlovsk]], a norte da cidade de [[Cheliabinsk]], [[Rússia]].]]
O impacto mais significante no registro recente foi o [[evento Tunguska]], que aconteceu na [[Sibéria]], [[Rússia]], em 1908. Este incidente envolveu uma explosão que provavelmente foi causada pelo deslocamento de ar de um asteroide ou cometa a 5 ou 10 quilômetros sobre a superfície da Terra, derrubando um número de árvores estimado em 80 milhões, em uma área de 2 150 quilômetros quadrados. Apesar do evento Tunguska ser tanto espetacular quanto sem paralelo no registro histórico, ele não mais parece tão único quanto já foi considerado.


[[Imagem:Eugene Shoemaker.jpg|thumb|upright|[[Eugene Shoemaker]] foi o primeiro a provar que impactos de [[meteorito]]s afetaram a [[Terra]]]]
O falecido [[Eugene Shoemaker]] do [[United States Geological Survey|U.S. Geological Survey]] fez uma estimativa da taxa de impactos com a Terra, e sugeriu que um evento do tamanho da bomba nuclear que destruiu [[Hiroshima]] acontece cerca de uma vez por ano. Estes eventos deveriam ser espetacularmente óbvios, mas eles seguem não percebidos por várias razões: a maior parte da superfície da Terra é coberta por água; uma boa porção da superfície seca não é habitada; e as explosões acontecem geralmente a grandes altitudes, resultando em um flash imenso e uma trovoada, mas sem danos reais.


Essas visões modificadas da história da Terra não surgiram até há relativamente pouco tempo, principalmente devido à falta de observações diretas e à dificuldade em reconhecer os sinais de um impacto da Terra por causa da erosão e do intemperismo. Impactos terrestres de grande escala do tipo que produziu a [[Cratera Barringer]], localmente conhecida como [[Cratera do Meteoro]], a nordeste de [[Flagstaff]], [[Arizona]], nos [[Estados Unidos]] são raros. Em vez disso, acreditava-se amplamente que a formação de crateras era o resultado do [[vulcanismo]]: a Cratera Barringer, por exemplo, foi atribuída a uma explosão vulcânica pré-histórica (uma hipótese razoável, dado que os [[Picos de São Francisco|picos vulcânicos de São Francisco]] ficam a apenas 48 km para o oeste). Da mesma forma, as crateras na superfície da Lua foram atribuídas ao vulcanismo.
Alguns foram observados. Alguns exemplos dignos de nota incluem o [[Meteorito Sikhote-Alin]], que caiu em [[Krai do Litoral]], no extremo oriental da [[Rússia]], em 1947, e a bola de fogo de [[Revelstoke]] de 1965, que aconteceu sobre as neves da [[Colúmbia Britânica]], [[Canadá]].


Não foi até 1903-1905 que a Cratera Barringer foi corretamente identificada como uma [[cratera de impacto]], e não foi até 1963 que a pesquisa de [[Eugene Shoemaker]] provou conclusivamente esta hipótese. As descobertas da [[exploração espacial]] do final do [[século XX]] e o trabalho de cientistas como Shoemaker demonstraram que a formação de crateras de impacto foi de longe o processo geológico mais difundido nos corpos sólidos do [[Sistema Solar]]. Cada corpo sólido pesquisado no Sistema Solar foi encontrado com crateras, e não havia razão para acreditar que a Terra tivesse escapado de alguma forma do bombardeio do espaço. Nas últimas décadas do século XX, um grande número de crateras de impacto altamente modificadas começou a ser identificado. A primeira observação direta de um grande evento de impacto ocorreu em 1994: a colisão do [[cometa Shoemaker-Levy 9]] com [[Júpiter (planeta)|Júpiter]].
Um pequeno número de quedas de [[meteorito]]s tem sido observados com câmeras automáticas e recuperados a partir de cálculos do ponto de impacto. O primeiro destes foi o [[meteorito Pribram]], que caiu na [[Tchecoslováquia]] (agora [[República Tcheca]]) em 1959.<ref>{{Citation |último =Ceplecha |primeiro =Z. |autorlink = |ano=1961 |título=Multiple fall of Pribram meteorites photographed |periódico=Bull. Astron. Inst. Czechoslovakia |volume=12 |número= |páginas=21-46 |url= |bibcode=1961BAICz..12...21C }}</ref> Neste caso, duas câmeras usadas para fotografar [[meteoro]]s capturaram imagens da bola de fogo. As imagens foram usadas tanto para determinar a localização das pedras no chão e, mais importante, para calcular pela primeira vez uma órbita precisa de um meteorito recuperado.


Com base nas taxas de formação de crateras determinadas pelo parceiro celeste mais próximo da Terra, a Lua, os [[Astrogeologia|astrogeólogos]] determinaram que, durante os últimos 600 milhões de anos, a Terra foi atingida por 60 objetos com um diâmetro de 5 km ou mais.<ref name="Paine 2002" /> O menor desses impactadores deixaria uma cratera de quase 100 km de diâmetro. Apenas três crateras confirmadas desse período com esse tamanho ou maior foram encontradas: [[Cratera de Chicxulub|Chicxulub]], [[Cratera de Popigai|Popigai]] e [[Lago Manicouagan|Manicouagan]], e todas as três foram suspeitas de estarem ligadas a [[Extinção em massa|eventos de extinção]]<ref>{{citar web|título=Russia's Popigai Meteor Crash Linked to Mass Extinction|website=[[Live Science]]|url=http://www.livescience.com/46312-popigai-crater-linked-eocene-mass-extinction.html |data=13 de junho de 2014}}</ref><ref>{{citar periódico|primeiro=J.P.|último=Hodych|autor2=G.R.Dunning|título=Did the Manicouagan impact trigger end-of-Triassic mass extinction?|periódico=Geology|volume=20|número=1|data=1992|páginas=51.54|doi=10.1130/0091-7613(1992)020<0051:DTMITE>2.3.CO;2|bibcode = 1992Geo....20...51H}}</ref> embora apenas Chicxulub, o maior dos três, tem sido consistentemente considerado. O impacto que causou a [[cratera de Mistastin]] gerou temperaturas superiores a 2.370 [[°C]], as mais altas já registradas na superfície da Terra.<ref name="Gizmodo 2017-09-17">{{citar jornal |último=Dvorsky |primeiro=George |url=https://www.gizmodo.com.au/2017/09/the-hottest-known-temperature-on-earth-was-caused-by-an-ancient-asteroid-strike/|título=The Hottest Known Temperature On Earth Was Caused By An Ancient Asteroid Strike|língua=en |publicado=Gizmodo |data=2017-09-17 |acessodata=2017-09-17}}</ref>
Seguindo a queda de Pribram, outras nações estabeleceram programas de observação automática objetivando o estudo de meteoritos em queda. Uma delas foi a ''Prairie Network'', operada pelo [[Observatório Astrofísico Smithsonian]] de 1963 a 1975 no meio oeste dos EUA. Este programa também observou a queda de um meteorito, o condrito ''Lost City'', permitindo sua recuperação e o cálculo de sua órbita.<ref>{{Citation |último =McCrosky |primeiro =R. E. |último2 =Posen |primeiro2 =A. |último3 =Schwartz |primeiro3 =G. |último4 =Shao |primeiro4 =C. Y. |ano=1971 |título=Lost City meteorite: Its recovery and a comparison with other fireballs |periódico=J. Geophys. Res. |volume=76 |número= |páginas=4090–4108 |url= |issn= }}</ref> Outro programa no Canadá, o Meteorite Observation and Recovery Project (Projeto de Observação e Recuperação de Meteoritos), funcionou de 1971 a 1985. Ele também recuperou apenas um meteorito, ''Innisfree'', em 1977.<ref>{{Citation |último =Campbell-Brown |primeiro =M. D. |último2 =Hildebrand |primeiro2 =A. |ano=2005 |título=A new analysis of fireball data from the Meteorite Observation and Recovery Project (MORP) |periódico=Earth, Moon, and Planets |volume=95 |número=1–4 |páginas=489–499 |url= |doi=10.1007/s11038-005-0664-9 }}</ref> Finalmetne, observações da Rede de Bólidos Europeia, um descendente do programa tcheco original que recuperou Pribram, levou à descoberta e cálculo de órbita do meteorito [[Neuschwanstein]] em 2002.<ref>{{Citation|último=Oberst|primeiro=J.|coautor=''et al.''|ano=2004|título=The multiple meteorite fall of Neuschwanstein: Circumstances of the event and meteorite search campaigns|periódico=[[Meteoritics & Planetary Science]]|volume=39|número=doi 2004M&PS...39.1627O|páginas=1627–1641|url=|doi=}}</ref>


Além do efeito direto dos impactos de [[asteroide]]s na topografia da superfície de um [[planeta]], no clima global e na vida, estudos recentes mostraram que vários impactos consecutivos podem afetar o [[Teoria do dínamo|mecanismo de dínamo]] no núcleo de um planeta responsável por manter o [[Magnetosfera|campo magnético do planeta]] e podem contribuíram para a falta de [[campo magnético]] atual de [[Marte (planeta)|Marte]].<ref>{{citar web|url=https://www.wired.com/2011/01/mars-dynamo-death/ |arquivourl=https://web.archive.org/web/20131230034219/http://www.wired.com/wiredscience/2011/01/mars-dynamo-death/|urlmorta=sim|título=Multiple Asteroid Strikes May Have Killed Mars's Magnetic Field|primeiro=Lisa|último=Grossman|arquivodata=30 de dezembro de 2013|via=www.wired.com}}</ref> Um evento de impacto pode causar uma [[Pluma mantélica|pluma de manto]] ([[vulcanismo]]) no [[ponto antipodal]] do impacto.<ref name="Hagstrum 2005">{{citar periódico|último1=Hagstrum|primeiro1=Jonathan T.|data=2005 |título=Antipodal Hotspots and Bipolar Catastrophes: Were Oceanic Large-body Impacts the Cause?|url=http://www.mantleplumes.org/WebDocuments/Antip_hot.pdf|periódico=[[Earth and Planetary Science Letters]]|volume=236|número=1–2|páginas=13–27|bibcode=2005E&PSL.236...13H|doi=10.1016/j.epsl.2005.02.020}}</ref> O impacto de Chicxulub pode ter aumentado o vulcanismo nas [[Dorsal oceânica|cordilheiras meso-oceânicas]]<ref>{{citar periódico|último1=Byrnes|primeiro1=Joseph S.|último2=Karlstrom|primeiro2=Leif|data=fevereiro de 2018|título=Anomalous K-Pg–aged seafloor attributed to impact-induced mid-ocean ridge magmatism|periódico=Science Advances|língua=en|volume=4|número=2|páginas=eaao2994|doi=10.1126/sciadv.aao2994|issn=2375-2548|pmc=5810608|pmid=29441360|bibcode=2018SciA....4.2994B}}</ref> e foi proposto que desencadeou o [[Trapp|vulcanismo de inundação de basalto]] nos [[basaltos de Decão]].<ref>{{citar periódico|último1=Richards|primeiro1=Mark A.|último2=Alvarez |primeiro2=Walter |último3=Self|primeiro3=Stephen|último4=Karlstrom|primeiro4=Leif|último5=Renne|primeiro5=Paul R.|último6=Manga |primeiro6=Michael |último7=Sprain |primeiro7=Courtney J.|último8=Smit|primeiro8=Jan|último9=Vanderkluysen|primeiro9=Loÿc |último10=Gibson|primeiro10=Sally A.|data=2015-11-01 |título=Triggering of the largest Deccan eruptions by the Chicxulub impact |url=https://pubs.geoscienceworld.org/gsa/gsabulletin/article-abstract/127/11-12/1507/126064/Triggering-of-the-largest-Deccan-eruptions-by-the|periódico=GSA Bulletin|língua=en|volume=127|número=11–12|páginas=1507–1520|doi=10.1130/B31167.1 |bibcode=2015GSAB..127.1507R|s2cid=3463018 |issn=0016-7606}}</ref>
A única fatalidade reportada de impactos de meteoritos é um cachorro egípcio que foi morto em 1911 pelo [[meteorito Nakhla]], apesar de haver controvérsias sobre este relato. O meteorito que atingiu esta área foi identificado nos anos 1980 como de origem [[Meteoritos de Marte|marciana]].


Embora numerosas crateras de impacto tenham sido confirmadas em terra ou em mares rasos sobre [[plataformas continentais]], nenhuma cratera de impacto no oceano profundo foi amplamente aceita pela comunidade científica.<ref>{{citar periódico|último1=Dypvik |primeiro1=Henning|último2=Burchell|primeiro2=Mark|último3=Claeys|primeiro3=Philippe|título=Impacts into Marine and Icy Environments: A Short Review in ''Cratering in Marine Environments and on Ice''}}</ref> Impactos de projéteis de até um quilômetro de diâmetro geralmente explodem antes de atingir o fundo do mar, mas não se sabe o que aconteceria se um impactor muito maior atingisse o oceano profundo. A falta de uma cratera, no entanto, não significa que um impacto no oceano não teria implicações perigosas para a humanidade. Alguns estudiosos argumentaram que um evento de impacto em um oceano ou mar pode criar um [[megatsunami]], que pode causar destruição tanto no mar quanto em terra ao longo da costa,<ref name=GaultEtAl79>{{citar periódico|último1=Gault|primeiro1=D. E.|último2=Sonnet|primeiro2=C. P.|último3=Wedekind|primeiro3=J. A.|título=Tsunami Generation by Pelagic Planetoid Impact|periódico=Lunar and Planetary Science Conference Abstract|data=1979}}</ref> mas isso é contestado.<ref name=Melosh03>{{citar periódico|último=Melosh |primeiro=H. J.|título=Impact-generated tsunamis: An over-rated hazard|periódico=Lunar and Planetary Science Conference Abstract |volume=34|página=2013|data=2003|bibcode=2003LPI....34.2013M}}</ref> Acredita-se que o [[impacto de Eltanin]] no [[Oceano Pacífico]] de 2.5 milhões de anos envolva um objeto de cerca de 1 a 4 km de diâmetro, mas permanece sem crateras.
O primeiro caso moderno de um humano atingido por uma rocha espacial ocorreu em 30 de novembro de 1954, em [[Sylacauga (Alabama)|Sylacauga, Alabama]].<ref>{{Citar web|url=http://imca.repetti.net/metinfo/metstruck.html|título=Meteorite Hits Page|língua=|autor=|obra=|data=|acessodata=|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090831183851/http://imca.repetti.net/metinfo/metstruck.html|arquivodata=2009-08-31|urlmorta=yes}}</ref> Um condrito de 4&nbsp;kg atravessou um teto e atingiu [[Meteorito Hodges|Ann Hodges]] em seu living depois de bater no seu rádio. Ann ficou bastante machucada. Várias pessoas desde então alegaram ter sido atingidas por 'meteoritos', mas nenhum meteorito verificável foi apresentado.


=== Efeitos biosféricos ===
Em 10 de agosto de 1972, um meteoro que se tornou conhecido como A Grande Bola de Fogo Diurna de 1972 foi testemunhada por muitas pessoas se movendo ao norte sobre as [[Montanhas Rochosas]] do Sudoeste dos EUA ao Canadá. Ele foi filmado por um turista no [[Parque Nacional Grand Teton]] em [[Wyoming]] com uma câmera de vídeo colorido de 8 milímetros.<ref>[http://www.youtube.com/watch?v=7M8LQ7_hWtE Vídeo do meteoro em Grand Teton] no Youtube.</ref> O objeto tinha o tamanho aproximado de um carro ou de uma casa e poderia ter terminado sua vida como uma explosão como a de Hiroshima, mas nunca houve qualquer explosão. Análises da trajetória indicaram que ele nunca baixou de 58 quilômetros do chão, ea conclusão é que ele cruzou a atmosfera terrestre pro 100 segundos, então saiu da atmosfera para retornar a sua órbita em torno do Sol.
O efeito de eventos de impacto na biosfera tem sido objeto de debate científico. Várias teorias de [[extinção em massa]] relacionadas ao impacto foram desenvolvidas. Nos últimos 500 milhões de anos, houve cinco grandes extinções em massa geralmente aceitas que, em média, extinguiram metade de todas as [[espécie]]s.<ref name="Keller"/> Uma das maiores extinções em massa que afetou a [[vida na Terra]] foi o [[Extinção do Permiano-Triássico|Permiano-Triássico]], que encerrou o período [[Permiano]] há 250 milhões de anos e matou 90% de todas as espécies;<ref>{{citar web|url=https://math.ucr.edu/home/baez/extinction/|título=extinction|website=math.ucr.edu}}</ref> a vida na Terra levou 30 milhões de anos para se recuperar.<ref name="SahneyBenton2008RecoveryFromProfoundExtinction">{{Citation |url= |autor1=Sahney, S. |autor2=Benton, M.J. |data=2008 |título=Recovery from the most profound mass extinction of all time |pmid=18198148 |periódico=Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences |pmc=2596898 |doi=10.1098/rspb.2007.1370 |volume=275 |número=1636 |páginas=759–765 }}</ref> A causa da extinção do Permiano-Triássico ainda é motivo de debate; a idade e a origem das crateras de impacto propostas, ou seja, a estrutura [[Bedout High]], supostamente associada a ela, ainda são controversas.<ref name="Muller2005">{{citar periódico |último1= Müller |primeiro1= R.D. |último2= Goncharov |primeiro2= A. |último3= Kristi |primeiro3= A. |ano= 2005 | título= Geophysical evaluation of the enigmatic Bedout basement high, offshore northwest Australia |periódico= Earth and Planetary Science Letters | volume = 237 |número= 1–2|páginas = 265–284 | doi=10.1016/j.epsl.2005.06.014 | bibcode=2005E&PSL.237..264M}}</ref> A última extinção em massa levou ao desaparecimento dos [[dinossauros]] não aviários e coincidiu com o impacto de um grande [[meteorito]]; este é o [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de do extinção Cretáceo-Paleogeno]] (também conhecido como evento de extinção K-T ou K-Pg), que ocorreu 66 milhões de anos atrás. Não há evidências definitivas de impactos que levaram às três outras grandes extinções em massa.


Em 1980, o físico [[Luis Walter Alvarez]]; seu filho, o geólogo [[Walter Alvarez]]; e os químicos nucleares Frank Asaro e Helen V. Michael, da [[Universidade da Califórnia em Berkeley]], descobriram concentrações excepcionalmente altas de [[irídio]] em uma camada específica de [[Estrato geológico|estratos]] rochosos na [[crosta terrestre]]. O irídio é um elemento raro na [[Terra]], mas relativamente abundante em muitos meteoritos. A partir da quantidade e distribuição de irídio presente na "camada de irídio" de 65 milhões de anos, a equipe de Alvarez estimou mais tarde que um [[asteroide]] de 10 a 14 km deve ter colidido com a Terra. Esta camada de irídio na [[Nível K-Pg|fronteira Cretáceo-Paleogeno]] (nível K-Pg) foi encontrada em todo o mundo em 100 locais diferentes. O [[quartzo de impacto]] multidirecionalmente (coesita), normalmente associado a grandes eventos de impacto<ref name=Fulgurite>{{citar periódico|último1=Carter|primeiro1=Elizabeth|último2=Pasek|primeiro2=Matthew|último3=Smith |primeiro3=Tim|último4=Kee|primeiro4=Terence |último5=Hines|primeiro5=Peter|último6=Howell|primeiro6=G. M. Edwards|título=Rapid Raman mapping of a fulgurite (Paywall)|periódico=Analytical and Bioanalytical Chemistry|data=agosto de 2010|volume=397|número=7|páginas=2647–2658|doi=10.1007/s00216-010-3593-z|pmid=20229006 |s2cid=23476732}}</ref> ou explosões de [[bombas atômicas]], também foi encontrado na mesma camada em mais de 30 locais. [[Fuligem]] e cinzas em níveis dezenas de milhares de vezes os níveis normais foram encontrados com o acima.
Nas horas escuras da manhã de 18 de janeiro de 2000, uma bola de fogo explodiu sobre a cidade de [[Whitehorse]] no [[Yukon]] canadense a uma altitude de cerca de 26 quilômetros, iluminando a noite como dia. O meteoro que produziu a bola de fogo tinha um diâmetro estimado de 4,6 metros e com um peso de 180 toneladas. Esta explosão foi também apresentada na série ''Killer Asteroids'' do [[The Science Channel]], com entrevistas a várias testemunhas de residentes em Atlin, na [[Colúmbia Britânica]].


Anomalias nas razões isotópicas de cromo encontrados dentro do camado nível K-Pg apoiam fortemente a teoria do impacto.<ref name="Shukolyukov1998">{{Citation |último1= Shukolyukov |primeiro1= A. |último2= Lugmair |primeiro2= G. W. |data= 1998 | título= Isotopic Evidence for the Cretaceous-Tertiary Impactor and Its Type |periódico= Science | volume = 282 |número= 5390|páginas = 927–930 | doi = 10.1126/science.282.5390.927 | postscript = . | pmid=9794759 | bibcode=1998Sci...282..927S}}</ref> As proporções isotópicas de cromo são homogêneas dentro da terra e, portanto, essas anomalias isotópicas excluem uma origem vulcânica, que também foi proposta como causa do enriquecimento de irídio. Além disso, as razões isotópicas de cromo medidas no nível K-Pg são semelhantes às razões isotópicas de cromo encontradas em [[condritos carbonáceos]]. Assim, um candidato provável para o impactador é um asteroide carbonáceo, mas um [[cometa]] também é possível porque os cometas são compostos de material semelhante aos condritos carbonáceos.
[[Ficheiro:Impact site of fragment G.gif|thumb|Marca deixada pelo [[Cometa Shoemaker-Levy 9]] em Júpiter (área escura no canto superior esquerdo da imagem)]]Foi observado um impacto de meteoro em Reisadalen na municipalidade de [[Nordreisa]], condado de [[Troms]], [[Noruega]], em 7 de junho de 2006. Apesar dos relatos iniciais das testemunhas dizerem que a bola de fogo resultante era equivalente à [[Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki|explosão nuclear de Hiroshima]], a análise científica coloca a força da explosão equivalente a 100-500 toneladas de TNT, cerca de 3% da potência liberada em Hiroshima.<ref>{{Citar web |url=http://skyandtelescope.com/news/article_1742_1.asp |título=skyandtelescope.com |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>


Provavelmente, a evidência mais convincente de uma catástrofe mundial foi a descoberta da cratera que desde então foi chamada de [[Cratera de Chicxulub]]. Esta cratera está centrada na [[Península de Yucatán]], no [[México]], e foi descoberta por Tony Camargo e Glen Penfield enquanto trabalhavam como geofísicos para a petrolífera mexicana [[Petróleos Mexicanos|PEMEX]].<ref>{{citar web |último=Penfield|primeiro=December 2019 Glen|data=2019-12-01|título=Unlikely Impact |url=https://explorer.aapg.org/story/articleid/55293/unlikely-impact|acessodata=2020-08-17|website=AAPG Explorer|língua=en-US}}</ref> O que eles relataram como uma característica circular acabou por ser uma cratera estimada em 180 km de diâmetro. Isso convenceu a grande maioria dos cientistas de que essa extinção resultou de um evento pontual que provavelmente é um impacto extraterrestre e não do aumento do vulcanismo e das mudanças climáticas (que espalhariam seu efeito principal por um período de tempo muito mais longo).
Em 15 de setembro de 2007, um meteoro [[Condrito|condrítico]] caiu próximo à vila de Carancas no sudeste do [[Peru]], próximo ao [[lago Titicaca]], deixando um buraco cheio de água, e liberando gases na área. Muitos moradores ficaram doentes, aparentemente dos gases tóxicos liberados logo após o impacto.


Embora agora haja um consenso geral de que houve um grande impacto no final do [[Cretáceo]] que levou ao enriquecimento de irídio do nível K-Pg, foram encontrados vestígios de outros impactos menores, alguns com quase metade do tamanho da cratera de Chicxulub, que não resultou em extinções em massa, e não há ligação clara entre um impacto e qualquer outro incidente de extinção em massa.<ref name="Keller">{{citar periódico | url=http://instruct.uwo.ca/earth-sci/083f/kellerkt.pdf | título=Impacts, volcanism and mass extinction: random coincidence or cause and effect? |autor=Keller G. |periódico=Australian Journal of Earth Sciences |data=2005 | volume=52 |número=4–5 |páginas=725–757 | doi=10.1080/08120090500170393|bibcode = 2005AuJES..52..725K | s2cid=39063747 }}</ref>
Muitos eventos de impacto acontecem sem ser observados por ninguém no solo. Entre 1975 e 1992, os satélites americanos do sistema de alerta de mísseis descobriram 136 explosões na atmosfera superior. Na edição de 12 de novembro de 2002 do jornal Nature, Peter Brown, da Universidade do Ontário Ocidental relatou seu estudo de registros de satélites americanos para os 8 anos anteriores. Ele identificou 300 explosões causadas por meteoros de tamanho de 1 m a 10 m neste período de tempo e estimou a taxa de eventos do porte do [[evento Tunguska]] como sendo de 1 em 400 anos.<ref>{{Citar web |url=http://www.spaceref.com/news/viewpr.html?pid=9865 |título=spaceref.com |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> Shoemaker estimou que um desta magnitude deve acontecer a cada 300 anos, apesar de a análise mais recente sugerir que ele exagerou em uma ordem de magnitude.


Os paleontólogos [[David M. Raup]] e [[Jack Sepkoski]] propuseram que um excesso de eventos de extinção ocorre aproximadamente a cada 26 milhões de anos (embora muitos sejam relativamente pequenos). Isso levou o físico [[Richard A. Muller]] a sugerir que essas extinções poderiam ser devidas a uma hipotética estrela companheira do [[Sol]] chamada [[Nêmesis (estrela hipotética)|Nêmesis]], interrompendo periodicamente as [[órbita]]s dos cometas na [[nuvem de Oort]], levando a um grande aumento no número de cometas que atingem o [[Sistema Solar]] interno, onde podem atingir a Terra. O físico [[Adrian Melott]] e o paleontólogo [[Richard Bambach]] verificaram mais recentemente a descoberta de Raup e Sepkoski, mas argumentam que não é consistente com as características esperadas de uma periodicidade no estilo Nêmesis.<ref>{{Citation|autor= Adrian L. Melott & Richard K. Bambach|título= Nemesis Reconsidered|data=2010|periódico= [[Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters]]|volume =407|número= 1|páginas=L99–L102|arxiv = 1007.0437 |bibcode = 2010MNRAS.407L..99M |doi = 10.1111/j.1745-3933.2010.00913.x |último2= Bambach|s2cid = 7911150}}</ref>
O impacto de 1994 do [[cometa Shoemaker-Levy 9]] com [[Júpiter (planeta)|Júpiter]] também serviu como um alerta, e os astrônomos responderam ao mesmo começando programas como o [[Lincoln Near-Earth Asteroid Research]] (LINEAR), [[Near-Earth Asteroid Tracking]] ([[Near-Earth Asteroid Tracking|NEAT]]), [[Lowell Observatory Near-Earth-Object Search]] (LONEOS) e vários outros que aumentaram drasticamente a taxa de descoberta de [[asteroide]]s. Entretanto, muitos objetos permanecem ainda indetectados.


=== Efeitos sociológicos e culturais ===
Em 7 de outubro de 2008, um meteoróide de nome [[2008 TC3]] foi rastreado por 20 horas conforme se aproximava da Terra e caiu através da atmosfera, atingindo o Sudão. Foi a primeira vez que um objeto foi detectado antes de atingir a atmosfera e centenas de pedaços do meteorito foram recuperado do [[Deserto da Núbia|deserto Núbio]].<ref>{{Citar web |url=http://www.wired.com/wiredscience/2009/03/meteorite/ |título=First-Ever Asteroid Tracked From Space to Earth, Wired, March 25, 2009 |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>
{{artigo principal|Fim da civilização}}
Um evento de impacto é comumente visto como um cenário que traria o [[fim da civilização]]. Em 2000, a revista ''[[Discover]]'' publicou uma lista de 20 possíveis [[Risco catastrófico global|cenários apocalípticos]] repentinos com um evento de impacto listado como o mais provável de ocorrer.<ref>[http://discovermagazine.com/2000/oct/featworld "Twenty ways the world could end suddenly"]. ''[[Discover]]''.</ref>


Uma pesquisa conjunta do [[Pew Research Center]]/[[Smithsonian (revista)|''Smithsonian'']] de 21 a 26 de abril de 2010 descobriu que 31% dos americanos acreditavam que um [[asteroide]] colidiria com a [[Terra]] em 2050. A maioria (61%) discordou.<ref>{{citar web|url=http://people-press.org/reports/pdf/625.pdf|título=Public sees a future full of promise and peril|acessodata=2014-07-11|arquivodata=2011-02-04|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110204080409/http://people-press.org/reports/pdf/625.pdf|urlmorta=bot: unknown}}</ref>
Em 19 de julho de 2009, uma nova mancha escura com o tamanho aproximado da Terra foi descoberta no hemisfério sul de Júpiter por um [[astrônomo]] amador. A análise termal de infravermelho mostrou que a mancha estava morna, e os métodos de espectroscopia detectara amônia. Cientistas do [[JPL]] confirmaram que outro [[Evento de impacto em Júpiter de 2009|evento de impacto em Júpiter]] aconteceu, provavelmente um pequeno cometa não conhecido ou outro corpo de gelo.<ref>[http://www.cnn.com/2009/TECH/space/07/21/jupiter.nasa.meteor.scar/index.html Mystery impact leaves Earth-sized mark on Jupiter]</ref><ref>[http://www.nytimes.com/2009/07/22/science/space/22jupiter.html?hpw All Eyepieces on Jupiter After a Big Impac]</ref><ref>{{Citar web |url=http://www.guardian.co.uk/science/2009/jul/21/jupiter-scar-comet-asteroid-crash |título=Amateur astronomer spots Earth-size scar on Jupiter, Guardian, July 21, 2009 |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>


=== Impactos na Terra ===
==Passagens próximas e previsões==
[[Imagem:Artist's concept of collision at HD 172555.jpg|thumb|Representação artística de uma colisão entre dois corpos planetários. Tal impacto entre a [[Terra]] e um objeto do tamanho de [[Marte (planeta)|Marte]] provavelmente [[Hipótese do grande impacto|formou a Lua]]]]
:''Veja também [[NEO|Near Earth Objetct]]''
No início da [[história da Terra]] (cerca de 4 bilhões de anos atrás), os impactos de [[bólido]]s eram quase certamente comuns, uma vez que o [[Sistema Solar]] continha muito mais corpos discretos do que atualmente. Tais impactos podem ter incluído impactos de [[asteroide]]s com centenas de quilômetros de diâmetro, com explosões tão poderosas que vaporizaram todos os [[oceano]]s da [[Terra]]. Foi só quando esse pesado bombardeio diminuiu que a vida parece ter começado a evoluir na Terra.


==== Pré-cambriano ====
Em 19 de maio de 1996, um asteroide de 300–500 m, o 1996 JA1, passou a cerca de 450 000&nbsp;km da Terra. Ele foi detectado poucos dias antes.
A principal teoria da origem da Lua é a [[Hipótese do grande impacto|teoria do impacto gigante]], que postula que a [[Terra]] já foi atingida por um [[Planeta menor|planetoide]] do tamanho de [[Marte (planeta)|Marte]]; tal teoria é capaz de explicar o tamanho e a composição da [[Lua]], algo que não é feito por outras teorias de formação lunar.<ref>{{citar periódico | título= Dynamics of Lunar Formation |autor= Canup, Robin M. |periódico= Annual Review of Astronomy & Astrophysics | volume = 42 |número= 1 |páginas = 441–475 | doi=10.1146/annurev.astro.41.082201.113457|bibcode = 2004ARA&A..42..441C |ano= 2004 }}</ref>


De acordo com a teoria do [[intenso bombardeio tardio]], deveria ter havido 22.000 ou mais crateras de impacto com diâmetros >20 km, cerca de 40 bacias de impacto com diâmetros de cerca de 1.000 km e várias bacias de impacto com diâmetros de cerca de 5.000 km. No entanto, centenas de milhões de anos de deformação na [[crosta terrestre]] representam desafios significativos para a identificação conclusiva dos impactos desse período. Acredita-se que apenas dois pedaços de litosfera intocada permanecem desta era: [[Kaapvaal Craton]] (na [[África do Sul]] contemporânea) e [[Pilbara Craton]] (na [[Austrália Ocidental]] contemporânea) para pesquisar dentro do qual pode potencialmente revelar evidências na forma de crateras físicas. Outros métodos podem ser usados para identificar impactos deste período, por exemplo, análise gravitacional indireta ou magnética do manto, mas podem ser inconclusivos.
Em 18 de março de 2004, um asteroide de 30 m, [[2004 FH]], passou a cerca de 40 000&nbsp;km da Terra poucos dias depois de ter sido detectado. Este asteroide provavelmente teria detonado na atmosfera e traria pouco dano à superfície, se tivesse em um curso de impacto.


Em 2021, evidências de um provável impacto de 3.46 bilhões de anos atrás em Pilbara Craton foram encontradas na forma de uma cratera de 150 km criada pelo impacto de um [[asteroide]] de 10 km no mar a uma profundidade de 2.5 km (perto do local de [[Marble Bar (Austrália Ocidental)|Marble Bar]], Austrália Ocidental).<ref name="Ohmoto Graham Liu Tsukamoto p. ">{{citation |último1=Ohmoto |primeiro1=Hiroshi |último2=Graham |primeiro2=Uschi |último3=Liu |primeiro3=Zi-Kui |último4=Tsukamoto |primeiro4=Yuya |último5=Watanabe |primeiro5=Yumiko |último6=Hamasaki |primeiro6=Hiroshi |último7=Chorney |primeiro7=Andrew | título=Discovery of a 3.46 billion-year-old impact crater in Western Australia |publicado=Wiley |data=2021-01-16 | doi=10.1002/essoar.10505838.1 |página=| s2cid=234265636 }}</ref> O evento causou [[tsunamis]] globais. Também é coincidência com algumas das primeiras evidências de vida na Terra, [[estromatólitos]] fossilizados.
Em 31 de março de 2004, um [[meteoróide]], [[2004 FU162]] fez a segunda passagem mais próxima registrada (a mais próxima foi A Grande Bola de Fogo Diurna de 1972) com uma separação de somente 1,02 raios terrestres da superfície (6 500&nbsp;km). Como este objeto é muito pequeno para atravessar a atmosfera, ele é classificado como um meteoroide em vez de asteroide.


Evidências de um impacto maciço na África do Sul perto de uma formação geológica conhecida como [[Barberton Greenstone Belt]] foram descobertas por cientistas em 2014. Eles estimaram que o impacto ocorreu no Kaapvaal Craton (África do Sul) há cerca de 3.26 bilhões de anos e que o impactor tinha aproximadamente 37 a 58 km de largura. A cratera desse evento, se ainda existir, ainda não foi encontrada.<ref>{{citar web|url=https://news.agu.org/press-release/scientists-reconstruct-ancient-impact-that-dwarfs-dinosaur-extinction-blast/|título=Scientists reconstruct ancient impact that dwarfs dinosaur-extinction blast|website=AGU Newsroom}}</ref>
[[Ficheiro:2036 Apophis Path of Risk.jpg|thumb|Trilha de risco do possível impacto do [[99942 Apophis]] em 2036.]]


A [[estrutura Maniitsoq]], datada de cerca de 3 bilhões de anos, já foi considerada o resultado de um impacto;<ref name="garde 2012">{{citar periódico |último1=Garde |primeiro1=Adam A. |último2=McDonald |primeiro2=Iain |último3=Dyck |primeiro3=Brendan |último4=Keulen |primeiro4=Nynke |título=Searching for giant, ancient impact structures on Earth: The Mesoarchaean Maniitsoq structure, West Greenland |periódico=Earth and Planetary Science Letters |data=julho de 2012 |volume=337–338 |páginas=197–210 |doi=10.1016/j.epsl.2012.04.026|bibcode=2012E&PSL.337..197G }}</ref><ref name=":1">{{citar periódico|último=Wolf U. Reimold, Roger L. Gibson, Christian Koeberl|data=2013|título=Comment on "Searching for giant, ancient impact structures on Earth: The Mesoarchaean Maniitsoq structure, West Greenland" by Garde et al.|url=https://doi.org/10.1016/j.epsl.2013.04.014|periódico=Earth and Planetary Science Letters|volume=369–370|páginas=333–335|doi=10.1016/j.epsl.2013.04.014|via=Elsevier Science Direct}}</ref> no entanto, estudos de acompanhamento não confirmaram sua natureza como uma estrutura de impacto.<ref name=":1" /><ref name=":2">{{citar periódico|último=Wolf U. Reimold, Ludovic Ferrière, Alex Deutsch, Christian Koeberl|data=2014|título=Impact controversies: Impact recognition criteria and related issues|url=https://doi.org/10.1111/maps.12284|periódico=Meteoritics and Planetary Science |volume=49|número=5|páginas=723–731|doi=10.1111/maps.12284|bibcode=2014M&PS...49..723R|s2cid=128625029|via=Wiley Online Library}}</ref><ref name=":3">{{citar periódico|último=C. L. Kirkland, C. Yakymchuk, J. Hollis, H. Heide-Jørgensen, M. Danišík |data=2018 |título=Mesoarchean exhumation of the Akia terrane and a common Neoarchean tectonothermal history for West Greenland |url=https://doi.org/10.1016/j.precamres.2018.06.004|periódico=Precambrian Research|volume=314|páginas=129–144 |doi=10.1016/j.precamres.2018.06.004|bibcode=2018PreR..314..129K|s2cid=135213870|via=Elsevier Science Direct}}</ref><ref name=":5">{{citar periódico|último=N. J. Gardiner, C. L. Kirkland, J. Hollis, K. Szilas, A. Steenfelt, C. Yakymchuk, H. Heide-Jørgensen |data=2019|título=Building Mesoarchaean crust upon Eoarchaean roots: the Akia Terrane, West Greenland |url=https://doi.org/10.1007/s00410-019-1554-x|periódico=Contributions to Mineralogy and Petrology|volume=174 |número=3 |página=20 |doi=10.1007/s00410-019-1554-x|bibcode=2019CoMP..174...20G|s2cid=134027320|via=Springer Link}}</ref><ref name=":6">{{citar periódico|último=C. Yakymchuk, C. L. Kirkland, J. A. Hollis, J. Kendrick, N. J. Gardiner, K. Szilas|data=2020|título=Mesoarchean partial melting of mafic crust and tonalite production during high-T–low-P stagnant tectonism, Akia Terrane, West Greenland |url=https://doi.org/10.1016/j.precamres.2020.105615|periódico=Precambrian Research|volume=339 |página=105615 |doi=10.1016/j.precamres.2020.105615|bibcode=2020PreR..339j5615Y|s2cid=213973363|via=Elsevier Science Direct}}</ref><ref name=":4">{{citar periódico|último=Pedro Waterton, William R. Hyde, Jonas Tusch, Julie A. Hollis, Christopher L. Kirkland, Carson Kinney, Chris Yakymchuk, Nicholas J. Gardiner, David Zakharov, Hugo K. H. Olierook, Peter C. Lightfoot, Kristoffer Szilas |data=2020|título=Geodynamic Implications of Synchronous Norite and TTG Formation in the 3 Ga Maniitsoq Norite Belt, West Greenland |periódico=Frontiers in Earth Science|volume=8|página=562062|doi=10.3389/feart.2020.562062 |bibcode=2020FrEaS...8..406W|doi-access=free}}</ref> A estrutura Maniitsoq não é reconhecida como uma estrutura de impacto pelo [[Earth Impact Database]].<ref name=":9">{{citar web|título=Earth Impact Database|url=http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/New%20website_05-2018/Index.html |acessodata=2020-09-30|website=www.passc.net}}</ref>
Em 2004, um asteroide recentemente descoberto, de 320 m, o [[99942 Apophis]] (denominado anteriormente de 2004 MN4), alcançou a mais alta probabilidade de impacto de qualquer objeto potencialmente perigoso. A probabilidade de impacto em 13 de abril de 2029 foi estimada como sendo de 1 em 17 por Steve Chesley do [[Jet Propulsion Laboratory]] da [[Nasa]], apesar do número previamente publicado apresentava probabilidades um pouco menores, de 1 em 37, calculada em dezembro de 2004. Observações posteriores mostraram que o asteroide irá errar a Terra por 25 600&nbsp;km (interior à órbita de satélites de comunicação) em 2029, mas sua órbita será alterada de uma forma imprevisível de uma forma que não permite descartar uma colisão em 13 ou 14 de abril de 2036, ou mais tarde ainda no século XXI. Estas datas futuras possíveis tem uma probabilidade cumulativa de 1 em 45 000 para um impacto no século XXI.


Em 2020, os cientistas descobriram a cratera de impacto confirmada mais antiga do mundo, a [[cratera de Yarrabubba]], causada por um impacto ocorrido no [[Yilgarn Craton]] (o que hoje é a Austrália Ocidental), datado de mais de 2.2 bilhões de anos atrás, com o impactador estimado em cerca de 7 km de largura.<ref name="NYT-20200121">{{citar jornal |último=Kornel |primeiro=Katherine |título=Earth's Oldest Asteroid Impact Found in Australia – The cataclysm, which occurred roughly 2.2 billion years ago, might have catapulted the planet out of an ice age. |url=https://www.nytimes.com/2020/01/21/science/oldest-asteroid-impact-australia.html |data=21 de janeiro de 2020 |publicado=[[The New York Times]] |acessodata=22 de janeiro de 2020 }}</ref><ref name="NC-20200121">{{citar periódico |autor=Erikson, Timmons M. |numero-autores=et al. |título=Precise radiometric age establishes Yarrabubba, Western Australia, as Earth's oldest recognised meteorite impact structure |data=21 de janeiro de 2020 |periódico=[[Nature Communications]] |volume=11 |número=300 |página=300 |doi=10.1038/s41467-019-13985-7 |pmid=31964860 |pmc=6974607 |bibcode=2020NatCo..11..300E }}</ref><ref name=erickson>{{citar periódico |autor1=Erickson, T.M.|autor2= Kirkland, C.L.|autor3= Timms, N.E.|autor4= Cavosie, A.J.|autor5= Davison, T.M. |título=Precise radiometric age establishes Yarrabubba, Western Australia, as Earth's oldest recognised meteorite impact structure |periódico=Nature Communications |data=21 de janeiro de 2020 |volume=11 |número=300 |página= 300|doi=10.1038/s41467-019-13985-7|pmid= 31964860|pmc= 6974607|bibcode=2020NatCo..11..300E }}</ref> Acredita-se que, nessa época, a Terra estava quase ou completamente congelada, comumente chamada de [[glaciação Huroniana]].
O asteroide [[2004 VD17]], de 580 m, teve uma probabilidade estimada de 1 em 63 000, de atingir a Terra em 4 de maio de 2102 (previsão em Julho de 2006), com risco 1 na [[escala de Turim]], mas observações posteriores baixaram o valor da estimativa. Com as observações em 17 de dezembro de 2006, o JPL atribuiu ao 2004 VD17 um valor 0 na escala de Turim e uma probabilidade de 1 em 41,667 milhões nos próximos 100 anos.


O evento de impacto Vredefort, que ocorreu cerca de 2 bilhões de anos atrás no Kaapvaal Craton (atual África do Sul), causou a maior cratera verificada, uma estrutura multi-anéis de 160-300 km de diâmetro, formada a partir de um impactor aproximadamente 10-15 km de diâmetro.<ref name="DB">{{Cite Earth Impact DB | name = Vredefort | access-date = 2008-12-30}}</ref><ref name="current record">{{citar web| título= Deep Impact – The Vredefort Dome| url=http://www.hartrao.ac.za/other/vredefort/vredefort.html|publicado= [[Hartebeesthoek Radio Astronomy Observatory]]| acessodata = 2007-09-19|data= 2006-08-01}}</ref>
O asteroide [[(29075) 1950 DA]] pode vir a colidir com a Terra em 16 de março de 2880. A probabilidade de impacto é ou 1 em 300 ou zero, dependendo de uma das duas possíveis direções para o polo de rotação do asteroide ser correta. Este asteroide tem um diâmetro médio de cerca de 1,1&nbsp;km. A energia liberada pela colisão causaria efeitos importantes no clima e na biosfera e pode ser devastador para a civilização humana.


O [[Bacia de Sudbury|evento de impacto de Sudbury]] ocorreu no [[Colúmbia (supercontinente)|supercontinente Nuna]] (atual [[Canadá]]) de um [[bólido]] de aproximadamente 10-15 km de diâmetro há aproximadamente 1.849 bilhão de anos.<ref name=Davis>{{citar periódico|último=Davis|primeiro= Donald W. |data=23 de janeiro de 2008| título= Sub-million-year age resolution of Precambrian igneous events by thermal extraction-thermal ionization mass spectrometer Pb dating of zircon: Application to crystallization of the Sudbury impact melt sheet|periódico= Geology| volume = 36|número= 5|páginas= 383–386 |doi= 10.1130/G24502A.1| bibcode= 2008Geo....36..383D}}</ref> Detritos do evento teriam sido espalhados por todo o globo.
O asteroide [[2007 TU24]], com um diâmetro estimado entre 300-500 metros, aproximou-se bastante da órbita da Terra, a uma distância de 1,4 dl ([[distância lunar]]) em 29 de janeiro de 2008. A órbita do asteroide é apresentada no website da Nasa.<ref>{{Citar web |url=http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=2007 |título=TU24;orb=1 2007 TU24 ([[Java applet]]), JPL Small-Body Database Browser, [[Jet Propulsion Laboratory]] |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>


==== Paleozóico e Mesozóico ====
Objetos relativamente pequenos que queimam na atmosfera podem apresentar mais perigo do que aparentam. Em 2002, o Brig. Gen. Simon P. Worden da [[Força Aérea dos Estados Unidos]] falou a membros do subcomitê de ciências do [[Congresso dos Estados Unidos]] que os Estados Unidos possuem instrumentos para determinar se uma explosão atmosférica é natural ou artificial, mas nenhuma outra nação com armas nucleares possui esta tecnologia de detecção. Ele disse que sua preocupação é de que alguns destes países poderia tomar por um ataque uma explosão natural, e lançar uma retaliação nuclear. No verão de 2001, satélites americanos detectaram um flash de energia sobre o [[Mediterrâneo]], semelhante a uma [[arma nuclear]], mas determinaram que foi causado por um asteroide.
Acredita-se agora que dois [[asteroide]]s de 10 km de tamanho atingiram a [[Austrália]] entre 360 e 300 milhões de anos atrás nas bacias de Western Warburton e [[Bacia de East Warburton|East Warburton]], criando uma zona de impacto de 400 km. De acordo com evidências encontradas em 2015, é o maior já registrado.<ref>{{citar web |url=https://www.australiangeographic.com.au/news/2015/03/worlds-largest-asteroid-impact-found-in-australia/|título=World's largest asteroid impact found in Australia|data=24 de março de 2015|website=Australian Geographic}}</ref> Um [[Anel do rio Diamantina|terceiro possível impacto]] também foi identificado em 2015 ao norte, no alto [[rio Diamantina]], também supostamente causado por um asteroide de 10 km de diâmetro há cerca de 300 milhões de anos, mas mais estudos são necessários para estabelecer que essa anomalia da crosta foi na verdade, o resultado de um evento de impacto.<ref>{{citar web|url=http://www.ga.gov.au/news-events/news/latest-news/potential-asteroid-impact-identified-in-western-queensland|título=Potential asteroid impact identified in western Queensland|publicado=Geoscience Australia|acessodata=26 de junho de 2016|data=2015-03-17}}</ref>


[[Imagem:Chicxulub-animation.gif|thumb|Uma animação modelando o impacto e a subsequente formação da [[Cratera de Chicxulub|cratera do impacto de Chicxulub]] ([[Universidade do Estado do Arizona|Universidade do Arizona]], Space Imagery Center)]]
Em março de 2008, o asteroide próximo à Terra com a maior probabilidade de impacto nos próximos 100 anos era o [[2007 VK184]], com um valor 1 na escala de Turim.<ref>{{Citar web |url=http://neo.jpl.nasa.gov/risk |título=Current Impact Risk (NEO JPL NASA) |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://neo.jpl.nasa.gov/risk/2007vk184.html |título=2007 VK184 Impact Risk Summary, [[NASA]] Near Earth Object Program. |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=2007+VK184&orb=1 |título=2007 VK184 Orbital Diagram |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>
<!-- if you find asteroids with impact risk at or greater than Torino scale 1, and the one with the highest Palermo scale (usually a negative number, pick the one closest to zero, and if there is one with a positive number then pick that one, in the unlikely scenario that there is more than one with a positive number, choose the positive number farthest from zero) out of all of those is something other than the one in the article, please update the asteroid name, with a link to the article, as well as the three links, but change the two external links to the one of the asteroid; if there is no asteroid with Torino scale 1 or higher, remove this paragraph but keep the hidden comment (unless someone decides to remove this paragraph, but it is still useful to have it unless it is already in the article somewhere else).
-->


O [[Cratera de Chicxulub|impacto pré-histórico de Chicxulub]], 66 milhões de anos atrás, que se acredita ser a causa do [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de extinção Cretáceo-Paleogeno]], foi causado por um asteroide estimado em cerca de 10 km de largura.<ref name="autogenerated76"/>
==Extinções em massa e impactos==
Nos últimos 540 milhões de anos, aceita-se que houve cinco grandes [[extinção em massa|extinções em massa]] que na média eliminam metade de todas as [[espécies]]. A maior extinção em massa a afetar a [[vida na Terra]] foi no [[Extinção do Permiano-Triássico|Permiano-Triássico]], que terminou com o período [[Permiano]] há 250 milhões de anos e extinguiu 90% de todas as espécies.<ref>{{Citar web |url=http://math.ucr.edu/home/baez/extinction/ |título=Permian Extinction |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> A última extinção em massa levou ao fim dos [[dinossauro]]s e coincidiu com um enorme impacto de [[meteorito]]; é a [[Extinção K-T|extinção do Cretáceo-Terciário]] (também conhecido como a extinção K-T). Não há uma evidência definitiva de impactos que tenham levado às quatro outras granes [[extinção em massa|extinções em massa]], apesar de um relatório recente dos cientistas do estado de Ohio declarar que eles localizaram uma cratera de impacto de 483&nbsp;km de diâmetro abaixo da camada de gelo da Antártica Oriental que pode ter cerca de 250 milhões de anos, baseados em medições de gravidade, que poderia estar associada com o evento de extinção do Permiano-Triássico.


==== Paleogeno ====
Em 1980, o físico [[Luiz Alvarez]], seu filho, o geólogo [[Walter Alvarez]], e os químicos nucleares Frank Asaro e Helen V. Michael da [[Universidade da Califórnia, Berkeley]], descobriram concentrações altas e incomuns de [[irídio]] em uma camada específica de rocha na crosta terrestre. O irídio é um elemento que é raro na Terra, mas relativamente abundante em muitos [[meteorito]]s. Pela quantidade e distribuição do irídio presente na "camada de irídio" de 65 milhões de anos, a equipe de Alvarez fez uma estimativa de que um asteroide de 10 a 14 quilômetros deve ter colidido com a Terra. Esta camada de irídio no [[limite K-T]] foi encontrada no mundo inteiro em 100 locais diferentes. [[Quartzo chocado]] multidirecionalmente (coesita), cuja formação é atribuída como resultado de fortes impactos ou explosões de [[bomba atômica]], também foram encontrados na mesma camada em mais de 30 locais. [[Fuligem]] e [[cinza]]s em quantidades de dezenas de milhares de vezes maiores que os níveis normais foram encontrados junto.
[[Imagem:Hiawatha v45 scene1 4k 5mtopo.1760.tif|thumb|A cratera de impacto Hiawatha na [[Groenlândia]] está enterrada sob mais de um km de gelo]]
A análise da [[geleira Hiawatha]] revela a presença de uma cratera de impacto de 31 km de largura datada de 58 milhões de anos de idade, menos de 10 milhões de anos após o [[Extinção do Cretáceo-Paleogeno|evento de extinção Cretáceo-Paleogeno]], os cientistas acreditam que o impactor era um [[asteroide]] metálico com um diâmetro da ordem de 1.5 km. O impacto teria efeitos globais.<ref name="InitialStudy">{{citar periódico|primeiro=Kurt H. |último=Kjær |numero-autores=et al |doi=10.1126/sciadv.aar8173|pmid=30443592 |pmc=6235527 |título=A large impact crater beneath Hiawatha Glacier in northwest Greenland|periódico=Science Advances |volume=4 |número=11 |páginas=eaar8173 |data=novembro de 2018 |bibcode=2018SciA....4.8173K }}</ref>


==== Pleistoceno ====
Anomalias nas taxas de crômio isotópico encontrados na camada do limite K-T dão apoio à teoria do impacto. As taxas de crômio isotópicos são homogêneas na Terra, portanto estas anomalias isotópicas exulem uma origem vulcânica que também tem sido proposta como causa para o enriquecimento de irídio. Além disso as taxas de crômio isotópico medidos no limite K-T são semelhantes às taxas de crômio isotópico encontrado em [[condrito carbonáceo|condritos carbonáceos]]. Assim um candidato possível para corpo de impacto é um asteroide carbonáceo mas também é possível que fosse um cometa, que se acreditam que consistem de material similar ao dos condritos carbonáceos.
{{VT|Pleistoceno}}
[[Imagem:Barringer Crater aerial photo by USGS.jpg|thumb|Vista aérea da [[Cratera de Barringer]], [[Arizona]] nos [[Estados Unidos]]]]
[[Ferramenta de pedra|Artefatos]] recuperados com [[tektite]]s do evento de 803.000 anos da [[Campo espalhado da Australásia|Australásia]] na [[Ásia]] ligam uma população de ''[[Homo erectus]]'' a um impacto significativo de [[meteorito]] e suas consequências.<ref>{{citar web|url=http://humanorigins.si.edu/evidence/behavior/stone-tools/early-stone-age-tools/handaxe-and-tektites-bose-china|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141008080600/https://humanorigins.si.edu/evidence/behavior/handaxe-and-tektites-bose-china|urlmorta=sim|título=Handaxe and Tektites from Bose, China|arquivodata=8 de outubro de 2014|website=The Smithsonian Institution's Human Origins Program}}</ref><ref>{{citar jornal| url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/664967.stm |publicado=BBC News | título=Asia's oldest axe tools discovered |data=3 de março de 2000}}</ref><ref>{{citar periódico | doi=10.1146/annurev.anthro.33.070203.144024|título= Early Dispersals of Homo from Africa|periódico=Annual Review of Anthropology| volume=33|páginas=271–296|ano= 2004|último1= Antón|primeiro1= Susan C.|último2=Swisher, Iii|primeiro2=Carl C.}}</ref> Exemplos significativos de impactos do [[Pleistoceno]] incluem o [[Lago Lonar|lago da cratera Lonar]] na [[Índia]], com aproximadamente 52.000 anos (embora um estudo publicado em 2010 dê uma idade muito maior), que agora tem uma florescente selva semitropical ao seu redor.


==== Holoceno ====
Provavelmente a evidência mais convincente para uma catástrofe mundial foi a descoberta de uma cratera que recebeu o nome de [[Cratera de Chicxulub]]. Esta cratera está centrada na [[península de Iucatã]], no [[México]], e foi descoberta por Toni Camargo e Glen Pentfield enquanto trabalhavam como [[geofísico]]s para a companhia [[petróleo|petrolífera]] mexicana [[PEMEX]]. O que eles relataram como uma estrutura circular acabou se revelando como uma cratera estimada em 180&nbsp;km de diâmetro. Outros pesquisadores mais tarde descobriram que a extinção do fim do Cretáceo que liquidou os dinossauros durou vários milhares de anos em vez de milhões de anos como antes se pensava. Isto convenceu a maioria dos cientistas que a extinção resultou de um evento pontual que é muito provavelmente um impacto extraterrestre e não a partir de vulcanismo e mudança climática (que estenderia seus efeitos por um período de tempo muito maior).
{{VT|Holoceno}}
As [[crateras do rio Cuarto]] na [[Argentina]] foram produzidas há aproximadamente 10.000 anos, no início do [[Holoceno]]. Se fossem crateras de impacto, seriam o primeiro impacto do Holoceno.


O [[Campo del Cielo]] ("Campo do Céu") refere-se a uma área que faz fronteira com a [[Chaco (província)|província argentina do Chaco]], onde um grupo de meteoritos de ferro foi encontrado, estimado em 4.000 a 5.000 anos atrás. Ele chamou a atenção das autoridades espanholas pela primeira vez em 1576; em 2015, a polícia prendeu quatro supostos contrabandistas tentando roubar mais de uma tonelada de [[meteorito]]s protegidos.<ref>{{citar web|url=http://news.yahoo.com/four-arrested-argentina-smuggling-more-ton-meteorites-210404348.html|título=Four arrested in Argentina smuggling more than ton of meteorites|website=news.yahoo.com}}</ref> As [[Reserva de Conservação de Meteoritos de Henbury|crateras Henbury]] na [[Austrália]] (~ 5.000 anos) e as [[Cratera Kaali|crateras Kaali]] na [[Estônia]] (~ 2.700 anos) foram aparentemente produzidas por objetos que se quebraram antes do impacto.<ref>{{citar web | url=https://nt.gov.au/leisure/parks-reserves/find-a-park-to-visit/henbury-meteorites-conservation-reserve | título=Henbury Meteorites Conservation Reserve|data=2018-12-17}}</ref>
Recentemente, várias crateras em torno do mundo foram datadas com idade semelhante à de Chicxulub - por exemplo, a [[cratera Silverpit]] no [[Reino Unido]] e a [[cratera de Boltysh]] na [[Ucrânia]]. Especulou-se a partir disto que o impacto de Chicxulub foi um de vários que ocorreram quase simultaneamente, talvez devido a um [[cometa]] partido atingindo a Terra de uma forma similar à colisão do [[cometa Shoemaker-Levy 9]] com [[Júpiter (planeta)|Júpiter]] em 1994.


Estima-se que a [[cratera Whitecourt]] em [[Alberta]], no [[Canadá]], tenha entre 1.080 e 1.130 anos. A cratera tem aproximadamente 36 m de diâmetro e 9 m de profundidade, é densamente arborizada e foi descoberta em 2007 quando um detector de metais revelou fragmentos de [[ferro meteórico]] espalhados pela área.<ref>{{citar web |url=http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/whitecourt.html |título=Whitecourt |acessodata=2017-07-28 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20170718105534/http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/whitecourt.html |arquivodata=2017-07-18 |urlmorta=sim }}</ref><ref>{{citar web | url=http://www.whitecourtstar.com/2012/07/03/whitecourt-crater-attracts-visitors |arquivourl=https://web.archive.org/web/20160305210537/http://www.whitecourtstar.com/2012/07/03/whitecourt-crater-attracts-visitors | urlmorta=sim |arquivodata=2016-03-05 | título=Whitecourt Star }}</ref>
Foi a falta de altas concentração de irídio e de quartzo chocado que tem impedido a aceitação da ideia de que a extinção do Permiano (também chamada de mãe das extinções em massa) também tenha sido causada por um impacto. Entretanto, durante o final do Permiano todos os [[continente]]s estavam combinado em um supercontinente chamado [[Pangeia]] e todos os oceanos formavam um só super oceano, [[Pantalassa]]. Se um impacto tivesse ocorrido no oceano e não em terra, haveria pouco quartzo chocado liberado (já que a crosta oceânica possui relativamente pouca [[sílica]]) e muito menos material. Nenhum destes leva em conta a cratera da camada de gelo da Antártica Oriental, que é uma descoberta recente.


Um registro chinês afirma que 10.000 pessoas foram mortas no [[evento de Ch'ing-yang de 1490]] com as mortes causadas por uma saraivada de "pedras caindo"; alguns astrônomos levantam a hipótese de que isso pode descrever uma queda real de [[meteorito]], embora achem o número de mortes implausível.<ref>{{Citation |último1= Yau |primeiro1= K. |último2= Weissman |primeiro2= P. |último3= Yeomans |primeiro3= D. | título= Meteorite Falls in China and Some Related Human Casualty Events |periódico= Meteoritics | volume = 29 |número= 6|páginas = 864–871 | postscript = . | doi=10.1111/j.1945-5100.1994.tb01101.x | bibcode=1994Metic..29..864Y|ano= 1994 }}</ref>
Apesar de ser de aceitação geral que houve um grande impacto no fim do [[Cretáceo]] que levou ao enriquecimento de irídio da camada do [[limite K-T]], restos de outros impactos foram encontrados na mesma ordem de magnitude e que não resultaram em nenhuma extinção em massa, e não há uma ligação clara entre um impacto e qualquer outro incidente de extinção em massa.


Acredita-se que a [[cratera Kamil]], descoberta a partir da revisão de imagens do [[Google Earth]] no [[Egito]], com 45 m de diâmetro e 10 m de profundidade, tenha se formado há menos de 3.500 anos em uma região então despovoada do oeste do Egito. Foi encontrado em 19 de fevereiro de 2009 por V. de Michelle em uma imagem do Google Earth do deserto de East Uweinat, no Egito.<ref>USGS Meteoritical Society, Bulletin database, Gebel Kamil Crater ... http://www.lpi.usra.edu/meteor/metbull.php?code=52031</ref>
Não obstante, acredita-se que as extinções em massa devido a impactos sejam um evento ocasional na [[história da Terra]]. Uma hipótese controversa deste tipo é a do [[bólido hipotético de Tollmann]], que alega que o [[Holoceno]] foi iniciado por um impacto.


==== Impactos do século XX ====
Os paleontólogos [[David M. Raup]] e [[Jack Sepkoski]] propuseram que extinções acontecem a cada 26 milhões de anos aproximadamente (apesar da maioria ser relativamente pequena). Isto levou ao físico [[Richard A. Muller]] sugerir que estas extinções devem-se a uma estrela companheira hipotética do Sol chamada [[Nêmesis (astronomia)|Nêmesis]] periodicamente perturbando as órbitas de cometas na [[nuvem de Oort]], e levando a um grande aumento no número de cometas atingindo o sistema solar interior onde eles poderiam atingir a Terra.
[[Imagem:Tunguska Ereignis.jpg|thumb|Árvores derrubadas pelo [[evento de Tunguska]], no [[Império Russo]] em 1908]]
Um dos impactos registrados mais conhecidos nos tempos modernos foi o [[evento de Tunguska]], que ocorreu na [[Sibéria]], [[Império Russo]] em 1908.<ref>{{citar web|título=Tunguska event {{!}} Summary, Cause, & Facts|url=https://www.britannica.com/event/Tunguska-event|acessodata=2021-09-25|website=Encyclopædia Britannica|língua=en}}</ref> Este incidente envolveu uma explosão que provavelmente foi causada pela explosão de um [[asteroide]] ou [[cometa]] de 5 a 10 km acima da superfície da [[Terra]], derrubando cerca de 80 milhões de árvores em 2.150 km<sub>2</sub>.<ref>{{citar web|url=http://www.bbc.com/earth/story/20160706-in-siberia-in-1908-a-huge-explosion-came-out-of-nowhere|título=In Siberia in 1908, a huge explosion came out of nowhere|último=Hogenboom |primeiro=Melissa|acessodata=2017-03-30}}</ref>


Em fevereiro de 1947, outro grande [[bólido]] atingiu a Terra nas [[Sijote-Alín|montanhas Sijote-Alín]], [[Krai do Litoral|Primorye]], [[União Soviética]]. Foi durante o dia e foi testemunhado por muitas pessoas, o que permitiu a [[Vasily Fesenkov|V. G. Fesenkov]], então presidente do comitê de meteoritos da Academia de Ciências da União Soviética, estimar a [[órbita]] do [[meteoroide]] antes que ele encontrasse a Terra. [[Meteoro de Sikhote-Alin|Meteorito de Sijote-Alín]] é uma queda maciça com o tamanho total do meteoroide estimado em aproximadamente 90.000 kg. Uma estimativa mais recente de Tsvetkov (e outros) coloca a massa em cerca de 100.000 kg.<ref name="metmag">{{citar periódico |url=http://meteoritemag.uark.edu/604.htm |periódico=Meteorite Magazine |data=fevereiro de 1996 |título=Sikhote-Alin Revisited |primeiro=Roy |último=Gallant |volume=2 |página=8 |bibcode=1996Met.....2....8G |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100612144717/http://meteoritemag.uark.edu/604.htm |arquivodata=2010-06-12 |urlmorta=sim }}</ref> Era um meteorito de ferro pertencente ao grupo químico IIAB e com uma estrutura de octaedrita grosseira. Mais de 70 toneladas (toneladas métricas) de material sobreviveram à colisão.
De fato, no início da [[história da Terra]] (há mais de 4 bilhões de anos) os impactos de bólidos eram certamente comuns já que o sistema solar continha muito mais corpos discretos que atualmente. Estes impactos devem ter incluído colisões por asteroides de centenas de quilômetros de diâmetro, com explosões tão poderosas que vaporizaram todos os [[oceano]]s da [[Terra]]. Foi somente após este pesado bombardeio começar a diminuir que a [[vida]] parece ter começado a evoluir na Terra.


Um caso de um [[humano]] ferido por uma rocha espacial ocorreu em 30 de novembro de 1954, em [[Sylacauga (Alabama)|Sylacauga]], [[Alabama]], [[Estados Unidos]].<ref>[http://imca.repetti.net/metinfo/metstruck.html Meteorite Hits Page] {{webarchive |url=https://web.archive.org/web/20090831183851/http://imca.repetti.net/metinfo/metstruck.html |data=31 de agosto de 2009 }}</ref> Lá, um condrito de pedra de 4 kg atravessou um telhado e atingiu Ann Hodges em sua sala de estar depois de ricochetear em seu rádio. Ela estava muito machucada pelos [[Meteorito de Sylacauga#Fragmentos|fragmentos]]. Desde então, várias pessoas alegaram ter sido atingidas por "meteoritos", mas nenhum meteorito verificável resultou.
A teoria mais aceita para a origem da [[Lua]] é a teoria do "[[Big Splash]]", que aponta que a Terra foi atingida por um [[planetoide]] do tamanho de [[Marte (planeta)|Marte]]. Se esta teoria se comprovar então aquele impacto certamente foi o maior golpe que a Terra já recebeu.


Um pequeno número de [[Queda de meteorito|quedas de meteoritos]] foi observado com câmeras automatizadas e recuperado após o cálculo do ponto de impacto. O primeiro foi o [[meteorito de Příbram]], que caiu na [[Checoslováquia]] (atual [[Chéquia]]) em 1959.<ref>{{Citation |último=Ceplecha |primeiro=Z. |data=1961 |título=Multiple fall of Pribram meteorites photographed |periódico=Bull. Astron. Inst. Czechoslovakia |volume=12 |páginas=21–46 |bibcode=1961BAICz..12...21C }}</ref> Neste caso, duas câmeras usadas para fotografar [[meteoro]]s capturaram imagens da bola de fogo. As imagens foram usadas tanto para determinar a localização das pedras no solo quanto, mais significativamente, para calcular pela primeira vez uma órbita precisa para um meteorito recuperado.
==Fim da civilização==
Um evento de impacto é geralmente visto como um cenário<ref>{{Citar web|url=http://www.armageddononline.org/asteroid.php|título=Armageddon Online. Possible end-of-civilization scenarios. (Warning: Pop-ups)|língua=|autor=|obra=|data=|acessodata=|arquivourl=https://web.archive.org/web/20051208010040/http://www.armageddononline.org/asteroid.php|arquivodata=2005-12-08|urlmorta=yes}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://www.exitmundi.nl/Comets.htm |título=Exit Mundi. Possible-end-of-civilization scenarios.(Warning: Pop-ups) |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> que poderia trazer o fim da civilização. Em 2000, a ''Discover Magazine'' publicou uma lista de possíveis [[fim dos tempos|cenários de fim do mundo]] com os eventos de impacto listados como o mais provável de acontecer.<ref>{{Citar web |url=http://discovermagazine.com/2000/oct/featworld |título="Twenty ways the world could end suddenly". [[Discover Magazine]]. |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> Até os anos 1980 a ideia não era levada seriamente, mas tudo mudou após a descoberta da [[Cratera de Chicxulub|cratera Chicxulub]] e recebeu um reforço com o evento do [[Cometa Shoemaker-Levy 9]]. Desde então a comunidade científica tem apresentado cada vez mais interesse, e o público está conscientizado da possibilidade de eventos de impacto.


Após a queda de Příbram, outras nações estabeleceram programas automatizados de observação destinados a estudar a queda de meteoritos.<ref>Gritsevich, M.I. The Pribram, Lost City, Innisfree, and Neuschwanstein falls: An analysis of the atmospheric trajectories. Sol Syst Res 42, 372–390 (2008). https://doi.org/10.1134/S003809460805002X</ref> Uma delas foi a [[Prairie Meteorite Network]], operada pelo [[Observatório Astrofísico Smithsonian]] de 1963 a 1975 no [[meio-oeste dos Estados Unidos]]. Este programa também observou a queda de um meteorito, o condrito "Lost City", permitindo a sua recuperação e o cálculo da sua órbita.<ref>{{Citation |último1=McCrosky |primeiro1=R. E. |último2=Posen |primeiro2=A. |último3=Schwartz |primeiro3=G. |último4=Shao |primeiro4=C. Y. |data=1971 |título=Lost City meteorite: Its recovery and a comparison with other fireballs |periódico=J. Geophys. Res. |volume=76 |número= 17|páginas=4090–4108 |doi=10.1029/JB076i017p04090 |bibcode=1971JGR....76.4090M|hdl=2060/19710010847 |s2cid=140675097 |hdl-access=free }}</ref> Outro programa no [[Canadá]], o Meteorite Observation and Recovery Project, funcionou de 1971 a 1985. Também recuperou um único meteorito, "Innisfree", em 1977.<ref>{{Citation |último1=Campbell-Brown |primeiro1=M. D. |último2=Hildebrand |primeiro2=A. |data=2005 |título=A new analysis of fireball data from the Meteorite Observation and Recovery Project (MORP) |periódico=Earth, Moon, and Planets |volume=95 |número=1–4 |páginas=489–499 |doi=10.1007/s11038-005-0664-9 |bibcode = 2004EM&P...95..489C |s2cid=121255827 }}</ref> Finalmente, as observações da [[European Fireball Network]], um descendente do programa tcheco original que recuperou o Příbram, levaram à descoberta e cálculos da órbita do meteorito de Neuschwanstein em 2002.<ref>{{Citation |último1=Oberst |primeiro1=J. |data=2004 |título=The multiple meteorite fall of Neuschwanstein: Circumstances of the event and meteorite search campaigns |periódico=[[Meteoritics & Planetary Science]] |volume=39 |número=10 |páginas=1627–1641 |doi=10.1111/j.1945-5100.2004.tb00062.x |bibcode=2004M&PS...39.1627O |numero-autores=2 |último2=Heinlein |primeiro2=D. |último3=Spurný |primeiro3=P.|doi-access=free }}</ref>
==Eventos de impacto na cultura==
Numerosas estórias e novelas de ficção científica tem como tema um evento de impacto; possivelmente a mais vendida foi a novela ''[[Lucifer's Hammer]]'' de [[Larry Niven]] e [[Jerry Pournelle]]. A novela de [[Arthur C. Clarke]] ''[[Encontro com Rama]]'' começa com um impacto de asteroide significante no norte da [[Itália]] no ano 2077, o que dá origem ao Spaceguard Project, que mais tarde acaba descobrindo a nave Rama. Em 1992&nbsp;um estudo do Congresso nos EEUU levou a Nasa a começar uma 'Pesquisa [[Spaceguard]]' com a novela sendo apontada como inspiração para o nome da busca por asteroides que impactassem a Terra.<ref>{{Citar web|url=http://www.space-frontier.org/PROJECTS/ASTEROIDS/aclarke_address_may26-98.html|título=space-frontier.org|língua=|autor=|obra=|data=|acessodata=|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090228051653/http://www.space-frontier.org/PROJECTS/ASTEROIDS/aclarke_address_may26-98.html|arquivodata=2009-02-28|urlmorta=yes}}</ref> Por sua vez este projeto inspirou a novela de Clarke ''[[The Hammer of God]]'' em 1993. Uma variação das histórias tradicionais de impacto foi dada por [[Jack McDevitt]] em 1999, em sua novela ''Moonfall'', em que um grande cometa, viajando a velocidades interestelares colide e destrói parcialmente a Lua, com a queda de fragmentos da Lua na Terra. A novela de Niven e Pournelle de 1974, ''[[The Mote in God's Eye]]'' analisa os efeitos da guerra planetária conduzida por uma espécie alienígena que culmina com o uso de asteroides para bombardear o planeta, criando enorme crateras e a quase extinção da espécie.


Em 10 de agosto de 1972, um meteoro que ficou conhecido como a [[Grande Bola de Fogo à Luz do Dia de 1972]] foi testemunhado por muitas pessoas enquanto se movia para o norte sobre as [[Montanhas Rochosas]] do [[sudoeste dos Estados Unidos]] para o Canadá. Foi filmado por um turista no [[Parque Nacional de Grand Teton]], em [[Wyoming]], Estados Unidos com uma câmera colorida de 8 milímetros.<ref>{{YouTube|7M8LQ7_hWtE|Grand Teton Meteor Video}}</ref> Na faixa de tamanho, o objeto estava aproximadamente entre um carro e uma casa e, embora pudesse ter terminado sua vida em uma [[Bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki#Hiroshima|explosão do tamanho de Hiroshima]], nunca houve explosão. A análise da trajetória indicou que nunca chegou muito abaixo de 58 km do solo, e a conclusão foi que ele roçou a atmosfera da Terra por cerca de 100 segundos, depois saltou de volta para fora da atmosfera para retornar à sua órbita ao redor o [[Sol]].
Vários [[cinema catástrofe|filmes de catástrofe]] também foram feitos: ''[[When Worlds Collide]]'' (1951), conta a história de dois planetas em curso de colisão com a Terra, o menor deles passando próximo, causando danos e destruição extensivos, seguidos por um impacto direto com o planeta maior.<ref>{{citar livro|último = Wylie |primeiro = Philip and Balmer, Edwin |autorlink = Philip Wylie |título= When Worlds Collide |publicado= Frederick A. Stokes |data= 1933 |local= New York |página= 26 }}</ref> ''[[Meteoro (1979)|Meteor]]'' (1979) tem vários fragmentos pequenos e um asteroide de 8 quilômetros em direção à Terra. Armas nucleares americanas e soviéticas em órbita são desviadas de seus alvos terrestres, e atacam a ameaça. Em 1998, dois filmes foram lançados nos Estados Unidos tendo como tema tentativas de parar eventos de impacto: ''[[Armageddon (filme)|Armageddon]]'', da [[Touchstone Pictures|Tochstone Pictures]], sobre um asteroide e ''[[Deep Impact (filme)|Deep Impact]]'', da [[Paramount Pictures]]/[[DreamWorks]], sobre um cometa. Os dois envolvem o uso de naves derivadas do [[ônibus espacial]] para levar poderosas [[arma nuclear|armas nucleares]] para destruir seus alvos. Também em 1998, o filme canadense premiado ''[[Last Night (filme)|Last Night]]'' descreve o comportamento de vários personagens antecipando o fim do mundo devido a um certo perigo certo mas não declarado com uma data conhecida para acontecer- assemelhando-se assim um evento de impacto que termina com a civilização.


Muitos eventos de impacto ocorrem sem serem observados por ninguém no terreno. Entre 1975 e 1992, os [[Satélite de alerta precoce|satélites dos Estados Unidos de alerta precoce de mísseis]] detectaram 136 grandes explosões na atmosfera superior.<ref>{{citar web|url=http://www.aerospaceweb.org/question/astronomy/q0296.shtml|título= Collisions with Near Earth Objects|website=www.aerospaceweb.org}}</ref> Na edição de 21 de novembro de 2002 da revista ''[[Nature]]'', Peter Brown, da [[Universidade de Western Ontario]], Canadá, relatou seu estudo dos registros de satélites de alerta precoce dos Estados Unidos nos oito anos anteriores. Ele identificou 300 flashes causados por meteoros de 1 a 10 m naquele período de tempo e estimou a taxa de eventos do tamanho de Tunguska como uma vez em 400 anos.<ref>[http://www.spaceref.com/news/viewpr.html?pid=9865 Satellite Study Establishes Frequency of Megaton-sized Asteroid Impacts] (SpaceRef November 20, 2002)</ref> [[Eugene Shoemaker]] estimou que um evento de tal magnitude ocorre cerca de uma vez a cada 300 anos, embora análises mais recentes tenham sugerido que ele pode ter superestimado em uma ordem de magnitude.
Muito tem sido feito para considerar as previsões bíblicas de um armagedon incluindo um evento de impacto. A estrela [[Absinto (estrela)]] na Bíblia alude a interpretações futuristas sugerindo uma mudança química na atmosfera coincidindo com um impacto de cometa ou asteroide com a Terra. Um cenário aplicável teoriza uma mudança na atmosfera devido ao "choque térmico" durante a entrada e/ou impacto com um grande asteroide ou cometa, reagindo oxigênio e nitrogênio na atmosfera para produzir chuva de ácido nítrico.<ref>{{Citar web |url=http://hoopermuseum.earthsci.carleton.ca/impacts/atmchg.htm |título=Hooper Virtual Natural History Museum citing Prinn and Fegley, 1987 |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> O amargor produzido pela estrela absinto em um terço da água potável da Terra poderia ser a predição bíblica de "chuva ácida" do "choque térmico" de um impacto de um grande cometa ou asteroide com a Terra.<ref>{{Citar web |url=http://www.messianic-literary.com/comet.htm |título=The Messianic Literary Corner |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>

Nas horas escuras da manhã de 18 de janeiro de 2000, uma [[Tagish Lake (meteorito)|bola de fogo]] explodiu sobre a cidade de [[Whitehorse (Yukon)|Whitehorse]], no território de [[Yukon]], Canadá, a uma altitude de cerca de 26 km, iluminando a noite como o dia. O meteoro que produziu a bola de fogo foi estimado em cerca de 4.6 m de diâmetro, com um peso de 180 toneladas. Esta explosão também foi apresentada na série ''Killer Asteroids'' do [[Discovery Science|Science Channel]], com vários relatos de testemunhas de residentes em [[Atlin]], [[Colúmbia Britânica]].

==== Impactos do século XXI ====
{{artigo principal|Lista de bólidos}}
Em 7 de junho de 2006, um [[meteoro]] foi observado atingindo Reisadalen na [[Lista de comunas da Noruega|comuna]] de [[Nordreisa]], no [[Condados da Noruega|condado]] de [[Troms]], na [[Noruega]]. Embora os relatos iniciais de testemunhas afirmassem que a bola de fogo resultante era equivalente à [[Bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki#Hiroshima|explosão nuclear de Hiroshima]], a análise científica coloca a força da explosão em algo entre 100 e 500 toneladas [[equivalentes em TNT]], cerca de 3% do rendimento de [[Hiroshima]].<ref>[https://archive.today/20120629002618/http://skyandtelescope.com/news/article_1742_1.asp Norway Impact Gentler Than Atomic Bomb] (Sky & Telescope June 16, 2006)</ref>

Em 15 de setembro de 2007, um [[Evento de impacto de Carancas de 2007|meteoro condrítico caiu perto da vila de Carancas]], no sudeste do [[Peru]], perto do [[Lago Titicaca]], deixando um buraco cheio de água e expelindo gases pela área circundante.

Em 7 de outubro de 2008, um [[asteroide]] de aproximadamente 4 metros rotulado como {{mpl|2008 TC|3}} foi rastreado por 20 horas ao se aproximar da [[Terra]] e ao cair na [[atmosfera]] e impactar no [[Sudão]]. Esta foi a primeira vez que um objeto foi detectado antes de atingir a atmosfera e centenas de pedaços do [[meteorito]] foram recuperados do [[deserto da Núbia]].<ref>[https://www.wired.com/wiredscience/2009/03/meteorite/ First-Ever Asteroid Tracked From Space to Earth], Wired, March 25, 2009 {{webarchive |url=https://web.archive.org/web/20140321060157/http://www.wired.com/wiredscience/2009/03/meteorite/ |data=21 de março de 2014 }}</ref>

[[Imagem:Chelyabinsk meteor trace 15-02-2013.jpg|thumb|Trilha deixada pela explosão do [[meteoro de Tcheliabinsk]] ao passar pela cidade]]

Em 15 de fevereiro de 2013, um asteroide entrou na atmosfera da Terra sobre a [[Rússia]] como uma [[Bólido|bola de fogo]] e explodiu sobre a cidade de [[Tcheliabinsk]] durante sua passagem pela [[Ural (região)|região dos Montes Urais]] às 09:13 [[Horário de Ecaterimburgo|YEKT]] (03:13 [[UTC]]).<ref name=meteor>{{citar web|título=Russian Meteor |url=http://www.nasa.gov/topics/solarsystem/features/russianmeteor.html|publicado=NASA|acessodata=15 de fevereiro de 2013}}</ref><ref>{{citar jornal|url=https://www.usatoday.com/story/news/world/2013/02/15/russia-meteorite/1921991/ |título=Meteor in central Russia injures at least 500 |publicado=[[USA Today]] |acessodata=15 de fevereiro de 2013 |primeiro1=Anna |último1=Arutunyan |primeiro2=Marc |último2=Bennetts |data=15 de fevereiro de 2013}}</ref> A [[explosão aérea]] do objeto ocorreu a uma altitude entre 30-50 km acima do solo,<ref>{{citar jornal |título=Meteor falls in Russia, 700 injured by blasts |url=http://bigstory.ap.org/article/meteorite-falls-russian-urals |agência=Associated Press |acessodata=15 de fevereiro de 2013 |arquivodata=18 de fevereiro de 2013 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20130218034039/http://bigstory.ap.org/article/meteorite-falls-russian-urals |urlmorta=sim }}</ref> e cerca de 1.500 pessoas ficaram feridas, principalmente por vidros quebrados pela onda de choque. Dois foram relatados em estado grave; no entanto, não houve mortes.<ref name="chelyabinsk">{{citar web |url=http://www.vesti.ru/doc.html?id=1033922|script-title=ru:Метеоритный дождь над Уралом: пострадали 1200 человек |língua= ru |publicado= Vesti |data=15 de fevereiro de 2013|acessodata=15 de fevereiro de 2013 |local= [[Russia|RU]]}}</ref> Inicialmente, cerca de 3.000 edifícios em 6 cidades da região foram danificados devido à onda de choque da explosão, um número que subiu para mais de 7.200 nas semanas seguintes.<ref>{{citar jornal|último=Marson |primeiro=James|título=Meteorite Hits Russia, Causing Panic |url=https://www.wsj.com/articles/SB10001424127887324162304578305163574597722?mod=WSJ_hpp_LEFTTopStories|jornal=Wall Street Journal|acessodata=15 de fevereiro de 2013|autor2=Gautam Naik}}</ref><ref>{{citar revista|último=Ewait|primeiro=David|título=Exploding Meteorite Injures A Thousand People In Russia|url=https://www.forbes.com/sites/davidewalt/2013/02/15/exploding-meteorite-injures-a-thousand-people-in-russia/|revista=Forbes|acessodata=15 de fevereiro de 2013}}</ref> Estima-se que o [[meteoro de Tcheliabinsk]] tenha causado mais de $30 milhões em danos.<ref>{{citar jornal|url=http://in.reuters.com/article/russia-meteorite-idINDEE91E03320130215|título=Meteorite explodes over Russia, more than 1,000 injured|autor=Andrey Kuzmin|publicado=Reuters|data=16 de fevereiro de 2013|acessodata=16 de fevereiro de 2013}}</ref><ref name="RBTH-23513">{{citar jornal | url=http://rbth.ru/news/2013/03/05/meteorite-caused_emergency_situation_regime_over_in_chelyabinsk_region_23513.html | título=Meteorite-caused emergency situation regime over in Chelyabinsk region |publicado=Rossiyskaya Gazeta |data=5 de março de 2013 |agência=[[Interfax]] |acessodata=6 de março de 2013}}</ref> É o maior objeto registrado que encontrou a Terra desde o [[evento de Tunguska]] em 1908.<ref>{{citar jornal |url=https://www.economist.com/blogs/babbage/2013/02/asteroid-impacts?fsrc=nlw%7Cnewe%7C2-15-2013%7C5019506%7C37104620%7C |título=Asteroid impacts – How to avert Armageddon|jornal=[[The Economist]] |data=15 de fevereiro de 2013|acessodata=16 de fevereiro de 2013}}</ref><ref>{{citar jornal|url=https://www.nytimes.com/2013/02/16/science/space/size-of-blast-and-number-of-injuries-are-seen-as-rare-for-a-rock-from-space.html?ref=science&_r=0|título=Size of Blast and Number of Injuries Are Seen as Rare for a Rock From Space|autor=Kenneth Chang|publicado=[[The New York Times]]|data=15 de fevereiro de 2013|acessodata=16 de fevereiro de 2013}}</ref> Estima-se que o meteoro tenha um diâmetro inicial de 17 a 20 metros e uma massa de aproximadamente 10.000 toneladas. Em 16 de outubro de 2013, uma equipe da [[Universidade Federal dos Urais]] liderada por Victor Grokhovsky recuperou um grande fragmento do meteoro do fundo do Lago Chebarkul, na Rússia, cerca de 80 km a oeste da cidade.<ref>{{citar revista|último=Beatty|primeiro=J. Kelly|título=Russian Fireball Fragment Found|revista=Australian Sky & Telescope|data=fevereiro–março de 2014|página=12|issn=1832-0457}}</ref>

Em 1 de janeiro de 2014, um asteroide de 3 metros, [[2014 AA]], foi descoberto pelo [[Mount Lemmon Survey]] e observado durante a próxima hora, e logo foi encontrado em rota de colisão com a Terra. A localização exata era incerta, restrita a uma linha entre o [[Panamá]], [[Oceano Atlântico]] central, [[Gâmbia]] e a [[Etiópia]]. Mais ou menos na hora esperada (2 de janeiro às 3:06 UTC), uma explosão de infrassom foi detectada perto do centro da faixa de impacto, no meio do Oceano Atlântico.<ref name="Farnocchia2016">{{citar periódico|título=The trajectory and atmospheric impact of asteroid 2014 AA|primeiro1=Davide |último1=Farnocchia|primeiro2=Steven R.|último2=Chesley|primeiro3=Peter G.|último3=Brown|primeiro4=Paul W.|último4=Chodas|data=1 de agosto de 2016 |periódico=[[Icarus (journal)|Icarus]]|volume=274|páginas=327–333|bibcode=2016Icar..274..327F|doi=10.1016/j.icarus.2016.02.056 }}</ref><ref name="Marcos2016">{{citar periódico|título=Homing in for New Year: impact parameters and pre-impact orbital evolution of meteoroid 2014 AA|primeiro1=C.|último1=de la Fuente Marcos|primeiro2=R.|último2=de la Fuente Marcos|primeiro3=P.|último3=Mialle|data=13 de outubro de 2016|periódico=[[Astrophysics and Space Science]]|volume=361|número=11|páginas=358 (33 pp.) |arxiv=1610.01055 |bibcode=2016Ap&SS.361..358D |doi=10.1007/s10509-016-2945-3|s2cid=119251345}}</ref> Isso marca a segunda vez que um objeto natural foi identificado antes de impactar a Terra após {{mpl|2008 TC|3}}.

Quase dois anos depois, em 3 de outubro, o [[WT1190F]] foi detectado orbitando a Terra em uma [[órbita]] altamente excêntrica, levando-o de dentro do [[Órbita geocêntrica|anel de satélite geocêntrico]] para quase o dobro da órbita da [[Lua]]. Estima-se que foi perturbado pela Lua em rota de colisão com a Terra em 13 de novembro. Com mais de um mês de observações, bem como observações de pré-cobertura encontradas desde 2009, descobriu-se que era muito menos denso do que um asteroide natural deveria ser, sugerindo que era provavelmente um [[satélite artificial]] não identificado. Conforme previsto, caiu sobre o [[Sri Lanka]] às 6:18 UTC (11:48, horário local). O céu na região estava muito nublado, então apenas uma equipe de observação aérea conseguiu observá-lo caindo acima das nuvens. Agora acredita-se que seja um remanescente da missão ''[[Lunar Prospector]]'' em 1998, e é a terceira vez que qualquer objeto previamente desconhecido, natural ou artificial, foi identificado antes do impacto.

Em 22 de janeiro de 2018, um objeto, [[A106fgF]], foi descoberto pelo [[Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System]] (ATLAS) e identificado como tendo uma pequena chance de impactar a Terra mais tarde naquele dia.<ref>[https://groups.yahoo.com/neo/groups/mpml/conversations/messages/33680 Bill Gray MPML]</ref> Como estava muito escuro e só foi identificado horas antes de sua aproximação, não foram feitas mais do que 4 observações iniciais cobrindo um período de 39 minutos do objeto. Não se sabe se ele impactou a Terra ou não, mas nenhuma bola de fogo foi detectada no infravermelho ou no infrassom; portanto, se o fizesse, seria muito pequeno e provavelmente próximo ao extremo leste de sua área de impacto potencial, no oeste do [[Oceano Pacífico]].

Em 2 de junho de 2018, o Mount Lemmon Survey detectou {{mpl|2018 LA}} (ZLAF9B2), um pequeno asteroide de 2 a 5 metros que observações posteriores logo descobriram que tinha 85% de chance de impactar a Terra. Logo após o impacto, um relatório de bola de fogo de [[Botswana]] chegou à [[American Meteor Society]]. Outras observações com o ATLAS estenderam o arco de observação de 1 hora para 4 horas e confirmaram que a órbita do asteroide realmente impactou a Terra no sul da [[África]], fechando totalmente o ciclo com o relatório da bola de fogo e tornando este o terceiro objeto natural confirmado a impactar a Terra, e o segundo em terra depois de {{mp|2008 TC|3}}.<ref name="orientation">{{citar periódico|último1=de la Fuente Marcos |primeiro1=Carlos|último2=de la Fuente Marcos |primeiro2=Raúl|data=18 de junho de 2018|título=On the Pre-impact Orbital Evolution of 2018 LA, Parent Body of the Bright Fireball Observed Over Botswana on 2018 June 2|periódico=[[Research Notes of the AAS]]|volume=2|número=2|página=57|arxiv=1806.05164 |bibcode=2018RNAAS...2...57D|doi=10.3847/2515-5172/aacc71|s2cid=119325928}}</ref><ref name="pre-impact2">{{citar periódico|último1=de la Fuente Marcos |primeiro1=Carlos|último2=de la Fuente Marcos |primeiro2=Raúl|data=26 de julho de 2018|título=Pre-airburst Orbital Evolution of Earth's Impactor 2018 LA: An Update|periódico=[[Research Notes of the AAS]]|volume=2|número=3|página=131|arxiv=1807.08322 |bibcode=2018RNAAS...2..131D|doi=10.3847/2515-5172/aad551|s2cid=119208392}}</ref><ref name="excess">{{citar periódico |último1=de la Fuente Marcos |primeiro1=C. |último2=de la Fuente Marcos |primeiro2= R.|título=Waiting to make an impact: A probable excess of near-Earth asteroids in 2018 LA-like orbits |periódico=[[Astronomy and Astrophysics]] |volume= 621|páginas= A137|data=2019 |doi=10.1051/0004-6361/201834313|arxiv=1811.11845 |bibcode=2019A&A...621A.137D|s2cid=119538516 }}</ref>

Em 8 de março de 2019, a [[NASA]] anunciou a detecção de uma grande explosão aérea que ocorreu em 18 de dezembro de 2018 às 11:48, horário local, na costa leste da [[Península de Camecháteca]], Rússia. Estima-se que o [[Meteoro de Camecháteca|superbólido de Camecháteca]] tenha uma massa de aproximadamente 1.600 toneladas e um diâmetro de 9 a 14 metros, dependendo de sua densidade, tornando-o o terceiro maior asteroide a impactar a Terra desde 1900, após o meteoro de Tcheliabinsk e o evento de Tunguska. A bola de fogo explodiu a 25.6 quilômetros acima da superfície da Terra.

[[2019 MO]], um asteroide de aproximadamente 4 metros, foi detectado pelo ATLAS algumas horas antes de impactar o [[Mar do Caribe]] perto de [[Porto Rico]] em junho de 2019.<ref>http://www.ifa.hawaii.edu/info/press-releases/ATLAS_2019MO/</ref>

===== Previsão de impacto de asteroide =====
[[Imagem:2018 LA-orbit.png|thumb|250px|[[Órbita]] e posições de [[2018 LA]] e [[Terra]], 30 dias antes do impacto. O diagrama ilustra como os dados da órbita podem ser usados para prever impactos com bastante antecedência. Observe que, neste caso particular, a órbita do [[asteroide]] não era conhecida até algumas horas antes do impacto. O diagrama foi construído posteriormente para ilustração]]
{{artigo principal|Previsão de impacto de asteroide}}
No final do [[século XX]] e início do [[século XXI]], os cientistas implementaram medidas para detectar [[objetos próximos da Terra]] e prever as datas e horários dos [[asteroide]]s impactando a [[Terra]], juntamente com os locais em que eles impactarão. O [[Minor Planet Center]] (MPC) da [[União Astronômica Internacional]] é a câmara de compensação global para informações sobre [[órbita]]s de asteroides. O [[Sentry (sistema de monitoramento)|Sentry System]] da [[NASA]] verifica continuamente o catálogo MPC de asteroides conhecidos, analisando suas órbitas para possíveis impactos futuros.<ref>{{YouTube|id=53Js-_vo3mo|title=How Does NASA Spot a Near-Earth Asteroid?}}</ref> Atualmente, nenhum é previsto (o único impacto de probabilidade mais alta atualmente listado é o asteroide {{mpl|2010 RF|12}} de aproximadamente 7 m, que deve passar pela Terra em setembro de 2095 com apenas 5% de chance prevista de impacto).<ref>{{citar web|título=Sentry: Earth Impact Monitoring|url=https://cneos.jpl.nasa.gov/sentry/|website=Jet Propulsion Laboratory|publicado=NASA|acessodata=25 de agosto de 2018}}</ref>

Atualmente, a previsão é baseada principalmente na catalogação de asteroides anos antes do impacto. Isso funciona bem para asteroides maiores (> 1 km de diâmetro), pois eles são facilmente vistos a longa distância. Mais de 95% deles já são conhecidos e suas órbitas foram medidas, portanto, qualquer impacto futuro pode ser previsto muito antes de sua aproximação final à Terra. Objetos menores são muito fracos para serem observados, exceto quando se aproximam muito e, portanto, a maioria não pode ser observada antes de sua aproximação final. Os mecanismos atuais para detectar asteroides na aproximação final dependem de [[telescópio]]s terrestres de campo amplo, como o sistema [[Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System|ATLAS]]. No entanto, os telescópios atuais cobrem apenas parte da Terra e, ainda mais importante, não podem detectar asteroides no lado diurno do planeta, razão pela qual tão poucos dos asteroides menores que comumente impactam a Terra são detectados durante as poucas horas em que seriam visíveis.<ref name="JPL-2017-SDT-Update">{{citar jornal|título= Update to Determine the Feasibility of Enhancing the Search and Characterization of NEOs|publicado= NASA|url = https://www.nasa.gov/sites/default/files/atoms/files/2017_neo_sdt_final_e-version.pdf|acessodata=7 de julho de 2018}}</ref> Até agora, apenas quatro eventos de impacto foram previstos com sucesso, todos de asteroides inócuos de 2 a 5 m de diâmetro e detectados com algumas horas de antecedência.

{{wide image|SmallAsteroidImpacts-Frequency-Bolide-20141114.jpg|500px|align-cap=center|Os telescópios terrestres só podem detectar objetos que se aproximam do lado noturno do planeta, longe do [[Sol]]. Cerca de metade dos impactos ocorrem no lado diurno do planeta}}

=== Status de resposta atual ===
{{artigo principal|Prevenção de impacto de asteroide}}
Em abril de 2018, a [[Fundação B612]] relatou "É 100% certo que seremos atingidos [por um asteroide devastador], mas não temos 100% certeza de quando".<ref name="INQ-20180428"/> Também em 2018, o físico [[Stephen Hawking]], em seu livro final ''[[Brief Answers to the Big Questions]]'', considerou a colisão de um [[asteroide]] a maior ameaça ao planeta.<ref name="WP-20181015"/><ref name="QZ-20181014"/><ref name="NYT-20180618"/> Em junho de 2018, o [[Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos]] alertou que os [[Estados Unidos]] não estão preparados para um evento de impacto de asteroide e desenvolveu e lançou o ''"[https://trumpwhitehouse.archives.gov/wp-content/uploads/2018/06/National-Near-Earth-Object-Preparedness-Strategy-and-Action-Plan-23-pages-1MB.pdf Plano de Ação da Estratégia Nacional de Preparação de Objetos Próximos à Terra]"'' para se preparar melhor.<ref name="WH-20180621"/><ref name="GIZ-20180621"/><ref name="ICARUS-220180522"/><ref name="NYT-20180614"/><ref name="NYT-20180614c"/> De acordo com depoimentos de especialistas no [[Congresso dos Estados Unidos]] em 2013, a [[NASA]] precisaria de pelo menos cinco anos de preparação para lançar uma missão para interceptar um asteroide.<ref name="US-Congress-20130410" /> O método preferido é desviar em vez de interromper um asteroide.<ref name="PHYS-20190304">{{citar jornal |autor=Johns Hopkins University|título=Asteroids are stronger, harder to destroy than previously thought|url=https://phys.org/news/2019-03-asteroids-stronger-harder-previously-thought.html|data=4 de março de 2019 |publicado=[[Phys.org]] |acessodata=4 de março de 2019 |autorlink=Johns Hopkins University}}</ref><ref name="ICRS-20190315">{{citar periódico |último1=El Mir |primeiro1=Charles |último2=Ramesh |primeiro2=KT |último3=Richardson |primeiro3=Derek C.|título=A new hybrid framework for simulating hypervelocity asteroid impacts and gravitational reaccumulation|data=15 de março de 2019 |periódico=[[Icarus (journal)|Icarus]] |volume=321 |páginas=1013–1025|doi= 10.1016/j.icarus.2018.12.032|bibcode=2019Icar..321.1013E|s2cid=127119234 }}</ref><ref name="NYT-20190308">{{citar jornal |último=Andrews |primeiro=Robin George|título=If We Blow Up an Asteroid, It Might Put Itself Back Together – Despite what Hollywood tells us, stopping an asteroid from creating an extinction-level event by blowing it up may not work. |url=https://www.nytimes.com/2019/03/08/science/asteroids-nuclear-weapons.html|data=8 de março de 2019 |publicado=[[The New York Times]] |acessodata=9 de março de 2019}}</ref>

== Em outros lugares do Sistema Solar ==
[[Imagem:Aitken Kagu big.jpg|thumb|Mapa topográfico da [[bacia do Polo Sul-Aitken]] baseado em dados de [[SELENE (sonda espacial)|Kaguya]] fornece evidências de um evento de impacto maciço na [[Lua]] há cerca de 4.3 bilhões de anos atrás]]
=== Evidências de grandes eventos de impacto no passado ===
{{artigo principal|Lista das maiores crateras do Sistema Solar}}
As crateras de impacto fornecem evidências de impactos passados em outros [[planetas do Sistema Solar]], incluindo possíveis impactos terrestres interplanetários. Sem [[datação por carbono]], outros pontos de referência são usados para estimar o momento desses eventos de impacto. [[Marte (planeta)|Marte]] fornece algumas evidências significativas de possíveis colisões interplanetárias. A [[Bacia Polar Norte (Marte)|Bacia Polar Norte]] em Marte é especulada por alguns como evidência de um impacto do tamanho de um [[planeta]] na superfície de Marte entre 3.8 e 3.9 bilhões de anos atrás, enquanto [[Utopia Planitia]] é o maior impacto confirmado e [[Hellas Planitia]] é a maior cratera visível no [[Sistema solar]]. A [[Lua]] fornece evidências semelhantes de impactos maciços, sendo a [[Bacia do Polo Sul-Aitken]] a maior. A [[Bacia Caloris]] de [[Mercúrio (planeta)|Mercúrio]] é outro exemplo de uma cratera formada por um grande evento de impacto. [[Rheasilvia]] em [[4 Vesta]] é um exemplo de uma cratera formada por um impacto capaz de, com base na proporção de impacto para tamanho, deformar severamente um objeto de massa planetária. Crateras de impacto nas [[Satélites de Saturno|luas de Saturno]], como Engelier e Gerin em [[Jápeto (satélite)|Jápeto]], Mamaldi em [[Reia (satélite)|Reia]] e [[Odysseus (cratera)|Odysseus]] em [[Tétis (satélite)|Tétis]] e [[Herschel (cratera de Mimas)|Herschel]] em [[Mimas (satélite)|Mimas]] formam características de superfície significativas. Modelos desenvolvidos em 2018 para explicar a rotação incomum de [[Urano (planeta)|Urano]] apoiam uma teoria de longa data de que isso foi causado por uma colisão oblíqua com um objeto massivo com o dobro do tamanho da [[Terra]].<ref name="KegerreisTeodoro2018">{{citar periódico|último1=Kegerreis|primeiro1=J. A.|último2=Teodoro|primeiro2=L. F. A.|último3=Eke|primeiro3=V. R.|último4=Massey|primeiro4=R. J.|último5=Catling|primeiro5=D. C.|último6=Fryer|primeiro6=C. L.|último7=Korycansky|primeiro7=D. G.|último8=Warren|primeiro8=M. S.|último9=Zahnle|primeiro9=K. J.|título=Consequences of Giant Impacts on Early Uranus for Rotation, Internal Structure, Debris, and Atmospheric Erosion|periódico=The Astrophysical Journal|volume=861|número=1 |ano=2018|página=52|issn=1538-4357|doi=10.3847/1538-4357/aac725|arxiv=1803.07083|bibcode=2018ApJ...861...52K|s2cid=54498331}}</ref>

=== Eventos observados ===
[[Imagem:Impact site of fragment G.png|thumb|Cicatriz do [[cometa Shoemaker-Levy 9]] em [[Júpiter (planeta)|Júpiter]]]]
==== Júpiter ====
{{artigo principal|Eventos de impacto em Júpiter}}
{{VT|Lista de eventos em Júpiter}}
[[Júpiter (planeta)|Júpiter]] é o [[planeta]] mais massivo do [[Sistema Solar]] e, devido à sua grande massa, possui uma vasta esfera de influência gravitacional, a região do espaço onde a [[Captura de asteroide|captura de um asteroide]] pode ocorrer em condições favoráveis.<ref>{{citar periódico|primeiro=G.A. |último=Chebotarev |título=Gravitational Spheres of the Major Planets, Moon and Sun |periódico=Soviet Astronomy |volume=7 |página=620 |url= http://adsabs.harvard.edu/full/1964SvA.....7..618C |ano=1964|bibcode=1964SvA.....7..618C }}</ref>

Júpiter é capaz de capturar [[cometa]]s em [[órbita]] ao redor do [[Sol]] com uma certa frequência. Em geral, esses cometas percorrem algumas revoluções ao redor do planeta seguindo órbitas instáveis como altamente elípticas e perturbáveis pela gravidade solar. Enquanto alguns deles eventualmente recuperam uma [[órbita heliocêntrica]], outros caem no planeta ou, mais raramente, em seus satélites.<ref>{{citar periódico|último=Tancredi |primeiro=G. |ano=1990 |título=Temporary Satellite Capture and Orbital Evolution of Comet P/Helin-Roman-Crockett |periódico=Astronomy and Astrophysics |volume=239 |número=1–2 |bibcode=1990A&A...239..375T |páginas=375–380 |url=http://adsabs.harvard.edu/abs/1990A%26A...239..375T }}</ref><ref>{{citar periódico|último=Ohtsuka |primeiro=Katsuhito|título=Quasi-Hilda Comet 147P/Kushida-Muramatsu: Another long temporary satellite capture by Jupiter |periódico=Astronomy & Astrophysics |ano=2008|volume=489|número=3|página=1355|doi=10.1051/0004-6361:200810321|arxiv=0808.2277|bibcode=2008A&A...489.1355O|s2cid=14201751 |url=http://www.arm.ac.uk/preprints/2008/531.pdf |arquivourl=https://web.archive.org/web/20130226040659/http://www.arm.ac.uk/preprints/2008/531.pdf|urlmorta=sim |arquivodata=2013 }}</ref>

Além do fator de massa, sua relativa proximidade com o Sistema Solar interno permite que Júpiter influencie a distribuição de [[corpos menores]] ali. Por muito tempo acreditou-se que essas características levavam o [[gigante gasoso]] a expulsar do sistema ou atrair a maior parte dos objetos errantes em sua vizinhança e, consequentemente, determinar uma redução no número de objetos potencialmente perigosos para a [[Terra]]. Estudos dinâmicos posteriores mostraram que, na realidade, a situação é mais complexa: a presença de Júpiter, de fato, tende a reduzir a frequência de impacto na Terra de objetos provenientes da [[nuvem de Oort]],<ref>{{citar periódico|url=http://adsabs.harvard.edu/abs/2010IJAsB...9....1H |título=Jupiter – friend or foe? III: the Oort cloud comets |primeiro=J. |último=Horner |autor2=Jones, B.W.; Chambers, J. |ano=2010 |periódico=International Journal of Astrobiology |volume=9 |número=1 |páginas=1–10 |doi=10.1017/S1473550409990346 |arxiv=0911.4381 |bibcode=2010IJAsB...9....1H |s2cid=1103987 }}</ref> enquanto aumenta no caso de [[asteroide]]s<ref>{{citar periódico |primeiro=J. |último=Horner |autor2=Jones, B.W. |título=Jupiter: Friend or foe? I: the asteroids |ano=2008 |periódico=International Journal of Astrobiology |volume=7 |número=3&4 |páginas=251–261 |doi=10.1017/S1473550408004187 |arxiv=0806.2795 |bibcode=2008IJAsB...7..251H |s2cid=8870726 |url=https://arxiv.org/abs/0806.2795}}</ref> e cometas de curto período.<ref>{{citar periódico |primeiro=J. |último=Horner |autor2=Jones, B.W. |título=Jupiter – friend or foe? II: the Centaurs |ano=2009 |periódico=International Journal of Astrobiology |volume=8 |número=2 |páginas=75–80 |doi=10.1017/S1473550408004357 |arxiv=0903.3305 |bibcode=2009IJAsB...8...75H |s2cid=8032181 |url=http://adsabs.harvard.edu/abs/2009IJAsB...8...75H }}</ref>

Por esta razão, Júpiter é o planeta do Sistema Solar caracterizado pela maior frequência de impactos, o que justifica sua fama de "varredor" ou "aspirador cósmico" do Sistema Solar.<ref name=Overbye>{{citar jornal |título=Jupiter: Our Cosmic Protector?|url=https://www.nytimes.com/2009/07/26/weekinreview/26overbye.html|autor=Dennis Overbye|revista=The New York Times|página=WK7 |ano=2009}}</ref> Estudos de 2009 sugerem uma frequência de impacto de um a cada 50-350 anos, para um objeto de 0.5-1 km de diâmetro; impactos com objetos menores ocorreriam com mais frequência. Outro estudo estimou que os cometas de 300 metros de diâmetro impactam o planeta uma vez a cada 500 anos, e os de 1.6 km de diâmetro o fazem apenas uma vez a cada 6.000 anos.<ref>{{citar periódico |último1=Roulston |primeiro1=M.S. |data=março de 1997 |título=Impact Mechanics and Frequency of SL9-Type Events on Jupiter |periódico=[[Icarus (journal)|Icarus]] |volume=126 |número=1 |páginas=138–147 |doi=10.1006/icar.1996.5636 |último2=Ahrens |primeiro2=T |bibcode=1997Icar..126..138R}}</ref>

Em julho de 1994, o [[cometa Shoemaker-Levy 9]] foi um cometa que se separou e colidiu com Júpiter, fornecendo a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre de objetos do Sistema Solar.<ref name=NASA2005>{{citar web |url=http://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/comet.html |título=Comet Shoemaker–Levy 9 Collision with Jupiter |acessodata=2008-08-26 |publicado=[[National Space Science Data Center]] |data=fevereiro de 2005}}</ref> O evento serviu como um "alerta", e os astrônomos responderam iniciando programas como [[Lincoln Near-Earth Asteroid Research]] (LINEAR), [[Near-Earth Asteroid Tracking]] (NEAT), [[Lowell Observatory Near-Earth-Object Search]] (LONEOS) e vários outros que aumentaram drasticamente a taxa de descoberta de asteroides.

O [[Evento de impacto em Júpiter de 2009|evento de impacto de 2009]] aconteceu em 19 de julho, quando uma nova mancha negra do tamanho da Terra foi descoberta no hemisfério sul de Júpiter pelo [[Astronomia amadora|astrônomo amador]] [[Anthony Wesley]]. A análise térmica infravermelha mostrou que estava quente e os métodos espectroscópicos detectaram [[amônia]]. Os cientistas do [[Laboratório de Propulsão a Jato]] (JPL) confirmaram que houve outro evento de impacto em Júpiter, provavelmente envolvendo um pequeno cometa não descoberto ou outro corpo gelado.<ref>{{citar jornal |url=http://www.cnn.com/2009/TECH/space/07/21/jupiter.nasa.meteor.scar/index.html|título=Mystery impact leaves Earth-sized mark on Jupiter|publicado=CNN |data=21 de julho de 2009}}</ref><ref>{{citar jornal|último=Overbye|primeiro=Dennis|título=All Eyepieces on Jupiter After a Big Impact|url=https://www.nytimes.com/2009/07/22/science/space/22jupiter.html?hpw|jornal=New York Times|data=22 de julho de 2009}}</ref><ref>[https://www.theguardian.com/science/2009/jul/21/jupiter-scar-comet-asteroid-crash Amateur astronomer spots Earth-size scar on Jupiter], Guardian, July 21, 2009</ref> Estima-se que o impactador tenha cerca de 200 a 500 metros de diâmetro.

Impactos menores posteriores foram observados por astrônomos amadores em 2010, 2012, 2016 e 2017; um impacto foi observado por [[Juno (sonda espacial)|''Juno'']] em 2020.

==== Outros impactos ====
[[Imagem:Asteroid Collision Hubble.jpg|thumb|A [[Wide Field Camera 3]] do [[Telescópio espacial Hubble|Hubble]] mostra claramente a lenta evolução dos detritos vindos do [[asteroide]] [[354P/LINEAR|P/2010 A2]], supostamente devido a uma colisão com um asteroide menor]]
{{VT|Eventos de impacto em Marte}}
Em 1998, dois [[cometa]]s foram observados mergulhando em direção ao [[Sol]] em uma sucessão próxima. A primeira delas foi em 1 de junho e a segunda no dia seguinte. Um vídeo disso, seguido por uma ejeção dramática de gás solar (não relacionado aos impactos), pode ser encontrado no site da [[NASA]].<ref>{{citar web|url=https://sohowww.nascom.nasa.gov/hotshots/2000_02_07/|título=SOHO Hotshots|website=sohowww.nascom.nasa.gov|acessodata=2019-01-23}}</ref> Ambos os cometas evaporaram antes de entrar em contato com a superfície do Sol. De acordo com uma teoria do cientista do [[Laboratório de Propulsão a Jato]] (JPL) da NASA, [[Zdeněk Sekanina]], o último impactor a realmente fazer contato com o Sol foi o "supercometa" [[Cometa Howard-Koomen-Michels|Howard–Koomen–Michels]] em 30 de agosto de 1979.<ref>{{citar web|url=http://home.earthlink.net/~tonyhoffman/SOHOfaq.htm#sunstrikers|título=A SOHO and Sungrazing Comet FAQ|website=home.earthlink.net|acessodata=2019-01-23|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120805113942/http://home.earthlink.net/~tonyhoffman/SOHOfaq.htm#sunstrikers|arquivodata=2012-08-05|urlmorta=sim}}</ref> (Veja também [[cometa rasante]]).

Em 2010, entre janeiro e maio, a [[Wide Field Camera 3]] do [[Telescópio espacial Hubble|Hubble]]<ref>[http://www.spacetelescope.org/news/heic1016/ Hubble finds that a bizarre X-shaped intruder is linked to an unseen asteroid collision], www.spacetelescope.org October 13, 2010.</ref> capturou imagens de uma forma incomum de X originada na sequência da colisão entre o [[asteroide]] [[354P/LINEAR|P/2010 A2]] com um asteroide menor.

Por volta de 27 de março de 2012, com base em evidências, havia sinais de um impacto em [[Marte (planeta)|Marte]]. Imagens do ''[[Mars Reconnaissance Orbiter]]'' fornecem evidências convincentes do maior impacto observado até hoje em Marte na forma de crateras frescas, a maior medindo 48.5 por 43.5 metros. Estima-se que seja causado por um impactor de 3 a 5 metros de comprimento.<ref>{{citar web|url=https://mars.nasa.gov/news/nasa-mars-weathercam-helps-find-big-new-crater|título=NASA Mars Weathercam Helps Find Big New Crater|último=mars.nasa.gov|website=NASA's Mars Exploration Program|língua=en|acessodata=2019-01-23}}</ref>

Em 19 de março de 2013, ocorreu um impacto na [[Lua]] que era visível da [[Terra]], quando um [[meteoroide]] de 30 cm do tamanho de uma pedra atingiu a superfície lunar a 90.000 km/h, criando uma de cratera 20 metros.<ref>{{citar web |url=https://blog.nationalgeographic.org/2013/05/17/nasa-announces-brightest-lunar-explosion-ever-recorded/|título=NASA Announces Brightest Lunar Explosion Ever Recorded|data=2013-05-17|website=National Geographic Society Newsroom|língua=en-US|acessodata=2019-01-23}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.space.com/21259-moon-crash-meteor-impact-webcast.html|título=Moon Crash Scene Investigation Tonight: See Telescope Views of Meteorite Impact|último1=Kramer|primeiro1=Miriam|último2=May 22|primeiro2=Space com Staff Writer {{!}}|website=Space.com|acessodata=2019-01-23|último3=ET|primeiro3=2013 12:09pm|data=22 de maio de 2013}}</ref> A NASA monitora ativamente os impactos lunares desde 2005,<ref>{{citar web |url=http://www.nasa.gov/centers/marshall/news/lunar/index.html |título=Lunar Impacts|último=Mohon|primeiro=Lee|data=2017-02-13|website=NASA|acessodata=2019-01-23}}</ref> rastreando centenas de eventos candidatos.<ref>{{citar web |url=http://www.nasa.gov/centers/marshall/pdf/155422main_ALAMO_lunar_impact_observations294.pdf |título=NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) – Automated Lunar and Meteor Observatory (ALaMO) – Candidate lunar impact observation database}}</ref><ref>{{citar web |url=https://www.nasa.gov/centers/marshall/pdf/155422main_ALAMO_lunar_impact_observations294.pdf|título=List of lunar impact events |último=Marshall|primeiro=Spaceflight Center}}</ref>

Em 18 de setembro de 2021, um evento de impacto em Marte formou um aglomerado de crateras, a maior com 130 metros de diâmetro. Em 24 de dezembro de 2021, um impacto criou uma cratera de 150 metros de largura. Os detritos foram ejetados até 35 km do local do impacto.<ref>{{citar jornal |último=Amos |primeiro=Jonathan |data=27 de outubro de 2022 |título=Nasa space probes document big impacts on Mars |língua=en-GB |publicado=BBC News |url=https://www.bbc.com/news/science-environment-63418056 |acessodata=28 de outubro de 2022 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20221028013508/https://www.bbc.com/news/science-environment-63418056 |arquivodata=28 de outubro de 2022}}</ref>

== Impactos extra-solares ==
[[Imagem:PIA18469-AsteroidCollision-NearStarNGC2547-ID8-2013.jpg|thumb|left|A colisão de asteroides levou à formação de planetas perto da estrela [[NGC 2547]]-ID8 (conceito artístico)]]
Colisões entre [[galáxias]], ou [[fusões de galáxias]], foram observadas diretamente por [[telescópios espaciais]] como o [[Telescópio espacial Hubble|Hubble]] e o [[Telescópio espacial Spitzer|Spitzer]]. No entanto, colisões em [[sistemas planetários]], incluindo [[Colisão estelar|colisões estelares]], embora especuladas há muito tempo, só recentemente começaram a ser observadas diretamente.

Em 2013, um impacto entre [[planetas menores]] foi detectado em torno da estrela [[NGC 2547]]-ID8 pelo Spitzer e confirmado por observações terrestres. Uma simulação por computador sugere que o impacto envolveu grandes [[asteroide]]s ou [[protoplaneta]]s semelhantes aos eventos que se acredita terem levado à formação de [[planetas terrestres]] como a [[Terra]].<ref name="space.com"/>


== Ver também ==
== Ver também ==
{{div col}}
* [[Cratera de Chicxulub]]
* [[Captura de asteroide]] – Inserção orbital de um [[asteroide]] em torno de um corpo planetário maior
<!--
* [[Prevenção de impactos de asteroides]] – Métodos para evitar impactos destrutivos de asteroides
* [[Asteroid capture]]
* [[Asteroides na ficção]] – Visão geral do papel e apresentação dos asteroides na ficção
* [[Asteroid deflection strategies]]
* [[Fundação B612]] – Organização sem fins lucrativos de [[defesa planetária]]
* [[B612 Foundation]]
* [[Cratera de pico central]]
* [[Earth Impact Database]]
* [[Earth Impact Database]]
* [[Risco catastrófico global]] – Eventos mundiais potencialmente prejudiciais
* [[Extinction event]]
* [[Jardinagem de impacto]]
* [[Disaster#Causes of hypothetical future disasters|Hypothetical future disasters]]
* [[Intenso bombardeio tardio]] – evento astronômico hipotético
* [[Impact crater]]
* [[Impact gardening]]
* [[Lista de bólidos]]
* [[Lista de crateras de impacto na Terra]]
* [[Near-Earth asteroids]]
* [[Lista de possíveis estruturas de impacto na Terra]]
* [[Near-Earth objects]]
* [[Explosão aérea de meteoro]] – Explosão atmosférica de um meteoro
* [[Pan-STARRS]]
* [[Potentially hazardous asteroid]]
* [[Asteroides próximos da Terra]]
* [[Objetos próximos da Terra]] – Pequeno corpo do [[Sistema Solar]] cuja [[órbita]] o aproxima da [[Terra]]
* [[Spaceguard]]
* [[NEO Surveyor|Near-Earth Object Camera]]
* [[Torino scale]]
* [[Escala Técnica de Ameaça de Impacto de Palermo]]
-->
* [[Pan-STARRS]] – Levantamento astronômico multi-telescópio
* [[Anel de pico|Anel de pico (cratera)]]
* [[Objeto potencialmente perigoso]] – Asteroide ou [[cometa]] perigoso próximo à Terra
* [[Spaceguard]] – Esforços para estudar asteroides que podem impactar a Terra
* [[Escala de Turim]] – Medida para o perigo de asteroides e cometas, 0 a 10
{{div col end}}

{{referências}}

== Leitura adicional ==
* {{Citation |último1=Alvarez |primeiro1=L. W. |último2=Alvarez |primeiro2=W. |último3=Asaro |primeiro3=F. |último4=Michel |primeiro4=H. V. |data=1980 |título=Extraterrestrial Cause for the Cretaceous-Tertiary Extinction |periódico=[[Science (journal)|Science]] |volume=208 |pmid=17783054 |número=4448 |páginas=1095–1108 |doi=10.1126/science.208.4448.1095 |bibcode = 1980Sci...208.1095A |citeseerx=10.1.1.126.8496 |s2cid=16017767 }}
* {{citation |último=Benton |primeiro=Michael J. |título=When Life Nearly Died: The Greatest Mass Extinction of All Time |data=2003 |publicado=Thames and Hudson |local=New York |isbn=978-0500051160 |url=https://archive.org/details/whenlifenearlydi00bent }}
* {{citar periódico |último1=Brown |primeiro1=P. G. |último2=Assink |primeiro2=J. D. |último3=Astiz |primeiro3=L. |último4=Blaauw |primeiro4=R. |último5=Boslough |primeiro5=M. B. |último6=Borovička |primeiro6=J. |último7=Brachet |primeiro7=N. |último8=Brown |primeiro8=D. |último9=Campbell-Brown |primeiro9=M. |último10=Ceranna |primeiro10=L. |último11=Cooke |primeiro11=W. |último12=de Groot-Hedlin |primeiro12=C. |último13=Drob |primeiro13=D. P. |último14=Edwards |primeiro14=W. |último15=Evers |primeiro15=L. G. |último16=Garces |primeiro16=M. |último17=Gill |primeiro17=J. |último18=Hedlin |primeiro18=M. |último19=Kingery |primeiro19=A. |último20=Laske |primeiro20=G. |último21=Le Pichon |primeiro21=A. |último22=Mialle |primeiro22=P. |último23=Moser |primeiro23=D. E. |último24=Saffer |primeiro24=A. |último25=Silber |primeiro25=E. |último26=Smets |primeiro26=P. |último27=Spalding |primeiro27=R. E. |último28=Spurný |primeiro28=P. |último29=Tagliaferri |primeiro29=E. |último30=Uren |primeiro30=D. |último31=Weryk |primeiro31=R. J. |último32=Whitaker |primeiro32=R. |último33=Krzeminski |primeiro33=Z. |data=2013 |título=A 500-kiloton airburst over Chelyabinsk and an enhanced hazard from small impactors |periódico=[[Nature (journal)|Nature]] |volume=503 |número=7475 |páginas=238–241 |bibcode=2013Natur.503..238B |doi=10.1038/nature12741 |numero-autores=29 |pmid=24196713|hdl=10125/33201 |s2cid=4450349 |url=https://repository.tudelft.nl/islandora/object/uuid%3A02a22da9-f92f-4bec-bfb8-c3d9192a8ef5/datastream/OBJ/download |hdl-access=free }}
* {{Citation |último1=Smit |primeiro1=J. |último2=Hertogen |primeiro2=J. |data=1980 |título=An extraterrestrial event at the Cretaceous-Tertiary boundary |periódico=[[Nature (journal)|Nature]] |volume=285 |número=5762 |páginas=198–200 |doi=10.1038/285198a0 |bibcode = 1980Natur.285..198S |s2cid=4339429 }}
* {{Citation |último=Stone |primeiro=R. |data=agosto de 2008 |título=Target earth |jornal=[[National Geographic Magazine]] |url= http://ngm.nationalgeographic.com/2008/08/earth-scars/stone-text }}
* {{citar periódico |último1=Yau |primeiro1=Kevin |último2=Weissman |primeiro2=Paul |último3=Yeomans |primeiro3=Donald |data=1994 |título=Meteorite falls in China and some related human casualty events |periódico=[[Meteoritics (journal)|Meteoritics]] |volume=29 |número=6 |páginas=864–871 |bibcode=1994Metic..29..864Y |issn=0026-1114 |doi=10.1111/j.1945-5100.1994.tb01101.x }}

== Ligações externas ==
{{Commons category|Impact events}}
* [http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/ Earth Impact Database]
* [http://www.lpl.arizona.edu/impacteffects/ Earth Impact Effects Program]
* [http://craterexplorer.ca/alphabetical/ Exploring North American Impact Craters]


{{Eventos de impacto modernos}}
{{Referências}}
{{Crateras de Impacto na Terra}}
{{Defesa planetária}}
{{Juízo Final}}
{{Desastres naturais}}
{{controle de autoridade}}


==Ligações externas==
{{Commons category}}
* {{Link||2=http://www.vectorsite.net/taimpact.html |3=EARTH IMPACTS from Greg Goebel's IN THE PUBLIC DOMAIN}}
* {{Link||2=http://www.unb.ca/passc/ImpactDatabase/index.html |3=Earth Impact Database}}
* {{Link||2=http://www.lpl.arizona.edu/impacteffects/ |3=Earth Impact Effects Program}}
* {{Link||2=http://www.nature.com/nature/videoarchive/megaimpactonmars/ |3=Nature journal video discussing historical impact event on Mars}}
* {{Link||2=http://www.ottawa.rasc.ca/articles/odale_chuck/earth_craters/index.html |3=Aerial Explorations of Terrestrial Meteorite Craters}}
* {{Link||2=http://www.thinklemon.com/pages/ge/ |3=All 172 confirmed meteor impact sites on earth, viewable in Google Earth (Largest, Most recent, Per continent, Including size indicator)}}
* {{Link||2=http://www.hudsonfla.com/thesis.htm |3=Reorienting Western Society to Battle Impact Events}} Jagiellonian University, Poland
* {{Link||2=http://miac.uqac.ca/MIAC/impactearth.htm |3=A comet or asteroid impact with the earth - How real is the threat? Bob Hawkes}}
* {{Link||2=http://abob.libs.uga.edu/bobk/meteor.html |3=arguing for a globally cooperative Earth Defense Initiative (EDI)}}
* {{Link||2=http://www.lpi.usra.edu/publications/books/CB-954/CB-954.intro.html |3=Traces of Catastrophe}}
* {{Link||2=http://www.geosim.org |3=GEOSIM - Information on impact processes and effects; 3-D-simulation}}
* {{Link||2=http://down2earth.eu/impact_calculator/index.html |3=Down 2 Earth Impact Calculator}} Interactive simulator showing size of craters on Google Maps
* {{Link||2=http://robslink.com/SAS/democd28/impact.htm |3=Impact Site Map}} Interactive map, with simple html drilldowns to Google satellite maps of impact sites.
{{Crateras de Impacto na Terra}}{{Desastres naturais}}
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Edição atual tal como às 14h16min de 2 de janeiro de 2023

Impressão do artista um evento de grande impacto liberando a energia de vários milhões de armas nucleares detonando simultaneamente quando um asteroide de apenas alguns quilômetros de diâmetro colide com um corpo maior como a Terra

Um evento de impacto é uma colisão entre objetos astronômicos causando efeitos mensuráveis.[1] Eventos de impacto têm consequências físicas e ocorrem regularmente em sistemas planetários, embora os mais frequentes envolvam asteroides, cometas ou meteoroides e tenham efeito mínimo. Quando grandes objetos impactam planetas terrestres como a Terra, pode haver consequências físicas e biosféricas significativas, embora as atmosferas mitiguem muitos impactos de superfície por meio da entrada atmosférica. As crateras e estruturas de impacto são formas de relevo dominantes em muitos dos objetos sólidos do Sistema Solar e apresentam a evidência empírica mais forte para sua frequência e escala.

Os eventos de impacto parecem ter desempenhado um papel significativo na formação e evolução do Sistema Solar. Grandes eventos de impacto moldaram significativamente a história da Terra e foram implicados na formação do sistema Terra-Lua.

Os eventos de impacto também parecem ter desempenhado um papel significativo na história evolutiva da vida. Os impactos podem ter ajudado a fornecer os blocos de construção para a vida (a teoria da panspermia se baseia nessa premissa). Impactos têm sido sugeridos como a origem da água na Terra. Eles também foram implicados em várias extinções em massa. Acredita-se que o impacto pré-histórico de Chicxulub, há 66 milhões de anos, não seja apenas a causa do evento de extinção Cretáceo-Paleogeno,[2] mas a aceleração da evolução dos mamíferos levando ao seu domínio e, por sua vez, estabelecendo condições para o eventual ascensão dos humanos.[3]

Ao longo da história registrada, centenas de impactos na Terra (e explosões de bólidos) foram relatados, com algumas ocorrências causando mortes, ferimentos, danos materiais ou outras consequências localizadas significativas.[4] Um dos eventos registrados mais conhecidos nos tempos modernos foi o evento de Tunguska, que ocorreu na Sibéria, Império Russo, em 1908. O evento do meteoro de Tcheliabinsk em 2013 é o único incidente conhecido nos tempos modernos a resultar em numerosos feridos. Seu meteoro é o maior objeto registrado que encontrou a Terra desde o evento de Tunguska.

O impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 forneceu a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre de objetos do Sistema Solar, quando o cometa se separou e colidiu com Júpiter em julho de 1994. Um impacto extra-solar foi observado em 2013, quando um enorme impacto de planeta terrestre foi detectado em torno da estrela ID8 no aglomerado estelar NGC 2547 pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA e confirmado por observações terrestres.[5] Eventos de impacto têm sido um elemento de enredo e pano de fundo na ficção científica.

Em abril de 2018, a Fundação B612 relatou "É 100% certo que seremos atingidos [por um asteroide devastador], mas não temos 100% certeza de quando".[6] Também em 2018, o físico Stephen Hawking, em seu livro final Brief Answers to the Big Questions, considerou a colisão de um asteroide a maior ameaça ao planeta.[7][8][9] Em junho de 2018, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos alertou que os Estados Unidos não estão preparados para um evento de impacto de asteroide e desenvolveu e lançou o "Plano de Ação da Estratégia Nacional de Preparação de Objetos Próximos à Terra" para se preparar melhor.[10][11][12][13][14] De acordo com depoimentos de especialistas no Congresso dos Estados Unidos em 2013, a NASA precisaria de pelo menos cinco anos de preparação antes que uma missão para interceptar um asteroide pudesse ser lançada.[15]

Em 26 de setembro de 2022, o Double Asteroid Redirection Test demonstrou a deflexão de um asteroide. Foi o primeiro experimento desse tipo a ser realizado pela humanidade e foi considerado um grande sucesso. O período orbital do corpo alvo foi alterado em 32 minutos. O critério de sucesso foi uma mudança de mais de 73 segundos.

Impactos e a Terra

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Mapa-múndi em projeção equiretangular das crateras no Earth Impact Database em novembro de 2017 (arquivo SVG, passe o mouse sobre uma cratera para mostrar seus detalhes)

Grandes eventos de impacto moldaram significativamente a história da Terra, tendo sido implicados na formação do sistema Terra-Lua, na história evolutiva da vida, na origem da água na Terra e em várias extinções em massa. As estruturas de impacto são o resultado de eventos de impacto em objetos sólidos e, como as formas de relevo dominantes em muitos dos objetos sólidos do Sistema Solar, apresentam a evidência mais sólida de eventos pré-históricos. Eventos de impacto notáveis incluem o hipotético intenso bombardeio tardio, que teria ocorrido no início da história do sistema Terra-Lua, e o impacto confirmado de Chicxulub há 66 milhões de anos, que se acredita ser a causa do evento de extinção Cretáceo-Paleogeno.

Frequência e risco

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Frequency of small asteroids roughly 1 to 20 meters in diameter impacting Earth's atmosphere.
Um bólido passando por entrada atmosférica

Pequenos objetos frequentemente colidem com a Terra. Existe uma relação inversa entre o tamanho do objeto e a frequência de tais eventos. O registro das crateras lunares mostra que a frequência dos impactos diminui aproximadamente com o cubo do diâmetro da cratera resultante, que é em média proporcional ao diâmetro do impactador.[16] Asteroides com um diâmetro de 1 km atingem a Terra a cada 500.000 anos, em média.[17][18] Grandes colisões, com objetos de 5 km, acontecem aproximadamente uma vez a cada 20 milhões de anos.[19] O último impacto conhecido de um objeto de 10 km ou mais de diâmetro foi no evento de extinção Cretáceo-Paleogeno, 66 milhões de anos atrás.[20]

A energia liberada por um impactor depende do diâmetro, densidade, velocidade e ângulo.[19] O diâmetro da maioria dos asteroides próximos da Terra que não foram estudados por radar ou infravermelho geralmente só pode ser estimado dentro de um fator de dois, baseando-se no brilho do asteroide. A densidade é geralmente assumida, porque o diâmetro e a massa, a partir dos quais a densidade pode ser calculada, também são geralmente estimados. Devido à velocidade de escape da Terra, a velocidade mínima de impacto é de 11 km/s, com impactos de asteroides com média de cerca de 17 km/s na Terra.[19] O ângulo de impacto mais provável é de 45 graus.[19]

Condições de impacto, como tamanho e velocidade do asteroide, mas também densidade e ângulo de impacto, determinam a energia cinética liberada em um evento de impacto. Quanto mais energia for liberada, mais danos provavelmente ocorrerão no solo devido aos efeitos ambientais desencadeados pelo impacto. Tais efeitos podem ser ondas de choque, radiação de calor, formação de crateras com terremotos associados e tsunamis se corpos d'água forem atingidos. As populações humanas são vulneráveis a esses efeitos se viverem dentro da zona afetada.[1] Grandes ondas de seiche decorrentes de terremotos e depósitos de detritos em grande escala também podem ocorrer minutos após o impacto, a milhares de quilômetros do impacto.[21]

Explosão aérea

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Ver artigo principal: Explosão aérea de meteoro

Asteroides rochosos com um diâmetro de 4 metros entram na atmosfera da Terra cerca de uma vez por ano.[19] Asteroides com um diâmetro de 7 metros entram na atmosfera a cada 5 anos com tanta energia cinética quanto a bomba atômica lançada sobre Hiroshima (aproximadamente 16 quilotons de TNT), mas a explosão aérea é reduzida para apenas 5 quilotons.[19] Estes normalmente explodem na atmosfera superior e a maioria ou todos os sólidos são vaporizados.[22] No entanto, asteroides com diâmetro de 20 m e que atingem a Terra aproximadamente duas vezes a cada século, produzem rajadas de ar mais poderosas. O meteoro de Tcheliabinsk de 2013 foi estimado em cerca de 20 m de diâmetro com uma explosão de cerca de 500 quilotons, uma explosão 30 vezes maior que o impacto da bomba de Hiroshima. Objetos muito maiores podem impactar a terra sólida e criar uma cratera.

Impactos de asteroides pedregosos que geram uma explosão aérea[19]
Diâmetro do
impactador
Energia cinética em Altitude da
explosão aérea
Frequência
média
(anos)
Bolas de fogo
gravadas
(CNEOS)
(1988-2018)
entrada
atmosférica
Explosão aérea
4 m 3 kt 0.75 kt 42.5 km 1.3 54
7 m 16 kt 5 kt 36.3 km 4.6 15
10 m 47 kt 19 kt 31.9 km 10 2
15 m 159 kt 82 kt 26.4 km 27 1
20 m 376 kt 230 kt 22.4 km 60 1
30 m 1.3 Mt 930 kt 16.5 km 185 0
50 m 5.9 Mt 5.2 Mt 8.7 km 764 0
70 m 16 Mt 15.2 Mt 3.6 km 1.900 0
85 m 29 Mt 28 Mt 0.58 km 3.300 0
Com base na densidade de 2600 kg/m3, velocidade de 17 km/s e um ângulo de impacto de 45°
Asteroides rochosos que impactam rochas sedimentares e criam uma cratera[19]
Diâmetro do
impactador
Energia cinética em Diâmetro da
cratera
Frequência
(anos)
entrada
atmosférica
impacto
100 m 47 Mt 3.4 Mt 1.2 km 5.200
130 m 103 Mt 31.4 Mt 2 km 11.000
150 m 159 Mt 71.5 Mt 2.4 km 16.000
200 m 376 Mt 261 Mt 3 km 36.000
250 m 734 Mt 598 Mt 3.8 km 59.000
300 m 1270 Mt 1110 Mt 4.6 km 73.000
400 m 3010 Mt 2800 Mt 6 km 100.000
700 m 16100 Mt 15700 Mt 10 km 190.000
1.000 m 47000 Mt 46300 Mt 13.6 km 440.000
Com base na densidade de 2600 kg/m3, velocidade de 17 km/s e um ângulo de impacto de 45°

Objetos com diâmetro inferior a 1 m são chamados de meteoroides e raramente chegam ao solo para se tornarem meteoritos. Estima-se que 500 meteoritos atingem a superfície a cada ano, mas apenas 5 ou 6 deles normalmente criam uma assinatura de radar meteorológico com um campo espalhado grande o suficiente para ser recuperado e divulgado aos cientistas.

O falecido Eugene Shoemaker, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, estimou a taxa de impactos na Terra, concluindo que um evento do tamanho da arma nuclear que destruiu Hiroshima ocorre cerca de uma vez por ano. Tais eventos parecem espetacularmente óbvios, mas geralmente passam despercebidos por uma série de razões: a maior parte da superfície da Terra é coberta por água; boa parte da superfície terrestre é desabitada; e as explosões geralmente ocorrem em altitude relativamente alta, resultando em um grande clarão e trovão, mas sem danos reais.

Embora nenhum ser humano tenha sido morto diretamente por um impacto, mais de 1000 pessoas ficaram feridas pelo evento de explosão do meteoro de Tcheliabinsk sobre a Rússia em 2013.[23] Em 2005, estimou-se que a chance de uma única pessoa nascida hoje morrer devido a um impacto é de cerca de 1 em 200.000.[24] Os asteroides de 2 a 4 metros de tamanho 2008 TC3, 2014 AA, 2018 LA, 2019 MO, 2022 EB5 e o suposto satélite artificial WT1190F são os únicos objetos conhecidos a serem detectados antes de impactar a Terra.[25][26][27]

Importância geológica

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Os impactos tiveram, ao longo da história da Terra, uma significativa influência geológica e climática.[28][29]

A existência da Lua é amplamente atribuída a um enorme impacto no início da história da Terra.[30] Eventos de impacto no início da história da Terra foram creditados com eventos criativos e destrutivos; foi proposto que cometas impactantes entregaram a água da Terra, e alguns sugeriram que as origens da vida podem ter sido influenciadas por objetos impactantes trazendo produtos químicos orgânicos ou formas de vida para a superfície da Terra, uma teoria conhecida como exogênese.

Eugene Shoemaker foi o primeiro a provar que impactos de meteoritos afetaram a Terra

Essas visões modificadas da história da Terra não surgiram até há relativamente pouco tempo, principalmente devido à falta de observações diretas e à dificuldade em reconhecer os sinais de um impacto da Terra por causa da erosão e do intemperismo. Impactos terrestres de grande escala do tipo que produziu a Cratera Barringer, localmente conhecida como Cratera do Meteoro, a nordeste de Flagstaff, Arizona, nos Estados Unidos são raros. Em vez disso, acreditava-se amplamente que a formação de crateras era o resultado do vulcanismo: a Cratera Barringer, por exemplo, foi atribuída a uma explosão vulcânica pré-histórica (uma hipótese razoável, dado que os picos vulcânicos de São Francisco ficam a apenas 48 km para o oeste). Da mesma forma, as crateras na superfície da Lua foram atribuídas ao vulcanismo.

Não foi até 1903-1905 que a Cratera Barringer foi corretamente identificada como uma cratera de impacto, e não foi até 1963 que a pesquisa de Eugene Shoemaker provou conclusivamente esta hipótese. As descobertas da exploração espacial do final do século XX e o trabalho de cientistas como Shoemaker demonstraram que a formação de crateras de impacto foi de longe o processo geológico mais difundido nos corpos sólidos do Sistema Solar. Cada corpo sólido pesquisado no Sistema Solar foi encontrado com crateras, e não havia razão para acreditar que a Terra tivesse escapado de alguma forma do bombardeio do espaço. Nas últimas décadas do século XX, um grande número de crateras de impacto altamente modificadas começou a ser identificado. A primeira observação direta de um grande evento de impacto ocorreu em 1994: a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter.

Com base nas taxas de formação de crateras determinadas pelo parceiro celeste mais próximo da Terra, a Lua, os astrogeólogos determinaram que, durante os últimos 600 milhões de anos, a Terra foi atingida por 60 objetos com um diâmetro de 5 km ou mais.[17] O menor desses impactadores deixaria uma cratera de quase 100 km de diâmetro. Apenas três crateras confirmadas desse período com esse tamanho ou maior foram encontradas: Chicxulub, Popigai e Manicouagan, e todas as três foram suspeitas de estarem ligadas a eventos de extinção[31][32] embora apenas Chicxulub, o maior dos três, tem sido consistentemente considerado. O impacto que causou a cratera de Mistastin gerou temperaturas superiores a 2.370 °C, as mais altas já registradas na superfície da Terra.[33]

Além do efeito direto dos impactos de asteroides na topografia da superfície de um planeta, no clima global e na vida, estudos recentes mostraram que vários impactos consecutivos podem afetar o mecanismo de dínamo no núcleo de um planeta responsável por manter o campo magnético do planeta e podem contribuíram para a falta de campo magnético atual de Marte.[34] Um evento de impacto pode causar uma pluma de manto (vulcanismo) no ponto antipodal do impacto.[35] O impacto de Chicxulub pode ter aumentado o vulcanismo nas cordilheiras meso-oceânicas[36] e foi proposto que desencadeou o vulcanismo de inundação de basalto nos basaltos de Decão.[37]

Embora numerosas crateras de impacto tenham sido confirmadas em terra ou em mares rasos sobre plataformas continentais, nenhuma cratera de impacto no oceano profundo foi amplamente aceita pela comunidade científica.[38] Impactos de projéteis de até um quilômetro de diâmetro geralmente explodem antes de atingir o fundo do mar, mas não se sabe o que aconteceria se um impactor muito maior atingisse o oceano profundo. A falta de uma cratera, no entanto, não significa que um impacto no oceano não teria implicações perigosas para a humanidade. Alguns estudiosos argumentaram que um evento de impacto em um oceano ou mar pode criar um megatsunami, que pode causar destruição tanto no mar quanto em terra ao longo da costa,[39] mas isso é contestado.[40] Acredita-se que o impacto de Eltanin no Oceano Pacífico de 2.5 milhões de anos envolva um objeto de cerca de 1 a 4 km de diâmetro, mas permanece sem crateras.

Efeitos biosféricos

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O efeito de eventos de impacto na biosfera tem sido objeto de debate científico. Várias teorias de extinção em massa relacionadas ao impacto foram desenvolvidas. Nos últimos 500 milhões de anos, houve cinco grandes extinções em massa geralmente aceitas que, em média, extinguiram metade de todas as espécies.[41] Uma das maiores extinções em massa que afetou a vida na Terra foi o Permiano-Triássico, que encerrou o período Permiano há 250 milhões de anos e matou 90% de todas as espécies;[42] a vida na Terra levou 30 milhões de anos para se recuperar.[43] A causa da extinção do Permiano-Triássico ainda é motivo de debate; a idade e a origem das crateras de impacto propostas, ou seja, a estrutura Bedout High, supostamente associada a ela, ainda são controversas.[44] A última extinção em massa levou ao desaparecimento dos dinossauros não aviários e coincidiu com o impacto de um grande meteorito; este é o evento de do extinção Cretáceo-Paleogeno (também conhecido como evento de extinção K-T ou K-Pg), que ocorreu 66 milhões de anos atrás. Não há evidências definitivas de impactos que levaram às três outras grandes extinções em massa.

Em 1980, o físico Luis Walter Alvarez; seu filho, o geólogo Walter Alvarez; e os químicos nucleares Frank Asaro e Helen V. Michael, da Universidade da Califórnia em Berkeley, descobriram concentrações excepcionalmente altas de irídio em uma camada específica de estratos rochosos na crosta terrestre. O irídio é um elemento raro na Terra, mas relativamente abundante em muitos meteoritos. A partir da quantidade e distribuição de irídio presente na "camada de irídio" de 65 milhões de anos, a equipe de Alvarez estimou mais tarde que um asteroide de 10 a 14 km deve ter colidido com a Terra. Esta camada de irídio na fronteira Cretáceo-Paleogeno (nível K-Pg) foi encontrada em todo o mundo em 100 locais diferentes. O quartzo de impacto multidirecionalmente (coesita), normalmente associado a grandes eventos de impacto[45] ou explosões de bombas atômicas, também foi encontrado na mesma camada em mais de 30 locais. Fuligem e cinzas em níveis dezenas de milhares de vezes os níveis normais foram encontrados com o acima.

Anomalias nas razões isotópicas de cromo encontrados dentro do camado nível K-Pg apoiam fortemente a teoria do impacto.[46] As proporções isotópicas de cromo são homogêneas dentro da terra e, portanto, essas anomalias isotópicas excluem uma origem vulcânica, que também foi proposta como causa do enriquecimento de irídio. Além disso, as razões isotópicas de cromo medidas no nível K-Pg são semelhantes às razões isotópicas de cromo encontradas em condritos carbonáceos. Assim, um candidato provável para o impactador é um asteroide carbonáceo, mas um cometa também é possível porque os cometas são compostos de material semelhante aos condritos carbonáceos.

Provavelmente, a evidência mais convincente de uma catástrofe mundial foi a descoberta da cratera que desde então foi chamada de Cratera de Chicxulub. Esta cratera está centrada na Península de Yucatán, no México, e foi descoberta por Tony Camargo e Glen Penfield enquanto trabalhavam como geofísicos para a petrolífera mexicana PEMEX.[47] O que eles relataram como uma característica circular acabou por ser uma cratera estimada em 180 km de diâmetro. Isso convenceu a grande maioria dos cientistas de que essa extinção resultou de um evento pontual que provavelmente é um impacto extraterrestre e não do aumento do vulcanismo e das mudanças climáticas (que espalhariam seu efeito principal por um período de tempo muito mais longo).

Embora agora haja um consenso geral de que houve um grande impacto no final do Cretáceo que levou ao enriquecimento de irídio do nível K-Pg, foram encontrados vestígios de outros impactos menores, alguns com quase metade do tamanho da cratera de Chicxulub, que não resultou em extinções em massa, e não há ligação clara entre um impacto e qualquer outro incidente de extinção em massa.[41]

Os paleontólogos David M. Raup e Jack Sepkoski propuseram que um excesso de eventos de extinção ocorre aproximadamente a cada 26 milhões de anos (embora muitos sejam relativamente pequenos). Isso levou o físico Richard A. Muller a sugerir que essas extinções poderiam ser devidas a uma hipotética estrela companheira do Sol chamada Nêmesis, interrompendo periodicamente as órbitas dos cometas na nuvem de Oort, levando a um grande aumento no número de cometas que atingem o Sistema Solar interno, onde podem atingir a Terra. O físico Adrian Melott e o paleontólogo Richard Bambach verificaram mais recentemente a descoberta de Raup e Sepkoski, mas argumentam que não é consistente com as características esperadas de uma periodicidade no estilo Nêmesis.[48]

Efeitos sociológicos e culturais

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Ver artigo principal: Fim da civilização

Um evento de impacto é comumente visto como um cenário que traria o fim da civilização. Em 2000, a revista Discover publicou uma lista de 20 possíveis cenários apocalípticos repentinos com um evento de impacto listado como o mais provável de ocorrer.[49]

Uma pesquisa conjunta do Pew Research Center/Smithsonian de 21 a 26 de abril de 2010 descobriu que 31% dos americanos acreditavam que um asteroide colidiria com a Terra em 2050. A maioria (61%) discordou.[50]

Impactos na Terra

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Representação artística de uma colisão entre dois corpos planetários. Tal impacto entre a Terra e um objeto do tamanho de Marte provavelmente formou a Lua

No início da história da Terra (cerca de 4 bilhões de anos atrás), os impactos de bólidos eram quase certamente comuns, uma vez que o Sistema Solar continha muito mais corpos discretos do que atualmente. Tais impactos podem ter incluído impactos de asteroides com centenas de quilômetros de diâmetro, com explosões tão poderosas que vaporizaram todos os oceanos da Terra. Foi só quando esse pesado bombardeio diminuiu que a vida parece ter começado a evoluir na Terra.

Pré-cambriano

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A principal teoria da origem da Lua é a teoria do impacto gigante, que postula que a Terra já foi atingida por um planetoide do tamanho de Marte; tal teoria é capaz de explicar o tamanho e a composição da Lua, algo que não é feito por outras teorias de formação lunar.[51]

De acordo com a teoria do intenso bombardeio tardio, deveria ter havido 22.000 ou mais crateras de impacto com diâmetros >20 km, cerca de 40 bacias de impacto com diâmetros de cerca de 1.000 km e várias bacias de impacto com diâmetros de cerca de 5.000 km. No entanto, centenas de milhões de anos de deformação na crosta terrestre representam desafios significativos para a identificação conclusiva dos impactos desse período. Acredita-se que apenas dois pedaços de litosfera intocada permanecem desta era: Kaapvaal Craton (na África do Sul contemporânea) e Pilbara Craton (na Austrália Ocidental contemporânea) para pesquisar dentro do qual pode potencialmente revelar evidências na forma de crateras físicas. Outros métodos podem ser usados para identificar impactos deste período, por exemplo, análise gravitacional indireta ou magnética do manto, mas podem ser inconclusivos.

Em 2021, evidências de um provável impacto de 3.46 bilhões de anos atrás em Pilbara Craton foram encontradas na forma de uma cratera de 150 km criada pelo impacto de um asteroide de 10 km no mar a uma profundidade de 2.5 km (perto do local de Marble Bar, Austrália Ocidental).[52] O evento causou tsunamis globais. Também é coincidência com algumas das primeiras evidências de vida na Terra, estromatólitos fossilizados.

Evidências de um impacto maciço na África do Sul perto de uma formação geológica conhecida como Barberton Greenstone Belt foram descobertas por cientistas em 2014. Eles estimaram que o impacto ocorreu no Kaapvaal Craton (África do Sul) há cerca de 3.26 bilhões de anos e que o impactor tinha aproximadamente 37 a 58 km de largura. A cratera desse evento, se ainda existir, ainda não foi encontrada.[53]

A estrutura Maniitsoq, datada de cerca de 3 bilhões de anos, já foi considerada o resultado de um impacto;[54][55] no entanto, estudos de acompanhamento não confirmaram sua natureza como uma estrutura de impacto.[55][56][57][58][59][60] A estrutura Maniitsoq não é reconhecida como uma estrutura de impacto pelo Earth Impact Database.[61]

Em 2020, os cientistas descobriram a cratera de impacto confirmada mais antiga do mundo, a cratera de Yarrabubba, causada por um impacto ocorrido no Yilgarn Craton (o que hoje é a Austrália Ocidental), datado de mais de 2.2 bilhões de anos atrás, com o impactador estimado em cerca de 7 km de largura.[62][63][64] Acredita-se que, nessa época, a Terra estava quase ou completamente congelada, comumente chamada de glaciação Huroniana.

O evento de impacto Vredefort, que ocorreu cerca de 2 bilhões de anos atrás no Kaapvaal Craton (atual África do Sul), causou a maior cratera verificada, uma estrutura multi-anéis de 160-300 km de diâmetro, formada a partir de um impactor aproximadamente 10-15 km de diâmetro.[65][66]

O evento de impacto de Sudbury ocorreu no supercontinente Nuna (atual Canadá) de um bólido de aproximadamente 10-15 km de diâmetro há aproximadamente 1.849 bilhão de anos.[67] Detritos do evento teriam sido espalhados por todo o globo.

Paleozóico e Mesozóico

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Acredita-se agora que dois asteroides de 10 km de tamanho atingiram a Austrália entre 360 e 300 milhões de anos atrás nas bacias de Western Warburton e East Warburton, criando uma zona de impacto de 400 km. De acordo com evidências encontradas em 2015, é o maior já registrado.[68] Um terceiro possível impacto também foi identificado em 2015 ao norte, no alto rio Diamantina, também supostamente causado por um asteroide de 10 km de diâmetro há cerca de 300 milhões de anos, mas mais estudos são necessários para estabelecer que essa anomalia da crosta foi na verdade, o resultado de um evento de impacto.[69]

Uma animação modelando o impacto e a subsequente formação da cratera do impacto de Chicxulub (Universidade do Arizona, Space Imagery Center)

O impacto pré-histórico de Chicxulub, 66 milhões de anos atrás, que se acredita ser a causa do evento de extinção Cretáceo-Paleogeno, foi causado por um asteroide estimado em cerca de 10 km de largura.[2]

A cratera de impacto Hiawatha na Groenlândia está enterrada sob mais de um km de gelo

A análise da geleira Hiawatha revela a presença de uma cratera de impacto de 31 km de largura datada de 58 milhões de anos de idade, menos de 10 milhões de anos após o evento de extinção Cretáceo-Paleogeno, os cientistas acreditam que o impactor era um asteroide metálico com um diâmetro da ordem de 1.5 km. O impacto teria efeitos globais.[70]

Vista aérea da Cratera de Barringer, Arizona nos Estados Unidos

Artefatos recuperados com tektites do evento de 803.000 anos da Australásia na Ásia ligam uma população de Homo erectus a um impacto significativo de meteorito e suas consequências.[71][72][73] Exemplos significativos de impactos do Pleistoceno incluem o lago da cratera Lonar na Índia, com aproximadamente 52.000 anos (embora um estudo publicado em 2010 dê uma idade muito maior), que agora tem uma florescente selva semitropical ao seu redor.

As crateras do rio Cuarto na Argentina foram produzidas há aproximadamente 10.000 anos, no início do Holoceno. Se fossem crateras de impacto, seriam o primeiro impacto do Holoceno.

O Campo del Cielo ("Campo do Céu") refere-se a uma área que faz fronteira com a província argentina do Chaco, onde um grupo de meteoritos de ferro foi encontrado, estimado em 4.000 a 5.000 anos atrás. Ele chamou a atenção das autoridades espanholas pela primeira vez em 1576; em 2015, a polícia prendeu quatro supostos contrabandistas tentando roubar mais de uma tonelada de meteoritos protegidos.[74] As crateras Henbury na Austrália (~ 5.000 anos) e as crateras Kaali na Estônia (~ 2.700 anos) foram aparentemente produzidas por objetos que se quebraram antes do impacto.[75]

Estima-se que a cratera Whitecourt em Alberta, no Canadá, tenha entre 1.080 e 1.130 anos. A cratera tem aproximadamente 36 m de diâmetro e 9 m de profundidade, é densamente arborizada e foi descoberta em 2007 quando um detector de metais revelou fragmentos de ferro meteórico espalhados pela área.[76][77]

Um registro chinês afirma que 10.000 pessoas foram mortas no evento de Ch'ing-yang de 1490 com as mortes causadas por uma saraivada de "pedras caindo"; alguns astrônomos levantam a hipótese de que isso pode descrever uma queda real de meteorito, embora achem o número de mortes implausível.[78]

Acredita-se que a cratera Kamil, descoberta a partir da revisão de imagens do Google Earth no Egito, com 45 m de diâmetro e 10 m de profundidade, tenha se formado há menos de 3.500 anos em uma região então despovoada do oeste do Egito. Foi encontrado em 19 de fevereiro de 2009 por V. de Michelle em uma imagem do Google Earth do deserto de East Uweinat, no Egito.[79]

Impactos do século XX

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Árvores derrubadas pelo evento de Tunguska, no Império Russo em 1908

Um dos impactos registrados mais conhecidos nos tempos modernos foi o evento de Tunguska, que ocorreu na Sibéria, Império Russo em 1908.[80] Este incidente envolveu uma explosão que provavelmente foi causada pela explosão de um asteroide ou cometa de 5 a 10 km acima da superfície da Terra, derrubando cerca de 80 milhões de árvores em 2.150 km2.[81]

Em fevereiro de 1947, outro grande bólido atingiu a Terra nas montanhas Sijote-Alín, Primorye, União Soviética. Foi durante o dia e foi testemunhado por muitas pessoas, o que permitiu a V. G. Fesenkov, então presidente do comitê de meteoritos da Academia de Ciências da União Soviética, estimar a órbita do meteoroide antes que ele encontrasse a Terra. Meteorito de Sijote-Alín é uma queda maciça com o tamanho total do meteoroide estimado em aproximadamente 90.000 kg. Uma estimativa mais recente de Tsvetkov (e outros) coloca a massa em cerca de 100.000 kg.[82] Era um meteorito de ferro pertencente ao grupo químico IIAB e com uma estrutura de octaedrita grosseira. Mais de 70 toneladas (toneladas métricas) de material sobreviveram à colisão.

Um caso de um humano ferido por uma rocha espacial ocorreu em 30 de novembro de 1954, em Sylacauga, Alabama, Estados Unidos.[83] Lá, um condrito de pedra de 4 kg atravessou um telhado e atingiu Ann Hodges em sua sala de estar depois de ricochetear em seu rádio. Ela estava muito machucada pelos fragmentos. Desde então, várias pessoas alegaram ter sido atingidas por "meteoritos", mas nenhum meteorito verificável resultou.

Um pequeno número de quedas de meteoritos foi observado com câmeras automatizadas e recuperado após o cálculo do ponto de impacto. O primeiro foi o meteorito de Příbram, que caiu na Checoslováquia (atual Chéquia) em 1959.[84] Neste caso, duas câmeras usadas para fotografar meteoros capturaram imagens da bola de fogo. As imagens foram usadas tanto para determinar a localização das pedras no solo quanto, mais significativamente, para calcular pela primeira vez uma órbita precisa para um meteorito recuperado.

Após a queda de Příbram, outras nações estabeleceram programas automatizados de observação destinados a estudar a queda de meteoritos.[85] Uma delas foi a Prairie Meteorite Network, operada pelo Observatório Astrofísico Smithsonian de 1963 a 1975 no meio-oeste dos Estados Unidos. Este programa também observou a queda de um meteorito, o condrito "Lost City", permitindo a sua recuperação e o cálculo da sua órbita.[86] Outro programa no Canadá, o Meteorite Observation and Recovery Project, funcionou de 1971 a 1985. Também recuperou um único meteorito, "Innisfree", em 1977.[87] Finalmente, as observações da European Fireball Network, um descendente do programa tcheco original que recuperou o Příbram, levaram à descoberta e cálculos da órbita do meteorito de Neuschwanstein em 2002.[88]

Em 10 de agosto de 1972, um meteoro que ficou conhecido como a Grande Bola de Fogo à Luz do Dia de 1972 foi testemunhado por muitas pessoas enquanto se movia para o norte sobre as Montanhas Rochosas do sudoeste dos Estados Unidos para o Canadá. Foi filmado por um turista no Parque Nacional de Grand Teton, em Wyoming, Estados Unidos com uma câmera colorida de 8 milímetros.[89] Na faixa de tamanho, o objeto estava aproximadamente entre um carro e uma casa e, embora pudesse ter terminado sua vida em uma explosão do tamanho de Hiroshima, nunca houve explosão. A análise da trajetória indicou que nunca chegou muito abaixo de 58 km do solo, e a conclusão foi que ele roçou a atmosfera da Terra por cerca de 100 segundos, depois saltou de volta para fora da atmosfera para retornar à sua órbita ao redor o Sol.

Muitos eventos de impacto ocorrem sem serem observados por ninguém no terreno. Entre 1975 e 1992, os satélites dos Estados Unidos de alerta precoce de mísseis detectaram 136 grandes explosões na atmosfera superior.[90] Na edição de 21 de novembro de 2002 da revista Nature, Peter Brown, da Universidade de Western Ontario, Canadá, relatou seu estudo dos registros de satélites de alerta precoce dos Estados Unidos nos oito anos anteriores. Ele identificou 300 flashes causados por meteoros de 1 a 10 m naquele período de tempo e estimou a taxa de eventos do tamanho de Tunguska como uma vez em 400 anos.[91] Eugene Shoemaker estimou que um evento de tal magnitude ocorre cerca de uma vez a cada 300 anos, embora análises mais recentes tenham sugerido que ele pode ter superestimado em uma ordem de magnitude.

Nas horas escuras da manhã de 18 de janeiro de 2000, uma bola de fogo explodiu sobre a cidade de Whitehorse, no território de Yukon, Canadá, a uma altitude de cerca de 26 km, iluminando a noite como o dia. O meteoro que produziu a bola de fogo foi estimado em cerca de 4.6 m de diâmetro, com um peso de 180 toneladas. Esta explosão também foi apresentada na série Killer Asteroids do Science Channel, com vários relatos de testemunhas de residentes em Atlin, Colúmbia Britânica.

Impactos do século XXI

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Ver artigo principal: Lista de bólidos

Em 7 de junho de 2006, um meteoro foi observado atingindo Reisadalen na comuna de Nordreisa, no condado de Troms, na Noruega. Embora os relatos iniciais de testemunhas afirmassem que a bola de fogo resultante era equivalente à explosão nuclear de Hiroshima, a análise científica coloca a força da explosão em algo entre 100 e 500 toneladas equivalentes em TNT, cerca de 3% do rendimento de Hiroshima.[92]

Em 15 de setembro de 2007, um meteoro condrítico caiu perto da vila de Carancas, no sudeste do Peru, perto do Lago Titicaca, deixando um buraco cheio de água e expelindo gases pela área circundante.

Em 7 de outubro de 2008, um asteroide de aproximadamente 4 metros rotulado como 2008 TC3 foi rastreado por 20 horas ao se aproximar da Terra e ao cair na atmosfera e impactar no Sudão. Esta foi a primeira vez que um objeto foi detectado antes de atingir a atmosfera e centenas de pedaços do meteorito foram recuperados do deserto da Núbia.[93]

Trilha deixada pela explosão do meteoro de Tcheliabinsk ao passar pela cidade

Em 15 de fevereiro de 2013, um asteroide entrou na atmosfera da Terra sobre a Rússia como uma bola de fogo e explodiu sobre a cidade de Tcheliabinsk durante sua passagem pela região dos Montes Urais às 09:13 YEKT (03:13 UTC).[94][95] A explosão aérea do objeto ocorreu a uma altitude entre 30-50 km acima do solo,[96] e cerca de 1.500 pessoas ficaram feridas, principalmente por vidros quebrados pela onda de choque. Dois foram relatados em estado grave; no entanto, não houve mortes.[97] Inicialmente, cerca de 3.000 edifícios em 6 cidades da região foram danificados devido à onda de choque da explosão, um número que subiu para mais de 7.200 nas semanas seguintes.[98][99] Estima-se que o meteoro de Tcheliabinsk tenha causado mais de $30 milhões em danos.[100][101] É o maior objeto registrado que encontrou a Terra desde o evento de Tunguska em 1908.[102][103] Estima-se que o meteoro tenha um diâmetro inicial de 17 a 20 metros e uma massa de aproximadamente 10.000 toneladas. Em 16 de outubro de 2013, uma equipe da Universidade Federal dos Urais liderada por Victor Grokhovsky recuperou um grande fragmento do meteoro do fundo do Lago Chebarkul, na Rússia, cerca de 80 km a oeste da cidade.[104]

Em 1 de janeiro de 2014, um asteroide de 3 metros, 2014 AA, foi descoberto pelo Mount Lemmon Survey e observado durante a próxima hora, e logo foi encontrado em rota de colisão com a Terra. A localização exata era incerta, restrita a uma linha entre o Panamá, Oceano Atlântico central, Gâmbia e a Etiópia. Mais ou menos na hora esperada (2 de janeiro às 3:06 UTC), uma explosão de infrassom foi detectada perto do centro da faixa de impacto, no meio do Oceano Atlântico.[105][106] Isso marca a segunda vez que um objeto natural foi identificado antes de impactar a Terra após 2008 TC3.

Quase dois anos depois, em 3 de outubro, o WT1190F foi detectado orbitando a Terra em uma órbita altamente excêntrica, levando-o de dentro do anel de satélite geocêntrico para quase o dobro da órbita da Lua. Estima-se que foi perturbado pela Lua em rota de colisão com a Terra em 13 de novembro. Com mais de um mês de observações, bem como observações de pré-cobertura encontradas desde 2009, descobriu-se que era muito menos denso do que um asteroide natural deveria ser, sugerindo que era provavelmente um satélite artificial não identificado. Conforme previsto, caiu sobre o Sri Lanka às 6:18 UTC (11:48, horário local). O céu na região estava muito nublado, então apenas uma equipe de observação aérea conseguiu observá-lo caindo acima das nuvens. Agora acredita-se que seja um remanescente da missão Lunar Prospector em 1998, e é a terceira vez que qualquer objeto previamente desconhecido, natural ou artificial, foi identificado antes do impacto.

Em 22 de janeiro de 2018, um objeto, A106fgF, foi descoberto pelo Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS) e identificado como tendo uma pequena chance de impactar a Terra mais tarde naquele dia.[107] Como estava muito escuro e só foi identificado horas antes de sua aproximação, não foram feitas mais do que 4 observações iniciais cobrindo um período de 39 minutos do objeto. Não se sabe se ele impactou a Terra ou não, mas nenhuma bola de fogo foi detectada no infravermelho ou no infrassom; portanto, se o fizesse, seria muito pequeno e provavelmente próximo ao extremo leste de sua área de impacto potencial, no oeste do Oceano Pacífico.

Em 2 de junho de 2018, o Mount Lemmon Survey detectou 2018 LA (ZLAF9B2), um pequeno asteroide de 2 a 5 metros que observações posteriores logo descobriram que tinha 85% de chance de impactar a Terra. Logo após o impacto, um relatório de bola de fogo de Botswana chegou à American Meteor Society. Outras observações com o ATLAS estenderam o arco de observação de 1 hora para 4 horas e confirmaram que a órbita do asteroide realmente impactou a Terra no sul da África, fechando totalmente o ciclo com o relatório da bola de fogo e tornando este o terceiro objeto natural confirmado a impactar a Terra, e o segundo em terra depois de 2008 TC3.[108][109][110]

Em 8 de março de 2019, a NASA anunciou a detecção de uma grande explosão aérea que ocorreu em 18 de dezembro de 2018 às 11:48, horário local, na costa leste da Península de Camecháteca, Rússia. Estima-se que o superbólido de Camecháteca tenha uma massa de aproximadamente 1.600 toneladas e um diâmetro de 9 a 14 metros, dependendo de sua densidade, tornando-o o terceiro maior asteroide a impactar a Terra desde 1900, após o meteoro de Tcheliabinsk e o evento de Tunguska. A bola de fogo explodiu a 25.6 quilômetros acima da superfície da Terra.

2019 MO, um asteroide de aproximadamente 4 metros, foi detectado pelo ATLAS algumas horas antes de impactar o Mar do Caribe perto de Porto Rico em junho de 2019.[111]

Previsão de impacto de asteroide
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Órbita e posições de 2018 LA e Terra, 30 dias antes do impacto. O diagrama ilustra como os dados da órbita podem ser usados para prever impactos com bastante antecedência. Observe que, neste caso particular, a órbita do asteroide não era conhecida até algumas horas antes do impacto. O diagrama foi construído posteriormente para ilustração
Ver artigo principal: Previsão de impacto de asteroide

No final do século XX e início do século XXI, os cientistas implementaram medidas para detectar objetos próximos da Terra e prever as datas e horários dos asteroides impactando a Terra, juntamente com os locais em que eles impactarão. O Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional é a câmara de compensação global para informações sobre órbitas de asteroides. O Sentry System da NASA verifica continuamente o catálogo MPC de asteroides conhecidos, analisando suas órbitas para possíveis impactos futuros.[112] Atualmente, nenhum é previsto (o único impacto de probabilidade mais alta atualmente listado é o asteroide 2010 RF12 de aproximadamente 7 m, que deve passar pela Terra em setembro de 2095 com apenas 5% de chance prevista de impacto).[113]

Atualmente, a previsão é baseada principalmente na catalogação de asteroides anos antes do impacto. Isso funciona bem para asteroides maiores (> 1 km de diâmetro), pois eles são facilmente vistos a longa distância. Mais de 95% deles já são conhecidos e suas órbitas foram medidas, portanto, qualquer impacto futuro pode ser previsto muito antes de sua aproximação final à Terra. Objetos menores são muito fracos para serem observados, exceto quando se aproximam muito e, portanto, a maioria não pode ser observada antes de sua aproximação final. Os mecanismos atuais para detectar asteroides na aproximação final dependem de telescópios terrestres de campo amplo, como o sistema ATLAS. No entanto, os telescópios atuais cobrem apenas parte da Terra e, ainda mais importante, não podem detectar asteroides no lado diurno do planeta, razão pela qual tão poucos dos asteroides menores que comumente impactam a Terra são detectados durante as poucas horas em que seriam visíveis.[114] Até agora, apenas quatro eventos de impacto foram previstos com sucesso, todos de asteroides inócuos de 2 a 5 m de diâmetro e detectados com algumas horas de antecedência.

Os telescópios terrestres só podem detectar objetos que se aproximam do lado noturno do planeta, longe do Sol. Cerca de metade dos impactos ocorrem no lado diurno do planeta

Status de resposta atual

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Em abril de 2018, a Fundação B612 relatou "É 100% certo que seremos atingidos [por um asteroide devastador], mas não temos 100% certeza de quando".[6] Também em 2018, o físico Stephen Hawking, em seu livro final Brief Answers to the Big Questions, considerou a colisão de um asteroide a maior ameaça ao planeta.[7][8][9] Em junho de 2018, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos alertou que os Estados Unidos não estão preparados para um evento de impacto de asteroide e desenvolveu e lançou o "Plano de Ação da Estratégia Nacional de Preparação de Objetos Próximos à Terra" para se preparar melhor.[10][11][12][13][14] De acordo com depoimentos de especialistas no Congresso dos Estados Unidos em 2013, a NASA precisaria de pelo menos cinco anos de preparação para lançar uma missão para interceptar um asteroide.[15] O método preferido é desviar em vez de interromper um asteroide.[115][116][117]

Em outros lugares do Sistema Solar

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Mapa topográfico da bacia do Polo Sul-Aitken baseado em dados de Kaguya fornece evidências de um evento de impacto maciço na Lua há cerca de 4.3 bilhões de anos atrás

Evidências de grandes eventos de impacto no passado

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As crateras de impacto fornecem evidências de impactos passados em outros planetas do Sistema Solar, incluindo possíveis impactos terrestres interplanetários. Sem datação por carbono, outros pontos de referência são usados para estimar o momento desses eventos de impacto. Marte fornece algumas evidências significativas de possíveis colisões interplanetárias. A Bacia Polar Norte em Marte é especulada por alguns como evidência de um impacto do tamanho de um planeta na superfície de Marte entre 3.8 e 3.9 bilhões de anos atrás, enquanto Utopia Planitia é o maior impacto confirmado e Hellas Planitia é a maior cratera visível no Sistema solar. A Lua fornece evidências semelhantes de impactos maciços, sendo a Bacia do Polo Sul-Aitken a maior. A Bacia Caloris de Mercúrio é outro exemplo de uma cratera formada por um grande evento de impacto. Rheasilvia em 4 Vesta é um exemplo de uma cratera formada por um impacto capaz de, com base na proporção de impacto para tamanho, deformar severamente um objeto de massa planetária. Crateras de impacto nas luas de Saturno, como Engelier e Gerin em Jápeto, Mamaldi em Reia e Odysseus em Tétis e Herschel em Mimas formam características de superfície significativas. Modelos desenvolvidos em 2018 para explicar a rotação incomum de Urano apoiam uma teoria de longa data de que isso foi causado por uma colisão oblíqua com um objeto massivo com o dobro do tamanho da Terra.[118]

Eventos observados

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Cicatriz do cometa Shoemaker-Levy 9 em Júpiter
Ver artigo principal: Eventos de impacto em Júpiter

Júpiter é o planeta mais massivo do Sistema Solar e, devido à sua grande massa, possui uma vasta esfera de influência gravitacional, a região do espaço onde a captura de um asteroide pode ocorrer em condições favoráveis.[119]

Júpiter é capaz de capturar cometas em órbita ao redor do Sol com uma certa frequência. Em geral, esses cometas percorrem algumas revoluções ao redor do planeta seguindo órbitas instáveis como altamente elípticas e perturbáveis pela gravidade solar. Enquanto alguns deles eventualmente recuperam uma órbita heliocêntrica, outros caem no planeta ou, mais raramente, em seus satélites.[120][121]

Além do fator de massa, sua relativa proximidade com o Sistema Solar interno permite que Júpiter influencie a distribuição de corpos menores ali. Por muito tempo acreditou-se que essas características levavam o gigante gasoso a expulsar do sistema ou atrair a maior parte dos objetos errantes em sua vizinhança e, consequentemente, determinar uma redução no número de objetos potencialmente perigosos para a Terra. Estudos dinâmicos posteriores mostraram que, na realidade, a situação é mais complexa: a presença de Júpiter, de fato, tende a reduzir a frequência de impacto na Terra de objetos provenientes da nuvem de Oort,[122] enquanto aumenta no caso de asteroides[123] e cometas de curto período.[124]

Por esta razão, Júpiter é o planeta do Sistema Solar caracterizado pela maior frequência de impactos, o que justifica sua fama de "varredor" ou "aspirador cósmico" do Sistema Solar.[125] Estudos de 2009 sugerem uma frequência de impacto de um a cada 50-350 anos, para um objeto de 0.5-1 km de diâmetro; impactos com objetos menores ocorreriam com mais frequência. Outro estudo estimou que os cometas de 300 metros de diâmetro impactam o planeta uma vez a cada 500 anos, e os de 1.6 km de diâmetro o fazem apenas uma vez a cada 6.000 anos.[126]

Em julho de 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 foi um cometa que se separou e colidiu com Júpiter, fornecendo a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre de objetos do Sistema Solar.[127] O evento serviu como um "alerta", e os astrônomos responderam iniciando programas como Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR), Near-Earth Asteroid Tracking (NEAT), Lowell Observatory Near-Earth-Object Search (LONEOS) e vários outros que aumentaram drasticamente a taxa de descoberta de asteroides.

O evento de impacto de 2009 aconteceu em 19 de julho, quando uma nova mancha negra do tamanho da Terra foi descoberta no hemisfério sul de Júpiter pelo astrônomo amador Anthony Wesley. A análise térmica infravermelha mostrou que estava quente e os métodos espectroscópicos detectaram amônia. Os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) confirmaram que houve outro evento de impacto em Júpiter, provavelmente envolvendo um pequeno cometa não descoberto ou outro corpo gelado.[128][129][130] Estima-se que o impactador tenha cerca de 200 a 500 metros de diâmetro.

Impactos menores posteriores foram observados por astrônomos amadores em 2010, 2012, 2016 e 2017; um impacto foi observado por Juno em 2020.

Outros impactos

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A Wide Field Camera 3 do Hubble mostra claramente a lenta evolução dos detritos vindos do asteroide P/2010 A2, supostamente devido a uma colisão com um asteroide menor

Em 1998, dois cometas foram observados mergulhando em direção ao Sol em uma sucessão próxima. A primeira delas foi em 1 de junho e a segunda no dia seguinte. Um vídeo disso, seguido por uma ejeção dramática de gás solar (não relacionado aos impactos), pode ser encontrado no site da NASA.[131] Ambos os cometas evaporaram antes de entrar em contato com a superfície do Sol. De acordo com uma teoria do cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, Zdeněk Sekanina, o último impactor a realmente fazer contato com o Sol foi o "supercometa" Howard–Koomen–Michels em 30 de agosto de 1979.[132] (Veja também cometa rasante).

Em 2010, entre janeiro e maio, a Wide Field Camera 3 do Hubble[133] capturou imagens de uma forma incomum de X originada na sequência da colisão entre o asteroide P/2010 A2 com um asteroide menor.

Por volta de 27 de março de 2012, com base em evidências, havia sinais de um impacto em Marte. Imagens do Mars Reconnaissance Orbiter fornecem evidências convincentes do maior impacto observado até hoje em Marte na forma de crateras frescas, a maior medindo 48.5 por 43.5 metros. Estima-se que seja causado por um impactor de 3 a 5 metros de comprimento.[134]

Em 19 de março de 2013, ocorreu um impacto na Lua que era visível da Terra, quando um meteoroide de 30 cm do tamanho de uma pedra atingiu a superfície lunar a 90.000 km/h, criando uma de cratera 20 metros.[135][136] A NASA monitora ativamente os impactos lunares desde 2005,[137] rastreando centenas de eventos candidatos.[138][139]

Em 18 de setembro de 2021, um evento de impacto em Marte formou um aglomerado de crateras, a maior com 130 metros de diâmetro. Em 24 de dezembro de 2021, um impacto criou uma cratera de 150 metros de largura. Os detritos foram ejetados até 35 km do local do impacto.[140]

Impactos extra-solares

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A colisão de asteroides levou à formação de planetas perto da estrela NGC 2547-ID8 (conceito artístico)

Colisões entre galáxias, ou fusões de galáxias, foram observadas diretamente por telescópios espaciais como o Hubble e o Spitzer. No entanto, colisões em sistemas planetários, incluindo colisões estelares, embora especuladas há muito tempo, só recentemente começaram a ser observadas diretamente.

Em 2013, um impacto entre planetas menores foi detectado em torno da estrela NGC 2547-ID8 pelo Spitzer e confirmado por observações terrestres. Uma simulação por computador sugere que o impacto envolveu grandes asteroides ou protoplanetas semelhantes aos eventos que se acredita terem levado à formação de planetas terrestres como a Terra.[5]

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Leitura adicional

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Ligações externas

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