Émilie Collignon

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Émilie Aimée Charlotte Bréard Collignon (Antuérpia, 1820 - Saint Georges de Didonne, 25 de dezembro de 1902), mais conhecida como madame Collignon. Belga, foi a médium que recebeu a obra Les Quatre Évangiles – Spiritisme Chrétien ou Révélation de la Révélation (Os Quatro Evangelhos - Espiritsmo Cristão ou Revelação da Revelação) publicada em 1866, em Paris.

O seu nome figura em comunicados de Allan Kardec na "Revue Spirite", em 1864 e 1865, em notas no mesmo periódico e no período de 1870 a 1876. Allan Kardec a conheceu em 1861, quando foi a residência de madame Collignon.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi filha de Paul Damase Bréard, negociante, e de Aimée Marie Célestine Hubert. Em 3 de janeiro de 1843 casou com Charles Paul Collignon, capitalista e artista pintor, residindo em Paris. Conforme declaração deles na Revue Spirite (Revista Espírita), de março de 1862, o casal vivia de rendas. Tiveram três filhos: Jeanne Collignon, Paule Collignon e Henri Paul François Marie Collignon. O filho do casal ficou na história. Foi doutor em direito, ocupando sucessivamente o cargo de sub-prefeito de Mayenne e de Arles. Em 1895, dirigiu o gabinete do prefeito de Seine, tendo sido feito Cavaleiro da Legião de Honra. Foi ainda prefeito de Aveyron (1893), de Correze (1896) e de Finistère (1899) e conselheiro de Estado da República (1912-1913). Na guerra de 1914, se apresentou como voluntário e rejeitou a patente de sargento, preferindo permanecer soldado. Foi nomeado guarda bandeira. Embora não fosse preciso, quis ir para a linha de frente, falecendo em 16 de março de 1915 na batalha de Aubreville, quando tentava ajudar um camarada ferido.

Em 1861, Émilie Collignon já residia em Bordeaux. Em dezembro de 1861 foi sugerido ao Jean-Baptiste Roustaing que fosse à residência dela, no intuito de observar um quadro mediúnico, pintado pela filha Jeannine. Allan Kardec, nesse mesmo período e pelo mesmo motivo, conhece madame Collignon. No segundo encontro que Roustaing teve com Émillie Collignon, ela recebe mensagem psicografada, com orientações quanto ao trabalho mediúnico que se desenvolveria, sob a coordenação de Roustaing. Passa, então, a psicografar mecânicamente a obra "Os Quatro Evangelhos ou Revelação da Revelação". Esse trabalho estendeu-se até 1865.

Além desta obra mediúnica, publicou de sua própria autoria, quatro brochuras, quase todas voltadas à educação, no seu sentido mais profundo. Contribuiu ainda com várias comunicações mediúnicas para a codificação da Doutrina Espírita.

Dedicou-se às obras assistenciais, tendo tentado abrir uma escola para as meninas sem-abrigo na cidade de Bordeaux. Não tendo obtido sucesso nos apelos em busca de recursos, que endereçou aos espíritas através das páginas da "Revue Spirite", doou o dinheiro arrecadado para uma obra similar e para uma creche, fundadas por maçons, passando a colaborar na sua direção.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

ANJOS, Luciano dos. Para Entender Roustaing, Editora Lachêtre, Bragança Paulista, SP, 2005. ISBN 85-88877-39-2

MARTINS, Jorge Damas & BARROS, Stênio Monteiro (Organizadores). A Educadora Émilie Collignon - Grande Médium da Codificação Espírita, Edição da CRBBM, Botafogo, RJ, 2010.