Élisabeth Borne

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Élisabeth Borne
Nascimento 18 de abril de 1961 (61 anos)
15.º arrondissement de Paris (França)
Cidadania França
Estatura 1,7 m
Progenitores
  • Joseph Borne
  • Marguerite Lescène
Cônjuge Olivier Allix
Filho(s) Nathan Allix
Alma mater
Ocupação política, engenheira, administrador
Prêmios
  • Cavaleiro da Legião de Honra (27 ans de services, 2013)
  • Oficial da Ordem Nacional do Mérito (2016)
  • Commander of the Order of Maritime Merit (2017)

Élisabeth Borne (18 de abril de 1961, Paris) foi nomeada em 16 de maio de 2022 Primeira-ministra da França. É a segunda mulher, após Edith Cresson, a ocupar este cargo. [1]

História[editar | editar código-fonte]

Elisabeth Borne é filha de um judeu que nasceu na Bélgica, membro da Resistência francesa contra o nazismo, Joseph Bornstein (1924-1972). Em 1950, tendo sobrevivido aos campos de concentração nazistas de Auschwitz e de Buchenwald, ele obteve a nacionalidade francesa e adotou o sobrenome Borne, usado por ele em seus falsos documentos na clandestinidade. [2][3] Após a guerra, ele casou com Marguerite Lescène (1920-2015), farmacêutica em Livarot, no Calvados, e abriu um laboratório farmacêutico em Paris. Em 1961, ele se suicidou. Sua filha Elisabeth que tinha apenas 11 anos, tornou-se “Pupille de la Nation”, quer dizer órfã que beneficia de tutela do Estado, o que lhe garantiu bolsas de estudo durante toda a escolaridade. Este estatuto especial decorre do fato que seu pai era membro da Resistência.

Em 1981, ela foi aprovada por concurso na prestigiosa École polytechnique. [4]Em seguida, ela cursou a École Nationale des Ponts et Chaussées [5]e ao mesmo tempo o Master of Business Administration do Collège des Ingénieurs, que ela obteve em 1986.

Percurso político[editar | editar código-fonte]

Elisabeth Borne começou sua carreira politica no âmbito da Esquerda, tendo sido conselheira de Lionel Jospin, Jack Lang, Ségolène Royal, Bertrand Delanoë. Ela também foi diretora da SNCF e da RATP. Ademais, em 2013, ela foi a primeira mulher nomeada Prefeita, termo que na França designa a pessoa depositária da autoridade do Estado em uma região. [6][7]

Nas eleições presidências francesas de 2017, Elisabeth Borne juntou-se ao partido La République en Marche e fez campanha desde o primeiro turno para Emmanuel Macron. Ela tornou-se, em maio, imediatamente após a vitória, Ministra dos Transportes; dois anos depois, em 2019, ela virou Ministra da Transição Ecológica e Solidária e, enfim, em 2020, Ministra do Trabalho, Emprego e Integração.

Em 2022, após a reeleição de Emmanuel Macron à presidência, ela foi nomeada em maio, Primeira-ministra da França.

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Em 30 de junho de 1989, Elisabeth Borne casou-se com Olivier Allix. Desta união nasceu em 1995, um menino, Nathan. O casal se divorciou em 17 de dezembro de 2008.

Referências