Álamo Oliveira

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Álamo Oliveira
Nome completo José Henrique Álamo Oliveira
Nascimento 2 de maio de 1945 (72 anos)
Raminho, Terceira, Açores
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Ocupação Poeta e escritor
Prêmios Prémio Almeida Garrett (1999)
Magnum opus Triste vida leva a garça

Álamo Oliveira (nome artístico de José Henrique Álamo Oliveira, Raminho, 2 de maio de 1945), é um poeta e escritor português.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Álamo Oliveira nasceu na freguesia do Raminho, na ilha Terceira, arquipélago dos Açores, tendo iniciado os seus estudos no Seminário de Angra do Heroísmo. Trabalhou sempre ligado à cultura em diversos departamentos do estado, tendo-se reformado no ano de 2001.

O romance "Já não gosto de chocolates" foi traduzido e publicado nos Estados Unidos e Japão.[2] "Até hoje, memórias de cão" foi galardoado com o prémio Maré Viva, da Câmara Municipal do Seixal, em 1985; já "Solidão da Casa do Regalo" foi galardoado com o prémio Almeida Garrett, em 1999.[3]

Decorria o ano de 2002, quando a Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou-o para leccionar na qualidade de escritor do semestre a sua própria obra aos estudantes de Língua Portuguesa - sendo o primeiro português a receber tal distinção.[3]

Já editou trinta e três livros, quer de poesia, romance, contos, teatro e de ensaios, sendo de destacar os "Pátio da Alfândega, meia-noite", "Já não gosto de chocolates" e "Até hoje - memórias de cão", que serviram como base a trabalhos académicos em faculdades dos Estados Unidos e também do Brasil.

A sua poesia já foi traduzida para inglês, francês, espanhol e croata.[1]

É um dos membros fundadores do grupo de teatro Alpendre, com sede em Angra do Heroísmo e o mais antigo agrupamento de teatro dos Açores, atualmente com 34 anos de vida[4]. Seis anos após o seu nascimento o Governo regional dos Açores, conferiu o Estatuto de Instituição de Utilidade Pública.[4]

A 4 de junho de 2010 e após uma pausa de nove anos, o escritor edita o seu último livro, intitulado "Andanças de Pedra e Cal".[5]

A 10 de junho de 2010, nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, Álamo Oliveira recebeu o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[2][6]

A 23 de agosto de 2012, o autor lança uma biografia do cantor popular Manuel Caetano Dias, mais conhecido por Caneta.[7]

Trabalhos publicados[8][5][editar | editar código-fonte]

Poesia
  • Pão Verde, ed. do autor, prefaciado por Natália Correia, Angra do Heroísmo, 1971;
  • Poemas de(s)amor, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1973;
  • Fábulas, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1974;
  • Os quinze misteriosos mistérios, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1976;
  • Almeida Firmino - poeta dos Açores, ed. da SREC, Angra do Heroísmo, 1979;
  • Eu fui ao Pico piquei-me, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1980;
  • Itinerário das gaivotas, ed. da SREC, Angra do Heroísmo, 1982;
  • Sabeis quem É este João?, 1984 – sep. Revista «Atlântida»;
  • Nem mais amor que fogo (de parceria com Emanuel Jorge Botelho), ed. dos autores, Angra do Heroísmo, 1983;
  • Missa Terra Lavrada, 1984 – ed. DRAC;
  • Os Sonhos do Infante, 2ª edição, 1995 – ed. Jornal de Cultura;
  • Textos Inocentes, edição do autor, Angra do Heroísmo, composto e impresso na União G. Angrense em julho 1986, edição de 600 exemplares
Teatro
  • Um Quixote – 2ª edição, 1974;
  • Morte ou Vida do Poeta, 1974;
  • Manuel, seis vezes pensei em ti, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1977;
  • Uma hortênsia para Brianda (separata da revista "Atlântida"), Angra do Heroísmo, 1982;
Ficção
  • Burra preta-com uma lágrima, ed. do autor, Angra do Heroísmo 1982;
  • Triste vida leva a garça, Edições Ulmeiro, Lisboa, 1984
  • Até Hoje (Memórias de Cão), Edições Ulmeiro, Lisboa, 1986
  • Pátio d’Alfândega Meia-Noite (1992)
  • Já Não Gosto de Chocolates, Edições Salamandra, Lisboa, 1999
  • Murmúrios com vinho de missa, Letras Lavadas, Angra do Heroísmo, 2013)
Ensaio
  • Abordagem" (teatral) a "Quando o mar galgou a terra" de Armando Cortes Rodrigues (separata da revista "Atlântida"), Angra do Heroísmo, 1982;
Contos
  • Contos com Desconto, 1991 – ed. Instituto Açoriano de Cultura
  • Com Perfume e com Veneno, 1997 – ed. Salamandra;
Está representado ainda em
  • "14 poetas de aqui e de agora", Angra do Heroísmo, 1972;
  • "Antologia de poesia açoriana (do século XVIII a 1975)", Lisboa, 1977;
  • "Antologia panorâmica do conto açoriano (séculos XIX e XX - Organização, prefácio e notas de João de Melo)" ed. Vega, Lisboa, 1978;
  • "The sea within", EUA, 1983. (in) Sempre disse tais coisas esperançado na vulcanologia - 12 poetas dos Açores (organização e notas de Emanuel Jorge Botelho)

Referências

  1. a b «O Açoriano - Revista» (PDF). O Açoriano. Setembro de 2009. Consultado em 15 de junho de 2010 
  2. a b «Insígnias atribuídas no Solar da Madre de Deus: Jorge Amaral, Victor Hugo e Álamo Oliveira condecorados hoje em Angra do Heroísmo». Correio dos Açores. Consultado em 15 de junho de 2010 
  3. a b Irene Maria F. Blayer (25 de agosto de 2008). «SOBRE AS NARRATIVAS DE FRANCISCO COTA FAGUNDES* Álamo Oliveira». RTP. Consultado em 15 de junho de 2010 
  4. a b «Aos 30 anos... Alpendre apresenta - Combate "à inércia" com programação diversificada». açores.com. Fevereiro de 2006. Consultado em 15 de junho de 2010 
  5. a b «"ANDANÇAS DE PEDRA E CAL" Álamo Oliveira depura escrita com nova publicação de poesia». A União. Consultado em 15 de junho de 2010 
  6. «PR distingue três personalidades açorianas». ionline. Consultado em 15 de junho de 2010 
  7. «Álamo Oliveira lança livro sobre o cantador Caneta». PTP Açores. Consultado em 6 de setembro de 2012 
  8. «PROGRAMA com sinopses e biodados 4º Encontro Açoriano da Lusofonia». Consultado em 15 de junho de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]