1º Batalhão de Forças Especiais

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1º Batalhão de Forças Especiais
Frente1.jpg
Estado  Goiás
Subordinação Comando de Operações Especiais
Sigla 1º B F Esp
Criação 1983
Comando
Comandante Cel Inf Alessandro Visacro
Sede
Endereço Avenida Salvador, s/n - Jardim Guanabara I

O 1º Batalhão de Forças Especiais (1º B F Esp) é a unidade de elite do Exército Brasileiro capacitada ao planejamento, condução e execução de operações de guerra irregular, contraterrorismo, fuga e evasão, inteligência de combate, contraguerrilha, guerra de resistência, operações psicológicas, reconhecimento estratégico e busca, localização e ataque a alvos estratégicos. É subordinado a Brigada de Operações Especiais, de acordo com a organização e adestramento do EB, trata-se da principal unidade de elite da Força.

As operações do 1º BFEsp caracterizam-se por sua acentuada mobilidade estratégica. Seu emprego costuma requerer alto grau de sigilo, e suas operações apresentam considerável grau de risco, já que, em geral, são executadas em território hostil.

A fração de emprego do batalhão é o Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp), integrado por 4 oficiais e 8 sargentos.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1968, é criado na cidade do Rio de Janeiro, o Destacamento de Forças Especiais, subordinado a Brigada de Infantaria Pára-quedista, naquele momento, o destacamento já possuía uma doutrina própria, que reunia conhecimentos de cursos como os de Guerra na Selva e de paraquedista militar do Exército Brasileiro e dos cursos de rangers e forças especiais do Exército dos Estados Unidos. Posteriormente foi elevado a nível de subunidade, com a denominação de Companhia de Forças Especiais. Essa Companhia evoluiu, e em 1983 tornou-se batalhão, com a denominação de Batalhão de Forças Especiais, constituído de uma companhia de comando, uma companhia de forças especiais e uma companhia de ações de comandos, mantendo-se subordinado à Brigada Pára-quedista.

Em 2003, face à evolução da conjuntura política internacional e ao emprego cada vez mais recorrente de tropas de operações especiais em todo o mundo, a Brigada de Operações Especiais foi criada na cidade de Goiânia, única organização militar deste porte na América Latina, e integrada, dentre outras unidades, pelo já tradicional Batalhão de Forças Especiais, que com seu comando agora vinculado a nova brigada, passou a denominar-se 1º Batalhão de Forças Especiais e sede transferida para Goiânia.

O Patrono[editar | editar código-fonte]

Antonio Dias Cardoso é o patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais, que também é conhecido como Batalhão Antonio Dias Cardoso. Foi um dos principais líderes da Insurreição Pernambucana e comandou um pequeno efetivo que venceu a batalha dos Montes das Tabocas contra uma tropa muito maior liderada diretamente por João Maurício de Nassau e posteriormente também em menor número venceu em Casa Forte a tropa neerlandesa comandada pelo coronel Van Hans, comandante-Geral holandês no Nordeste do Brasil. Também participou ativamente nas duas batalhas dos Guararapes quando na primeira foi subcomandante do maior dos quatro terços do Exército Patriota, tendo-lhe sido passada a investida da principal frente de batalha pelo comandante João Fernandes Vieira, na segunda batalha comandou a chamada Tropa Especial do Exército Patriota, desbaratando toda a ala direita dos holandeses.

São insuficientes os registros históricos sobre este personagem, mas acredita-se que tenha nascido em Portugal e vindo ainda muito menino para o Brasil. Nesta campanha começou no posto de soldado, durante a invasão de 1624 a 1625 teve sucesso ao lado de sua companhia em conter o invasor no perímetro de Salvador que estava cercada pelos melhores soldados de Maurício de Nassau, por seus feitos durante a campanha chegou rapidamente ao posto de capitão, onde foi para a reserva, mas devido ao seu reconhecido valor foi novamente convocado para lutar, era conhecedor profundo das técnicas de guerrilha dos indígenas, onde os mesmos utilizavam-se largamente de emboscadas, e em 1645 recrutou, treinou e liderou uma força de 1.200 pernambucanos mazombos insurretos, armados com armas de fogo, foices, paus e flechas, numa emboscada em que derrotaram 1.900 neerlandeses melhor equipados. Esse sucesso lhe valeu o apelido de mestre das emboscadas.

Devido a seus feitos foi lhe concedido a honra de Cavaleiro da Ordem de Cristo e o comando do Terço de João Fernandes Vieira, do qual havia sido subcomandante à época da 1ª batalha dos Guararapes. Em 1656 foi nomeado mestre de campo, encerrando definitivamente a sua carreira militar. Em 1657, assumiu o governo da Capitania da Paraíba.

Devido a ter comandado a Tropa Especial do Exército Patriota e principalmente por ter operado no passado da mesma maneira que fazem atualmente as tropas de forças especiais, combatendo em menor número, sem posição fixa, usando a surpresa como elemento de combate, utilizando-se de emboscadas, recrutando população local, treinando-as em técnicas irregulares como as de guerrilha, dentre outras coisas, foi homenageado como patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro e por isso é reconhecido atualmente como o primeiro operador de forças especiais do Brasil.

Batismo de Fogo[editar | editar código-fonte]

O batismo de fogo da unidade ocorreu na década de 1970 durante as operações contra a Força de Guerrilha do Araguaia, e outras tentativas de exércitos irregulares em invadirem nossas fronteiras para a implantação do comunismo em nosso País. Quando então destacamentos das Forças Especiais, lutaram praticamente ininterruptamente durante toda a campanha, em ações de defesa do território nacional, e a vitoria foi possível, já que tais militares são os especialistas em todos os tipos de operações e os mais treinados soldados do Exército Brasileiro. Destacando-se principalmente a ação do Grupo de Elite das Forças Especiais.

Em 1991, guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, adentraram o território brasileiro e atacaram um pequeno contingente de fronteira do Exército Brasileiro, a resposta foi imediata, e o até então Batalhão de Forças Especiais realizou em conjunto com outras unidades, uma operação de retaliação, a Operação Traíra. Nesta missão totalmente confidencial, Foi enviado do Rio de Janeiro grupamento de Forças Especiais. Após um período de dois meses de operações na floresta Amazônica, é revelado ao Ministro da Defesa e Publicado pelo Comando Militar; o sucesso da missão, no primeiro registro continha: "Missão foi um sucesso"... "não houve baixas nacionais" e o resultado foi o de 12 guerrilheiros mortos, inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados, e desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, e muito menos de ataques a militares brasileiros.[1] Seis(6) combatentes receberam reconhecimento e uma homenagem em secreto e somente seus nomes de Guerra foram revelados:(G.Silveira; A. Castro; Arruda, Menezes, P.Souza; Martins Andrade"O gênio suicida ".)

Recentemente sob a égide das Nações Unidas, o 1º Batalhão de Forças Especiais teve papel decisivo no combate a grupos paramilitares que assolavam o território haitiano e causavam grande instabilidade política no país.

Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

É pequeno o número de países que possuem grupos de forças especiais preparados para operações de guerra irregular. Comumente, estas operações são caracterizadas pela organização, preparo e emprego de forças irregulares para a conquista de objetivos políticos e militares à longo prazo. Sabotagens, operações psicológicas e de inteligência, estruturação de redes de apoio para fuga e evasão, ações contraterrorismo e reconhecimentos especiais fazem parte também do rol de missões das forças especiais.

Curso de Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

Com 23 semanas de duração, é ministrado apenas a oficiais, subtenentes e sargentos de carreira do Exército Brasileiro, concludentes do Curso de Ações Comandos (CAC) - no Centro de Instrução de Operações Especiais, e do Curso Básico Pára-quedista - no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil. O curso habilita militares a integrarem um Destacamento Operacional de Forças Especiais, fração de emprego do 1º Batalhão de Forças Especiais e consequentemente a realizarem operações de reconhecimento especial, contraterrorismo, resgates, subversão, evasão, sabotagens, contra-guerrilha e de guerrilha contra forças regulares.

Estágios de mergulho[editar | editar código-fonte]

Estágio de Mergulho Básico[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais, aprendem as técnicas básicas de mergulho e são habilitados a executarem missões simples de resgates e buscas de pessoal e material, além de servir de pré-requisito para o Estágio de Mergulhador de Combate.

Estágio de Mergulhador de Combate[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais do 1º Batalhão de Forças Especiais são habilitados a realizarem operações de sabotagens, de destruição e de reconhecimento com o emprego do equipamento de mergulho de circuito fechado de oxigênio.

Lema[editar | editar código-fonte]

  • 1º Batalhão de Forças Especiais

"Qualquer missão, em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer maneira."

Canção[editar | editar código-fonte]

  • Canção das Forças Especiais:
Cquote1.svg Em resposta ao clamor do dever

Abandono meu lar meu amor

O convívio sagrado da prole

Repudiando o conforto e o prazer.

A distância, a saudade e a dor,

Me transformam em lobo feroz,

Rosto negro, olhar de rapina,

Braço armado que lança o terror.

Quando a luta cerrar os seus punhos

Exigindo o sangue do audaz

Quando o medo atingir o mais forte

Misturando o pavor com a morte

Vai erguer-se um guerreiro do chão

Destemido, treinado e leal

Vai buscar a vitória final

E lutar pelo seu batalhão

O silêncio das noites escuras

Nos garanten sigilo total,

O sabre rubro revela a bravura

Inerente ao guerreiro especial,

As batalhas de Dias Cardoso

Líder nato, imortal varonil

Fazem-nos orgulhosos soldados, (Rhum! Rhum! Há!)

das Forças Especiais do Brasil

Cquote2.svg
Letra de Hélcio Bruno de Almeida e música de Benedito Ferraz de Oliveira

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]