A Inocência dos Muçulmanos

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A Inocência dos Muçulmanos (br) ou Innocence of Muslims (en), previamente denominado Desert Warriors e Innocence of Bin Laden, é um curta de 13 minutos na forma de trailer (veja links nas referências ao final), publicado em diversos sites na internet, que apresenta uma opinião à respeito do Islã.[1] [2] [3] [4] [5]

O trailer gerou revoltas em diversas partes do mundo, principalmente no Oriente Médio.[6] [7] [8] [5] [9] . Como resultado, em Singapura, após pedido do governo, o You Tube retirou o vídeo para acesso naquela região[10] e mais recentemente, o Egito bloqueou o acesso ao YouTube durante 1 mês [11] . No Brasil, o filme pode ser mantido mesmo após protesto das autoridades islâmicas no país[12] [13] . Com as manifestações, houve a morte do embaixador americano e mais dois funcionários de embaixada na Líbia.[14] [6] , e o pastor Terry Jones, divulgador, e mais sete, inicialmente foram condenado à morte pelo tribunal Egípcio do Cairo, depois o pastor teve redução de pena, mas a sentença nunca foi dada à cabo pois todos moram nos EUA [15] . Depois disto passou a ser bastante noticiado e tornou-se notório com a imprensa divulgando os acontecimentos em todo o mundo ocidental.

O professor de Relações Internacionais Diogo Costa, do RI Ibmec, mestre em Teoria Política pela Universidade de Colúmbia, no programa Rede Mídia, demonstra seu ponto de vista à respeito dos motivos que levaram à replicação do vídeo:

Alguns grupos aproveitam seu sentimento anti-ocidental para conseguir suas causas políticas [...] eles precisam ter alimento, o fogo precisa de combustível. Esse combustível pode ser um cartoon num jornal, um ursinho que colocaram o nome de Maomé, ou pode ser um filme que ninguém assistiu, que foi colocado no YouTube. [...] Não é tanto o vídeo em si, mas a utilização que fizeram dele. Se as pessoas soubessem que é algo feito em fundo de quintal... mas eles estão achando que todo o ocidente compartilha, que o ocidente promove, que o ocidente assiste. Eu acho que essa manipulação é tão causadora dos estragos quanto é a produção do filme em si.”.

Alguns pensaram se tratar de um trailer de um filme, com a imprensa cometendo erros na divulgação das notícias carece de fontes. O suposto produtor e roteirista Sam Bacile, na verdade seria Nakoula Basseley Nakoula, afirmou tê-lo projetado no cinema uma vez, com o título “The Innocence of Bin Laden” (A inocência de Bin Laden)carece de fontes. Segundo o site pipoca moderna, "o jornal Los Angeles Times averiguou carece de fontes que ninguém viu esta suposta sessão.. ninguém viu mais que 13 minutos da produção". [14] O trabalho é claramente amador e foi dirigido por um "veterano da indústria pornô, chamado Alan Roberts"carece de fontes.

Índia, Indonésia, Malásia e Líbia, também solicitaram o bloqueio ao YouTube.[1]

Condenado à morte[editar | editar código-fonte]

O Tribunal Penal do Cairo, condenou à morte sete cristãos Coptas, por "ofender o islã e prejudicar a união nacional do Egito". A acusação apresentou video em que alguns pedem um Estado para os Coptas, e os aponta como participantes diretos ou indiretos do filme A Inocência dos Muçulmanos. Por terem interpretado profeta Maomé de forma caricata de acordo com uma visão anti-islâmica, o ator, junto de alguns participantes do filme foram julgados à revelia.[16] [17] [18] , não somente pela atuação e visão representada, mas também pelo fato de que de a representação do profeta Maomé, por qualquer meio, é proibida pela lei islâmicacarece de fontes. Por serem cristãos egípcios, estão exilados nos EUA, mas correm o risco de serem deportados para o país de origem caso o pedido de deportação seja aceito.

No dia 18 de setembro, a Procuradoria Geral decidiu apresentar no Tribunal Penal do Cairo um pedido de prisão preventiva destas oito pessoas. O Ministério Público também pediu que a Interpol fosse informada sobre as medidas adotadas para que os réus sejam detidos, assim como o envio de uma solicitação formal às autoridades judiciais nos EUA para que entreguem os acusados ao Egito para serem processados.

(...)

Além de Jones e Basily, entre os outros condenados estão Moris Sadeq, advogado e fundador da Associação Copta em Washington; Nabil Adib Bisada, coordenador de comunicação dessa organização; e Morqos Aziz, apresentador de programas religiosos nos EUA.[18]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Revista Exame - Abril
  2. Sam Kiley (12 September 2012). "US Anti-Muslim Film 'Designed To Enrage'". Sky News [S.l.: s.n.] Consult. 12 September 2012. 
  3. Bradley, Matt; Dion Nissenbaum (12 de setembro de 2012). U.S. Missions Stormed in Libya, Egypt The Wall Street Journal Dow Jones & Company. Visitado em 1 de fevereiro de 2015.
  4. Peralta, Eyder. "What We Know About Sam Bacile, The Man Behind The Muhammad Movie : The Two-Way". NPR. Consult. 2012-09-12. 
  5. a b Corky Siemaszko (Sep 12, 2012). "Filmmaker Sam Bacile behind anti-Mohammad propaganda 'Innocence of Muslims" is not Israeli". New York Daily News [S.l.: s.n.] 
  6. a b "American Killed in Libya Attack" YNetNews [S.l.] 
  7. "Maker of anti-Islam film goes into hiding: report" Reuters [S.l.] 12 September 2012. 
  8. "Filmmaker Sam Bacile behind anti-Mohammad propaganda 'Innocence of Muslims' is not Israeli". NY Daily News. Consult. 2012-09-12. 
  9. "Filmmaker Goes Into Hiding" New York Times [S.l.] 12 September 2012. 
  10. Google bloqueia "Inocência dos Muçulmanos" em Singapura - Terra
  11. "Tribunal do Egito ordena bloquear acesso ao YouTube por filme anti-Islã" G1 [S.l.] 09 February 2013. 
  12. "YouTube pode manter no ar vídeo criticado por islâmicos" Conjur [S.l.] 24 Janurary 2013. 
  13. "Justiça permite que "Inocência dos Muçulmanos" continue no YouTube" Tecmundo [S.l.] 01 February 2013. 
  14. a b Pipoca moderna (site)
  15. "Pastor condenado a morte por divulgar filme “A Inocência dos Muçulmanos” tem pena reduzida" inforGospel [S.l.] 29 January 2013. 
  16. Egito: Sete cristãos condenados à morte - Euronews
  17. Egito condena à morte pastor americano que ‘apoia’ filme anti-islã
  18. a b Pastor e coptas americanos são condenados à morte no Egito por vídeo de Maomé - Diário de Canos