1º Batalhão de Forças Especiais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2012).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
1º Batalhão de Forças Especiais
Brasão do 1º Batalhão de Forças Especiais
País  Brazil
Estado  Goiás
Corporação Coat of arms of the Brazilian Army.svg Exército Brasileiro
Subordinação Dist-Bda-Op-Esp.png Comando de Operações Especiais
Missão Contra-Terrorismo,Reconhecimento,Insurgencia,Infiltração Aérea.
Tipo de unidade Forças Especiais
Sigla 1º B F Esp
Criação 1983
Patrono Antonio Dias Cardoso
Lema "Qualquer missão, em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer maneira."
História
Guerras/batalhas Guerrilha do Araguaia (1967 – 1974)

Operação Traíra (1991)

Logística
Efetivo Desconhecido
Comando
Comandante Ten Cel Inf Paulo Edson Santa Barba
Sede
Guarnição Goiânia
Endereço Avenida Salvador, s/n - Jardim Guanabara I
Internet www.1bfesp.eb.mil.br

O 1º Batalhão de Forças Especiais (1º B F Esp) é a unidade de elite do Exército Brasileiro capacitada ao planejamento, condução e execução de operações de guerra irregular, contraterrorismo, fuga e evasão, inteligência de combate, contraguerrilha, guerra de resistência, operações psicológicas, reconhecimento estratégico e busca, localização e ataque a alvos estratégicos. É subordinado a Comando de Operações Especiais, de acordo com a organização e adestramento do EB, trata-se da principal unidade de elite da Força.

As operações do 1º BFEsp caracterizam-se por sua acentuada mobilidade estratégica. Seu emprego costuma requerer alto grau de sigilo, e suas operações apresentam considerável grau de risco, já que, em geral, são executadas em território hostil.

A fração de emprego do batalhão é o Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp), integrado por 4 oficiais e 8 sargentos.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1968, é criado na cidade do Rio de Janeiro, o Destacamento de Forças Especiais, subordinado a Brigada de Infantaria Paraquedista, naquele momento, o destacamento já possuía uma doutrina própria, que reunia conhecimentos de cursos como os de Guerra na Selva e de paraquedista militar do Exército Brasileiro e dos cursos de rangers e forças especiais do Exército dos Estados Unidos. Posteriormente foi elevado a nível de subunidade, com a denominação de Companhia de Forças Especiais. Essa Companhia evoluiu, e em 1983 tornou-se batalhão, com a denominação de Batalhão de Forças Especiais, constituído de uma companhia de comando, uma companhia de forças especiais e uma companhia de ações de comandos, mantendo-se subordinado à Brigada Pára-quedista até o ano de 2003 o 1ªBFEsp era sediado no antigo DCMun e Granja Militar Central em Deodoro na Estrada do Camboatá-1005 área também apelidade de Camboja do Brasil devida sua semelhança.

Vistá aérea do 1º Batalhão de Forças Especiais 1983/84 a 2003/04 Camboatá,Deodoro,Rio de Janeiro.

Em 2003, face à evolução da conjuntura política internacional e ao emprego cada vez mais recorrente de tropas de operações especiais em todo o mundo, a Brigada de Operações Especiais foi criada na cidade de Goiânia, única organização militar deste porte na América Latina, e integrada, dentre outras unidades, pelo já tradicional Batalhão de Forças Especiais, que com seu comando agora vinculado a nova brigada, passou a denominar-se 1º Batalhão de Forças Especiais e sede transferida para Goiânia. Um dos principais motivos para a transferência do Rio de Janeiro foi o assédio do narcotráfico carioca a militares e ex-integrantes das tropas. Na década de 1990, um dos principais universos de assédio ao recrutamento eram os cabos e soldados Comandos.[1]

Entrada 1º Batalhão de Forças Especiais 2004 RJ.
Pavilhão de Comando do 1º Batalhão de Forças Especiais anos 90 RJ.

O Patrono[editar | editar código-fonte]

Antonio Dias Cardoso é o patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais, que também é conhecido como Batalhão Antonio Dias Cardoso. Foi um dos principais líderes da Insurreição Pernambucana e comandou um pequeno efetivo que venceu a batalha dos Montes das Tabocas contra uma tropa muito maior liderada diretamente por João Maurício de Nassau e posteriormente também em menor número venceu em Casa Forte a tropa neerlandesa comandada pelo coronel Van Hans, comandante-Geral holandês no Nordeste do Brasil. Também participou ativamente nas duas batalhas dos Guararapes quando na primeira foi subcomandante do maior dos quatro terços do Exército Patriota, tendo-lhe sido passada a investida da principal frente de batalha pelo comandante João Fernandes Vieira, na segunda batalha comandou a chamada Tropa Especial do Exército Patriota, desbaratando toda a ala direita dos holandeses.

São insuficientes os registros históricos sobre este personagem, mas acredita-se que tenha nascido em Portugal e vindo ainda muito menino para o Brasil. Nesta campanha começou no posto de soldado, durante a invasão de 1624 a 1625 teve sucesso ao lado de sua companhia em conter o invasor no perímetro de Salvador que estava cercada pelos melhores soldados de Maurício de Nassau, por seus feitos durante a campanha chegou rapidamente ao posto de capitão, onde foi para a reserva, mas devido ao seu reconhecido valor foi novamente convocado para lutar, era conhecedor profundo das técnicas de guerrilha dos indígenas, onde os mesmos utilizavam-se largamente de emboscadas, e em 1645 recrutou, treinou e liderou uma força de 1.200 pernambucanos mazombos insurretos, armados com armas de fogo, foices, paus e flechas, numa emboscada em que derrotaram 1.900 neerlandeses melhor equipados. Esse sucesso lhe valeu o apelido de mestre das emboscadas.

Devido a seus feitos foi lhe concedido a honra de Cavaleiro da Ordem de Cristo e o comando do Terço de João Fernandes Vieira, do qual havia sido subcomandante à época da 1ª batalha dos Guararapes. Em 1656 foi nomeado mestre de campo, encerrando definitivamente a sua carreira militar. Em 1657, assumiu o governo da Capitania da Paraíba.

Devido a ter comandado a Tropa Especial do Exército Patriota e principalmente por ter operado no passado da mesma maneira que fazem atualmente as tropas de forças especiais, combatendo em menor número, sem posição fixa, usando a surpresa como elemento de combate, utilizando-se de emboscadas, recrutando população local, treinando-as em técnicas irregulares como as de guerrilha, dentre outras coisas, foi homenageado como patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro e por isso é reconhecido atualmente como o primeiro operador de forças especiais do Brasil.

Batismo de Fogo[editar | editar código-fonte]

O batismo de fogo da unidade ocorreu na década de 1970 durante as operações contra a Força de Guerrilha do Araguaia, e outras tentativas de exércitos irregulares em invadirem nossas fronteiras para a implantação do comunismo em nosso País. Quando então destacamentos das Forças Especiais, lutaram praticamente ininterruptamente durante toda a campanha, em ações de defesa do território nacional, e a vitoria foi possível, já que tais militares são os especialistas em todos os tipos de operações e os mais treinados soldados do Exército Brasileiro. Destacando-se principalmente a ação do Grupo de Elite das Forças Especiais.

Operação Traíra[editar | editar código-fonte]

Em 1991, guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), adentraram o território brasileiro e atacaram um pequeno contingente de fronteira do Exército Brasileiro, a resposta foi imediata, e o até então Batalhão de Forças Especiais realizou em conjunto com outras unidades, uma operação de retaliação, a Operação Traíra. Nesta missão totalmente confidencial, Foi enviado do Rio de Janeiro grupamento de Forças Especiais. Após um período de dois meses de operações na floresta Amazônica, é revelado ao Ministro da Defesa e Publicado pelo Comando Militar; o sucesso da missão, no primeiro registro continha: "Missão foi um sucesso"... "não houve baixas nacionais" e o resultado foi o de 12 guerrilheiros mortos, inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados, e desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, e muito menos de ataques a militares brasileiros.[2] Seis(6) combatentes receberam reconhecimento e uma homenagem em secreto e somente seus nomes de Guerra foram revelados:(Glaucio J Silveira; Alex B Castro; Marcelo B. Arruda, Francisco C Menezes, P.aulo F Souza.)

Missão de Paz no Haiti[editar | editar código-fonte]

Recentemente sob a égide das Nações Unidas, o 1º Batalhão de Forças Especiais teve papel decisivo no combate a grupos paramilitares que assolavam o território haitiano e causavam grande instabilidade política no país.

Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

É pequeno o número de países que possuem grupos de forças especiais preparados para operações de guerra irregular. Comumente, estas operações são caracterizadas pela organização, preparo e emprego de forças irregulares para a conquista de objetivos políticos e militares à longo prazo. Sabotagens, operações psicológicas e de inteligência, estruturação de redes de apoio para fuga e evasão, ações contraterrorismo e reconhecimentos especiais fazem parte também do rol de missões das forças especiais.

Armamento[editar | editar código-fonte]

Name Origin Type
Glock 19  Austria Pistol
Heckler & Koch USP  Germany Pistol
ParaFAL  Brazil Assault Rifle
IMBEL IA2  Brazil Assault Rifle and Sniper Rifle
Heckler & Koch MP5  Germany Submachine gun
Heckler & Koch UMP  Germany Submachine gun
Heckler & Koch G36C  Germany Assault rifle
Heckler & Koch HK416  Germany Assault rifle
Heckler & Koch HK417  Germany Assault rifle
Colt M4  United States Assault rifle
Franchi SPAS-15  Italy Shotgun
FN Minimi  Belgium Machine gun
FN MAG  Belgium Machine gun
Barrett M82  United States Sniper rifle
Heckler & Koch PSG1  Germany Sniper rifle
SIG Sauer SSG 3000  Switzerland Sniper rifle
M24 Sniper Weapon System  United States Sniper rifle
Remington MSR  United States Sniper rifle
PGM Ultima Ratio  France Sniper rifle
Carl Gustav M3  Sweden Recoilless cannon
AT-4  Sweden Rocket launcher
Commando mortar  Brazil Mortar
Flamethrower  Brazil Flame-thrower

Curso de Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

Com 23 semanas de duração, esse curso é ministrado apenas a oficiais, subtenentes e sargentos de carreira do Exército Brasileiro, que já possuam o Curso de Ações Comandos (CAC) e o Curso Básico Paraquedista. É ministrado no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOPESP), localizado no Forte Imbuhy, em Niterói. O curso habilita militares a integrarem um Destacamento Operacional de Forças Especiais, fração de emprego do 1º Batalhão de Forças Especiais e consequentemente a realizarem operações de reconhecimento especial, contraterrorismo, subversão, evasão, sabotagens, contra-guerrilha e de guerrilha contra forças regulares.

Estágios[editar | editar código-fonte]

Estágio de Mergulho Básico[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais, aprendem as técnicas básicas de mergulho e são habilitados a executarem missões simples de resgates e buscas de pessoal e material, além de servir de pré-requisito para o Estágio de Mergulhador de Combate.

Estágio de Mergulhador de Combate[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais do 1º Batalhão de Forças Especiais são habilitados a realizarem operações de sabotagens, de destruição e de reconhecimento com o emprego do equipamento de mergulho de circuito fechado de oxigênio.

Estágio de Caçador[editar | editar código-fonte]

Todos os estágios e cursos como o Curso de Comandos para graduados (sargentos e subtenentes) e oficiais,Curso de Forças Especiais,Estágio de Mergulho e Estágio de Caçador além do Curso de Operações Psicológicas são realizados no Rio de Janeiro no CIOpEsp Centro de Instrução de Operações Especiais.

Lema[editar | editar código-fonte]

  • 1º Batalhão de Forças Especiais

" O Ideal como Motivação; A Abnegação como Rotina; O Perigo como Irmão e A Morte como Companheira."

Canção[editar | editar código-fonte]

Em resposta ao clamor do dever

Abandono meu lar meu amor

O convívio sagrado da prole

Repudiando o conforto e o prazer.

A distância, a saudade e a dor,

Me transformam em lobo feroz,

Rosto negro, olhar de rapina,

Braço armado que lança o terror.

Quando a luta cerrar os seus punhos

Exigindo o sangue do audaz

Quando o medo atingir o mais forte

Vai erguer-se um guerreiro do chão

Destemido, treinado e leal

Vai buscar a vitória final

E lutar pelo seu batalhão

O silêncio das noites escuras

Nos garantem sigilo total,

O sabre rubro revela a bravura

Inerente ao guerreiro especial,

As batalhas de Dias Cardoso

Líder nato, imortal varonil

Fazem-nos orgulhosos soldados, (Rhum! Rhum! Há!)

das Forças Especiais do Brasil

Letra de Hélcio Bruno de Almeida e música de Benedito Ferraz de Oliveira

Referências

  1. Montenegro, Fernando (18 de janeiro de 2016). «Combate ao narcotráfico nas selvas do Rio de Janeiro». Dialogo Americas. Consultado em 14 de agosto de 2016 
  2. Defesanet

Ligações externas[editar | editar código-fonte]