51 Pegasi b
Concepção artística de 51 Pegasi b. | |
| Descoberta | |
|---|---|
| Descoberto por | Michel Mayor e Didier Queloz |
| Data da descoberta | 6 de outubro de 1995 |
| Método de detecção | Velocidade radial |
| Designações | |
| Nomes alternativos | Belerofonte |
| Características orbitais | |
| Periastro | 0,0520 |
| Apoastro | 0,0534 |
| Semieixo maior | 0,0527 ± 0,0030 |
| Excentricidade | 0,013 ± 0,012 |
| Período orbital (sideral) | 4,230785 ± 0,000036 |
| Velocidade orbital média | 136 |
| Argumento do periélio | 58 |
| Semiamplitude | 55,94 ± 0,69 |
| Estrela | 51 Pegasi |
| Características físicas | |
| Massa | 0,472 ± 0,039 |
| Tipo espectral | G2.5IVa ou G4-5Va |
| Magnitude aparente | 5,49 |
51 Pegasi b, nomeado de Dimidium e não-oficialmente chamado de Belerofonte, de acordo com a eleição promovida pela União Astronômica Internacional,[1] é um planeta extrassolar situado a aproximadamente 50 anos-luz da Terra na constelação de Pegasus. 51 Pegasi b foi o primeiro planeta descoberto orbitando uma estrela da sequência principal, a estrela 51 Pegasi (os primeiros planetas foram descobertos em 1992 por Aleksander Wolszczan orbitando o pulsar PSR B1257+12), o que foi um marco para a planetologia. Este planeta constitui o protótipo de uma classe planetária denominada Júpiteres quentes.
Nome e características
[editar | editar código]A letra "b" em 51 Pegasi b é usada para diferenciar o planeta da estrela que ele orbita. Planetas companheiros a descobrir serão designados sucessivamente como c, d, e por aí em diante, independentemente do quão distarem da estrela-mãe. 51 Pegasi b é um planeta extremamente quente.
Depois da sua descoberta, muitas equipes confirmaram a sua existência e obtiveram mais observações das suas propriedades, incluindo o facto de orbitar muito próximo da estrela (a distância orbital entre 51 Pegasi b e sua estrela-mãe equivale a menos da metade da distância média entre Mercúrio e o Sol), sofrer temperaturas de cerca de 1 000 graus celsius, e ter cerca de metade da massa de Júpiter. Na altura da descoberta, esta distância curta não era compatível com a teoria da origem dos planetas e resultou em discussões de migração orbital.
Descoberta
[editar | editar código]O planeta foi descoberto, por Michel Mayor e Didier Queloz, usando um espectrômetro que pode detectar as mudanças regulares na velocidade radial de sua estrela. Estas mudanças são causadas pelos efeitos gravitacionais do planeta que dista 7 milhões de quilómetros da estrela.
Depois do anúncio, a 12 de outubro de 1995, a confirmação veio pelo Dr. Geoffrey Marcy e Dr. Paul Butler das universidades norte-americanas Universidade Estadual de São Francisco e Universidade da Califórnia em Berkeley, respectivamente. Usaram o espectrógrafo Hamilton no observatório de Lick perto da cidade de San Jose na Califórnia.
Esta descoberta do primeiro exoplaneta estabeleceu um marco na pesquisa astronómica, e desde então mais exoplanetas nas estrelas vizinhas do Sol têm sido descobertos.
Ver também
[editar | editar código]Referências
Fontes
[editar | editar código]- Butler; Wright, J. T.; Marcy, G. W.; Fischer, D. A.; Vogt, S. S.; Tinney, C. G.; Jones, H. R. A.; Carter, B. D.; Johnson, J. A.; et al. (2006). «Catalog of Nearby Exoplanets». The Astrophysical Journal. 646 (1): 505–522. Bibcode:2006ApJ...646..505B. arXiv:astro-ph/0607493
. doi:10.1086/504701 (web version)