Época Baixa

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Antigo Egito
Faraós e dinastias
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Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

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3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano

A Época Baixa foi um período da história do Antigo Egipto que sucedeu ao Terceiro Período Intermediário e antecedeu a Época Ptolemaica.

O seu início é alvo de divergência de acordo com os autores. Para alguns a Época Baixa inicia-se com a XXV dinastia, enquanto que outros consideram que começou com a XXVI dinastia. No presente artigo optou-se pela segunda perspectiva, que colhe maior aceitação no meio egiptológico actual. Desta forma do ponto de vista cronológico a Época Baixa desenrola-se entre 664 a.C. e 332 a.C.

A XXVI dinastia[editar | editar código-fonte]

O primeiro faraó da XXVI dinastia foi Psamético I, governante de Saís, uma cidade de Delta, região do Egipto na qual se desenrolaram os principais eventos da Época Baixa. Psamético foi imposto como soberano pelos Assírios, cuja última invasão do Egito em 663 a.C. representou o fim da XXV dinastia.

Psamético governava de início apenas uma parte do Delta, paralelamente com os princípes locais. Contudo, graças ao recurso a mercenários gregos e cários tornou-se o único governante e por volta de 655 a.C. já tinha alargado a sua soberania a Tebas, no Alto Egito. Em Tebas, Psamético consegue que a sua filha Nitócris seja adoptada como filha da adorada divina de Amon Chepenuepet II, acto através do qual se tornou a sua sucessora no cargo. Psamético foi também responsável pelo estabelecimento no Delta de uma cidade habitada por gregos, Naucratis.

Necau II, filho e sucessor de Psamético, apoia a Assíria temendo a potencial ameaça que poderiam representar no Médio Oriente os Medos e os Babilónios, envolvendo-se igualmente na política interna do reino de Judá. Porém, em 605 a.C. o rei babilónio Nabucodonosor derrotou os Egípcios em Karkemisch. Após esta derrota, Necau concentrou as suas atenções no Egipto.

Durante o reinado de Psamético II ocorreu uma expedição militar à Núbia contra o rei de Napata na qual se utilizou um exército composto por mercenários gregos, cários e judeus. De regresso desta expedição, que penetrou na Alta Núbia até à quarta catarta, os soldados deixaram inscrições em Abu Simbel.

Com Apriés assiste-se ao novo envolvimento do Egipto na cena internacional, procurando-se evitar o avanço da Babilónia sobre o reino de Judá. Apriés, conhecido na Bíblia como Hofra, apoiou o rei Sedecias de Juda contra a Babilónia, mas esta acabou por conquistar Judá e em 586 a.C. Nabucodonosor II destruiu o Templo de Jerusalém. Parte da população de Judá foi levada para a Babilónia e outra fugiu para o Egipto (incluindo-se neste derradeiro grupo o profeta Jeremias).

Na parte final do seu reinado, Apriés enviou uma expedição militar à colónia grega da Cirenaica, na Líbia, que foi derrotado. Por causa desta derrota gerou-se uma rebelião no exército que decidiu eleger como novo faraó Amásis.

Amásis manteve relações próximas com as cidades da Grécia e apoiou a Babilónia contra os Persas. Em 539 o rei Ciro II conquistou a Babilónia, fundando o Império Aquemênida. Os Persas, liderados por Cambises II, penetram no Egipto em 525 a.C., tomando Mênfis e destronando Psamético III, filho de Amásis e último representante da XXVI dinastia.

XXVII dinastia[editar | editar código-fonte]

A XXVII dinastia corresponde ao primeiro período de ocupação persa.

Cambisés assumiu a titulatura faraónica e, três anos depois, quando regressava para a Ásia faleceu pelo caminho, tendo sido sucedido pelo seu filho Dario I em 522 a.C.. Cambises foi responsável pela reforma de uma série de medidas implementadas pelo seu pai, tendo sido reduzido a carga fiscal. Os Persas procuraram desenvolver o comércio, com a abertura de um canal que ligava o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo.

Os Persas transformaram o Egito, junto com os oásis do deserto ocidental e a Cirenaica, numa província do seu império, cujo governador morava em Mênfis.

A derrota dos Persas pelos Gregos na Batalha de Maratona (480 a.C.) teria consequências indirectas sobre o Egito, já que serviria de inspiração para revoltas contra o poder persa. Com a morte de Dario em 486 a.C. rebentou uma revolta egípcia na região do Delta ocidental. Os seus lideres foram derrotados por Xerxes I que reduziu o Egipto a um província conquistada, não tendo este rei sequer visitado o país ou empregue egípcios entre os seus altos funcionários. Quando Xerxes morreu assassinado em 465 a.C. iniciou-se uma revolta liderada por Inaros que foi apoiada pelos atenienses. Contudo, Inaros foi derrotado pelas forças persas em 454 a.C.. Durante os reinados de Artaxerxes I e Dario II manteve-se o clima de instabilidade política.

XXVIII dinastia[editar | editar código-fonte]

A morte de Dario II no ano de 404 a.C. foi aproveitada para uma nova revolta, que desta feita teria sucesso. Amirteus, da cidade de Saís, foi o primeiro e único faraó da XXVIII dinastia.