18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
18ª Brigada de Infantaria de Fronteira
18bdfron.png
Subordinação Comando Militar do Oeste
Sigla 18ª Bda Inf Fron
Criação 1985
Comando
Comandante Gen Bda Ricardo Piai Carmona[1]
Sede
Endereço Av General Rondon, 1735 - Centro
Corumbá
 Mato Grosso do Sul

A 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira (18ª Bda Inf Fron), ou Brigada Ricardo Franco, é uma das Brigadas do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. É subordinada ao Comando Militar do Oeste, com sede em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). É a sucessora histórica do Comando Geral da Fronteira Sul da Capitania de Mato Grosso e dos outros comandos que estabeleceram e mantiveram os limites nesta região do Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A história da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira (Brigada Ricardo Franco) remonta a presença militar no território matogrossense, iniciada nas ações dos bandeirantes, na busca por pedras e metais preciosos. Estas expedições pioneiras levaram à descoberta do ouro no início do século XVIII e a consequente atração do povoamento, que veio ao encontro do objetivo português de consolidar a posse dos territórios a Oeste do Meridiano de Tordesilhas.

Uma das consequências foi a criação, em 1748, da Capitania de Mato Grosso, desmembrando-se de SÃO PAULO. O primeiro Capitão-General foi D. ANTÔNIO ROLIM DE MOURA TAVARES que chegou com ordens expressas para instalar o governo às margens do rio Guaporé. Entretanto, foi 4º Capitão-General, D. LUÍS DE ALBUQUERQUE DE MELO PEREIRA E CÁCERES, que deveu-se a consolidação da defesa dos territórios conquistados. Durante os dezessete anos de seu governo (1772 - 1789), lutou contra os espanhóis, reprimiu sublevações, debelou ataque de índios, desbravou territórios e mandou construir o Presídio de Nova Coimbra (1775), hoje o Forte de Coimbra; o Forte de Príncipe da Beira, em 1776 e a Povoação de Albuquerque, que mais tarde se chamaria Corumbá. 

Na administração de Melo e Cáceres, a construção do Forte de Coimbra merece destaque, posto que foi estratégico e fundamental para a consolidação do território na parte sul do Rio Paraguai. Sob o comando do Coronel RICARDO FRANCO DE ALMEIDA SERRA, o Forte de Coimbra foi reformado a partir de 1796 e, mesmo sem estar totalmente concluído, auxiliado por índios Guaicurus, resistiu heroicamente contra a invasão espanhola em 1801.

Em Decreto Real, de 1º de outubro 1821, o Príncipe Regente D. PEDRO I criou o Governo das Armas da Capitania de Mato Grosso e uma das consequências foi a transferência, em 1827, do COMANDO GERAL DA FRONTEIRA para a região de Albuquerque Nova, hoje um distrito, distante cerca de 70 km de Corumbá. Em 1850 ocorre sua transferência para Coimbra, por conta do incidente do Fecho dos Morros com os paraguaios e, em 1853, é transferido para Corumbá, então chamada de Albuquerque Velha.

Com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, a cidade de Corumbá foi invadida pelas tropas paraguaias e permaneceu sob seu domínio até 13 de junho de 1867. Couberam as tropas brasileiras comandadas pelo Tenente-Coronel ANTÔNIO MARIA COELHO retomar Corumbá, restabelecendo a presença militar na localidade por meio do Distrito Militar do Baixo Paraguai que, em 1868, tinha como Unidades subordinadas o 2º Batalhão de Artilharia a Pé e o 1º Corpo de Cavalaria de Guarnição da Província.

No início do século XX, o Distrito Militar do Baixo Paraguai foi substituído pela 13ª Região de Inspeção Permanente, tendo em sua composição, em 1908, o 3º Batalhão de Artilharia de Posição; o 13º Regimento de Infantaria; o Hospital Geral; o Depósito de Intendência; todos na cidade de Corumbá e ainda, o Sanatório Militar, localizado na região do Urucum, utilizado para tratamento dos beribéricos. A partir de 1915, a 13ª Região passou a ser a 1ª Circunscrição Militar do Mato Grosso, permanecendo na cidade de Corumbá até 1921, quando foi transferida para a Campo Grande, atual capital do estado.

Neste mesmo ano de 1921, pelo Decreto nº 15.235 de 31 de dezembro, foi criada a Brigada Mista, com sede em Campo Grande e depois Aquidauana. Esta Grande Unidade foi a precursora da criação da 2ª Brigada Mista, em Corumbá, estabelecida pelo Decreto nº 9.352 de 12 de junho de 1946.

Com a missão de coordenar Unidades e Destacamentos de Fronteira, a 2ª Brigada Mista reviveu as tarefas do Comando Geral da Fronteira e do Distrito Militar do Baixo Paraguai e, em 10 de dezembro de 1980, recebeu a denominação histórica de “BRIGADA RICARDO FRANCO”, como justa homenagem ao herói da resistência do Forte de Coimbra ao inimigo espanhol em 1801.

Em 18 de dezembro de 1985, a 2ª Brigada Mista foi extinta, dando origem à 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, que manteve sua denominação histórica. Seu estandarte foi aprovado pela Portaria Ministerial nº 480, de 17 de março de 1988 e é composto de antigos símbolos da Brigada Mista: a Cruz de Cristo, símbolo de Unidade de Fronteira; e uma chave de prata, simbolizando vigilância e guarda.

A 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira é a sucessora histórica do Comando Geral da Fronteira e de outros comandos que estabeleceram e mantiveram os nossos limites neste rincão do BRASIL. A 18ª Bda Inf Fron é composta atualmente pelo 17º Batalhão de Fronteira, em Corumbá-MS; o 47º Batalhão de Infantaria, em Coxim-MS; 2ª Companhia Fronteira, em Porto Murtinho-MS; a 3ª Companhia de Fronteira e Forte Coimbra. em Corumbá-MS e a Companhia de Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira junto ao Quartel-General também em Corumbá-MS.

Possivel criação da 18ª Companhia de Comunicações de Fronteira[editar | editar código-fonte]

Em 11 de abril de 2014 foi criada pela Portaria Nº 319, do Comandante do Exército Enzo Peri, para a possivel criação da 18ª Companhia de Comunicações de Fronteira, desativando assim a Brigada Ricardo Franco. No dia 23 de maio de 2016 foi publicada uma portaria do comandante do Exército Eduardo Villas Bôas confirmando e determinando estudos para desativação do Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira. Duas portarias subsequentes desativavam a Companhia de Comando da Brigada e a 18ª Companhia de Comunicações de Fronteira. Essa portaria determinava procedimentos para realização de estudos para a desativação, pela complexidade que é desativar uma Brigada. Quanto ao Forte Coimbra, ainda é um estudo, não tem nenhum documento oficial. Mas o fato é que diante do cenário de transformação pelo qual o Exército está passando, em um estudo interno do Comando Militar do Oeste (CMO), analisou-se a possibilidade de reduzir o efetivo de Forte Coimbra de uma companhia para um Pelotão Especial de Fronteira. Tudo isso atende critérios da transformação focando a racionalização. A implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) permitiu ao Exército remanejar efetivo para outras áreas. Ela seria desativada a partir de 31 de dezembro de 2016.[2][3]

Em 22 de junho de 2016 houve uma reunião de lideranças políticas de Corumbá (MS) e o então Ministro da Defesa Raul Jungmann. A decisão da reversão saiu em setembro do mesmo ano e foi cancelada. Foi entregue uma documentação comprovando a doação de uma área para o Exército construir a nova sede da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, que passaria a contar com as Companhias de Comunicação Mecanizada e a de Polícia do Exército. O terreno fica situado às margens da BR-262, no Anel Viário de Corumbá. A assinatura da doação ocorreu em 15 de julho de 2015.[4]

A transformação da 3ª Companhia de Fronteira, de Forte Coimbra, em Pelotão Especial de Fronteira acabou sendo mantida. O Exército chegou à conclusão, por estudos apresentados pelo Comando Militar do Oeste que foi muito importante aquela área ter o valor de uma companhia, o que remete a efetivo de mais de 200 militares atualmente. O Exército também chegou à conclusão que é uma área que apresentava menor potencial de risco no cumprimento da nossa missão. Então, podia ser transformado em pelotão, mas ficará um efetivo considerável, até por conta da comunidade civil, pequena, que existe lá. A transformação, no que diz respeito a Forte Coimbra será mantida. Resolveu-se reduzir o efetivo de Forte Coimbra, porque nós temos outras unidades na fronteira, inclusive alguns Pelotões Especiais de Fronteira, que estão com deficiência de pessoal. O Exército não pode aumentar seu efetivo, então temos que manobrar dentro da estrutura existente.[5]

Organizações Militares Subordinadas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências