Ir para o conteúdo

José Henrique Álamo Oliveira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Álamo Oliveira)
José Henrique Álamo Oliveira
Nascimento2 de maio de 1945
Raminho
Morte6 de julho de 2025 (80 anos)
Angra do Heroísmo
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãopoeta, escritor

José Henrique Álamo Oliveira (Raminho, 2 de maio de 1945 Angra do Heroísmo, 6 de julho de 2025), foi um poeta e escritor açoriano.[1] A sua obra mais conhecida é Triste vida leva a garça. Foi galardoado em 1999 com o Prémio Almeida Garrett.

Biografia

[editar | editar código]

Álamo Oliveira nasceu na freguesia do Raminho, na ilha Terceira, arquipélago dos Açores, tendo iniciado os seus estudos no Seminário Episcopal de Angra, mas deixou o seminário sem concluir. Trabalhou sempre ligado à cultura em diversos departamentos do estado, tendo-se reformado no ano de 2001.

O romance Já não gosto de chocolates foi traduzido e publicado nos Estados Unidos e Japão.[2] "Até hoje, memórias de cão" foi galardoado com o prémio Maré Viva, da Câmara Municipal do Seixal, em 1985; já "Solidão da Casa do Regalo" foi galardoado com o prémio Almeida Garrett, em 1999.[3]

Decorria o ano de 2002, quando a Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou-o para leccionar na qualidade de escritor do semestre a sua própria obra aos estudantes de Língua Portuguesa - sendo o primeiro português a receber tal distinção.[3]

Já editou trinta e três livros, quer de poesia, romance, contos, teatro e de ensaios, sendo de destacar os "Pátio da Alfândega, meia-noite", "Já não gosto de chocolates" e "Até hoje - memórias de cão", que serviram como base a trabalhos académicos em faculdades dos Estados Unidos e também do Brasil.

A sua poesia já foi traduzida para inglês, francês, espanhol e croata.[1]

É um dos membros fundadores do grupo de teatro Alpendre, com sede em Angra do Heroísmo e o mais antigo agrupamento de teatro dos Açores, atualmente com 34 anos de vida[4]. Seis anos após o seu nascimento o Governo regional dos Açores, conferiu o Estatuto de Instituição de Utilidade Pública.[4]

A 4 de junho de 2010 e após uma pausa de nove anos, o escritor edita o seu último livro, intitulado "Andanças de Pedra e Cal".[5]

A 10 de junho de 2010, nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, Álamo Oliveira recebeu o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[2][6]

A 23 de agosto de 2012, o autor lança uma biografia do cantor popular Manuel Caetano Dias, mais conhecido por Caneta.[7]

Álamo de Oliveira faleceu a 6 de julho de 2025, aos 80 anos.[8]

Trabalhos publicados[9][5]

[editar | editar código]
Poesia
  • Pão Verde, ed. do autor, prefaciado por Natália Correia, Angra do Heroísmo, 1971;
  • Poemas de(s)amor, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1973;
  • Fábulas, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1974;
  • Os quinze misteriosos mistérios, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1976;
  • Almeida Firmino - poeta dos Açores, ed. da SREC, Angra do Heroísmo, 1979;
  • Eu fui ao Pico piquei-me, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1980;
  • Itinerário das gaivotas, ed. da SREC, Angra do Heroísmo, 1982;
  • Sabeis quem É este João?, 1984 – sep. Revista «Atlântida»;
  • Nem mais amor que fogo (de parceria com Emanuel Jorge Botelho), ed. dos autores, Angra do Heroísmo, 1983;
  • Missa Terra Lavrada, 1984 – ed. DRAC;
  • Os Sonhos do Infante, 2ª edição, 1995 – ed. Jornal de Cultura;
  • Textos Inocentes, edição do autor, Angra do Heroísmo, composto e impresso na União G. Angrense em julho 1986, edição de 600 exemplares
Teatro
  • Um Quixote – 2ª edição, 1974;
  • Morte ou Vida do Poeta, 1974;
  • Manuel, seis vezes pensei em ti, ed. do autor, Angra do Heroísmo, 1977;
  • Uma hortênsia para Brianda (separata da revista "Atlântida"), Angra do Heroísmo, 1982;
  • Sabeis quem é este João?, 1984;
  • Missa terra lavrada, 1984;
  • Manuel, seis vezes pensei em ti – 2ª edição, 1994;
  • Os sonhos do infante – 2ª edição, 1995;
  • Morte que mataste lira (com Carlos Alberto Moniz), 1999;
  • Judite--nome de guerra, Almada Negreiro (adaptação), 2002;
  • A solidão da casa do regalo, 2004;
  • Bocas de mulheres, 2005;
  • Enquanto a roupa seca, 2009;
  • Já não gosto de chocolates (adaptação), 2016;
Ficção
  • Burra preta-com uma lágrima, ed. do autor, Angra do Heroísmo 1982;
  • Triste vida leva a garça, Edições Ulmeiro, Lisboa, 1984
  • Até Hoje (Memórias de Cão), Edições Ulmeiro, Lisboa, 1986
  • Pátio d’Alfândega Meia-Noite (1992)
  • Já Não Gosto de Chocolates, Edições Salamandra, Lisboa, 1999
  • Murmúrios com vinho de missa, Letras Lavadas, Angra do Heroísmo, 2013)
  • Marta de Jesus (a verdadeira) (2014)
Ensaio
  • Abordagem" (teatral) a "Quando o mar galgou a terra" de Armando Cortes Rodrigues (separata da revista "Atlântida"), Angra do Heroísmo, 1982;
Contos
  • Contos com Desconto, 1991 – ed. Instituto Açoriano de Cultura
  • Com Perfume e com Veneno, 1997 – ed. Salamandra;
Está representado ainda em
  • "14 poetas de aqui e de agora", Angra do Heroísmo, 1972;
  • "Antologia de poesia açoriana (do século XVIII a 1975)", Lisboa, 1977;
  • "Antologia panorâmica do conto açoriano (séculos XIX e XX - Organização, prefácio e notas de João de Melo)" ed. Vega, Lisboa, 1978;
  • "The sea within", EUA, 1983. (in) Sempre disse tais coisas esperançado na vulcanologia - 12 poetas dos Açores (organização e notas de Emanuel Jorge Botelho)

Referências

[editar | editar código]

Ligações externas

[editar | editar código]