Academia

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Academia (do grego antigo Ακαδήμεια, transl. Akadémeia, derivação de Ακάδημος, transl. Akádēmos, "Academo") é o nome dado, no Ocidente, a várias instituições vocacionadas para o ensino superior e ensino universitário na promoção das suas actividades nomeadamente as artísticas, literárias, científicas e físicas, filosóficas, etc.

No Brasil, embora existam várias academias em várias áreas do conhecimento, o termo é popular ou comummente usado principalmente para designar a academia desportiva, estabelecimentos destinados ao ensino e à prática de esportes (português brasileiro) (desportos [português europeu]) ou ginástica (exercícios aeróbicos ou anaeróbios), e dotados de equipamento específico.

A designação provém da escola de filosofia que o Platão fundou Grécia Antiga, em 387 a.C., junto a um jardim a noroeste de Atenas, em terreno dedicado à deusa Atena que segundo a tradição pertencera a uma personagem mitológica com o nome de Academo.

Muitas academias tornaram-se famosas através de tempos e lugares, nas várias áreas de sua atuação. Entre as academias de letras, tornou-se paradigmática a Academia Francesa, cujo modelo inspirou a Academia Brasileira de Letras[1].

A Antiga Academia e a Nova[editar | editar código-fonte]

Mas, distinguem-se na História a Antiga Academia, de Platão a Arcesilau, e a Nova, que se prolongou até depois do século V. Foi com a época renascentista e o surgir do Humanismo que o princípio da Academia tomou novo fôlego, começando a difusão em Itália e propagando-se pelos demais centros europeus para que se pudesse levar a cabo o estudo de saberes relacionados com a filosofia, a arte, a música, a pedagogia, a cultura, a história, a arqueologia, a literatura, a filologia e a ciência. Nesta altura, a forma de constituição das academias mais comum foi a de congregação de estudiosos e eruditos, apontando-se também como génese de algumas as associações formadas nos Jogos Florais[2].

Uma das novas academias mais relevantes foi a Academia Pomponiana (ou Academia Romana), fundada por Pompónio Leto em Roma, em meados do século XV, e que se dedicou ao estudo da filosofia, da arte, da arqueologia, da filologia e da poesia. No mesmo século, fundava-se a Academia Platónica em Florença, com o apoio de Cosme de Médicis e onde personagens como Marsílio Ficino se dedicavam ao estudo de saberes relacionados com a cultura e a filosofia.

Destacaram-se no século XVI a Academia della Crusca, que se dedicava ao estudo da língua italiana considerada pura, e a Academia das Artes do Desenho, ambas igualmente em Florença, Academia Bracarense (fundada por D. Fr. Bartolomeu dos Mártires e dedicada ao estudo da filosofia, da cultura e da teologia) e a Academia Romana de Santa Cecília que se dedicou à promoção dos músicos e ao estudo da música (tornado necessário na sequência das reformas decorrentes do Concílio de Trento).

No século seguinte, surgiram, entre muitas outras, a Académie Française,a Academia científica e matemática de Lincei (hoje conhecida como Pontifícia Academia das Ciências), em Roma, que contou Galileu entre os seus membros, a Academia da Arcádia, na mesma cidade, que se formara em torno da rainha Cristina da Suécia, que abdicara do trono, ao converter-se ao catolicismo e passando a residir em Roma. a Royal Society em Londres, a Academia dos Generosos em Portugal (primeira conhecida neste país, posteriormente conhecida como Academia Portuguesa) e a Académie des Sciences em Paris. Academia Real de Pintura e Escultura, na mesma cidade francesa.

Já no século XVIII, instituiu-se a Academia de la Lengua, em Espanha, a Royal Academy of Arts em Inglaterra, a Academia das Ciências de Lisboa (que se dedicava ao estudo das Letras), a Academia dos Ocultos (com o principal promotor no marquês de Alegrete, Manuel Teles da Silva), a Arcádia Olissiponense, em Lisboa, a Academia Litúrgica Pontifícia (Santa Cruz de Coimbra), também em Portugal, a Academia Real da História Portuguesa (com o incentivo de D. João V e atualmente conhecida como Academia Portuguesa de História), a Academia de História Eclesiástica, em Roma (criada por iniciativa do papa Bento XIV), a Academia Brasílica dos Esquecidos (sob o patrocínio do vice-rei D. Vasco Fernandes César de Meneses), e a Academia Brasílica dos Renascidos, em São Salvador da Bahia, no Brasil, sua continuadora (sobe os auspícios de José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo).

No século XIX a Academia de São Tomás de Aquino aparece em Roma (por intervenção do papa Leão XIII), com incidência especial no pensamento e obras do santo que lhe deu o nome, destacando-se ainda a Academia Brasileira de Letras, a Associação dos Arqueólogos Portugueses, a Academia Imperial de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil, o Ateneu de Belas Artes de Lisboa e a Academia Portuense de Belas Artes, que deu origem à Escola de Belas Artes do Porto[2]. Academia Real da Marinha, em Lisboa, por sugestão do Conde de São Vicente.

Referências

  1. academia, iDicionário Aulete
  2. a b academia, Infopédia (Em linha). Porto: Porto Editora, 2003-2014. (Consult. 2014-03-15).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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