A cobra vai fumar

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A cobra vai fumar
CobrasFumantes.svg

Cobra fumando: o símbolo da FEB.
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A expressão "A cobra vai fumar" é um ditado popular brasileiro que significa algo difícil de ser realizado, e se acontecer, sérios problemas podem surgir.[1] O ditado surgiu durante o inicio da Segunda Guerra Mundial, como uma provocação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) aos mais pessimistas que diziam "é mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra".[2][3][4][5][6][7] Cerca de 25.000 homens da FEB foram enviados para combate na Itália,[8] dos quais cerca de 450 homens não retornaram ao Brasil.[9] A expressão tornou-se símbolo da FEB.[4]

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Homenagem na Música[editar | editar código-fonte]

A banda de heavy metal Sabaton, da Suécia, cita a expressão, na canção Smoking Snakes. Em um trecho da música, cantado em português, é dito "Cobras fumantes, eterna é sua vitória". A música conta a história de três soldados brasileiros que, após se separar de seu batalhão, são atacados por soldados alemães, que estavam em número muito maior; ainda assim, os brasileiros não se renderam e lutaram até a morte.[10]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Embarque de primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira para a Itália (6).jpg Chegada da Força Expedicionária Brasileira em Nápoles, Itália.jpg Mascarenhas e Eisenhower.jpg
Embarque de primeiro
escalão da FEB para
a Itália.
Soldados da FEB
em Nápoles.
Dwight D. Eisenhower e
Mascarenhas de Moraes.
Chegada da Força Expedicionária Brasileira no 1º Regimento de Infantaria, na Vila Militar, Rio de Janeiro, RJ (7).jpg Chegada da Força Expedicionária Brasileira em São Paulo, SP.jpg
Chegada da FEB ao
Rio de Janeiro.
Chegada da FEB
a São Paulo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Significado de A cobra vai fumar». Significados. Consultado em 4 de julho de 2017 
  2. R. Moreira (8 de maio de 2017). «Militares celebram participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial». A Voz de Petrópolis. Consultado em 3 de julho de 2017. Adotou como lema A cobra está fumando, em resposta aos críticos que afirmavam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. [ligação inativa]
  3. Barone, João (2013). 1942: O Brasil e sua Guerra Quase Desconhecida. [S.l.: s.n.] 304 páginas. ISBN 9788520933947. Vendo toda a dificuldade de criação e na preparação, surgiu um pessimismo entre a população brasileira, resultando em frases usando o lema da FEB: ‘É mais fácil a cobra fumar do que o Brasil mandas soldados para a guerra’. 
  4. a b Rosas, Frederico (20 de abril de 2014). «A aventura dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial». El País. Consultado em 3 de julho de 2017. O próprio símbolo adotado pela FEB, um escudo com o desenho centralizado de uma cobra fumando cachimbo, surgiu como uma provocação aos que diziam ser mais fácil uma cobra fumar do que o país entrar na guerra. 
  5. Monteiro, Marcelo (26 de julho de 2017). «Sete décadas atrás, soldados brasileiros começavam a sua saga na Itália». Zero Hora. Se no Brasil dizia-se que era mais fácil uma cobra fumar do que o país enviar soldados ao front, a chegada do contingente ao sul da Itália sepultava qualquer dúvida: sim, a cobra iria fumar. 
  6. Oliveira, Dennison (2012). A Força Expedicionária Brasileira e a Segunda Guerra Mundial (PDF). Rio de Janeiro: Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar doExército – Curitiba. p. 93. ISBN 978-85-65480-02-4. Ditado popular: é mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar em guerra. 
  7. Rosa da Silva, José Bento (2002). «A guerra atravessou o mar: Memórias de Itajaí nos tempos da 2ª Guerra». Revista da UNIFEBE. 7 (7): 93 - 100. ISSN 2177-742X. Consultado em 3 de julho de 2017. A gente luta com muitas dificuldades para que a Associação se mantenha, depois de cinquenta anos que estivemos nos teatros de operações da Itália, onde vimos a cobra fumar. 
  8. Naiditch, Artur Faleiro (2015). «"A cobra vai fumar": A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial». Revista Novas Fronteiras. 2 (2): 17 - 23. Consultado em 3 de junho de 2017 
  9. Valente, Paulo (26 de setembro de 2014). Lealdade a si próprio (PDF). [S.l.]: Rocco. 192 páginas 
  10. Neves, Daniel. «MÚSICA COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL». educador.brasilescola.uol. Consultado em 19 de maio de 2022