Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses

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Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses
Categoria V da IUCN (Paisagem/Costa Protegida)
Localização Maranhão, Brasil
Dados
Área 2 631 260 ha[1]
Criação 11 de junho de 1991
Gestão Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão[1]
Coordenadas 1° 35' S 44° 56' O
Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses está localizado em: Brasil
Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses
Nome oficial: Reentrâncias Maranhenses
Tipo: Zona úmida artificial, interiorana, costeira e marinha
Critérios: 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8
Data de registro: 30 de novembro de 1993
Referência: 640
País: Brasil Brasil
Subregião: América do Sul

A Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (APA das Reentrâncias Maranhenses) é uma unidade de conservação brasileira de uso sustentável da natureza que ocupa parte do território dos municípios maranhenses de Alcântara, Apicum-Açu, Bacuri, Bequimão, Carutapera, Cedral, Central do Maranhão, Cururupu, Cândido Mendes, Godofredo Viana, Guimarães, Luís Domingues, Mirinzal, Porto Rico do Maranhão, Serrano do Maranhão e Turiaçu, ocupando o recortado litoral ocidental maranhense, do Golfão Maranhense até a foz do rio Gurupi.[1]

Revoadas dos Guarás

Abrangendo uma área de 2 631 260 ha, as APA das Reentrâncias Maranhenses protege a planície costeira com suas ilhas, baías, enseadas, e um complexo estuarino, com canais, igarapés, manguezais, que abrigam e alimentam diversas espécies de peixes, crustáceos, moluscos e aves migratórias.

Abrange as baías de Cumã, do Capim, dos Lençóis, de Turiaçu, de Mutuoca, de Maracaçumé, do Carará, do Piracau, do Tromaí, de Iririaçu, de Iriri-mirim, do Gurupi. Diversas ilhas se localizam na região como Magunça, Campelo, dos Lençóis, Inglês, Japariquara, da Mutuoca, Adeusinho, São Jorge, Irmãos, São Joãozinho, dentre outras. Diversos rios deságuam nas Reentrâncias, tais como o rio Gurupi, rio Iriri-mirim, rio Iriri-açu, rio Tromaí, rio Maracaçumé, rio Turiaçu, rio Uru, rio Pericumã, rio Aurá .[2]

A APA foi criada em 11 de junho de 1991 através do Decreto Estadual n° 11.901.[1] Foi designada como Sítio Ramsar (Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional Especialmente Enquanto Habitat de Aves Aquáticas) em 1993. Em seus limites, encontra-se inserida a Reserva Extrativista de Cururupu, unidade de conservação federal.

Seus biomas predominantes são: Amazônia (38,3%) e Costeiro e Marinho (61,7%).[3]

As Reentrâncias Maranhenses se constituem, somando-se à área de manguezais encontrada no Pará, na maior área contínua desse ecossistema no mundo. [3]

O manguezal é um ecossistema rico em biodiversidade e berçário natural de diversas espécies pesqueiras. Além disso, possui significativa importância social, sendo uma área onde diversas famílias têm nos recursos pesqueiros sua principal fonte de alimentação e renda. [3]

Entre Belém (PA) e São Luís (MA), a costa é extremamente recortada e instável, recebendo a denominação de costa de rias ou reentrâncias maranhenses. Constituem vales fluviais afogados pela última subida do nível do mar (transgressão marinha), há cerca de 6.000 anos. Sua posterior descida expôs sedimentos finos propícios à colonização pelos mangues, que encontraram ambientes e condições perfeitas para o seu estabelecimento e manutenção, tendo em vista que costa, o regime de macromaré (uma das maiores do mundo) e o clima quente e úmido da Zona Equatorial colaboram para o seu desenvolvimento.[4]

A APA também tem excepcional importância para as aves migratórias limícolas provindas do Hemisfério Norte que utilizam as Reentrâncias Maranhenses como ponto de pouso e alimentação. Por esse motivo, foi incluída na Rede Hemisférica Ocidental de Reservas para Aves Limícolas. [3]

A APA também protege uma grande área do ecossistema marinho onde podem ser encontradas espécies ameaçadas como peixe-boi marinho (Trichechus manatus), mero (Epinephelus itajara), golfinho (Sotalia guianensis), tartaruga marinha (Eretmochelys imbricata), espadarte (Pristis pectinata), cação-bicudo (Isogomphodon oxyrhynchus ), tubarão-limão (Negaprion brevirostris), tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), trinta-réis-real (Thalasseus maximus), capininga (Trachemys adiutrix), maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) e o guará (Eudocimus ruber), que deu nome à Floresta dos Guarás, dentre outras. [5]

Trata-se de ecossistema ameaçado, vítima das queimadas, do desmatamento de manguezais e da disposição inadequada de resíduos sólidos e efluentes industriais, hospitalares e domésticos. [6]

As Reservas Extrativistas de Cururupu, Arapiranga-Tromaí e Itapetinga se localizam na região das Reentrâncias.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «ÁREA DE PROTEçãO AMBIENTAL DAS REENTRâNCIAS MARANHENSES». Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. 12 de abril de 2012. Consultado em 12 de abril de 2012 
  2. «Mapa Físico Detalhado do Maranhão». www.brasil-turismo.com. Consultado em 13 de outubro de 2018 
  3. a b c d Maria Carolina Hanzin; Fabiana Prado. «Projeto de fortalecimento da capacidade institucional para consolidação dos sítios ramsar brasileiros- planejamento para conservação de áreas.». Planejamento para o sucesso de conservação 
  4. «Atlas dos Manguezais do Brasil» (PDF) 
  5. «Reentrâncias Maranhenses» (PDF) 
  6. «ALERTA AMBIENTAL! Áreas Úmidas do Maranhão estão sendo destruídas». portais.ufma.br. Consultado em 2 de julho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

APA das Reentrâncias Maranhenses (Socioambiental)

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