Angela Ro Ro

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Angela Ro Ro
Informação geral
Nome completo Angela Maria Diniz Gonsalves
Nascimento 5 de dezembro de 1949 (70 anos)
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ
País  Brasil
Gênero(s) MPB, blues , rock, jazz
Instrumento(s) Vocal e Piano
Período em atividade 1979-presente
Outras ocupações Cantora, compositora e pianista
Gravadora(s) PolyGram (1979-1985)
Gravadora Eldorado (1988-1993)
Som Livre (1993-2000)
Jam Music (2000-2007)
Indie Records (2007-2013)
Biscoito Fino (2013-atualmente)
Afiliação(ões) Maysa, Maria Bethânia, Dolores Duran, Cazuza, Caetano Veloso, Chico Buarque, Antonio Adolfo, Ana Carolina, Sandra de Sá, Zélia Duncan
Página oficial angelaroro.com.br

Angela Maria Diniz Gonsalves, mais conhecida como Angela Ro Ro (Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1949) é uma cantora, compositora e pianista brasileira.[1]Angela Ro Ro, foi considerada pela revista Rolling Stone, a trigésima terceira maior voz da música brasileira.

O apelido "Ro Ro" foi dado na infância por meninos do seu bairro devido a sua voz rouca.[2]

Trajetória artística[editar | editar código-fonte]

Compositora competente, foi gravada por vários artistas como Maria Bethânia, Ney Matogrosso e Marina Lima;[3] Simone e Zélia Duncan gravaram "Agito e Uso", (CD Amigo É Casa, 2008). Começou a estudar piano clássico aos cinco anos, influenciada por ícones como Elis Regina, Maysa, Jacques Brel e Ella Fitzgerald, a quem elegeria posteriormente como ídolos musicais.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1970 (entre 1971 e 1974), no auge da ditadura militar brasileira, foi para a Europa após o pai pagá-la uma passagem de ida - a de volta, ela não sabe se não ganhou por falta de dinheiro ou porque ele simplesmente não queria mais vê-la.[4] Foi primeiro para a Itália, onde conheceu Glauber Rocha. Depois, mudou-se para Londres. Lá, foi faxineira num hospital, garçonete e foi lavadora de pratos num restaurante. Nessa época, já compunha e se apresentava em pubs[4] e andava com hippies e squatters.[3]

Ao voltar para o Rio de Janeiro, apresentou-se em casas noturnas de espetáculos em Ipanema até ser contratada pela gravadora Polygram - Polydor (atual Universal Music). O primeiro Long-Play - Tape, lançado em 1979 exclusivamente com composições da cantora e intitulado simplesmente Angela Ro Ro, tornou-se um clássico da Música Popular Brasileira,[3] ao abrigar numa mesma safra canções como "Gota de Sangue", "Balada da Arrasada", "Agito e Uso", "Tola Foi Você" e "Amor, Meu Grande Amor" (que voltou à tona com a regravação da banda Barão Vermelho, em 1996).

O disco seguinte, Só Nos Resta Viver, trouxe a faixa-título e a regravação de "Bárbara", (Chico Buarque e Ruy Guerra), presente na peça de teatro Calabar, além de "Meu Mal é a Birita", na qual a cantora fala sobre a fama de alcoólatra.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

O trabalho seguinte, Escândalo! (1981), apresentou uma capa em formato de jornal, com o título como manchete, fazendo alusão à grande exposição de Ro Ro na imprensa por ter sido acusada de agressão pela então namorada, a cantora Zizi Possi. A canção "Escândalo" dá título ao álbum e foi composta por Caetano Veloso.

Duas características aliadas da persona pública de Angela Ro Ro são o temperamento forte[2] e a tendência a escândalos. Numa das entrevistas, a cantora foi levada a abandonar a apresentadora Cidinha Campos durante o programa, devido às sucessivas perguntas pessoais, desviando o centro de atenção da entrevista. Ro Ro defendeu-se da entrevistadora argumentando que estaria "abusando" ao acusá-la de ser uma pessoa violenta e ao fazer alusões nada lisonjeiras sobre uso de drogas e comportamento errático.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Entre o fim da década de 1980 e todos os anos 1990, Ro Ro gravou apenas dois discos: Prova de Amor em 1988, e Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon em 1993. Também participou de alguns songbooks produzidos por Almir Chediak.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Pouco tempo depois, Rô Rô decide largar as drogas, a bebida e o cigarro, e a fazer ginástica (perde cerca de 35 quilos) e lança o disco Acertei no Milênio em 2000.

Entre 2004 e 2005, Angela foi convidada à apresentar o talk-show Escândalo, na emissora de TV a cabo Canal Brasil recebendo dezenas de colegas da MPB. Em 2006, assinou contrato com a independente ndie Records, pertencente a Líber Gadelha (ex-marido da ex-namorada Zizi Possi e pai da cantora Luiza Possi), para a gravação do álbum de estúdio Compasso e o álbum e vídeo ao vivo Ao Vivo, gravado em um espetáculo no Circo Voador, na Lapa (bairro do Rio de Janeiro), em 20 de setembro de 2006. Em 2008 participa do projeto "Loucos por música", no qual dividiu palco com Ivete Sangalo, Elba Ramalho e Ana Carolina.

Em dezembro de 2009 a Descobertas e o Canal Brasil resgatam os áudios de canções gravadas no programa Escândalo com uma proposta intimista de voz e piano, apresentações pelo país, e em alguns deles, convidados especiais, como Sandra de Sá e Ana Carolina.

Anos 2010[editar | editar código-fonte]

Angela assinou contrato com a gravadora Biscoito Fino no ano de 2013, com seu primeiro trabalho pela gravadora sendo o lançamento do CD e DVD ao vivo Feliz da Vida!.

No mesmo ano, é lançado o álbum Coitadinha Bem Feito: As Canções de Angela Ro Ro, álbum de tributo a Ro Ro com regravações de suas canções com vozes masculinas.

Em 2017, lança Selvagem.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Outros álbuns[editar | editar código-fonte]

Videoálbuns[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. «Angela Ro Ro». Instituto Cultural Cravo Albin. Consultado em 25 de maio de 2016 
  2. a b Barcinski 2014, p. 183.
  3. a b c Barcinski 2014, p. 185.
  4. a b Barcinski 2014, p. 184.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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