Hananias, Misael e Azarias

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Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo ardente. Simeon Solomon, 1863.

Hananias, Misael e Azarias, ou por seus nomes em caldeu — Sadraque, Mesaque e Abede-Nego[1] foram, segundo a narrativa bíblica, três jovens príncipes judeus levados como prisioneiros de guerra pelas tropas do Império Babilônico, em meio a Rebelião para Independência de Judá. Ao fim do conflito, de acordo com a tradição rabínica, os jovens foram castrados por ordens do rei babilônico, com o objetivo de desencorajar lideranças e frustrar o sentimento de independência em meio ao povo dominado.[2][3] O episódio mais marcante de suas vidas foi quando os três se recusaram a adorar um ídolo, foram jogados na fornalha ardente, e escaparam ilesos, por um milagre.[4] A história dos três jovens é uma das chamadas "Adições em Daniel" e é um dos mais famosos relatos bíblicos.

Narrativa bíblica[editar | editar código-fonte]

Prisioneiros de guerra[editar | editar código-fonte]

Jeoaquim, rei de Judá, no terceiro ano de domínio babilônico sobre seu reino, rebelou-se e declarou independência.[5] Nabucodonosor, imperador da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor reconquistou a cidade e tomou os objetos de valor que havia no Templo de Jerusalém para que fossem conduzidos ao templo do seu deus, na sala do tesouro. Então Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos seus eunucos, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas jovens das famílias que haviam liderado a rebelião judáica. Ou seja, da família real e dos nobres.[6][7]

Selecionados pelo chefe dos eunucos[editar | editar código-fonte]

Os jovens selecionados por Aspenaz deveriam ser judeus proeminentes. Todos deviam ter boa aparência e não ter defeito físico. Deviam ser cultos e instruídos para assistir como eunucos no palácio do rei. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Aspenaz lhes deu outros nomes babilônicos, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, respectivamente.[8][9]

A fornalha de fogo ardente[editar | editar código-fonte]

A passagem inclui uma prece de penitência de Azarias, enquanto os três jovens estavam ardendo na fornalha, um breve relato do anjo que os encontrou ali e o hino de honra que eles cantaram quando foram libertados.

Significado dos seus nomes[editar | editar código-fonte]

Os nomes hebreus dos quatro príncipes são:[10]

  • Daniel - Deus é o meu juiz
  • Hananias - Deus foi gracioso comigo
  • Misael - Quem é como Deus (não se refere a sentido de igualdade, mas de pensamento)
  • Azarias - Deus é quem me ajuda

A interpretação dos nomes caldeus não é consensual. Por exemplo:

  • Beltessazar - Tesouro de Bel ou O depositório dos segredos de Bel[10]
  • Sadraque - Inspiração do Sol, Deus, autor do mal, seja favorável a nós, Deus nos proteja do mal[10]
  • Mesaque - Aquele que pertence à deusa Sheshach [10]
  • Abede-Nego - Servo de Nego, um dos deuses babilônios, talvez o sol, uma estrela movente, ou os planetas Júpiter ou Vênus[10]

Referências

  1. Daniel 1:7
  2. «Daniel». Enciclopédia Judaica. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  3. «Quem foram os eunucos? Eles podiam ter ereção?». Revista Mundo Estranho. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  4. Easton's Bible Dictionary, Mishael [em linha]
  5. «2Reis 24: 1-8 (A rebelião de Joaquim)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  6. «2Reis 24: 8-15 (Líderes da rebelião são levados prisioneiros)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  7. «Daniel 1: 3-6 (Os prisioneiros selecionados por Aspenaz)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  8. «Shadrach». Enciclopédia Judaica. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  9. «Daniel 1: 7-9 (O pedido de Daniel)». Bíblia Online. Consultado em 24 de novembro de 2017. 
  10. a b c d e Adam Clarke, Commentary on the Bible (1831) Daniel 1 [em linha]