Ação Democrática

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Ação Democrática
Acción Democrática
Presidente Isabel Carmona de Serra
Fundação 1941
Sede Caracas,Venezuela
Ideologia Nacionalismo
Social-democracia
Liberalismo
Terceira Via
Espectro político Centro a Centro-esquerda
Afiliação internacional Internacional Socialista
COPPAL
Assembleia Nacional da Venezuela
19 / 165
Cores Branco

Ação Democrática (Acción Democrática) é um partido político de centro-esquerda da Venezuela, membro da Internacional Socialista.

História[editar | editar código-fonte]

O seu antecedente mais longe foi a Agrupación Revolucionaria de Izquierda (ARDI) criada na Colômbia por Rómulo Betancourt e outros exilados venezuelanos em 1931. A esse partido seguiu em 1936, o Movimiento de Organización Venezolana (ORVE), que, ao se dissolver, deu passo para a criação do Partido Democrático Nacional (PDN). Depois surgiu o AD, criado em 1941 sendo um dos poucos partidos formados na Venezuela na primeira metade do século 20 que duraram depois da queda da ditadura de Juan Vicente Gómez, junto com seus governos aliados que se mantiveram no poder e a ditadura de Marcos Pérez Jiménez. Alguns de seus membros fundadores formaram parte junto a outros dirigentes estudantis, na chamada Geração do 28: Rómulo Betancourt, Raúl Leoni, Luis Beltrán Prieto Figueroa, Gonzalo Barrios, Andrés Eloy Blanco, Leonardo Ruiz Pineda e Jesús Ángel Paz Galarraga.

A sua doutrina é social democrata. O partido saiu da esquerda, de corrente marxista fundada por Victor Raúl Haya de la Torre, para uma ideologia social democrata que sustenta a planificação central da economia, os monopólios estatais da indústria petrolífera e pesada, telecomunicações e outros setores considerados estratégicos, amplos controles de preços e grande ativismo empresarial do Estado no setor financeiro, junto com um protecionismo de taxas de importação e crédito para o setor privado remanescente.

Ditos políticos compartilhados pelo partido social cristão COPEI, se transformaram no consenso socialista democrático do ponto fixismo e se aplicaram durante três décadas. Em que foi visto como um partido de centro esquerdo moderado, e inclusive acusado de direitista, influindo o não alinhasse com os soviéticos durante a Guerra Fria, e a contra repressão dos grupos guerrilheiros fidelistas de uma esquerda mais radical que na década de 1960 comprometida sua hegemonia. AD incluiu muitos elementos populistas e se havia declarado o "partido do povo", o partido também controlava a principal sindical do país, conhecida como Confederación de Trabajadores de Venezuela (CTV).

Desde a derrocada do ditador Marcos Pérez Jiménez, AD, COPEI, e URD, assinaram o Pacto de Punto Fijo, e a partir de então, se revezaram no governo membros da AD e do COPEI. AD tem governado em seis oportunidades: Rómulo Gallegos, Rómulo Betancourt, Raúl Leoni, Carlos Andrés Pérez (em duas ocasiões) e Jaime Lusinchi. Logo depois do segundo período do governo de Carlos Andrés Pérez, o partido perdeu a popularidade, especialmente nas eleições presidências de 1993 quando seu candidato, Cláudio Fermín, teve apenas 20% dos votos, e quando nas eleições passados obteve mais de 50% dos votos.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Os comícios de 1998 foram traumáticos, já que as pesquisas de opinião não davam mais opções de vitória de seu candidato, Luis Alfaro Ucero, por isso, uma semana antes das eleições, o candidato foi mudado, por Henrique Salas-Römer. Sendo esta o único candidato segundo as pesquisas capaz de disputar a presidência com Hugo Chávez, que ganharia de todas as formas. A partir desse momento o maior partido venezuelano do século XX seria passado para um partido de "segundo escalão". Nos comícios de 2000 para a presidência da República, não pôs candidato algum, e somente conseguiu dois estados para governar (Monagas e Apure) e reduziu seu número de deputados na Assembleia Nacional. Nas eleições regionais de 2004 somente ganhou o governo do estado de Nueva Esparta e algumas prefeituras.

Perdas[editar | editar código-fonte]

AD como o resto dos partidos venezuelanos tem sofrido várias perdas nos últimos anos, sendo as mais importantes encabeçadas pelo setores juvenis de esquerda radical que fundaram o Movimiento de Izquierda Revolucionaria (Venezuela) de cunho marxista, que seria uma das principais forças políticas que se lançariam a luta guerrilheira contra o sistema de partidos instaurado em 1959. Posteriormente, sofreria de uma imporante, porém não massiva perda, encabeçada por Raul Gómez Gimenez, dirigente do chamado setor "ARS" do partido, que ao não conseguir fortalecer sua posição mirando às eleições de 1962, decidiu se separar e armar a candidatura de seu líder por separado. A mais sensível das perdas viria à acontecer nas eleições de 1458, quando o setor dirigido por Luis Beltrán Prieto Figueroa, secretário geral, e Jesus Angel Paz Galarraga, saíram ao não conseguir nomeação presidencial. E assim nasce o Movimiento Electoral Del Pueblo (MEP), que se bem não consegue o triunfo eleitoral, ao dividir a votação social democrata, faz com que a AD, o partido oficial, perca o poder frente a Rafael Caldera Rodríguez e a COPEI.

Em 1987 o Movimiento de Apertura y Participación Electoral, fundado por Carlos Andrés Pérez, com dissidentes da AD como plataforma eleitoral do ex-presidente, tendo em objetivo as eleições parlamentares de 1999. Igualmente, em 2008, Cláudio Fermín ex-prefeito de Caracas e ex-candidato à presidência ao ser expulso do partido, conforma a Renovación, com a que estaria presente a sua candidatura nas eleiões presidenciais de dezembro desse mesmo ano, o mesmo que se encarregaria de retirar ao não alcançar feitos importantes nas prévias parlamentares em novembro. Em 2000 Antonio Ledezma que foi prefeito do Município Libertador de Caracas, se criou outro cisma, o Alianza Bravo Pueblo, também com dissidentes da AD, outros depois fundaram o Pólo Democrático que também inclui ex-integrantes do Movimiento al Socialismo.

Resultados Eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Data Candidato

apoiado

Votos %
1947 Rómulo Gallegos 871 752 74,3 (#1)
1958 Rómulo Betancourt 1 248 092 49,2 (#1)
1963 Raúl Leoni 957 574 32,8 (#1)
1968 Gonzalo Barrios 1 050 806 28,2 (#2)
1973 Carlos Andrés Pérez 2 130 743 48,7 (#1)
1978 Luis Piñerúa Ordaz 2 309 577 43,3 (#2)
1983 Jaime Lusinchi 3 775 341 58,4 (#1)
1988 Carlos Andrés Pérez 3 879 024 52,9 (#1)
1993 Claudio Fermín 1 326 287 23,6 (#2)
1998 Henrique Salas Römer 2 613 161 40,0 (#2)
2000 Francisco Arias Cárdenas 2 359 459 37,5 (#2)
2006 Manuel Rosales 4 292 466 36,9 (#2)
2012 Henrique Capriles Radonski 6 591 304 44,3 (#2)
2013 Henrique Capriles Radonski 7 363 980 49,1 (#2)

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data Votos % Deputados +/- Status Notas
1946 1 099 601 78,4 (#1)
137 / 160
Governo
1947 838 526 70,8 (#1)
83 / 110
Baixa54 Governo
1952 Banido
1958 1 275 973 49,5 (#1)
73 / 132
Governo
1963 936 124 32,7 (#1)
66 / 179
Baixa7 Governo
1968 939 759 25,6 (#1)
66 / 214
= Governo
1973 1 955 439 44,4 (#1)
102 / 200
Aumento36 Governo
1978 2 096 512 39,7 (#2)
88 / 199
Baixa14 Oposição
1983 3 284 166 49,9 (#1)
113 / 200
Aumento25 Governo
1988 3 123 790 43,3 (#1)
97 / 201
Baixa16 Governo
1993 1 099 728 23,3 (#1)
55 / 203
Baixa42 Oposição
1998 1 195 751 24,1 (#1)
61 / 207
Aumento6 Oposição
2000 718 148 16,1 (#2)
33 / 165
Baixa28 Oposição
2005 Boicote
2010 5 334 309 47,2 (#2)
19 / 165
Oposição Mesa da Unidade Democrática