A Condição Humana

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The Human Condition
A Condição Humana
País  Estados Unidos
Editora University of Chicago Press
Lançamento 1958
Páginas 333
ISBN B0000CK2TY
Edição portuguesa
Tradução Jorge de Sena
Editora Livros do Brasil
Lançamento 1961
Páginas 253
Edição brasileira
Tradução Roberto Raposo
Editora Forense Universitária
Lançamento 2001
ISBN 978-85-2l8-0255-6

A Condição Humana (em inglês: The Human Condition) é um livro da autora teuto-americana Hannah Arendt publicado em 1958. Uma de suas principais obras teóricas, é um relato do desenvolvimento histórico da situação da existência humana, da Grécia Antiga até a Europa moderna.

Arendt teve como meta no livro discutir as possibilidades da vita activa (título que ela preferia para a obra) no mundo moderno. Ela define as três atividades - labor, trabalho e ação - e descreve quatro campos possíveis: o político, o social, o público e o privado. A autora então explica como os gregos antigos posicionavam cada atividade num destes campos, e critica o mundo moderno a partir deste ponto de vista.

Obra[editar | editar código-fonte]

Hannah Arendt faz um relato detalhado da evolução dos contextos da ação e do discurso como formas predominantes da revelação da essência do homem. Partindo da Grécia Antiga até a modernidade da questão proletária, é possível perceber a degradação e a banalização que esses conceitos sofreram no decorrer do tempo e suas conseqüências para a vida do homem moderno, cada vez mais alienado e apolítico.

A ação é a característica do "Homem" na condição de "Homem", característica esta que tem o poder de fazer com que o ele se integre à esfera pública, de fazer com que ele revele quem ele é e inicie novos processos, ilimitados e potencialmente eternos. O Homem enquanto age deixa de ser escravo das necessidades, deixa para trás o labor e o trabalho, para finalmente ser livre. Agindo o Homem desvincula-se do reino doméstico, o oikos e entra na polis, no espaço político. A própria ação é a liberdade, e por conseqüência só se é livre enquanto se está em espaço público. Com a crescente apolitização dos homens têm-se reduzido o espaço público, reduzida a ação, correndo-se o risco de um caminhar À escravidão maior, fazendo com que o animal laborans finalmente predomine por completo sobre o zoon politikon.

Capítulos da obra[editar | editar código-fonte]

A condição humana divide-se em seis capítulos, sendo eles: I - A Condição Humana
II - As Esferas Pública e Privada
III - Labor
IV - Trabalho
V - Ação
VI - A Vita Activa e a Era Moderna

Ver também[editar | editar código-fonte]