A festa do chibo

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La fiesta del chivo
A festa do chibo (PT)
A festa do bode (BR)
Autor(es) Mario Vargas Llosa
Idioma Língua castelhana
País  Peru
Gênero Romance
Localização espacial República Dominicana
Editora Alfaguara
Lançamento 2000
Páginas 304
Edição portuguesa
Tradução Miguel Serras Pereora
Editora Círculo de Leitores
Lançamento 2001
Páginas 464
ISBN 972-42-2530-5
Edição brasileira
Tradução Wladir Dupont
Editora Mandarim
Lançamento 2000
ISBN 853540211X
Cronologia
Los cuadernos de don Rigoberto
El Paraíso en la otra esquina

La fiesta del chivo (Brasil: A festa do bode /Portugal: A festa do chibo) de 2000 é um romance do escritor hispano-peruano Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura em 2010. O livro se ambienta na República Dominicana e retrata o assassinato do ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo e as suas sequelas, de dois pontos de vista, com uma geração de diferença: durante e imediatamente após o assassinato em si, em maio de 1961, e trinta e cinco anos mais tarde. Em tudo, também há uma ampla reflexão sobre o apogeu da ditadura, na década de 1950, e sua importância para a ilha e seus habitantes.[1]

O romance segue três linhas narrativas entrelaçadas. A primeira refere-se a uma mulher, Urania Cabral, que está de volta à República Dominicana, após uma longa ausência, para visitar o seu pai doente, e que termina recordando os incidentes de sua juventude e revelando um antigo segredo à sua tia e primas. A segunda história centra-se no último dia na vida de Trujillo desde o momento em que acorda em adiante, e nos mostra o círculo interno do regime, em que o pai de Urania pertenceu.

A terceira história descreve os assassinos de Trujillo, muitos dos quais tinham sido leais ao governo, enquanto esperam o carro do Presidente tarde nessa noite. Após o assassinato, esta história mostra-nos a perseguição aos assassinos. A cada aspecto da trama do livro mostra uma visão diferente sobre a República Dominicana em seu meio político e social, no passado e no presente.

Mostra-se aos leitores a espiral descendente do regime, o assassinato de Trujillo, e as suas consequências através dos olhos de pessoas com informação privilegiada, os conspiradores, e uma mulher de média idade contemplando o seu passado. A novela é, pois, um retrato caleidoscópico do poder ditatorial, incluídos seus efeitos psicológicos, e seu impacto em longo prazo. Os temas da novela incluem a natureza do poder e a corrupção, e sua relação com o machismo e a perversidade sexual numa sociedade rigidamente hierárquica com papéis de género rígidos.

A memória, e o processo de recordar, é também um tema importante, sobretudo na narrativa de como Urania recorda a sua juventude na República Dominicana. A sua história (e o livro como um todo) termina quando ela narra os terríveis acontecimentos que conduziram a sua saída do país anso 14 anos. O livro serve como um lembrete das atrocidades da ditadura, a fim de que os perigos do poder absoluto sejam recordados por uma nova geração.

Uma história a cavalo entre a ficção e a realidade que se passa na República Dominicana sobre a ditadura do general Trujillo (o Chibo). O regresso ao país da protagonista -Urania Cabral- que sendo uma menina saiu para os Estados Unidos antes do atentado que acabou com a vida do ditador, é a desculpa para, mediante uma analepse, nos contar a história da sua família (relacionada com o regime), nos últimos dias da ditadura e a transição para a democracia que se abriu com a morte do ditador. O romance está bem estruturado com capítulos que se alternam entre as lembranças da protagonista, o próprio general Trujillo e as pessoas que cometeram o atentado.

A festa do chibo recebeu comentários positivos em grande parte, com os críticos do livro destacando a representação da relação entre a sexualidade e o poder, e as descrições explícitas de factos violentos. Uma versão cinematográfica da novela estreou em 2005, protagonizada por Isabella Rossellini, Paul Freeman, e Tomadas Milian, escrita por José Alberto Ponsilio.

Referências