28978 Íxion

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28978 Íxion
Número 28978
Data da descoberta 22 de maio de 2001
Descoberto por Deep Ecliptic Survey
Homenagem a Íxion
Categoria Transnetuniano
(plutino)[1]
Elementos orbitais[2]
Semieixo maior 39,422 UA
Perélio 29,734 UA
Afélio 49,111 UA
Excentricidade 0,24576
Período orbital 90409,17 d (247,53 a)
Anomalia média 274,804°
Inclinação 19,672º
Longitude do nó ascendente 71,050°
Argumento do periastro 300,307°
Características físicas
Dimensões 650+260−220 km[3]
<822[4] km
Classe espectral B-V=1,03; V-R=0,61[5]
Magnitude aparente 20,04[6]
Magnitude absoluta 3,2[2]
Albedo 0,12+0,14−0,06[3]
0,15-0,37[4]

28978 Íxion (designação provisória: 2001 KX76) é um objeto transnetuniano localizado no cinturão de Kuiper. Foi descoberto em 22 de maio de 2001 pela Deep Ecliptic Survey e recebem o nome de Íxion, uma figura da mitologia grega.[2] É classificado como plutino, nome dado aos corpos em uma ressonância orbital 2:3 com Netuno.[1]

Órbita[editar | editar código-fonte]

Órbita de Íxion (em verde), Plutão (em vermelho) e Netuno (cinza).

Íxion e Plutão seguem órbitas similares mas diferentemente orientadas, como mostra o diagrama (Íxion é verde, Plutão é vermelho, Netuno é cinza, em posições que tinham em abril de 2006). O periélio de Ixion é abaixo de eclíptica. Fora das características dos corpos celestes atrelados na ressonância (veja 90482 Orco), Íxion aproxima-se de Plutão com menos de 20 graus de separação angular. Íxion está atualmente cruzando a eclíptica dirigindo-se para baixo, e atingirá seu periélio em 2070. Plutão passou o periélio em 1989 e está descendo em direção à eclíptica.

Características físicas[editar | editar código-fonte]

Ao ser descoberto, estimou-se que Íxion era maior que o asteroide Ceres,[7] Mesmo em 2002, um ano após sua descoberta, ainda acreditava-se que Íxion tinha mais de 1000 km de diâmetro.[8] Estimativas mais recentes sugerem que Íxion tem um albedo grande[4] e é menor que Ceres. Observações pelo Telescópio Espacial Spitzer na parte infravermelha de seu espectro revelaram um diâmetro de cerca de 650 km.[3]

Íxion moderadamente vermelho (um pouco mais vermelho que 50000 Quaoar) na luz visível.[9] Pode haver uma característica de absorção no comprimento de onde 0,8 μm em seu espectro, o que é comumente atribuído à altereção de materias superficiais por água.[9] O espectro infravemelho próximo de Íxion é plano. Não foram encontradas bandas de absorção de gelo de água a 1,5 e 2 μm. Isso contrasta com Varuna, que tem um gradiente espectral vermelho no infravermelho próximo assim como proeminentes bandas de absorção de gelo de água.[10] Análises espectroscópicas na luz visível e infravermelho indicam que a superfície de Íxion é uma mistura de gelo de água, carbono escuro e tolina.[11] O Very Large Telescope (VLT) observou Íxion para achar características cometárias, mas não detectou uma coma.[12]

Referências

  1. a b «MPEC 2010-B62 :Distant Minor Planets (2010 FEB. 13.0 TT)». Minor Planet Center. 30 de janeiro de 2010. Consultado em 29 de fevereiro de 2012 
  2. a b c «JPL Small-Body Database Browser: 28978 Ixion». Jet Propulsion Laboratory. Consultado em 29 de fevereiro de 2012 
  3. a b c John Stansberry, Will Grundy, Mike Brown, Dale Cruikshank, John Spencer, David Trilling, Jean-Luc Margot (2008). «Physical Properties of Kuiper Belt and Centaur Objects: Constraints from Spitzer Space Telescope». In: M. Antonietta Barucci, Hermann Boehnhardt, Dale P. Cruikshank. The Solar System Beyond Neptune (PDF). University of Arizona press. pp. 161–179. arXiv:astro-ph/0702538Acessível livremente. ISBN 0-8165-2755-5 
  4. a b c W. R. Johnston (17 de setembro de 2008). «TNO/Centaur diameters and albedos». Consultado em 28 de julho de 2010 
  5. A. Doressoundiram; et al. (2007). «The Meudon Multicolor Survey (2MS) of Centaurs and Trans-Neptunian Objects: From Visible to Infrared Colors» (PDF). Astronomical Journal. 134: 2186–2199. Bibcode:2007AJ....134.2186D. doi:10.1086/522783 
  6. «AstDys (28978) Ixion Ephemerides». University of Pisa] Department of Mathematics. Consultado em 29 de fevereiro de 2012 
  7. R. Stenger (24 de agosto de 2001). «New object deemed largest minor planet». CNN. Consultado em 29 de fevereiro de 2008 
  8. F. Bertoldi, W. Altenhoff, N. Junkes (7 de outubro de 2002). «Beyond Pluto: Max-Planck radioastronomers measure the sizes of distant minor planets». SpaceRef.com. Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  9. a b S. Marchi, M. Lazzarin, S. Magrin, C. Barbieri (2003). «Visible spectroscopy of the two largest known trans–Neptunian objects: Ixion and Quaoar». Astronomy and Astrophysics Letters. 408 (3): L17–L19. Bibcode:2003A&A...408L..17M. doi:10.1051/0004-6361:20031142 
  10. J. Licandro, F. Ghinassi, L. Testi (2002). «Infrared spectroscopy of the largest known trans-Neptunian object 2001 KX76». Astronomy and Astrophysics Letters. 388: L9–L12. arXiv:astro-ph/0204104Acessível livremente. Bibcode:2002A&A...388L...9L. doi:10.1051/0004-6361:20020533 
  11. H. Boehnhardt; et al. (2004). «Surface characterization of 28978 Ixion (2001 KX76)». Astronomy and Astrophysics Letters. 415 (2): L21–L25. Bibcode:2004A&A...415L..21B. doi:10.1051/0004-6361:20040005 
  12. O. Lorin, P. Rousselot (2007). «Search for cometary activity in three Centaurs (60558) Echeclus, 2000 FZ53 and 2000 GM137 and two trans-Neptunian objects (29981) 1999 TD10 and (28978) Ixion». Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. 376 (2): 881–889. Bibcode:2007MNRAS.376..881L. doi:10.1111/j.1365-2966.2007.11487.x 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • AstDys Elementos orbitais (em inglês)
  • Orbit simulation Sítio da NASA, em inglês, com cálculo, em Java, da órbita de Ixion.