Última Aliança

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A Última Aliança Entre Elfos e Homens foi uma aliança formada entre os homens e elfos da Terra-Média, universo de fantasia de J. R. R. Tolkien, para deter o avanço de Sauron, o senhor do escuro.

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Guerra da Última Aliança
Data 34293441
Local Terra Média
Desfecho
  • Destruição física de Sauron.
  • Desaparecimento do Um Anel.
  • Estabelecimento definitivo dos reinos numenorianos exilados de Gondor e Arnor.
Status Terminada
Combatentes
Arnor
Gondor
Lindon
Lórien
Reino da Floresta das Trevas
Moria
Mordor
Harad
Umbar
Orientais
Principais líderes
Elendil
Isíldur
Anárion
Gil-galad
Elrond
Círdan
Oropher
Thranduil
Amdír
Celeborn
Dúrin IV
Sauron
Vítimas
Pesadas Pesadas


Antecedentes e preparativos[editar | editar código-fonte]

A guerra que levou a formação da Última Aliança esta diretamente ligado aos eventos da Segunda Era, como forjamento e a posse dos anéis de poder que levou a Guerra dos Elfos contra Sauron entre 1693 e 1701 da S.E. bem como o estabelecimento de colônias numenorianas e posteriormente a chegada dos Exilados de Númenor.

Após a Queda de Númenor, Sauron temia os recém-surgidos Reinos do Exílio, Arnor e Gondor, além do crescente poder de Gil-galad. Em 3429 da Segunda Era, Sauron atacou Gondor e tomou Minas Ithil, Isildur consegue sobreviver e fugir deste ataque. Para deter o avanço dos exércitos de Mordor, Elendil, Rei dos Dúnedain e Gil-galad, último dos Altos Reis dos Noldor formaram a aliança.

É dito que todos os seres que habitavam a Terra média naquele momento dividiram-se e escolheram um lado, menos os elfos, que estavam unidos e conheciam o poder e o histórico de traições de Sauron. Os homens estavam divididos; os exilados de Númenor lutaram contra Sauron mas este teve apoio de legiões fieis trazidas do Sul e do Oeste. Fala-se de forma pouco conclusiva sobre a possibilidade de Anões de alguma forma também estarem divididos, pois sabe-se que somente os Anões de Mória uniram-se as ostes de Gil-galad e Elendil, dessa forma existe a possibilidade de que Anões, mediante o roubo dos seus anéis possam ter sido corrompidos e lhe prestado algum apoio logístico, apesar de que em ação direta em batalha nada foi relatado, ou mesmo uma postura neutra em relação a ambos os lados dessa guerra possa ser visto como na prática uma escolha de lado, e este teoricamente beneficiaria Sauron. É relatado que durante a Segunda Era, os Ents participaram indiretamente, pois nos séculos anteriores a Última Aliança seu poder foi fundamental para conter o avanço de Sauron e suas forças sobre as Florestas. O próprio Bárbavore narra isto melancolicamente, pois segundo ele as Florestas e Bosques foram severamente molestadas pelas ordas de Sauron.

A marcha até Mordor começou no norte, onde os exércitos de Arnor e de Lindon, foram reúnidos em Amôn Sul. Lá Elendil esperou pela chegada de Gil-galad e Círdan, e seguiram em direção à Valfenda, onde Elrond meio-elfo era senhor e atravessaram as Montanhas Sombrias, pois os anões de Moria - ou Khazadd-dûm - juntaram-se à aliança. Na passagem do Anduin receberam reforços dos elfos de Lórien e da Floresta das Trevas. Estes elfos naquele momento não possuíam a sofisticação técnica e costumes culturais como os Noldor liderados por Gil-galad, fato que mostrou-se prejudicial no futuro, pois líderes como Oropher e Amidír não eram tão entusiastas da liderança de Gil-galad.

A Batalha de Dagorlad e o Cerco de Barad-dûr[editar | editar código-fonte]

O exército dos povos livres da Terra média eram amplos, poderosos e terríveis, sendo superado apenas pelos enviados pelos Valar para derrotar o primeiro senho dos escuro, Morgoth, na Guerra de Ira que pôs fim a Primeira Era. Elfos, Homens e Anões são lembrados na posteridade pelos seus grande feitos durante essa guerra, pois seus vastos estandartes e ferocidade na batalha debelaram o poder que ressurgia em Mordor.

[...] Elrond parou um pouco e suspirou. - Lembro-me bem do esplendor de suas flâmulas - disse ele. - Fazia-me recordar da glória dos Dias Antigos e das tropas de Beleriand, nas quais tantos príncipes e capitães foram reunidos. E, mesmo assim, nem tantos, e nem tão belos como na ocasião em que a Thangorodrim foi quebrada [...]

Sauron teve seu poder diminuído nos anos que passou como prisioneiro e depois como mentor dos últimos e degenerados reis de Númenor, pois nesse período o poder de Gil-galad fortaleceu-se e com a destruição da ilha de Númenor, homens fiéis liderados por Elendil foram socorridos por Gil-galad e fundaram reinos numenorianos de exilados ao norte e sul da Terra média, Arnor e Gondor respectivamente. Sauron precipitou-se ao não calcular bem que suas forças ainda eram insuficientes para um grande assalto e acabaram sendo rechaçadas. Em 3434 S.E. os exércitos se enfrentaram violentamente na planície de Dagorlad, nas encostas da Montanha da Perdição, levando o próprio Sauron a retirar-se para o interior de Mordor, refugiando-se em Barad-dûr, sua terrível fortaleza. Nesse confronto inicial Oropher, rei dos Elfos da Floresta Verde precipitando-se a frente dos seus soldados foi morto bem como Amdír, senhor de Lórien.

A aliança então iniciou um cerco à torre, e lá muitos vieram a morrer. Anárion foi assassinado no sexto ano, e no sétimo ano outra dura batalha aconteceu, pois tão poderoso era o cerco que levou o próprio Sauron a desafiar em combate Gil-galad e Elendil, ambos foram mortos por Sauron. Em uma lance inimaginável, Sauron foi derrotado por Isildur, que usou a espada quebrada de seu pai, Elendil, para arrancar o Um Anel de Sauron.

Muitos do belo povo élfico e dos valorosos homens não retornaram da batalha, da mesma forma que muitos dos resistentes e obstinados anões. Reis e príncipes de todos os povos pereceram na batalha, sua memória foi preservada em história e baladas. A vitória contra Sauron foi importante, pois destruiu sua forma física e seu imenso poder que governava a terra negra, porém foi algo incompleto, pois a não destruição do Um Anel, tomado por Isildur e perdido posteriormente pelo mesmo, condenaria a próxima era a uma tensão permanente sobre a paradeiro real do anel mestre.

Situação pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Como foi dito, a vitória da Última Aliança não foi completa, pois mesmo com a destruição física de Sauron e a diminuição do poder da terra de Mordor o Um Anel não foi destruído, pois la residia boa parte do poder e maldade de Sauron. Com o fim da Segunda Era e a chegada da Terceira Era percebe-se uma longa e rápida decadência que tomou conta da Terra Média.

Do posto de vista político e geoestratégico o poder dos reinos numenorianos de Arnor e principalmente de Gondor suplantou o fim do grande poder élfico que ainda existia. Gil-galad, assim como outros reis, príncipes e capitães élficos pereceram em batalha, o titulo de Alto-rei dos Noldor no exílio caiu em desuso, Elrond, antigo arauto de Gil-galad e Círdan, senhor dos portos cinzentos eram a leste das Montanhas Sombrias as principais lideranças, a oeste, Lórien e o Reino da Floresta Verde experimentaram um avanço considerável. As florestas recuavam cada vez mas, as Entesposas foram destruídas ou se perderam dos Ents, assim os pastores das florestas tornaram-se poucos. Os anões continuaram em seu longo declínio, pois seu povo foi consumido em guerras contra Dragões e Orcs. Os três mil anos da Terceira Era demonstrou como foi um erro a não destruição do Um Anel, pois tempos depois o espírito maligno de Sauron retorna, e logo chegou a época que pequenos hobbits selariam o destino da Terra Média.

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