Ángel Campos Pámpano

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Ángel Campos Pámpano
Nascimento 10 de maio de 1957
San Vicente de Alcántara
Morte 25 de novembro de 2008 (51 anos)
Badajoz
Cidadania Espanha
Alma mater Universidade de Salamanca
Ocupação tradutor, poeta
Causa da morte câncer pancreático

Ángel Campos Pámpano (San Vicente de Alcántara, 10 de maio de 1957 — Badajoz, 25 de novembro de 2008) foi um poeta e tradutor espanhol, e defensor da cultura e literatura de Portugal.[1][2][3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no município estremenho de San Vicente de Alcántara, na província de Badajoz, estudou filologia hispânica na Universidade de Salamanca, e foi professor do ensino secundário durante vinte anos nos institutos da Estremadura e durante seis anos no Instituto Espanhol Giner de los Ríos, em Lisboa, onde regressou em 2008, por forma a permitir-lhe prosseguir a sua função na Estremadura. Deu um ímpeto às relações culturais e poéticas entre as instituições e indivíduos da região fronteiriça da Estremadura e de Portugal. Morreu a 25 de novembro de 2008 em Badajoz, após sofrer uma operação de cancro do pâncreas aos cinquenta e um anos. A sua poesia La vida de otro modo, ilustrada por Javier Fernández de Molina e prolongada pelo professor Miguel Ángel Lama, foi publicada pela editora Calambur.[4]

Para além das suas traduções e trabalhos de agitação cultural, a sua criação poética mais importante é La ciudad blanca (1988), uma obra pioneira de poesia contemplativa, impressionista e de forte impacto do conhecimento e descoberta de Portugal, da sua língua, cultura, literatura, e especialmente a poesia. Entre as suas obras encontram-se: Siquiera este refugio (1993), La voz en espiral (1998) e La semilla en la nieve (2004), onde recebeu o Prémio Estremadura à Criação.[4]

Traduziu para o espanhol as obras de autores da literatura portuguesa do século XX, como Fernando Pessoa, Carlos de Oliveira, António Ramos Rosa, Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros. A sua antologia de Pessoa Un corazón de nadie, publicada pela editora Galaxia Guttenberg/Círculo de Lectores, o projetou aos círculos intelectuais nacionais e internacionais.[4]

Fundou e dirigiu as revistas Espacio/Espaço escrito e Hablar/Falar de Poesía, que tinham como objetivo unir as culturas e literaturas espanhola, estremenha e portuguesa.[4]

Ángel Campos presidiu a Associação de Escritores Estremenhos. Em 1992, fundou a Aula de Poesia Enrique Díez-Canedo de Badajoz na associação, que percorreu mais de cento e quinze autores, através das instituições culturais e dos institutos educacionais em toda a região.[4]

Prémios[editar | editar código-fonte]

  • Prémio e Tradução Giovanni Pontiero, por traduzir as obras de Sophia de Mello Breyner Andresen.
  • Prémio Estremadura à Criação (2005), pela obra La semilla en la nieve.
  • Prémio Eduardo Lourenço, (Guarda, Portugal), a título póstumo.[5]

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesias
  • Materia del olvido (1986).
  • La ciudad blanca (1988).
  • Caligrafías (1989), com o pintor Javier Fernández de Molina.
  • Siquiera este refugio (1993).
  • Como el color azul de las vocales (1993).
  • De Ángela (1994).
  • La voz en espiral (1998).
  • El cielo casi (1999).
  • El cielo sobre Berlín (1999), com o pintor Luis Costillo.
  • Jola (2004), bilingue e com fotografias de Antonio Covarsí.
  • La semilla en la nieve (2004).
Traduções
  • Fernando Pessoa, Odas/Odes de Ricardo Reis ( 1980).
  • António Ramos Rosa, Ciclo del caballo (1985).
  • Mário Neves, La Matanza de Badajoz (1986).
  • Carlos de Oliveira, Micropaisaje (1987).
  • Fernando Pessoa, El marinero ; En la floresta del enajenamiento (1988).
  • Eugénio de Andrade, El otro nombre de la tierra (1989).
  • António Ramos Rosa, Tres lecciones materiales (1990).
  • Ruy Belo, País posible (1991).
  • Al Berto, Una existencia de papel (1992).
  • José Saramago, El año de 1993 (1996).
  • Mário de Sá-Carneiro, La confesión de Lucio (1996).
  • Fernando Pessoa, Odas de Ricardo Reis (1998).
  • Fernando Pessoa, Poesías completas de Alberto Caeiro (1997).
  • Fernando Pessoa, Odas de Ricardo Reis (1999).
  • Eugénio de Andrade, La sal de la lengua (1999).
  • Fernando Pessoa, Un corazón de nadie : antología poética (1913-1935) (2001 e 2004).
  • Eugénio de Andrade, Todo el oro del día (2004).
  • Eugénio de Andrade, Materia solar y otros libros : obra selecta (1980-2002) (2004).
  • Sophia de Mello Breyner Andresen, Nocturno mediodía : antología poética (1944-2001) (2004).
Antologias
  • Abierto al aire. Antología de poetas extremeños (1971-1984) (1985), com Álvaro Valverde.
  • Los nombres del mar. Poesía portuguesa 1974-1984. (1985)

Notas e referências

Notas

* Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em estremenho, cujo título é «Ángel Campos Pámpano», especificamente desta versão.

Referências

  1. «Ángel Campos Pámpano» (em espanhol). Escritores.org. Consultado em 24 de fevereiro de 2019 
  2. Delgado, Antonio Sáez (27 de novembro de 2008). «Ángel Campos Pámpano, poeta». El País (em espanhol) 
  3. Valverde, Álvaro (26 de novembro de 2008). «Ángel Campos: una voz extremeña y universal». ABC (em espanhol) 
  4. a b c d e «Ángel Campos Pámpano (1957-2008)». Expresso. 25 de novembro de 2008 
  5. Lusa (25 de novembro de 2008). «Ángel Campos Pámpano ganha Prémio Eduardo Lourenço 2008». Público 
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