Academia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Acadêmico)
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Academia (desambiguação).
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde março de 2014). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

O termo academia (do grego antigo Ακαδήμεια (transliterado Akadémeia), derivado de Ακάδημος (transliterado Akádēmos), "Academo") designa, no Ocidente, várias instituições vocacionadas para o ensino superior, nomeadamente as artísticas, literárias, científicas e físicas, filosóficas etc. O termo também pode se referir a qualquer associação de cientistas, literatos ou artistas. A designação provém da escola de filosofia que Platão fundou na Grécia Antiga em 387 a.C., junto a um jardim a noroeste de Atenas, em terreno dedicado à deusa Atena que, segundo a tradição, pertencera a uma personagem mitológica com o nome de Academo.[1] Muitas academias tornaram-se famosas através de tempos e lugares, nas várias áreas de sua atuação. Entre as academias de letras, tornou-se paradigmática a Academia Francesa, cujo modelo inspirou a Academia Brasileira de Letras[2].

História[editar | editar código-fonte]

Distinguem-se, na história, a Antiga Academia, de Platão a Arcesilau, e a Nova, que se prolongou até depois do século V.

Foi com a época renascentista e o surgir do humanismo que o princípio da Academia tomou novo fôlego, começando a difusão em Itália e propagando-se pelos demais centros europeus para que se pudesse levar, a cabo, o estudo de saberes relacionados com a filosofia, a arte, a música, a pedagogia, a cultura, a história, a arqueologia, a literatura, a filologia e a ciência. Nesta altura, a forma de constituição das academias mais comum foi a congregação de estudiosos e eruditos, apontando-se, também, como génese, algumas associações formadas nos Jogos Florais[3].

Uma das novas academias mais relevantes foi a Academia Pomponiana (ou Academia Romana), fundada por Pompónio Leto em Roma, em meados do século XV, e que se dedicou ao estudo da filosofia, da arte, da arqueologia, da filologia e da poesia. No mesmo século, fundava-se a Academia Platónica em Florença, com o apoio de Cosme de Médicis e onde personagens como Marsílio Ficino se dedicavam ao estudo de saberes relacionados com a cultura e a filosofia.

Destacaram-se, no século XVIː a Academia della Crusca, que se dedicava ao estudo da língua italiana considerada pura, e a Academia das Artes do Desenho, ambas igualmente em Florença; a Academia Bracarense (fundada por dom frei Bartolomeu dos Mártires e dedicada ao estudo da filosofia, da cultura e da teologia; e a Academia Romana de Santa Cecília, que se dedicou à promoção dos músicos e ao estudo da música (tornado necessário na sequência das reformas decorrentes do Concílio de Trento).

No século XVII, surgiram, entre muitas outrasː a Académie Française; a Academia Nacional dos Linces (hoje conhecida como Pontifícia Academia das Ciências), em Roma, que contou Galileu entre os seus membros; a Academia da Arcádia, também em Roma, que se formara em torno da rainha Cristina da Suécia, que abdicara do trono ao converter-se ao catolicismo e passando a residir em Roma; a Royal Society em Londres; a Academia dos Generosos em Portugal (primeira conhecida neste país, posteriormente conhecida como Academia Portuguesa); a Académie des Sciences em Paris; e a Academia Real de Pintura e Escultura, na mesma cidade francesa.

Já no século XVIII, instituíram-seː a Academia de la Lengua, em Espanha; a Royal Academy of Arts em Inglaterra; a Academia das Ciências de Lisboa (que se dedicava ao estudo das Letras); a Academia dos Ocultos (com o principal promotor no marquês de Alegrete, Manuel Teles da Silva); a Arcádia Olissiponense, em Lisboa; a Academia Litúrgica Pontifícia (Santa Cruz de Coimbra), também em Portugal; a Academia Real da História Portuguesa (com o incentivo de dom João V e atualmente conhecida como Academia Portuguesa de História); a Academia de História Eclesiástica, em Roma (criada por iniciativa do papa Bento XIV); a Academia Brasílica dos Esquecidos (sob o patrocínio do vice-rei dom Vasco Fernandes César de Meneses); e a Academia Brasílica dos Renascidos, em São Salvador da Bahia, no Brasil, sua continuadora (sob os auspícios de José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo).

No século XIX, a Academia de São Tomás de Aquino aparece em Roma (por intervenção do papa Leão XIII), com incidência especial no pensamento e obras do santo que lhe deu o nome. Destacam-se, aindaː a Academia Brasileira de Letras; a Associação dos Arqueólogos Portugueses; a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro; o Ateneu de Belas Artes de Lisboa; a Academia Portuense de Belas Artes, que deu origem à Escola de Belas Artes do Porto;[3] e a Academia Real da Marinha, em Lisboa, por sugestão do Conde de São Vicente.

Uso alternativo do termo no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: academia desportiva

No Brasil, embora existam academias em várias áreas do conhecimento, o termo também é usado para designar a academia desportiva, estabelecimento destinado ao ensino e à prática de esportes (português brasileiro) (desportos [português europeu]) ou ginástica (exercícios aeróbicos ou anaeróbios), dotado de equipamento específico.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 19.
  2. academia, iDicionário Aulete
  3. a b academia, Infopédia (Em linha). Porto: Porto Editora, 2003-2014. (Consult. 2014-03-15).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre educação ou sobre um educador é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.