Ângelo Maria Longa

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Ângelo Maria Longa
Nascimento Rio de Janeiro
Morte 1986
Cidadania Brasil
Ocupação empresário

Ângelo Maria Longa, mais conhecido como "Tio-Patinhas", foi um empresário e contraventor brasileiro,[1] nascido e criado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou suas atividades com a contravenção do jogo do bicho, através de Ivan Bartulic, filho de Gaspar Bartulic, herói de guerra Áustrio-Húngaro, vindo ao Brasil em 1902 e tido como um dos primeiros empresários atuantes no ramo das diversões na cidade. Gaspar Bartulic por sua vez, iniciou na contravenção do jogo do bicho ao associar-se com José Roberto Cunha Sales e Giacomo Staffa. Ambos, entusiastas das diversões como loterias, frontão, cinema e teatro.

Ângelo Maria Longa é advindo da terceira geração de bicheiros do Rio de Janeiro, tido como um dos bicheiros românticos de sua época, averso a exploração de outros crimes juntamente com a contravenção. É denominado entre os seus, "o banqueiro dos banqueiros", dos quais os contraventores menores, a ele, repassavam suas apostas de maior valor, formando uma espécie de seguro, a fim de não obterem o risco de quebrarem com suas próprias bancas.

Durante a década de 1980, participou de reuniões com a cúpula do jogo do bicho, composta por figuras ilustres como Raul-Capitão, Castor de Andrade, Aníz Abraão David, o "Anísio" entre outros, para decidir ações relativas ao grupo, diante da repressão constante à contravenção.[2]

Foi entusiasta de Aílton Guimarães Jorge, o "Capitão Guimarães", e com a ajuda deste, expandiu seus negócios em Niteroi.[3]

Ângelo Maria Longa morreu aos 76 anos em 1986. Seu espólio, tido como um dos mais lucrativos, assumido posteriormente por Waldomiro Paes Garcia, o Maninho.[4]

Referências

  1. «Folha de S.Paulo - Autor da modernização do jogo do bicho, Capitão Guimarães levou "paz" aos chefões - 22/04/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  2. Jason Tércio. A espada e a balança: crime e política no banco dos réus. [S.l.: s.n.] p. 188. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  3. Juremir Machado da Silva (6 de outubro de 2013). «Corrupção e contravenção na ditadura». Consultado em 11 de outubro de 2018 
  4. Flávio Araújo e João Antônio Barros (19 de setembro de 2011). «RJ: morte de contraventor pode ter sido motivada por herança». Terra. Consultado em 11 de outubro de 2018