Abel Reis

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Abel Reis é publicitário, empresário e acadêmico brasileiro. Sócio-fundador da Midiaclick (atual iProspect Brasil) e da AgênciaClick Isobar, da qual foi Presidente de 2008 a 2013, assumiu em junho de 2014 a posição de CEO da Dentsu Aegis Network no Brasil e CEO da Isobar Latam. É um dos maiores especialistas em mídias digitais no Brasil[1] e autor do livro "Sociedade.com - Como as tecnologias digitais afetam quem somos e como vivemos" (Ed. Arquipélago) e da coluna "Sociedade.com" na revista Época Negócios.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Abel nasceu em 12 de abril de 1962, em Quintino da Bocaiúva, subúrbio do Rio de Janeiro. Seus pais não tiveram educação formal, mas eram apaixonados por música erudita e literatura. Seu presente de aniversário, aos 12 anos, foi a coleção Os Pensadores, que o apresentou à leitura e à filosofia.

Formação e Academia[editar | editar código-fonte]

Formado em Filosofia e Informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ e mestre doutorando em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Afirma que foram as aulas de Lógica da Matemática, na Filosofia, que o iniciaram nos fundamentos formais da teoria da computação e o atraíram para estudar o assunto. Reis afirma:

(...) Simplesmente, a ideia de computação não depende diretamente da existência do computador tal como o conhecemos hoje – é um conceito mais abstrato, e que na verdade tem suas raízes já no séc XVII com Pascal e Leibniz, que inventaram as primeiras máquinas mecânicas de calcular. Na verdade, a ideia de computação não é uma ideia técnica, é uma ideia filosófica e matemática; os engenheiros é que vieram depois e a materializaram[2]

Em 1987, ingressou no mestrado em Engenharia de Sistemas, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ, e estudou Inteligência Artificial, com ênfase em redes neuronais para reconhecimento de linguagem natural, e em sistemas de representação de conhecimento aplicados à hipermídia, tema no qual desenvolveu sua tese.

Em 1991, foi aceito para uma bolsa do DAAD, órgão de intercâmbio do governo alemão, para fazer um curso de Doutorado em computação e multimídia na Universidade de Berlim, mas optou por continuar no Brasil.[3]

Cursa Doutorado em Comunicação e Semiótica na PUC/SP com uma tese sobre o impacto do software na vidas de negócios, comunidades e indivíduos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Durante a faculdade de Filosofia, foi monitor de algumas disciplinas e dava aulas para grupos particulares de estudo. Foi estagiário-pesquisador em Lógica e Filosofia da Ciência, na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro (FGV-RJ).

Posteriormente, trabalhou no departamento de sistemas da Natron, empresa de consultoria em engenharia. Em 1987, foi convidado para atuar na implantação do primeiro Laboratório de Computação Gráfica da UFRJ.

Em 1989, passou a trabalhar no SENAC, num projeto para pesquisar o uso de informática no sistema de ensino à época usado por cerca de 1 milhão de alunos. Foi lá que começou a se interessar por sistemas multimídia e a possibilidade de integrar vídeos, música, áudio, fotos e animações em aplicativos que podiam mudar radicalmente a forma de ensinar as pessoas.

Em 1991, passou a trabalhar para a ATR Multimedia,[4] uma empresa que desenvolvia aplicativos multimídia para empresas e que, em 1993, se uniu à Multimídia Factory – empresa que tinha como sócio Marcos Wettreich, criador do ibest.

Abel e sua equipe à época atuaram no lançamento do Windows 3.1 na Fenasoft (na época, a maior feira de tecnologia da América Latina,[5] onde conheceu Pedro Cabral, de quem mais tarde se tornou sócio.

AgênciaClick[editar | editar código-fonte]

Abel e a empresa para a qual trabalhava, a ATR Multimedia, foram contratados pela Midialog, empresa de Pedro Cabral, como prestadores de serviço. Mais tarde, Abel se tornou funcionário da Midialog, de onde passaria a ser sócio.

Em 1999, tornou-se sócio-fundador da MidiaClick que, alguns meses depois, passou a se chamar AgênciaClick. Em 2007, quando a Click foi vendida para a holding inglesa Isobar, Abel assumiu a presidência da Click e o cargo de COO da Isobar Brasil, que inclui as operações da AgênciaClick e Age. Assumiu em Abril de 2014 a posição de CEO da Isobar Latam e CEO da Dentsu Aegis Brasil.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

  • Apontado pelo jornal Meio e Mensagem, como um dos 10 profissionais de Comunicação de destaque em 2015[6]
  • Indicado ao Caboré 2015 como Empresário ou Dirigente da Indústria da Comunicação
  • Apontado em 2015, pela revista GQ, como um dos 20 publicitários mais influentes do Brasil[7]
  • Premiado em 2013 como Profissional de Destaque em Comunicação Digital pela Associação Brasileira de Propaganda (ABP)[8]
  • Apontado pela revista Proxxima Meio & Mensagem, edição de Setembro de 2012, como um dos 50 profissionais mais inovadores da comunicação digital no Brasil
  • Participa como palestrante em diversos congressos ao redor do mundo, como o Omexpo e a Social Media Week[9] e é frequentemente entrevistado por jornais e revistas brasileiros.[10][11][12]
  • Por dois anos, foi selecionado pela InfoExame como um dos top 100 profissionais de tecnologia no Brasil e já foi eleito um dos 50 profissionais de tecnologia da informação mais respeitados do país.
  • Foi um dos 77 profissionais escolhidos pelo consultor Ralf Langwost[13] como os mais criativos do mundo, durante a elaboração do livro “How to Catch the Big Idea”.[14]

Textos e publicações[editar | editar código-fonte]

  • É autor de artigos acadêmicos e diversos textos para publicações e periódicos brasileiros.[15][16][17][18][19][20][21][22][23]
  • Lançou TrendZoom, adaptação brasileira de um estudo feito pelo Aegis Group para o mercado europeu, sobre tendência de comportamento do consumidor.
  • Fez parte do projeto Acredite, do Universal Channel, que lançou um livro com declarações de 72 criativos brasileiros explicando por que e no que acreditam.[24]

Referências

  1. Felitti, Guilherme (15 de julho de 2008). «abel reis, presidente da agência click». Consultado em 6 de fevereiro de 2011. Abel Reis, atualmente na presidência da Agência Click, é uma das melhores (senão a melhor) fonte sobre internet no Brasil por que simplesmente dá ênfase mais ao assunto ¨Brasil¨ que ao assunto ¨internet¨. 
  2. Pedro Cabral, Tati Bernardi (2007). «Organizando os processos criativos». Click Aqui 1ª ed. São Paulo: [s.n.] p. 169 
  3. Abreu, Willians (2007). «Uma máquina de comunicação». Consultado em 6 de fevereiro de 2011. De lá quase sai do Brasil para fazer o Doutorado na Alemanha.” “Desisti na última hora e fui me aventurar no mercado brasileiro de multimídia, isso em 1991. Desnecessário dizer que esse mercado não existia 
  4. «"As agências digitais, as consultorias de negócio e design vão convergir numa coisa só"». Consultado em 2 de agosto de 2016 
  5. Mesquita, Renata (21 de junho de 2004). «Fenasoft começa dia 29, com 3 eventos paralelos». Consultado em 6 de fevereiro de 2011. Este ano, a Fenasoft (que já foi a maior feira de tecnologia da América Latina) acontece entre 29 de junho e 1 de julho 
  6. http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2015/12/21/os-profissionais-de-comunicacao-de-2015.html
  7. http://www.bluebus.com.br/revista-gq-publica-lista-dos-20-publicitarios-mais-influentes-do-brasil/
  8. http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2013/12/03/abp-revela-vencedores-do-destaque-profissional.html ssional-reune-mercado/
  9. http://old.brasileiros.com.br/2009/06/sustentabilidade-em-tempos-de-comunicacao-veloz/
  10. «Ad blocker incentiva publicidade mais criativa, diz presidente da Dentsu Aegis». Folha de S.Paulo 
  11. «O Google e o Facebook ouvem suas conversas? | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  12. «A nova relação entre marcas e conteúdos - Economia - Estadão». Estadão 
  13. «CV Ralf Langwost» (PDF) (em inglês). Consultado em 6 de fevereiro de 2011 
  14. Ralf Langwost (2005). How to catch the Big Idea. The Strategies of the Top-Creatives (em inglês) 1ª ed. [S.l.: s.n.] p. 294 
  15. Abel Reis e Angélica de Moraes. «Uma Análise Semiótica da Obra "Desmemórias" de Giselle Beiguelman.» (PDF). FILE Festival 2007. Consultado em 11 de abril de 2015 
  16. Reis, Abel. «A interface cultural do Power Point». Revista Trópico. Consultado em 6 de fevereiro de 2011 
  17. Reis, Abel. «Marcas e mundos virtuais». Revista Trópico. Consultado em 13 de fevereiro de 2011 
  18. Reis, Abel. «O laboratório de comunicação de Bezos». Meio e Mensagem. Consultado em 11 de abril de 2015 
  19. Reis, Abel. «Aproximações ao conceito de metáfora em C. S. Peirce». Cadernos de Semiótica Aplicada. Consultado em 10 de abril de 2015 
  20. Reis, Abel. «Problematizando o conceito de Bios midiático». Revista Sessões do Imaginário. Consultado em 11 de abril de 2015 
  21. «ANÁLISE: Indústria musical sangra 'despacito' na rede». Folha de S.Paulo 
  22. «Inteligência Artificial, dilemas reais». O Globo. 9 de maio de 2017 
  23. «ABEL REIS: As mídias sociais nos adoecem?». Folha de S.Paulo 
  24. «Universal Channel - Projeto Acredite - www.script.net.br». www.script.net.br. Consultado em 26 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]