A Ideia Perigosa de Darwin

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Darwin's Dangerous Idea
Darwin's Dangerous Idea
A Ideia Perigosa de Darwin (PT)
A Perigosa Ideia de Darwin (BR)
Autor (es) Daniel Dennett
Assunto Evolução, Ética
Editora Simon & Schuster
Lançamento 1995
ISBN 068482471X
Edição portuguesa
Tradução Álvaro Augusto Fernandes
Editora Temas e Debates
Lançamento 2001
Páginas 588
ISBN 9727593852
Edição brasileira
Editora Rocco
Lançamento 1998
Páginas 609
ISBN 8532508006
Cronologia
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Consciousness Explained
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A Ideia Perigosa de Darwin (em Portugal)[1] ou A Perigosa Ideia de Darwin (no Brasil),[2] [3] Darwin's Dangerous Idea no original em inglês, é um livro da autoria de Daniel C. Dennett (1995) que explora os efeitos que a teoria da evolução de Charles Darwin terá produzido no pensamento filosófico ocidental.

Segundo o autor, a teoria de Darwin sugere que a vida no planeta Terra foi produzida por um processo algorítmico absolutamente cego, enquanto pensadores da época de Darwin defendiam que só Deus poderia criar todas as coisas concebidas.

Através da seleção natural, a concepção e a própria noção de Deus seriam criadas a partir de coisas mais simples. Através da biologia, Darwin teria encontrado uma solução para um problema de filosofia antiga: as origens da concepção.

Gruas e Ganchos Celestes[editar | editar código-fonte]

Dennett introduz termos como "gruas" (mecanismos que produzem concepção de baixo para cima sem a necessidade de uma entidade superior) e "Ganchos Celestes" (mecanismos que criam concepção por meios milagrosos), colocando-os com um papel preponderante de entre os possíveis mecanismos susceptíveis de criar concepção. Defende também a ideia de que Darwin conseguiu encontrar um processo de concepção que dispensa a existência de uma inteligência superior, baseado na ideia de seleção natural.

Adaptacionismo[editar | editar código-fonte]

Um dos temas discutidos no livro é o adaptacionismo. O autor procura mostrar que os tímpanos de Stephen Jay Gould na realidade não existem e são de facto exaptações. Dennett concede que Stephen Jay Gould chamou a atenção para alguns problemas importantes como o pan-adaptacionismo, mas defende que os darwinistas clássicos nunca foram adaptacionistas e que sempre tomaram em consideração outros factores. Dennett mostra que Stephen Jay Gould não refutou o adaptacionismo. Pelo contrário, deu-lhe mais consistência.

Referências

  1. Desidério Murcho. (2015). "A revolução darwiniana". Critica na rede. ISSN 17498457. Visitado em 8 de Março de 2015.
  2. José Costa Júnior. (2010). "Limites e possibilidades da explicação naturalista da moralidade". Fundamento 1 (1): 140-157. UFOP. ISSN 21776563. Visitado em 8 de março de 2014.
  3. Daniel C. Dennett. A perigosa idéia de Darwin: a evolução e os significados da vida. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. 609 p. ISBN 8532508006 Página visitada em 8 de Março de 2015.
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