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Éter luminífero

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O éter luminífero foi um meio hipotético proposto pela física dos séculos XVII, XVIII e XIX para explicar a propagação da luz e das ondas eletromagnéticas.[1] De acordo com essa hipótese, o espaço seria preenchido por uma substância invisível, contínua e extremamente elástica denominada “éter”, através da qual as ondas luminosas se propagariam de maneira semelhante às ondas sonoras no ar.[2]

A concepção do éter luminífero ganhou força no século XIX após o desenvolvimento da teoria ondulatória da luz e das equações do eletromagnetismo formuladas por James Clerk Maxwell. Como as ondas mecânicas conhecidas necessitavam de um meio material para se propagar, muitos físicos concluíram que a luz também dependeria de um meio físico invisível presente em todo o universo.[3]

Diversas hipóteses foram propostas para explicar as propriedades do éter. Em algumas interpretações, ele deveria ser suficientemente rígido para transportar ondas eletromagnéticas em altíssima velocidade, mas ao mesmo tempo não poderia oferecer resistência significativa ao movimento dos planetas e outros corpos celestes.[4] Essas dificuldades conceituais levaram ao desenvolvimento de experimentos destinados a detectar o movimento da Terra em relação ao suposto meio.

Entre os experimentos mais importantes destacou-se a experiência de Michelson-Morley, realizada em 1887 por Albert A. Michelson e Edward W. Morley.[5] O objetivo do experimento era medir diferenças na velocidade da luz causadas pelo movimento da Terra através do éter. Entretanto, os resultados obtidos não indicaram a existência do chamado “vento de éter”, contrariando as previsões teóricas da época.[6]

No início do século XX, a hipótese do éter luminífero perdeu espaço com o desenvolvimento da teoria da relatividade restrita de Albert Einstein, publicada em 1905.[7] A relatividade restrita demonstrou que as leis da física e a velocidade da luz poderiam ser explicadas sem a necessidade de um meio absoluto de propagação.[8] Desde então, o conceito clássico de éter luminífero deixou de ser aceito pela física moderna.

Ver também

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Referências

  1. WHITTAKER, Edmund Taylor. A History of the Theories of Aether and Electricity. London: Longmans, Green and Co., 1910.
  2. HECHT, Eugene. Optics. 4. ed. San Francisco: Addison Wesley, 2002.
  3. JAMMER, Max. Concepts of Space: The History of Theories of Space in Physics. New York: Dover Publications, 1993.
  4. WHITTAKER, Edmund Taylor. A History of the Theories of Aether and Electricity. London: Longmans, Green and Co., 1910.
  5. MICHELSON, Albert Abraham; MORLEY, Edward W. "On the Relative Motion of the Earth and the Luminiferous Ether". American Journal of Science, v. 34, n. 203, 1887.
  6. HOLTON, Gerald. Thematic Origins of Scientific Thought: Kepler to Einstein. Cambridge: Harvard University Press, 1988.
  7. EINSTEIN, Albert. "On the Electrodynamics of Moving Bodies". Annalen der Physik, v. 17, 1905.
  8. PAIS, Abraham. Subtle is the Lord: The Science and the Life of Albert Einstein. Oxford: Oxford University Press, 1982.

Ligações externas

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