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A Sina do Aventureiro

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A Sina do Aventureiro
Brasil
1958 p&b •  88 min 
Gêneroação, faroeste e drama
DireçãoJosé Mojica Marins
ProduçãoNilza de Lima e Augusto Pereira
RoteiroJosé Mojica Marins
ElencoAcácio Lima, Shirley Alves, Augusto Pereira e Ruth Ferreira
MúsicaJoão da Silva, José Mojica Marins e Enibalú
Direção de fotografiaHonório Marin
Direção de arteGraveto
EdiçãoLuiz Elias
Companhia produtoraIndústria Cinematográfica Apolo
DistribuiçãoPolifilmes Satélite Filmes
Lançamento19 de dezembro de 1958
Idiomaportuguês
Cronologia

A Sina do Aventureiro é um filme de ação, faroeste e drama brasileiro escrito e dirigido, por José Mojica Marins,também conhecido pelo seu alter ego Zé do Caixão, concluído em 1958. O filme foi produzido pela Indústria Cinematográfica Apolo, e distribuído Polifilmes Satélite Filmes, e contou com os atores Acácio Lima, Shirley Alves, Augusto Pereira e Ruth Ferreira, além do próprio Mojica.[1]

O filme acompanha o forasteiro Jaime (Acácio de Lima), que depois de roubar dois homens, é perseguido e baleado. O jovem é encontrado as margens de um rio pela jovem Dorinha (Shirley Alves), que o resgata, e leva até a fazenda de seu pai. O filme traz em seu enredo, além de ação e aventura, um romance, típico dos filmes western.

O filme de José Mojica Martins, foi o seu primeiro longa sonoro completo, que seguiu a produção de Sentença de Deus, no qual três atrizes morreram, antes do filme ser cancelado. O filme foi classificado como o primeiro “Western Feijoada”, pelo pesquisador Rodrigo Pereira. [2] José Mojica Martins disse ter produzido uma grande miscelânea cultural, misturando em seu filme, roupa nordestina, gaúcha e americana, [3] e creditou como um dos fatores do sucesso desse longa, que permaneceu no cinema por um longo período.

O filme conta a história de Jaime (Acácio de Lima), um aventureiro que busca a sobrevivência no interior de São Paulo, em São José da Bela Vista. Depois de um assalto a dois homens que negociavam uma fazenda, Jaime é perseguido e acaba baleado, porém consegue se safar. Ferido, desmaia a beira de um rio onde é resgatado por duas belas mulheres, Dorinha (Shirley Alves) e Rosária (Ruth Ferreira).

Debilitado é levado para a fazenda do pai de Dorinha, no qual permanece um tempo se recuperando. Mas a polícia procurava pelo aventureiro errante, e depois de engatar um romance com Dorinha, é convencido a se entregar para os oficiais.

Depois de um tempo na cadeia Jaime retorna para Dorinha, e a pede em casamento. Nesse momento, Xavier (Amides Martinez), que por um período trabalhou na fazendo do pai de Dorinha, e havia tentado um romance com a jovem, descobre sobre o casamento e planeja arruinar tudo. [4]

O elenco de Sina do Aventureiro, foi composto por muitos atores que frequentavam a escola de atores que José Mojica Marins havia criado em 1956, Arte Dramática Apolo, por exceção de Ruth Ferreira e Shirley Alves, que depois ingressariam na escola do cineasta. [5]

Trilha Sonora

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José Mojica Marins compôs as 10 músicas da trilha sonora do filme,[4] musicalizadas por Enibalú. As letras são muito representativas sobre o que se passa na história, de maneira a guiar o espectador pela narrativa, apenas com as músicas que o compõe. A orquestra e a regência foram responsabilidade de João da Silva.

N.ºTítuloCompositorDuração
1."A Sina do Aventureiro"José Mojica Marins 
2."Olhar Boiadero"José Mojica Marins 
3."Ventania"José Mojica Marins 
4."Numa Promessa de Amor"José Mojica Marins 
5."Renúncia a Tristeza"José Mojica Marins 
6."Baião da Liberdade"José Mojica Marins 
7."Confissão de uma Saudade"José Mojica Marins 
8."Meia Lua"José Mojica Marins 
9."Quando decide o Coração"José Mojica Marins 
10."Alvorecer"José Mojica Marins [6] 

Recepção Crítica

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José Mojica Marins explica um dos motivos do sucesso do filme: "Eu colocava os alunos na fila de outro filme qualquer e depois de uns minutos, eles falavam entre si: "Por que ficamos aqui na fila, esperando esse filme? Por que não vamos ao Coral? (Coral era um cinema que pertencia ao irmãos Valency, com quem Mojica Marins fez amizade, e passaram a exibir seus filmes.) Parece que o filme de lá é bem melhor. Vamos. Vamos". E eles iam todos e levavam as demais pessoas da fila. E isso todos os dias, todas as horas. Foi sucesso...na ‘marra’, não é? Mas foi".[2] Além desse motivo, o filme contou com divulgação espontânea em algumas capitais como Salvador e Porto Alegre.

Num primeiro momento o filme não despertou a atenção dos críticos nacionais, que esnobavam do filme. Mais tarde, quando ganhou expressão internacional, o filme foi visto com outros olhos no Brasil.

Referências

  1. «A Sina do Aventureiro:». 24 de junho de 2015
  2. 1 2 «Biografia de José Mojica Marins para o museu da televisão brasileira:». 24 de junho de 2015[ligação inativa]
  3. LuDiasBH (24 de junho de 2015). «Mestres do Cinema – JOSÉ MOJICA MARINS:»[ligação inativa]
  4. 1 2 «A Sina do Aventureiro:». 24 de junho de 2015
  5. «José Mojica Marins». 24 de junho de 2015[ligação inativa]
  6. Cinemateca Brasleira (25 de junho de 2015). «Filmografia». Consultado em 11 de dezembro de 2019. Arquivado do original em 10 de março de 2016

Ligações externas

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