Abu al-Fadal ibne Hasdai

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Abu al-Fadal Hasdai ibne Iúçufe ibne Hasdai (Abu al-Fadl Hasdai ibn Yusuf ibn Hasdai; Saragoça, Espanha, c. 1050Cairo?, Egito, após 1093), foi um vizir judeu na corte dos emires hudies da taifa de Saragoça. Poeta, filho de poeta, era neto de Hasdai ibne Xaprute (vizir do califa Abderramão III de Córdova). Ibne Hasdai é considerado discípulo do filósofo al-Carmani, além de amigo de Avempace, ibne Pacuda e ibne Buclaris. Ele próprio estudou desde muito jovem Aritmética, Geometria, Astronomia, Física, Música, Política, Filosofia e Medicina.

O emir de Saragoça, Al-Muqtadir, encarregou-lhe a educação do seu filho, que em 1070 se converteu no sucessor do falecido vizir Ali Iúçufe. Como político e chefe da comunidade judaica impulsionou as ciências e as artes e foi, portanto, em parte responsável pelo auge político e intelectual do reino taifa de Saragoça. Ao mesmo tempo o seu correligionário judeu Samuel ben Nagrela dirigia os destinos da taifa de Granada.

Ibne Hasdai soube enfrentar com destreza os vizinhos cristãos de Saragoça, ou seja, Castela, Navarra, Aragão, Barcelona, entre si e com os vizinhos muçulmanos de Toledo, Valência, Lérida e depois com Marrocos. Conseguiu construir o segundo reino taifa mais poderoso do Al-Andalus, também para o filho e para o neto de al-Muqtadir, al-Mutamim e al-Mustaim II. Durante muito tempo o pagamento de grandes tributos ao Castela, que comprou os serviços de El Cid, e uma aliança com o emirado de Sevilha garantiram a Saragoça uma relativa independência, sobretudo frente aos Almorávidas de Marrocos.

Ibne Hasdai, que conhecia bem tanto a Bíblia como o Corão, converteu-se ao Islão e casou-se com a média irmã de al-Mustaim II, Banafsay, conseguindo finalmente o posto de grande vizir. Foi acusado pelos representantes da comunidade judaica de traição e pelos vizires muçulmanos rivais de arrivismo. Parece que também ambicionava o posto do juiz maior muçulmano. Juntos, ambos os grupos conseguiram que al-Mustaim o enviasse em 1093 como embaixador na corte do sultão egípcio em Cairo. Há notícias de que ibne Hasdai partiu dali em peregrinação para Meca, mas sobre a sua morte não existem mais notícias.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lucien Leclerc: Histoire de la medicine arabe, Band I. París 1876.
  • Sánchez Pérez: Biografías de los Matemáticos Árabes que florecieron en España, Madrid 1921.
  • Juan Vernet Ginés: La Cultura hispano-árabe en Oriente y Occidente, Barcelona. Ariel, 1978. ISBN 84-344-7807-2
  • Juan Vernet Ginés: Lo que Europa debe al Islam de España. Barcelona: El Acantilado, 1999. ISBN 84-930657-2-2

Referências