Abir (arte marcial)

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Abir Judith
Informação geral
Prática Arte marcial
Foco Golpes, Armas
Dureza Contato pleno
Outras informações
Esporte olímpico Não
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Abir Judith (em hebraico:אבי"ר) é uma arte marcial histórica baseada no alfabeto hebraico, cabala, danças, histórias e armas únicas, preservadas até a atualidade pela família de Yehoshua Sofer.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Abir Judith é a arte marcial israelita mais antiga, com raízes históricas que remontam ao patriarca biblico Abraão (século XVIII a.C.) que fora transmitida por ele à seu filho Isaac, e este a Jacó, e este aos seus 12 filhos, e essa arte continuou sendo transmitida e desenvolvida de geração a geração entre o povo hebreu, sendo utilizada como método de combate pelas doze tribos israelitas nos tempos biblicos, tendo seus movimentos baseados no alfabeto hebraico, Cabala, danças, histórias, símbolos e figuras de animais e armas, únicas do povo judeu. Essa arte marcial está ligada intimamente ao pentateuco bíblico e a cultura hebraica, sendo inseparável deles. Atualmente essa arte marcial é pouco conhecida mesmo dentro de Israel, sendo que poucos praticantes ainda conservam essa tradição marcial milenar. Se os relatos forem corretos essa arte possui mais de 3900 anos de existência.

Atualmente as tecnicas dessa arte marcial são preservadas por Yehoshua Avner Sofer Maatuf-Doh, que possui o título de Aluf Abir (Grande Mestre), atualmente com 60 alunos e 15 díscipulos entendidos. Yehoshua Sofer tem 52 anos, judeu natural do Iémen, começou a praticar a arte aos três anos de idade com seu pai, um herdeiro de uma alta estirpe de lutadores centenários de Abir Judith, que morreu aos 108 anos de idade, cuja família descendente do rei Davi no século X a.C..

Yehoshua afirma que sua família é originária de Efrata (antiga região situada entre Belém e Hebron), e que teriam ido para Habban no Iémen fazendo escolta da rainha de Sabá e dos sacerdotes judeus quando estes foram até lá por ordem do rei Salomão, filho de Davi, e afirma que a arte Abir ou Abiru é citada em diversos trechos biblicos, como por exempĺo na entrada do povo hebreu na terra de Canaã. Essa arte marcial foi utilizada pelos hebreus no Egito faraônico, e para se defenderem das invasões babilônicas e romanas nas épocas do primeiro e segundo templos, e que se propagou na antiguidade pela Pérsia e Arábia durante as diáporas do povo judeu. Os trajes típicos da arte mantém a tradição milenar dos trajes do povo hebreu da época bíblica, e as orações bíblicas judaicas servem como preparação espiritual para os combatentes.

Existem antropólogos que afirmam que além de Israel e do Yemen existem indícios históricos que essa arte foi praticada por judeus que residiam na corte medieval da Espanha, Curdistão, Europa Oriental e Índia.

Método[editar | editar código-fonte]

O método é dividido em dois níveis de aprendizagem:

Na primeiro nível, o aluno aprende os 27 movimentos básicos, com base nas 27 letras do alfabeto hebraico (22 letras 5 final). Cada carta tem sete maneiras diferentes para realizá-lo: uma iniciativa, a resposta, estrangulamento, download, trava queda, ou desordem. Também estudou 176 outras técnicas que estão juntos 365 tipos diferentes de movimentos, governar tendões LSS "h.

O segundo nível adiciona mais 248 tipos de golpes (que representa os órgãos CEE), que juntos somam 613 golpes peso 613 mandamentos Argumenta que guerreiro cavaleiro hábil capaz de "escrever" seqüências de sucesso versos correspondentes da Bíblia.

Muitas das técnicas do Abir (torções, chutes, projeções, combate com espadas, etc) mostram semelhaças com técnicas de artes marciais como kung-fu, aikido e caratê, mas a movimentação é tipicamente judaica, mostrando suas raízes nas antigas danças festivas do povo hebreu.

A arte também contém usos terapêuticos de ervas, azeites e extratos de plantas típicas de Israel, e usa como motivação pessoal o cultivo do lado bom da vida. Diferindo-se de outras artes marciais que se baseiam no impacto e na força física para derrubar o oponente, o Abir baseia suas técnicas “na força da crença em um Deus único” para derrubar seus oponentes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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