Abu Iúçufe Iacube Almançor

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Abu Iúçufe Iacube Almançor
Califa almóada do Marrocos
Minarete incompleto da Mesquita de Haçane
1184-23 de julho de 1199
Predecessor Abu Iacube Iúçufe
Sucessor Maomé I
Nome completo
ابو يوسف يعقوب المنصور
Casa Almóada
Pai Abde Almumine
Nascimento 1135
Morte 23 de julho de 1199
Religião Islamismo

Abu Iúçufe Iacube Almançor (em árabe: ابو يوسف يعقوب المنصور‎; transl.: Abū Yūssuf Yaʿqūb bin al-Manṣūr; 1160 - 23 de janeiro de 1199), por vezes conhecido somente como Iacube I ou Almançor, foi o terceiro califa do Califado Almóada de Marrocos. Anteriormente feito emir pelo seu pai, subiu ao trono do império em 1184, aquando da morte deste após a derrota na batalha de Santarém, frente a Sancho I de Portugal[1]. O seu reinado coincidiu com o período de máximo esplendor do Califado Almóada na Península Ibérica.

Vida[editar | editar código-fonte]

Abu Iúçufe Iacube Almançor assumiu o trono almóada com o falecimento de seu pai Abu Iacube Iúçufe. Durante seu reinado propôs-se a reformar o império, lutando contra o luxo e os costumes menos ortodoxos, ao mesmo tempo que reforçava o seu poder militar, deixando o seu irmão Abu Iáia como governador de Al-Andalus. A sua primeira ação foi a derrota dos Banu Ganiyah de Maiorca, que estavam a prejudicar o comércio do império patrocinando a pirataria.

No Reino de Portugal, a tomada do Castelo de Silves em 1189 por D. Sancho I suscitou uma contra-ofensiva muçulmana que resultou não só na perda de Silves como de grande parte da região do Alentejo, até à margem esquerda do rio Tejo, permanecendo apenas Évora em poder dos cristãos. Entre 1190 e 1191, Iacube Almançor tomou as cidades de Alcácer do Sal, Palmela, Almada, Torres Novas e Abrantes e tentou invadir Tomar, mas os cavaleiros templários de Gualdim Pais resistiram e travaram a sua invasão.

Em 1195, à frente de um poderoso exército, passou novamente o estreito de Gibraltar e derrotou as forças cristãs de Afonso VIII de Castela na batalha de Alarcos, a partir da qual tomou o cognome de Almançor, o Vitorioso. Depois da vitória, firmou a paz com os reis de Navarra, Leão e Portugal, ao mesmo tempo que atacava as posições castelhanas, desmantelando a suas posições na região de La Mancha e atacando as cidades de Toledo e Madrid. Também conseguiu derrotar o rebelde ibne Gania no deserto da Líbia.

Durante o seu reinado terminou-se de construir as Mesquitas de Cutubia em Marraquexe, e de Sevilha, com a Giralda, projetada pelo seu pai. Também iniciou em Rebate a construção da Mesquita de Haçane, que teria sido a maior do mundo, mas que ficou inacabada à data da sua morte e não foi continuada pelo seu sucessor. Para a posteridade ficou o minarete incompleto da mesquita.

Homem de grande cultura, escrevia em bom estilo árabe e protegia o filósofo Averróis que frequentava a corte como um favorito. A cidade termal de Moulay Yacoub, nos arredores de Fez, recebeu o seu nome em honra de Almançor. Iacube Almançor morreu em 1199, em Marraquexe, sendo sucedido pelo seu filho Maomé I.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Histoire de l'Afrique du Nord, des origines à 1830, Charles-André Julien, 1994.
Precedido por
Abu Iacube Iúçufe
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Califa almóada

1184-1199
Sucedido por
Maomé I


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  1. Branco, Maria João Violante (2006). D. Sancho I - O Filho do Fundador Círculo de Leitores [S.l.] pp. 91–98.