A Batalha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O jornal A Batalha (19191927) foi um periódico operário de tendência anarco-sindicalista fundado em 23 de Fevereiro de 1919, no mesmo ano da Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa, de que seria porta-voz. Foi seu primeiro redactor principal o tipógrafo e jornalista Alexandre Vieira. Como jornal diário alcançou a terceira maior tiragem em Portugal. Cessou a sua publicação regular a 26 de maio de 1927, data em que as suas instalações foram destruídas pela polícia.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Nesse jornal operário, e no seu Suplemento Literário Ilustrado, colaboraram distintos jornalistas, escritores e artistas de afinidades libertárias como Pinto Quartim, Julião Quintinha, Mário Domingos, Ferreira de Castro e Roberto Nobre.

A Batalha publicou ainda uma revista gráfica quinzenal, intitulada A Renovação sob o lema «novos horizontes sociais».

Durante a Primeira República Portuguesa o jornal foi suspenso diversas vezes e as suas instalações na Calçada do Combro, em Lisboa, foram assaltadas pela polícia. Em consequência do Golpe de 28 de Maio de 1926, a CGT e o jornal sindicalista-revolucionário A Batalha foram proibidos, tendo publicado o seu último número no dia 26 de maio de 1927, sendo nessa data as suas instalações completamente destruídas pela polícia.

Não obstante a destruição das suas instalações e de muitos militantes anarco-sindicalistas se encontrarem presos no Campo de Concentração do Tarrafal, entre os quais Mário Castelhano, o seu último redactor principal, que ali morreria, A Batalha foi sendo editada de forma irregular e clandestina até ao final da década de 1940.

Com o derrube da ditadura portuguesa, em 25 de abril de 1974, um grupo de velhos militantes anarco-sindicalistas, entre os quais Emídio Santana, um dos autores do atentado falhado, em 1937, contra o ditador Oliveira Salazar, retomaram a sua publicação sendo editada até à atualidade agora com a designação de A Batalha: Jornal Anarquista. Colaboradores desta última série do jornal A Batalha vieram a criar outras publicações anarquistas entre elas a revista Utopia.

A história do jornal foi escrita por Jacinto Baptista na obra Surgindo Vem ao Longe a Nova Aurora… .[1]

Notas

  1. Baptista, Jacinto. Surgindo Vem ao Longe a Nova Aurora… Para a História do diário sindicalista A Batalha 1919-1927. Livraria Bertrand, Lisboa, 1977

Ligações externas[editar | editar código-fonte]