6.º Batalhão de Infantaria Leve

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6.º Batalhão de Infantaria Leve - "Regimento Ipiranga"
Estado  São Paulo
Subordinação 12.ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel)
Sigla 6.º B I L
Criação 1908
Comando
Comandante Ten Cel Inf HELI Figueiredo Moreira Junior
Sede
Endereço Rua José Bonifácio, 33 - Centro

O 6º Batalhão de Infantaria Leve - Regimento Ipiranga (6º B I L) é uma unidade do Exército Brasileiro, localizada em Caçapava, estado de São Paulo, e subordinada à 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), sediada na mesma cidade. Seu nome histórico remete ao Grito do Ipiranga, momento histórico do Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O 6.º Batalhão de Infantaria Leve é uma tradicional Unidade do Exército Brasileiro. Suas origens remontam ao século XIX, com a criação do Batalhão de Caçadores Provisório do Ceará, em 1842. O 14.º Batalhão de Caçadores (Ceará, 1865), que passou a denominar-se, mais tarde, 14.º Batalhão de Infantaria Ligeira (1888), um dos formadores do 18.º Batalhão do 6.º Regimento de Infantaria, participou da Guerra do Paraguai (1864-1870) em numerosas batalhas, das quais destacam-se Passo da Pátria (Abr 1866), Estero Bellaco (Mai 1866), Tuiuti (Mai 1866), PuntaNaró (Jul 1866), Humaitá (Mai a Ago 1868), Itororó (Dez 1868), LomasValentinas (Dez 1868), Itá Ibaté (Dez 1868), Angustura (Dez 1868), Avaí (Dez 1868), Peribebuí (Ago 1869), Campo Grande (Ago 1869), Caraguataí (Ago 1869) e Cerro Corá (Mar 1870). Outrossim, participou em ações de pacificação nos conflitos internos do II Reinado, como a Revolta do Ronco da Abelha (1851-1852) e a Revolta do Quebra-Quilos (1874-1875). No início do Brasil República, tomou parte da Quarta e vitoriosa Expedição de Canudos, em 1897. Todavia, o 6.º Regimento de Infantaria foi criado, com esta designação, em junho de 1908, instalando-se em 22 de março de 1909, no Bairro da Soledade, em Recife-PE. Em junho de 1909 foi transferido para Curitiba-PR, vindo a combater os rebeldes na Campanha do Contestado, entre 1913 e 1915, conflito no qual foi a tropa com o maior número de jornadas em combate e que teve a responsabilidade pela maior Zona de Ação. Foi reorganizado, posteriormente, em 1918, no bairro de Campos Elísios, em São Paulo-SP. Neste mesmo ano, foi transferido para a Cidade de Caçapava-SP, instalando-se no antigo casarão da Fábrica de Tecidos São José, adquirido pelo Exército Brasileiro, aonde permanece até hoje. O 6.º RI participou da Revolução Paulista de 1924, da Revolução Constitucionalista de 1932, lutando por São Paulo pela reconstitucionalização do País, e debelou focos comunistas na Intentona de 1935. Integrou o 1.º escalão da Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial, sendo a primeira Organização Militar a enfrentar o inimigo, a 16 de setembro de 1944, na conquista da localidade de Massarosa. Participou de todas as batalhas da 1.ª Divisão de Infantaria Expedicionária, no Teatro de Operações da Itália, sendo a Unidade com o maior número de jornadas em combate da FEB. Destacam-se os combates em Camaiore (Set 44), Monte Prano (Set 44), Borgoamozzano (Set 44), Barga (Out 44), Monte Castello (Nov 44), Soprassasso (Mar 45), Castelnuovo (Mar 45), Montese (Abr 44), Zocca (Abr 45), Colecchio (Abr 44) e Respício (Abr 45). Todavia, o brilhante feito que consagrou o 6º RI nos campos da Itália foi a Ofensiva de Fornovo Di Taro (Abr 45), a qual encerrou aquela Campanha, caracterizando-se como um dos mais sensacionais feitos da história militar brasileira, culminando com a rendição incondicional da 148.ª Divisão Alemã e remanescentes da Divisão da Itália e da 90.ª Divisão PanzerGranadier. Em 1946, passou a ter a denominação histórica de “Regimento Ipiranga”, em homenagem à Independência do Brasil, proclamada às margens do Riacho Ipiranga. O 6.º RI também tomou parte ativa na Revolução de 31 de março de 1964, na defesa dos ideais democráticos. Por tudo o que fez é a Unidade do Exército Brasileiro com a maior experiência em combate no século XX. Atualmente, o 6º Batalhão de Infantaria Leve, tropa aeromóvel, integra a Força de Atuação Estratégica do Exército Brasileiro e figura entre as Unidades de Infantaria da Força Terrestre com o maior número de participações na Missão de Paz da ONU no Haiti (6 contingentes), constituindo-se na Elite das Operações de Amplo Espectro do Exército Brasileiro. Nos últimos anos, tem participado de diversas missões reais, as quais ressaltam-se as operações de segurança de Vossa Santidade o Papa Bento XVI (2007) e o Papa Francisco (2013), em Aparecida – SP, a Operação PARAITINGA, na garantia da lei e da ordem e socorro às vítimas da enchente que destruiu a Cidade de São Luiz do Paraitinga-SP, em 2010, a Operação BAHIA/2014 (paralisação da Polícia Militar daquele Estado), a Operação COPA DO MUNDO FIFA/2014, a Op SÃO FRANCISCO/2014 (Complexo da Maré, Rio-RJ) e a segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Sua próxima tarefa será a de atuar na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Desta forma, mantém as gloriosas tradições do passado, atende as demandas do presente e prepara-se para os desafios do futuro. 

Museu Ipiranga[editar | editar código-fonte]

O Museu Ipiranga possui um dos maiores acervos históricos referente à campanha da Força Expedicionária Brasileira, nos campos da Itália, durante a 2.ª Guerra Mundial.

Emprego[editar | editar código-fonte]

Atualmente, está subordinado à 12.ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), e compõe a Força de Emprego Estratégico do Exército Brasileiro, um seleto grupo de organizações militares em constante situação de pronto-emprego, capacitadas a atuar em qualquer parte do território nacional, em curto espaço de tempo, em qualquer uma das mssões constitucionais previstas para o Exército Brasileiro.

O Batalhão possui como principal meio de transporte as aeronaves de asa rotativa (helicópteros) que integram os 1.º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx) e 2.º Batalhão de Aviação do Exército (2.º BAvEx) sediados em Taubaté-SP. Tal veículo aéreo permite uma rápida mobilização da Brigada e de seus Batalhões por todo o território nacional.

A operacionalidade de uma Infantaria Leve exige material, doutrina e adestramento específicos. No entanto, nada disso tem valor sem os homens e mulheres forjados nas mais difíceis missões, nos mais extenuantes treinamentos. Atividades físicas, instruções e exercícios militares constantes são o dia-a-dia dessa valorosa tropa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]