A Woman's Face

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde julho de 2017). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
A Woman's Face
Um Rosto de Mulher[1] (PRT)
A Cicatriz do Mal[2] (BRA)
Cartaz de lobby do filme
 Estados Unidos
1941 •  pb •  105 min 
Direção George Cukor
Produção Victor Saville
Roteiro Donald Ogden Stewart
História Francis de Croisset (Il était une fois)
Elenco Joan Crawford
Melvyn Douglas
Conrad Veidt
Osa Massen
Gênero filme de drama
filme noir
Música Bronisław Kaper
Cinematografia Robert Planck
Edição Frank Sullivan
Companhia(s) produtora(s) Metro-Goldwyn-Mayer
Lançamento 23 de maio de 1941
Idioma língua inglesa
Orçamento US$1.343.000
Receita US$1.907.000
Página no IMDb (em inglês)

A Woman's Face (bra: Um Rosto de Mulher; prt: A Cicatriz do Mal) é um film noir estadunidense de 1941 dirigido por George Cukor e estrelado por Joan Crawford, Melvyn Douglas e Conrad Veidt. Conta a história de Anna Holm, uma chantagista desfigurada que, devido a sua aparência, despreza todos que encontra. Quando um cirurgião plástico corrige sua desfiguração, Anna fica dividida entre começar uma nova vida ou retornar ao seu passado de crimes. O filme é narrado através de flashbacks conforme testemunhas dão seu depoimento num tribunal. O roteiro foi escrito por Donald Ogden Stewart, tendo por base a peça Il Était Une Fois de Francis de Croisset. Outra versão da peça, uma produção sueca intitulada En Kvinnas Ansikte foi filmada em 1938 com Ingrid Bergman no papel principal.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história se passa na Suécia e o filme é narrado através de flashbacks conforme testemunhas dão seu depoimento no julgamento de Anna Holm, acusada de assassinato, num tribunal de Estocolmo. A sucessão de eventos que levou ao crime, conforme relatam as testemunhas, começou anos antes, quando o aristocrata decadente Torsten Barring dava uma festa num bar. Seus convidados incluíam Vera, a esposa infiel do cirurgião plástico Gustaf Segert. Quando o gerente do bar se recusa a lhe dar mais crédito, Torsten vai falar com a dona do estabelecimento, Anna Holm, cujo rosto está desfigurado devido a um incêndio causado 22 anos antes por seu pai. Torsten trata Anna como se ela fosse bela e charmosa e não desfigurada e desagradável. Isso levanta a suspeita de Anna e Torsten deixa implícito que ele pode precisar da ajuda dela no futuro.

Além de ser dona do bar, Anna lidera uma gangue de chantagistas. Ela obtém cartas provando que Vera está tendo um caso extraconjugal e demanda-lhe dinheiro em troca de seu silêncio. Conforme a chantagem ocorre, no entanto, Gustaf chega em casa e, pensando que Anna é uma ladra, deseja chamar a polícia. Vera, preocupada com a possibilidade de seu caso vir à tona, convence o marido a deixá-la ir. Gustaf fica intrigado pelas cicatrizes de Anna e se oferece para removê-las. Anna passa por doze cirurgias. Vários meses depois, ela se transforma numa bela mulher que não é mais alvo da chacota de estranhos na rua. Após deixar a clínica de Gustaf, ela retorna para a casa de Torsten, que está encantado por sua beleza física. Ela assegura-lhe, no entanto, que isso não mudou sua personalidade.

Torsten conta à namorada que seu tio, o Cônsul Magnus Barring, um homem muito velho e muito rico, está deixando toda sua fortuna para seu neto de quatro anos de idade. No entanto, diz ele, se algo acontecer com o neto, é ele quem irá herdar a fortuna da família Barring. Anna fica horrorizada com a sugestão do namorado, mas acaba concordando com o plano por amor a ele. Usando o pseudônimo de "Ingrid Paulson", Anna vai trabalhar como governanta de Lars-Erik, o neto do Cônsul, sob a recomendação de Torsten. Apesar de sua relutância, ela acaba gostando do gentil Cônsul e de seu doce neto. Torsten logo aparece como convidado na mansão Barring, assim como Gustaf, que reconhece "Ingrid" como sendo sua ex-paciente Anna. Pensando que ela mudou de nome para começar uma nova vida, longe do crime, Gustaf decide não expor a identidade dela para o Cônsul.

Anna Holm em seu julgamento.

No dia seguinte, Anna acidentalmente deixa Lars-Erick tempo demais sob uma lâmpada de bronzeamento artificial. Sua preocupação com o garoto faz com que Torsten duvide de sua dedicação ao plano de matar o garoto. Ele lhe dá um ultimato, dizendo que Lars-Erik deve morrer na noite seguinte e ela relutantemente concorda. O incidente, no entanto, levanta as suspeitas de Gustaf, que segue Anna quando ela leva o garoto até uma cachoeira perto da mansão. Eles entram num teleférico que passa pela cachoeira. Na metade do caminho, Anna solta a trava do teleférico e o garoto quase cai do mesmo. No entanto, ela puxa-o de volta para dentro do teleférico e abraça-o, cheia de remorso pelo que fez. Vendo isto, Gustaf conclui que Anna mudou para melhor.

No aniversário do Cônsul, Anna lhe dá de presente um tabuleiro de xadrez em miniatura. Uma corrida de trenós dá início à comemoração. Anna, no entanto, desespera-se quando vê Lars-Erick no mesmo trenó que Torsten. Ela faz com que Gustaf corra atrás deles. Quando eles chegam perto do trenó, Torsten se recusa a parar, então Anna saca uma arma e atira nele. Eles salvam o garoto enquanto o corpo de Torsten cai na cachoeira. Anna é julgada pelo assassinato de seu namorado e é durante o julgamento que sua história torna-se conhecida. Mas os juízes não estão certos de que ela matou Torsten para salvar a vida do garoto. Anna revela, então, que colocou uma carta dentro do tabuleiro de xadrez confessando fazer parte do plano do namorado de matar Lars-Erik. A empregada do Cônsul, Emma Kristiansdotter, no entanto, enciumada com a presença da nova governanta, roubou a carta sem a ler, pensando se tratar de uma carta de amor, parte do plano de Anna de seduzir e se casar com o Cônsul por dinheiro.

Enquanto os juízes deliberam sobre o caso, Vera tenta se reconciliar com seu marido, que de alguma forma descobriu sobre seus muitos casos de infidelidade. Momentos antes, Gustaf havia testemunhado, sob juramento, que está apaixonado por Anna. Ele faz Anna confessar seu amor por ele e pede-a em casamento. Eles se beijam e são interrompidos por um servidor do tribunal, que anuncia que os juízes estão prontos para comunicar seu veredito à acusada e sugere que Gustaf talvez deva vir com ela para ouvi-lo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Osa Massen no trailer do filme.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Segundo os registros da MGM, o filme lucrou US$ 1.077.000 nos Estados Unidos e no Canadá e US$ 830.000 em outros territórios.[3]

A revista Variety observou que "a Srta. Crawford, a garota glamourosa das telas, tomou um passo radical ao permitir a maquiagem necessária para a desfiguração facial na primeira metade do filme ... [Crawford] tem um papel dramático forte e simpático que ela interpreta de uma maneira de alto nível".[4]

Mais recentemente, o crítico de cinema Dennis Schwartz discutiu a importância do papel para a carreira da atriz: "Joan Crawford agarrou a oportunidade de estrelar nesse papel suculento apesar de ter que interpretar uma mulher com o rosto desfigurado (pelo menos na primeira metade do filme), o que até Louis B. Mayer (chefe da MGM) lhe aconselhou que poderia ser custoso para sua carreira no futuro. Ao invés disso, acabou se tornando um dos seus papéis mais aclamados e apenas ajudou a promover sua carreira como uma atriz dramática séria (ela ganhou o Oscar por Mildred Pierce em 1945, sendo que ela alegava que este filme teve um efeito cumulativo na premiação). A maquiagem da cicatriz de Crawford é creditada a Jack Dawn, que fez a maquiagem de filmes como The Wizard of Oz (1939) e Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1941)."[5]

Portal A Wikipédia tem os portais:

Referências

  1. "Um Rosto de Mulher" em 70 Anos de Cinema (Brasil)]
  2. A Cicatriz do Mal no CineCartaz (Portugal)]
  3. The Eddie Mannix Ledger, Los Angeles: Margaret Herrick Library, Center for Motion Picture Study .
  4. Quirk, Lawrence J. The Films of Joan Crawford. The Citadel Press, 1968.
  5. Schwartz, Dennis. Ozus' World Movie Reviews. 11 de novembro de 2005. Página visitada em 19 de junho de 2017.
Ícone de esboço Este artigo sobre um filme estadunidense é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.