Área de Comando Nordeste da RAAF

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Área de Comando Nordeste
RAAFAreaCommands1942.png
Áreas de Comando da RAAF em Novembro de 1942
País  Austrália
Corporação Real Força Aérea Australiana
Missão Defesa aérea
Reconhecimento aéreo
Protecção aérea da orla costeira
Período de atividade 1942–1956
História
Guerras/batalhas Segunda Guerra Mundial
Comando
Comandantes
notáveis
Frank Lukis (1942)
Harry Cobby (1942–1943)
Ian McLachlan (1951–1953)
Sede
Quartel-general Townsville, Queensland

A Área de Comando Nordeste foi um de vários comandos geográficos criados pela Real Força Aérea Australiana durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a maior parte da sua existência, cobriu a parte central e norte de Queensland e a Papua Nova Guiné. Foi formada em Janeiro de 1942 a partir da parte oriental da antiga Área de Comando do Norte, que cobria a totalidade do norte da Austrália e a Papua Nova Guiné. Com quartel-general em Townsville, em Queensland, esta área de comando era responsável pela defesa aérea, reconhecimento aéreo e protecção as orlas costeiras dentro da sua área. As aeronaves sob o seu controlo participaram nas batalhas de Rabaul, Port Moresby e Baía Milne em 1942, e no desembarque em Hollandia e Aitape em 1944.

O comando continuou a operar depois do cessar das hostilidades, mesmo com os seus efectivos e equipamentos muito diminuídos. As suas responsabilidades passaram, em Fevereiro de 1954, para os novos comandos funcionais da RAAF: o Home Command (operacional), o Comando de Treino e o Comando de Manutenção. O quartel-general da área foi dissolvido em Dezembro de 1956 e reformado como o quartel-general da Base aérea de Townsville.

História[editar | editar código-fonte]

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Map of Australia showing state borders, with RAAF area command boundaries superimposed
Áreas de Comando da RAAF em Dezembro de 1941

A Área de Comando Nordeste foi formada em Townsville, Queensland, no dia 15 de Janeiro de 1942, assumindo a porção leste do comando anterior, a Área de Comando do Norte.[1] A Área de Comando do Norte havia sido estabelecida no dia 8 de Maio de 1941 como um dos vários comandos geográficos criados pela Real Força Aérea Australiana, e cobria a parte norte de Nova Gales do Sul, Queensland, o Território do Norte e Papua.[2] A missão das áreas de comando eram a de realizar a defesa aérea na sua área de responsabilidade, para além de ter que proteger a orla costeira e realizar reconhecimento aéreo. Cada área era comandada por um Air Officer Commanding (AOC) responsável pela administração e pela operações das bases aéreas e das unidades dentro das fronteiras da sua área.[2][3]

O despoletar da Guerra do Pacífico em Dezembro de 1941 foi o catalisador para que a Área de Comando do Norte fosse dividida, passando a existir a Área de Comando Noroeste e a Área de Comando Nordeste, sendo que cada uma delas ficaria responsável por se defender de ameaças diferentes, no norte da Austrália e na Nova Guiné, respectivamente.[1][4] O Comodoro do Ar Frank Lukis, anteriormente comandante da Área de Comando do Norte, tornou-se no primeiro comandante da Área de Comando Nordeste, tomando a responsabilidade pelas operações aéreas da RAAF contra as forças japonesas na Nova Guiné, Nova Bretanha e nas ilhas circundantes.[5][6] O seu quartel-general contava com 284 efectivos.[7]

No dia 20 de Janeiro de 1942, uma força de 100 aeronaves japonesas atacaram Rabaul, destruindo ou danificando seriamente seis aviões CAC Wirraway e matando ou ferindo cerca de 11 tripulantes do Esquadrão N.º 24, então sob a liderança do Comandante de asa John Lerew.[8][9] No dia seguinte, o quartel-general da Área de Comando Nordeste emitiu um comunicado a Lerew ordenando-o a manter o seu aeródromo aberto, comunicado ao qual Lerew, com apenas dois aviões Wirraway ainda operacionais, respondeu usando uma frase lendária usada pelos gladiadores para honrar o Imperador: "Morituri vos salutamus" ("Nós que vamos morrer saudamos-te"). Ignorando uma mensagem posterior do quartel-general para abandonar o seu esquadrão e escapar num bombardeiro Lockheed Hudson, no dia 22 de Janeiro Lerew deu início à evacuação dos seus subordinados para Port Moresby, na Nova Guiné.[9][10]

Half-length portrait of three military men behind a desk, all with pilot's wings on left breast pocket. One of the men, seated, has a large dark moustache and is wearing a dark winter uniform. The other two, standing on either side of the seated figure, wear short-sleeved tropical uniforms; one of them has a small moustache, the other has a holster on his belt and is smoking a pipe
Comodoro do ar Lukis (centro), com o Capitão de grupo Garing (esquerda), a entregar o comando da Área de Comando Nordeste ao Capitão de grupo Cobby em Agosto de 1942

O Esquadrão N.º 33, operando com aviões Short Empire que haviam pertencido à Qantas, e também operando outros aviões de transporte mais pequenos, foi criado na Área de Comando Nordeste no dia 19 de Fevereiro de 1942.[11][12] No início deste mês, Lukis alertou o alto-comando para o baixo nível de preparação e moral das tropas do Exército Australiano em Port Moresby, devido à falta de defesa antiaérea e pelo aparente desinteresse da classe política relativamente a estes militares.[13] No dia 25 de Fevereiro, os quarteis-general dos sectores de caças três e quatro foram estabelecidos para coordenar as operações de combate aéreo; eles ficaram estacionados em Townsvill e Port Moresby, respectivamente.[14] A Ilha Horn, no estreito de Torres, foi atacada pelos japoneses a 14 de Março.[15] Três dias depois dezassete aviões P-40 Kityhawk do Esquadrão N.º 75, recentemente formado em Townsville, foram enviados para Port Moresby.[16] Comandado pelo Líder de esquadrão John Jackson, o esquadrão sofreu pesadas baixas na batalha que se seguiu à sua chegada no destino. A determinada altura, o quartel-general da Área de Comando Nordeste deu permissão a Jackson para retirar as suas forças do local mas Jackson recusou, e o esquadrão continuou a combater e conseguiu abater trinta e cinco aviões japoneses no ar e no solo, assegurando Port Moresby até ser substituído pelos esquadrões 35 e 36 das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos (USAAF), que operavam aviões P-39 Airacobra.[17][18]

No início de 1942, várias formações de bombardeiros norte-americanos operaram sob o controlo da Área de Comando Nordeste, incluindo os A-24 Banshees do Esquadrão de Bombardeamento N.º 8 a partir de Port Moresby, e bombardeiros B-17 Flying Fortress do Esquadrão de Bombardeamento N.º 435 (inicialmente conhecido por "Esquadrão Canguru") a partir de Townsville.[19] No dia 20 de Abril, a autoridade operacional de todas as infraestruturas de combate da RAAF, incluindo as áreas de comando, foi investida no recém-estabelecido Quartel-general das Forças Aéreas Aliadas, sob o comando da Área do Sudoeste do Pacífico.[20][21] Um resultado desta reestruturação foi a inclusão de pessoal da USAAF nos quartéis-generais das áreas de comando da RAAF. De acordo com a história oficial da RAAF, embora isto tenha sido "mais um gesto diplomático do que um método prático de organização bélica", criou as condições necessárias para que os militares de ambas as forças aéreas se pudessem acostumar uns aos outros e "na Área de Comando Nordeste, por exemplo, a atmosfera era alegre e o pessoal extremamente cooperativo uns com os outros".[22] Depois da Batalha do Mar de Coral em Maio, as unidades da RAAF deixaram de operar sob o comando da RAAF na Área de Comando Nordeste e passaram a ser comandadas directamente por comandantes seniores norte-americanos a partir do quartel-general das Forças Aéreas Aliadas.[23]

Twin-engined flying boat
Um Catalina do Esquadrão N.º 11 em Port Moresby

O quartel-general operacional da Área de Comando Nordeste, um edifício de concreto reforçado conhecido por Edifício 81, foi concluído em Maio de 1942. Localizado em Green Street, Townsville, na base de Castle Hill, tinha o seu topo construído como se de uma casa urbana se tratasse, para que a sua identificação por aeronaves inimigas fosse mais difícil.[24] Neste mesmo mês, a Área de Comando Oriental foi formada, tomando o controlo das unidades de Nova Gales do Sul e do sul de Queensland da Área de Comando do Sul e da Área de Comando Nordeste.[25][26] Isto deixou a Área de Comando Nordeste a comandar os esquadrões 24, 33 e 76, além do Quartel-General do Sector de Caça N.º 3, em Townsville, o Esquadrão N.º 100 em Cairns, o Esquadrão N.º 32 na Ilha Horn e os esquadrões 11, 20 e 75, juntamente com o Quartel-general do Sector de Caça N.º 4, em Port Moresby.[27] Os japoneses atacaram Townsville quatro vezes entre o dia 25 e o dia 31 de Julho; a maior parte das bombas lançadas caíram no mar ou nas encostas, tendo atingido uma criança.[28] As fronteiras da Área de Comando Nordeste foram redefinidas no dia 19 de Agosto: uma porção de Queensland foi transferida para a Área de Comando Noroeste.[29] Lukis entregou o comando da área ao Capitão de Grupo (mais tarde Comodoro do ar) Harry Cobby no dia 25 de Agosto.[30] No final do mês, o quartel-general contava com um efectivo de 684 elementos.[31] O Esquadrão N.º 75, reabastecido e reequipado depois da sua defesa de Port Moresby, e o Esquadrão N.º 76, enviado para norte desde Townsville e que também operava aviões P-40 Kittyhawk, desempenharam um papel que os comandantes do Exército Australiano descreveram como "decisivo" na Batalha da Baía Milne na Nova Guiné, durante Agosto e Setembro de 1942.[32] Durante a batalha, Cobby exerceu o comando de todas as unidades da RAAF na Área de Comando Nordeste, enquanto os esforços eram coordenados em terra pelo Capitão de Grupo Bill Garing.[33]

Four men in military flying gear walking among single-engined aircraft on an airfield
O Tenente de voo Les Jackson (segundo a contar da esquerda), irmão do Líder de esquadrão John Jackson, com companheiros pilotos do Esquadrão N.º 75 em Port Moresby, Agosto de 1942

No dia 1 de Setembro de 1942, o Grupo N.º 9 foi formado em Port Moresby como uma força de ataque móvel para que avançasse em frente juntamente com o resto das forças aliadas no Pacífico, em contraste com a natureza estática e defensiva das áreas de comando.[34][35] Este grupo assumiu a direcção de todas as unidades na Nova Guiné que estavam sob o comando da Área de Comando Nordeste. A área inicialmente reteve o controlo administrativo do Grupo N.º 9, contudo, no dia 1 de Janeiro de 1943, o grupo tornou-se independente da área de comando e a sua administração passou a ser da responsabilidade do quartel-general da RAAF, em Melbourne.[30] Em Setembro de 1942, deu-se também a formação do Comando da RAAF, liderado pelo Vice-Marechal do ar Bill Bostock, para supervisionar a maior parte das unidades da RAAF no teatro de operações do Sudoeste do Pacífico.[36][37] Bostock exercia o controlo das operações aéreas através das áreas de comando, embora o quartel-general da RAAF continuasse a ser a superior autoridade administrativa de todas as unidades da RAAF.[38] Ele coordenou pessoalmente operações que envolviam mais do que uma área de comando, como por exemplo quando a força de caças da Área de Comando Nordeste e da Área de Comando Noroeste eram colocadas a combater em conjunto para repelir um grande ataque.[39] Em Fevereiro de 1943, a Asa N.º 42 foi formada em Townsville, e no mês seguinte assumiu o controlo de todas as estações de radar na Área de Comando Nordeste.[40] Em Abril de 1943, a Área de Comando Nordeste controlava directamente quatro esquadrões de guerra antissubmarina: o Esquadrão N.º 7, que operava aviões Bristol Beaufort, o Esquadrão N.º 9 que operava aviões Supermarine Seagull, e os esquadrões número 11 e 20, que operavam aviões PBY Catalina em missões de reconhecimento aéreo e bombardeamento.[41]

Informal half-portrait of three men and a woman in light-coloured uniforms
Comodoro do ar Summers (à esquerda), que sucedeu ao Comodoro do ar Cobby como AOC da Área de Comando Nordeste, com o seu pessoal em Townsville, Maio de 1944

No início de 1943, ainda se acreditava que o Japão fosse capaz de invadir, ou pelo menos bombardear, as ilhas do Estreito de Torres, e a Área de Comando Nordeste apenas tinha o Esquadrão N.º 7, então a operar a partir da Ilha Horn, para contra-atacar os japoneses. Devido a este problema, o esquadrão foi reforçado pela presença, em Abril, do Esquadrão N.º 84, que operava caças CAC Boomerang.[42] Neste mesmo mês, a Asa N.º 72 foi formada em Townsville, antes de poder ser enviada para Merauke, na Nova Guiné. Controlando o Esquadrão N.º 84, o Esquadrão N.º 86 e o Esquadrão N.º 12, a asa ficou responsável pela defesa aérea do Estreito de Torres, assim como pelas operações ofensivas contra infraestruturas e embarcações inimigas na Nova Guiné Holandesa. Em Outubro, o Esquadrão N.º 84 passou a operar aviões Kittyhawk e foi transferido para a recém-formada Asa N.º 75, que havia assumido a responsabilidade de comandar as unidades estacionadas na Ilha Horn, na Ilha Thursday e em Higgins Field na Península do Cabo York.[43][44] Em Fevereiro de 1944 o quartel-general da Asa N.º 75 foi movido da Ilha Horn para Higgins Field, local onde rapidamente também chegaram unidades que ficariam sob o seu comando, o Esquadrão N.º 7 e o Esquadrão N.º 23. Este último esquadrão operava aviões Vengeance até ser declarado como não-operacional em Junho, antes de começar a fase de reequipamento com aviões B-24 Liberator para a realização de missões na Área de Comando Noroeste.[45][46] Por volta de Maio, a ordem de batalha da Área de Comando Nordeste no continente australiano consistia no Esquadrão N.º 7, Esquadrão N.º 9, Esquadrão N.º 13, Esquadrão N.º 20 e Esquadrão N.º 23.[44]

Cobby serviu como AOC da Área de Comando Nordeste até Novembro de 1943, entregando o comando ao Comodoro do ar John Summers, que desempenharia esta função até ao final da guerra.[5] No final de Novembro, o quartel-general da Área de Comando Nordeste contabilizava 499 efectivos, incluindo 97 oficiais.[47] Em Dezembro de 1943 e Janeiro de 1944 os aviões Catalina da Área de Comando Nordeste juntaram-se ao Grupo N.º 9 em apoio à invasão norte-americana de Nova Bretanha.[48] Em Abril de 1944 os Catalina também realizaram missões de lançamento de minas navais no Mar de Timor, num esforço que antecedeu os desembarques em Hollandia e Aitape.[49] Nesse mês o Grupo N.º 9, que se havia tornado numa organização estática similar a uma área de comando no continente australiano, foi renomeado Comando do Norte e foi-lhe atribuída a responsabilidade das unidades da RAAF na Nova Guiné.[50][51] Em Agosto a Asa N.º 75 foi dissolvida e as suas unidades ficaram directamente sob a responsabilidade do quartel-general da área de comando.[52] No mesmo mês, o quartel-general da Asa N.º 76, formado em Townsville em Janeiro e mais tarde colocado em Cairns, foi transferido para Darwin, no Território do Norte.[53][54] Lá ficou sob o controlo da Área de Comando Noroeste e supervisionou as operações dos três esquadrões que operavam aviões Catalina, incluindo o Esquadrão N.º 20.[55][56] Em Outubro de 1944 a Asa N.º 42 foi também dissolvida, depois de uma decisão de atribuir o controlo das estações de radar a RAAF às unidades de combate móveis ou formações similares.[57] No final de Fevereiro de 1945, o quartel-general da Área de Comando Nordeste possuía 743 efectivos, incluindo 127 oficiais.[58] Em Maio o quartel-general da Asa N.º 72 foi transferido para Townsville, tendo sido dissolvido no mês seguinte.[54]

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Map of Australia showing state borders, with RAAF area command boundaries superimposed
Áreas de Comando da RAFF em 1947; estas fronteiras estiveram em vigor até 1953-54

Depois do final da Guerra do Pacífico em Agosto de 1945, a Área de Comando do Sudoeste do Pacífico foi dissolvida e o quartel-general da RAAF voltou a deter o controlo absoluto de todas as suas formações operacionais, incluindo as áreas de comando.[59] No final do mês, o quartel-general da Área de Comando Nordeste possuía 526 efectivos, incluindo noventa e oito oficiais.[60] A força aérea nesta altura começou a diminuir drasticamente o seu volume, à medida que o seu pessoal era desmobilizado e as suas unidades dissolvidas; a maior parte das bases e aeronaves da RAAF empregues em operações estavam, depois da guerra, situadas dentro da esfera de controlo da Área de Comando Oriental, em Nova Gales do Sul e no sul de Queensland.[61] No final de 1945 o pessoal da área de comando totalizava 227 elementos, dos quais 63 eram oficiais.[62]

Em Setembro de 1946, o Chefe do Estado-maior, o Vice-Marechal do ar George Jones, propôs reduzir as cinco áreas de comando (noroeste, nordeste, oriental, sul e ocidental) para apenas três áreas: uma Área do Norte, cobrindo Queensland e o Território do Norte, uma Área Oriental, cobrindo Nova Gales do Sul, e uma Área do Sul, cobrindo a Austrália Ocidental, a Austrália Meridional, Vitória e Tasmânia. O governo australiano rejeitou este plano e as áreas de comando continuaram inalteradas.[63][64] O Comando do Norte (redesignado Área do Norte em 1945) foi dissolvido em Fevereiro de 1947.[53] Em 1949, o quartel-general da Área de Comando Nordeste estava localizado na Rua Sturt, em Townsville.[64] A partir de Março de 1949, o Esquadrão N.º 10 esteve colocado em Townsville, operando aviões aviões Avro Lincoln em missões de reconhecimento aéreo e busca-e-salvamento no Pacífico e na fronteira norte do continente australiano.[65][66] Em Setembro de 1951 o Comodoro do Ar Ian McLachlan foi nomeado comandante da área, e serviu durante dois anos até ser rendido pelo Comodoro do ar Patrick Heffernan.[67][68][69]

A partir de Outubro de 1953 a RAAF foi reorganizada, deixando de estar organizada num sistema de comando e controlo baseado na geografia e passando a ficar organizada com base na função. Em Fevereiro de 1954, as novas organizações funcionais (Comando, Treino e Manutenção) assumiram o controlo de todas as operações, treino e manutenção da Área de Comando Nordeste.[3][70] O quartel-general da área continuou a existir mas apenas, de acordo com o jornal Argus, como um dos pontos de controlo remoto do Comando da RAAF.[71] No dia 3 de Dezembro de 1956 o quartel-general da área foi dissolvido, sendo sucedido pelo quartel-general da Base aérea de Townsville.[72]

Em 2009, o antigo quartel-general no Edifício 81, Green Street, passou a albergar o grupo de Serviço de Emergência do Estado.[24]

Referências

  1. a b Gillison, Royal Australian Air Force, p. 311
  2. a b Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 91–92
  3. a b «Organising for war: The RAAF air campaigns in the Pacific» (PDF). Pathfinder (121). Air Power Development Centre. Outubro de 2009. Consultado em 2 de julho de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 13 de março de 2021 
  4. Stephens, The Royal Australian Air Force, pp. 111–112
  5. a b Ashworth, How Not to Run an Air Force, pp. 302–304
  6. Stephens, The RAAF in the Southwest Pacific Area, p. 35
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  8. Stephens, The Royal Australian Air Force, pp. 135–136
  9. a b Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 354–358
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  12. RAAF Historical Section, Maritime and Transport Units, pp. 35–38
  13. Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 447–448
  14. Cooper, Kokoda Air Strikes, p. 53
  15. Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 453, 457
  16. Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 458–462
  17. Stephens, The Royal Australian Air Force, pp. 139–141
  18. Johnston, Whispering Death, pp. 164, 177
  19. Cooper, Kokoda Air Strikes, pp. 147, 180
  20. Gillison, Royal Australian Air Force, p. 473
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  22. Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 473–478
  23. Cooper, Kokoda Air Strikes, pp. 268–270
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  26. Ashworth, How Not to Run an Air Force, p. 134
  27. Royal Australian Air Force, Northern Area and North-Eastern Area Headquarters, p. 151
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  34. Odgers, Air War Against Japan, p. 6
  35. Stephens, The Royal Australian Air Force, pp. 122–123
  36. Gillison, Royal Australian Air Force, pp. 585–588
  37. Odgers, Air War Against Japan, pp. 4–6
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  39. Odgers, Air War Against Japan, p. 42
  40. Royal Australian Air Force, Northern Area and North-Eastern Area Headquarters, pp. 326, 350
  41. Odgers, Air War Against Japan, p. 141
  42. Odgers, Air War Against Japan, p. 113
  43. Odgers, Air War Against Japan, pp. 113–116
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  50. Stephens, The Royal Australian Air Force, pp. 144, 168
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  52. Royal Australian Air Force, Northern Area and North-Eastern Area Headquarters, p. 830
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]