Índice h

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde outubro de 2015). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.

O índice h, ou h-index em inglês, é uma proposta para quantificar a produtividade e o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados.

Em palavras, o índice h é o número de artigos com citações maiores ou iguais a esse número. Um par de exemplos certamente ajuda a ilustrar o conceito: um pesquisador com h = 5 tem 5 artigos que receberam 5 ou mais citações; um departamento com h = 45 tem 45 artigos com 45 ou mais citações; e assim por diante.

O índice h tem problemas para avaliar a produção de cientistas em início de carreira ou com baixa produção. Uma ilustração de como o índice h não funciona nestes casos pode ser útil: um pesquisador que publicou 2 artigos, sendo um deles numa revista obscura que lhe rendeu apenas 1 citação e o outro como primeiro autor numa revista prestigiosa como a Nature recebendo 238 citações, terá um índice h = 1 pois ele não tem nem 2 artigos com pelo menos 2 citações.

Objetivo[editar | editar código-fonte]

O índice pode ser também aplicado para estimar a produtividade e impacto de um grupo de cientistas, um departamento, um país, e assim por diante. O índice h foi proposto em 2005 por Jorge E. Hirsch como uma ferramenta para determinar a qualidade relativa dos trabalhos de físicos teóricos.[1] Apesar de ainda ter que provar seu valor e suplantar outras métricas tradicionais; como a enumeração do número de artigos, enumeração do número de citações, impacto das revistas onde se publica, etc; o índice h está ganhando cada vez mais adeptos[2]

Críticas e alternativas[editar | editar código-fonte]

Como toda tentativa simplista de se categorizar ou classificar a produção de um pesquisador por um único número, o índice h está longe de ser perfeito e enfrenta várias críticas.[3] Entre as críticas, além das usuais de que não se pode caracterizar um pesquisador por um número, estão: diferenças entre áreas, diferenças entre idade, diferenças entre sexo, etc.[4] [5] [6] [7]

Referências

  1. PNAS 102(46):16569-16572, November 15 2005.
  2. Ball P (2007). "Achievement index climbs the ranks". Nature [S.l.: s.n.] 448 (7155): 737. PMID 17700666. 
  3. Nobel e o índice h, artigo de Marcelo Leite.
  4. Kelly CD, Jennions MD (2006). "The h index and career assessment by numbers". Trends Ecol. Evol. (Amst.) [S.l.: s.n.] 21 (4): 167–70. doi:10.1016/j.tree.2006.01.005. PMID 16701079. 
  5. Lehmann S, Jackson AD, Lautrup BE (2006). "Measures for measures". Nature [S.l.: s.n.] 444 (7122): 1003–4. doi:10.1038/4441003a. PMID 17183295. 
  6. Symonds MR, Gemmell NJ, Braisher TL, Gorringe KL, Elgar MA (2006). "Gender differences in publication output: towards an unbiased metric of research performance". PLoS ONE [S.l.: s.n.] 1: e127. doi:10.1371/journal.pone.0000127. PMID 17205131. 
  7. Francisco M. Couto, Catia Pesquita, Tiago Grego, and Paulo Veríssimo (2009). "Handling self-citations using Google Scholar". Cybermetrics [S.l.: s.n.] 13 (1).