Águas da Prata

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Município da Estância Hidromineral de Águas da Prata
"A Rainha das Águas"
Vista da cidade

Vista da cidade
Bandeira Águas da Prata
Brasão Águas da Prata
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 3 de julho
Fundação 23 de dezembro de 1925 (93 anos)
Emancipação 3 de julho de 1935 (84 anos)
Gentílico pratense
Lema Fons aquae vitae
"Fonte de Água da Vida"
Prefeito(a) Carlos Henrique Fortes Dezena (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização Águas da Prata
Localização Águas da Prata em São Paulo
Águas da Prata está localizado em: Brasil
Águas da Prata
Localização Águas da Prata no Brasil
21° 56' 13" S 46° 43' 01" O21° 56' 13" S 46° 43' 01" O
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária

Campinas IBGE/2017 [1]

Região imediata

São João da Boa Vista IBGE/2017

Municípios limítrofes São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul, São Sebastião da Grama, Poços de Caldas, Andradas
Distância até a capital 225 km
Características geográficas
Área 142,588 km² [2]
Distritos distrito-sede e São Roque da Fartura [3]
População 7 584 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 53,19 hab./km²
Altitude 840 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,781 alto PNUD/2010
PIB R$ 142 654,32 mil IBGE/2016
PIB per capita R$ 17 688,07 IBGE/2016

Águas da Prata é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado a 238 km da capital, é atendida pela SP-342 que liga São Paulo a Minas Gerais, na encosta da Serra da Mantiqueira. Suas atrações naturais atraem turistas de todo país. O município é formado pela sede e pelo distrito de São Roque da Fartura[5][6].

Topônimo [7][editar | editar código-fonte]

"Águas" é porque a cidade possui muitas águas termais. A origem do nome "Prata" vem de uma corruptela do tupi-guarani “Pay tâ”, que ao ser pronunciada pelos portugueses tornou-se “Prata”. Em tupi-guarani, “Pay tâ” significa “água dependurada” em virtude da alta mineralização das águas que ao escorrerem próximas as minas, formando estalactites.

História [7][8][editar | editar código-fonte]

Águas da Prata, visão panorâmica.

A descoberta da primeira fonte de “Águas da Prata” é atribuída ao acaso. Em 1876, o dentista Rufino Luiz de Castro Gavião observou que, na fazenda do coronel Gabriel Ferreira, situada no município de São João da Boa Vista, havia um veio d'água, às beiras do Ribeirão da Prata, que era muito procurado pelos animais, que ali iam saciar sua sede, em vez de fazê-lo nas águas do Ribeirão. Intrigado com o fato, Rufino provou as águas do pequeno veio. Viu, desde logo, que se tratava de água mineral, provavelmente bicarbonatada.

Em 1886, a inauguração do ramal da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, ligando Cascavel (hoje Aguaí) a Poços de Caldas, despertou o interesse dos cafeicultores da região para a estação de embarque da ferrovia no vale banhado pelo Ribeirão da Prata e o Córrego da Platina, que passaram a construir suas residências junto à estação, nascendo então o povoado de Prata.

A vocação para Estância Hidromineral consolidou-se quando químicos do Departamento Geográfico e Geológico do Estado, pesquisando a região, fizeram prospecção das fontes, comprovando a viabilidade da exploração econômica de sua mineração. Criou-se em 1913, uma empresa para o fim em questão, fazendo com que surgissem hotéis e toda infra-estrutura necessária.

Em 1916, fez-se o primeiro hotel e, por iniciativa particular de seus moradores, foi efetuada a análise química da água das fontes, constatando-se suas propriedades alcalinas, semelhantes às das fontes de Vichy, na França e o local acabou ganhando o apelido de “A Vichy Brasileira”.

O distrito da Estância Hidromineral de Águas da Prata foi criado pela lei estadual nº 2093, de 23 de dezembro de 1925, e era subordinado ao município de São João da Boa Vista.

Em 3 de julho de 1935, o distrito da Estância de Hidromineral de Águas da Prata foi elevado à condição de município, por meio do decreto-lei estadual nº. 7277, com o nome de Águas da Prata, desmembrando-se de São João da Boa Vista.

Pela estadual no 233, de 24 de dezembro de 1948, é criado o distrito de São Roque da Fartura, subordinado ao município de Águas da Prata.

Turismo [9][editar | editar código-fonte]

Localizada a 238 km de São Paulo, a tranquila Águas da Prata se agita aos finais de semana, sendo tomada pelo colorido dos ciclistas da região, junto aos turistas de todo o país, estes são atraídos pela expressiva beleza natural e qualidade ímpar de suas águas, sendo radioativas, alcalinas e bicarbonatadas. A cidade possui 10 fontes: Fonte do Padre, Fonte da Pedra do Boi, Fonte da Juventude, Fonte Vitória, Fonte Vilela, Fonte Platina, Fonte do Paiol, Fontanário Prata, Fonte Nova e Fonte da Garganta, todas com propriedades medicinais.  

A pungente presença das águas na cidade presenteia a todos com belíssimas cachoeiras, sendo ao total 58, com destaque para Cachoeira do Coqueiro Torto, Cachoeira das Índias, Cachoeira da Fonte Platina, Cachoeira Cascatinha, Cachoeira do Paiol, Cachoeira Sete Quedas, Cachoeira das 3 Batalhas, Cachoeira do Leme, Cachoeira da Champanhe, Cachoeira do Silêncio, Cachoeira do Gavião Vermelho, Cachoeira Ponte da Pedra e Cachoeira do Serrote. Nestas, os turistas praticam trekking, hikking, canyoning, cascading, rafting e boia-cross.  

O Parque Estadual de Águas da Prata é outra atração bem característica da cidade. Ali se encontra o Fontanário Vilela, famoso por ter a água mais radioativa da América. No Parque, o turista pode percorrer a trilha que leva até a nascente do fontanário, observar as estripulias dos inúmeros macacos-prego, saborear as delícias do milho como pamonha, curau, bolo e apreciar a exposição do artesanato local nos chalés.

A diversidade natural possibilita ainda a prática de caminhadas, cavalgadas, cicloturismo, off-road, arvorismo, tirolesa, escalada, montain bike. A prática de voo livre também é uma atividade que atrai um grande número de turistas, isso porque o famoso Pico do Gavião, considerado a “ Meca do voo livre”, está localizado em Águas da Prata.  

Águas da Prata ainda atende turistas com interesse religioso. A cidade sedia o Caminho da Fé, uma peregrinação de quase 500 km, passando por 24 cidades de Minas Gerais e de São Paulo e que termina em Aparecida, vinte dias depois. O percurso é sinalizado e atravessa vilarejos, bosques, trilhas e trechos de estradas.  

Arte e cultura se fundem perfeitamente neste belíssimo cenário natural, celeiro de artesãos e artistas, a cidade inspira belíssimas criações constantemente expostas nos espaços culturais Boca do Leão e Gloc, sendo que este último promoveu o 1º Festival de Imagem de Águas da Prata, inserindo a cidade no mapa cultural internacional (as demais 18 cidades ficam na Europa), fortalecendo assim o patrimônio cultural e agregando valor a atividade turística. No último sábado do mês, a cidade apresenta uma atração que já faz parte do roteiro de muitas pessoas. Cerca de 300 pessoas se unem na Estação Ferroviária para ouvir e cantar com a “Seresta de Águas da Prata”.  

Estância hidromineral[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)
Área rural.
Cachoeira da Ponte de Pedra.
Águas da Prata em 1962.

Águas da Prata é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Igreja Nossa Senhora de Lourdes.

O município pertence à Diocese de São João da Boa Vista.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Sua temperatura média é de 18 °C, com um verão chuvoso e quente e um inverno seco e frio.

Topografia[editar | editar código-fonte]

Em sua topografia conta com dois picos:

  • O Mirante da Laginha tem em seu topo várias torres de retransmissores de televisão, bem como atendimento de suporte da Cesp, Telesp, Polícia Militar, entre outros
  • O Pico do Gavião é utilizado para a prática do esporte de asa delta e paraglider.

A sede do município está situada no sopé da Serra da Mantiqueira, a uma altitude de 840 m.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 7.584

  • Urbana: 6.771
  • Rural: 813
    • Homens: 3.747
    • Mulheres: 3.837

Densidade demográfica: 50,01 hab./km²

Mortalidade infantil até um ano: 12,52 por mil

Expectativa de vida: 73,11 anos

Taxa de fecundidade: 2,11 filhos por mulher

Taxa de alfabetização: 91,41%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,810

  • IDH-M Renda: 0,745
  • IDH-M Longevidade: 0,802
  • IDH-M Educação: 0,884

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Rio Quartel e o Rio da Prata são enriquecidos por nascente de água mineral, destacando-se as radioativas, bicarbonatadas e magnesianas.

Entre as radioativas destaca-se a Vilela, que pode ser utilizada nas dependências do Bosque, constatando em análise a existência de 186 machês de radioatividade na fonte.[10]

Conta com um balneário de propriedade da Secretaria de Esportes e Turismo construído na década de 70, sendo o autor do projeto Walter Toscano.

Ferrovia[editar | editar código-fonte]

Estação aberta em 1886 com o nome de Prata.

A cidade foi servida por ferrovia a partir de 1886 quando foi aberto o ramal da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro que tinha Caldas, atual Poços de Caldas, como estação final da linha. A cidade teve a sua origem a partir da estação ferroviária, que também era conhecida como Raiz da Serra, por ser a última antes de uma subida de serra.[11]

Os trens de passageiros circularam até 1976, e em 2016 ainda passavam pelo local trens cargueiros com minério de bauxita destinados para a fábrica da CBA Companhia Brasileira de Alumínio.[11]

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) tombou o prédio da estação em 20 de março de 2018.[11]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[12], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998, esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[13], sendo que, em 2012, a empresa adotou a marca Vivo[14] para suas operações de telefonia fixa.

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. IBGE. «Formação administrativa do município». Consultado em 9 de janeiro de 2019 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  6. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  7. a b «Águas da Prata - Histórico». cidades.ibge.gov.br. IBGE. Consultado em 18 de julho de 2019 
  8. «Águas da Prata (SP) - Histórico (PDF)» (PDF). IBGE 
  9. «A Cidade e turismo». Prefeitura da Estância Hidromineral de Águas da Prata. Consultado em 19 de julho de 2019 
  10. «Determinação de Ra e Rn em águas minerais na região de Águas da Prata» (PDF). Instituto de Pesquisas energéticas e nucleares. Consultado em 15 de janeiro de 2018 
  11. a b c «Águas da Prata (antiga Prata)». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 27 de setembro de 2018 
  12. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  13. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  14. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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