41.º batalhão (PMERJ)

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41.º Batalhão de Polícia Militar
41bpm.PNG
Brasão
País  Brasil
Estado  Rio de Janeiro
Corporação PMERJ
Subordinação 2.º CPA
Missão policiamento ostensivo e manutenção de ordem pública
Sigla 41.º BPM
Aniversários 23 de junho
Sede
Sede Rio de Janeiro
Bairro Irajá
Endereço RJ-083, nº 9.206

O 41.º Batalhão de Polícia Militar (41.º BPM) é uma organização policial militar (OPM) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Subordina-se ao 2.º Comando de Policiamento de Área (2.º CPA).

Histórico[editar | editar código-fonte]

Por muitos anos, o 9.º BPM foi responsável pelo patrulhamento dos bairros cariocas de Irajá, Colégio, Pavuna e outros, como Rocha Miranda, Cascadura e Oswaldo Cruz.

Porém, com o passar dos anos, a população da região atendida pelo 9.º BPM aumentou tanto, que ele tinha dificuldades de atender a grande demanda de segurança pública dessas localidades.

Por isso, em 16 de junho de 2010, através da Resolução SESEG n.º 366, publicado no Boletim Ostensivo da Polícia Militar n.º 105, de 23 de junho do mesmo ano, foi criado o 41.º BPM, em Colégio, com vistas a melhorar o policiamento ostensivo e a manutenção da ordem pública.

O 41.º BPM é o batalhão que mais mata e atira em toda a capital fluminense. De 2011 a 2018, foram ao menos 567 mortes.[1]

No dia 10 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco havia denunciado policiais do batalhão por abusos de autoridade contra os moradores do bairro de Acari. Quatro dias depois, a vereadora foi executada a tiros.[2][3] Ela havia chamado o batalhão de "batalhão da morte."[4]

A munição utilizada na execução de Marielle foi desviada por um ex-escrivão da Polícia Federal.[5] Esse escrivão havia sido preso em 2007, pela Operação Toca, acusado de manter uma fábrica de munições para atender traficantes do Comando Vermelho.[6]

Área de Atuação[editar | editar código-fonte]

O batalhão é responsável pelo patrulhamento dos bairros cariocas da zona norte de Colégio, Irajá, Vista Alegre, Vila da Penha, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Guadalupe, Ricardo de Albuquerque, Anchieta, Parque Anchieta, Pavuna, Costa Barros, Barros Filho, Parque Colúmbia e Acari.

Sua 1.ª Companhia está sediada no interior do batalhão, estando a 2.ª, em Vista Alegre e a 3.ª, no bairro da Pavuna.

Referências

  1. Redação do iG São Paulo (15 de março de 2018). «Batalhão da PM denunciado por Marielle é o mais letal do Rio». Último Segundo 
  2. Lemos, Marcela; Kawaguti, Luis. «Marielle Franco, vereadora do PSOL, é assassinada no Rio». Uol - Notícias - Cotidiano 
  3. Marreiro, Flávia (15 de março de 2018). «Marielle Franco, vereadora do PSOL, é assassinada no centro do Rio na saída de evento que reunia ativistas negras». EL PAÍS 
  4. Redação da ANSA Brasil (15 de março de 2018). «Deputados da UE pedem fim de acordo com Mercosul por Marielle». Consultado em 15 de março de 2018 
  5. Chagas, Paulo Victor. «Jungmann diz que munição que matou Marielle foi roubada da PF na Paraíba». Agência Brasil - Últimas notícias do Brasil e do mundo 
  6. Redação do Terra. «Ex-escrivão da PF teria fábrica de munições no Rio». Terra