Academia Campineira de Letras e Artes

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Sede da Academia Campineira de Letras e Artes.

A Academia Campineira de Letras e Artes (ACLA) é uma entidade artístico-cultural criada com a finalidade de promover e ambientar as artes e a literatura na cidade de Campinas, São Paulo, Brasil.

Características[editar | editar código-fonte]

É composta de quarenta membros titulares ocupando o mesmo número de cadeiras acadêmicas, cujos patronos foram escolhidos com o fito de homenagear grandes personalidades artísticas e literárias. Além dos membros titulares, a Academia possui um quadro de acadêmicos honorários escolhidos entre os artistas e literatos do município, bem como um quadro de acadêmicos correspondentes.

A Academia promove também, sem datas preestabelecidas, chás temáticos variados, geralmente de caráter literário, para os quais são convidados coordenadores especializados. Todos os anos, a Academia premia duas personalidades do ambiente cultural e artístico campineiro com a medalha Samuel Lisman, a qual vêm se firmando, a cada ano, como uma das mais respeitáveis comendas do ambiente cultural e artístico da cidade.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Academia Campineira de Letras e Artes foi fundada em 11 de novembro de 1970 pelo jornalista Luso Ventura, pelo poeta Paranhos de Siqueira, pelo jornalista e escritor Rubem Costa e pelo poeta, historiador e radialista Jolumá Brito.[1] Surgiu como uma resposta da comunidade cultural campineira à necessidade de se encontrar um espaço alternativo não restrito apenas às letras, que, ao lado de uma gama considerável de escritores de talento, também abarcasse artistas das diversas outras expressões da criatividade e da sensibilidade humanas.

Decididos os parâmetros em que se estabeleceria a nova entidade, passaram os fundadores a buscar nas artes plásticas e no ambiente musical, e mesmo na literatura, outros nomes. Foi assim que a entidade passou a contar com nomes como o do pintor Aldo Cardarelli, do escultor Lélio Coluccini, do poeta João Gurgel Júnior, do historiador Júlio Mariano, da cantora lírica Niza de Castro Tank, do professor de canto Sylvio Bueno Teixeira, da professora, musicista e escritora Lea Ziggiatti. A estes, num segundo momento, se juntaram a poetisa Arita Damasceno Pettená, a escritora Maria Dezonne Pacheco Fernandes, autora do romance Sinhá Moça, o maestro Luiz de Túlio, o escritor João Amêndola, a pianista e professora Olga Normanha, e ainda Dr. Romeu Tórtima, Ruyrillo de Magalhães, o compositor Arly Ribeiro e sua esposa Norma de Lourdes Guimarães Ribeiro, o compositor Almeida Prado e muitos outros de igual relevância.

Se a Academia nascia já adulta no que tangia à qualidade dos seus fundadores, não o era, entretanto, quanto à disponibilidade das instalações de que precisava para funcionar. Reunia-se de forma improvisada na Associação Campineira de Imprensa, no Clube Semanal de Cultura Artística ou, quando não, na casa de algum acadêmico, até que, por iniciativa do prefeito Francisco Amaral, teve, em 1980, sua sede firmada no prédio que ora ocupa, então uma modesta e ruinosa casa que Samuel Lisman, na década de noventa, transformou no prédio totalmente reformado e adaptado com que hoje se conta, com a sala de concerto Carlos Gomes, a galeria de arte Tomás Perina, a Biblioteca Alcy Gigliotti, além de dependências sociais e funcionais.

Nas cadeiras da Academia tomam ou tomaram assento, titulares ou honorários, expoentes de renome internacional como os compositores José Antônio Rezende de Almeida Prado e Marco Padilha, os pintores Egas Francisco, Tomás Perina, Álvaro de Bautista, Paulo Cheida Sans e Mário Graven Borges, a consagrada cantora lírica Niza de Castro Tank, os pianistas Fernando Lopes e Sônia Rubinsky, o psiquiatra Maurício Knobel, o físico e poeta S. Caticha Ellis. A história da ACLA tem representado um processo que se consolida como parte integrante da história artístico cultural da cidade de Campinas.

Localização[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1970, a entidade funciona hoje em prédio cedido pela municipalidade de Campinas, na rua Doutor Mascarenhas nº. 412, e abre-se regularmente ao público quando de suas sessões ordinárias, em geral, às 15h30min de todo último sábado de cada mês, ensejando sempre uma mostra pictórica na Galeria Tomás Perina, bem como palestras e recitais no auditório Carlos Gomes.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Academias de Letras no Brasil

Referências

  1. Campinas conta com outra academia literária, a Academia Campinense de Letras, fundada em 1956

Ligações externas[editar | editar código-fonte]