A Dama do Lotação (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Dama do Lotação
Sônia Braga, em destaque no cartaz do filme.
 Brasil
1978 •  cor •  111 min 
Direção Neville de Almeida
Roteiro Neville de Almeida
Elenco Sônia Braga
Nuno Leal Maia
Jorge Dória
Paulo César Pereio
Cláudio Marzo
Yara Amaral
Género drama erótico
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

A Dama do Lotação é um filme brasileiro de 1978 do gênero drama erótico, dirigido por Neville de Almeida em 1978. De uma história de Nélson Rodrigues.

O filme é a quarta maior bilheteria da história do cinema brasileiro, com 6.5 milhões de espectadores.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Solange e Carlos se conhecem desde a infância e se casam. Na noite de núpcias, Solange resiste ao seu marido, que, impaciente, acaba estuprando-a. Solange fica traumatizada e, apesar de desejar Carlos, não quer mais nada com ele. Para se satisfazer, ela começa a fazer sexo com homens que não conhece, que encontra andando de lotação (espécie de micro-ônibus que faz transporte público).

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Marcelo Miranda em sua crítica para o Filmes Polvo disse que "A Dama do Lotação é quase um filme imbatível. Para atingir a massa popular que frequentava o cinema brasileiro nos anos 70, a protagonista era Sônia Braga, atriz muito em alta na época por participar com grande repercussão de novelas na Globo. O chamariz 'Sônia Braga pelada' foi fundamental para o alcance e repercussão que o filme conseguiu quando exibido comercialmente. (...) Visto mais de três décadas depois, o filme de Neville D’Almeida perdeu boa parte de suas cartadas: a atriz é motivo de chacota desde quando foi tentar carreira internacional e o uso de Nelson Rodrigues como baliza de reconhecimento já ficou para trás. E justamente por essas faltas é que (...) nos parece ainda tão fascinante: sem estes sustentáculos que o tempo tratou de explicitar, o filme continua surgindo muito forte na tela, ainda cheio de questões relevantes sobre a falsidade das relações sociais."[2]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Na análise do filme publicada por Filipe Pereira no Papo de Cinema em agosto de 2016, consta que o gênero do filme, a pornochanchada, "foi um movimento utilizado pelos militares para desviar a atenção do povo [da Ditadura militar no Brasil (1964–1985)], liberando através do sexo quase explicito a repressão politica que habitava o Brasil. Por esses motivos, e pelo filão ter substituído o Cinema Novo como ponto principal do cinema brasileiro, este A Dama do Lotação (e tantos outros) é comumente tachado de arte menor pela crítica de cinema, mas em alguns casos há mensagens ocultas interessantes."[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Leonardo Filomeno. «As pornochanchadas que fizeram parte da nossa adolescência». manualdohomemmoderno.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2016. 
  2. Marcelo Miranda. «A Dama do Lotação». www.filmespolvo.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2016. 
  3. Filipe Pereira (7 de agosto de 2016). «A Dama do Lotação». www.papodecinema.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um filme brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.