Ácido tranexâmico

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{{Info/Química | fundo = fármaco | IUPACName = trans-ácido 4-amino-metil-ciclohexano carboxílico | ImageFile1 = Tranexam.svg | ImageSize1 = 200px | Section1 = ! style="background: #F8EABA; text-align: center;" colspan="2" | Identificadores |-


| bgcolor = "" | Número CAS | bgcolor = "" | 1197-18-8 |-

| PubChem | 5526 |-



| DrugBank | APRD01270 |-

| ChemSpider | 10482000 |-





| Código ATC | B02AA02 |-

| SMILES

|

|-

| InChI | 1/C8H15NO2/c9-5-6-1-3-7(4-2-6)8(10)11/h6-7H,1-5,9H2,(H,10,11)/t6-,7- |-

| Section2 = ! style="background: #F8EABA; text-align: center;" colspan="2" | Propriedades |- | Fórmula química | C8H15NO2 |- | Massa molar | 157.2 g mol-1 |-

| Section5 = {{Chembox Pharmacology | AdminRoutes = Injeção e oral | Bioavail = 34% | HalfLife = 3.1 h | Legal_UK = POM | PregCat = B


O ácido tranexâmico, é um medicamento utilizado para neutralizar o sistema de fibrinólise. Seu mecanismo de ação se dá pelo bloqueio da formação de plasmina mediante a inibição da atividade proteolítica dos ativadores de plasminogênios, que, em ultima análise, inibe a dissolução dos coágulos. Portanto é classificado como antifibrinolítico (inibidor da fibrinólise).

Origem e produção[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico é uma substância sintética semelhante a lisina.

Farmacologia[editar | editar código-fonte]

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico possui forte atração pelo sítio de ligação da lisina no plasminogênio e na plasmina, inibindo por competição tanto a ativação, quanto a ação da plasmina. Sua ação, portanto, se faz na fase posterior à formação do coágulo ou, mais precisamente, alargando o tempo de dissolução da rede de fibrina. O ácido tranexâmico não ativa a cascata de coagulação. Sua ação preserva o coágulo, tornando o mecanismo hemostático mais eficiente, reduzindo a intensidade e os riscos de sangramento

Farmacocinética[editar | editar código-fonte]

Absorção e biodisponibilidade[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico possui uma biodisponibilidade de 30 a 50% pela administração via oral. O volume de distribuição oscila entre 9 e 12 L; e o valor da metade do tempo ascende a 2h.

Metabolismo[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico é metabolizado de forma mínima no fígado. Como produtos metabólicos, se têm encontrados na urina o ácido carboxílico (1% da dose administrada) e a forma acetilada do ácido tranexâmico(0,1% da dose administrada).

Eliminação[editar | editar código-fonte]

A eliminação do ácido tranexâmico é por via renal e se efetua por 95% da dose administrada.

Interações[editar | editar código-fonte]

Quando se administra o ácido tranexâmico junto com o Fator IX pode ocasionar um risco elevado de trombose.

Indicações[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico é indicado no controle e prevenção de hemorragias provocadas por hiperfibrinólise e ligadas a várias áreas como cirurgias cardíacas, ortopédicas, ginecológicas, urológicas, neurológicas, otorrinolaringológicas, em pacientes hemofílicos, hemorragias digestivas e das vias aéreas e angioedema hereditário.

Pode também ser utilizado na fórmula de gel após cirurgias orais onde previne que o coágulo seja removido.[1]

Contra-indicações[editar | editar código-fonte]

O ácido tranexâmico está contra-indicado em casos de portadores de coagulação intravascular ativa, vasculopatia oclusiva aguda e em pacientes que possuem hiperssensibilidade ao medicamento.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

  • Reações alérgicas
  • Formação de trombose - O ácido tranexâmico pode provocar, especialmente em pacientes com propensão a trombose (trombofílicos), uma formação ou incremento de trombose. As tromboses podem causar embolias (embolia pulmonar, apoplexia)
  • Fibrilação auricular
  • Transtornos visuais

Ligações externas[editar | editar código-fonte]